EU VOS AMO! VÓS SOIS A MINHA VIDA.
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sábado, 1 de outubro de 2011

Santa Teresa do Menino Jesus,


Virgem e Doutora da Igreja

Discreta e silenciosa, durante a vida quase não chamou a atenção sobre si.
Parecia uma freira comum, sem nada de excepcional. Faleceu aos 24 anos,
tuberculosa, depois de passar por terríveis sofrimentos. Enquanto agonizava,
ouviu duas freiras comentarem entre si, do lado de fora de sua cela:
"Coitada da Irmã Teresa! Ela não fez nada na vida... O que nossa Madre
poderá escrever sobre ela, na circular em que dará aos outros conventos a
notícia da sua morte?" Assim viveu Santa Teresinha, desconhecida até mesmo
das freiras que com ela compartilhavam a clausura do Carmelo. Somente depois de
morta seus escritos e seus milagres revelariam ao mundo inteiro a verdadeira
envergadura da grande Santa e Mestra da espiritualidade. A jovem e humilde carmelita
que abriu, na espiritualidade católica, um caminho novo para atingir a santidade (a
célebre "Pequena Via"), foi declarada pelo Papa João Paulo II Doutora da Igreja.

Oração para alcançar a humildade
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composta por Santa Teresinha

Ó Jesus, estando Vós sobre a terra, dissestes: “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para a vossa alma.” Ó poderoso Monarca dos Céus, a minha alma acha o seu repouso contemplando-Vos revestido das aparências e da natureza de escravo, abaixando-Vos até lavar os pés aos Vossos discípulos. Recordo, ó Jesus, as palavras que, para me ensinardes a humildade, pronunciastes nessa ocasião: “Eu vos dei o exemplo, para que, assim como eu vos fiz, assim vós também façais. Não é o discípulo maior do que o seu mestre… Se sabeis estas coisas, bem-aventurados se as praticardes”.Senhor, eu compreendo estas palavras saídas do Vosso coração, manso e humilde, e quero praticá-las, ajudada pela Vossa divina graça. Quero humilhar-me e sujeitar a minha vontade à de minhas irmãzinhas, sem nunca contradizê-las, sem investigar se têm ou não sobre mim direito de mandar.Ninguém, meu Deus, tinha este direito sobre Vós, e todavia obedecestes, não só à Santíssima Virgem e a São José, mas até aos Vossos algozes! E na Santa Eucaristia pondes o cúmulo ao Vosso aniquilamento.Com que humildade, ó Divino Rei da glória, obedeceis a todos os sacerdotes, fervorosos ou tíbios no Vosso divino serviço! Eles podem apressar ou retardar a hora do sacrifício, e Vós estais sempre pronto a descer do Céu.Ó meu bom Jesus, como Vos mostrais manso e humilde debaixo do véu da hóstia imaculada!Ah! não poderíeis Vos humilhar demais para me ensinar a humildade! Para corresponder, pois, ao Vosso amor, quero colocar-me no último lugar e partilhar Convosco as humilhações, afim de ter parte Convosco no reino dos Céus. Suplico-Vos, Divino Jesus, me mandeis uma humilhação toda vez que ousar elevar-me sobre os outros.Mas oh! como sou fraca; de manhã proponho ser humilde, e à noite reconheço ter pecado por orgulho.Vendo-me tal, sou tentada a desanimar, mas sei que também o desânimo é orgulho. Portanto, quero fundar a minha esperança somente em Vós, meu Deus.E já que Vós sois todo poderoso, concedei-me esta virtude, muito desejada. E para que eu seja atendida, repetirei: “Jesus, manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao Vosso!”Ó Jesus, estando Vós sobre a terra, dissestes: “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para a vossa alma.” Ó poderoso Monarca dos Céus, a minha alma acha o seu repouso contemplando-Vos revestido das aparências e da natureza de escravo, abaixando-Vos até lavar os pés aos Vossos discípulos. Recordo, ó Jesus, as palavras que, para me ensinardes a humildade, pronunciastes nessa ocasião: “Eu vos dei o exemplo, para que, assim como eu vos fiz, assim vós também façais. Não é o discípulo maior do que o seu mestre… Se sabeis estas coisas, bem-aventurados se as praticardes”.

Senhor, eu compreendo estas palavras saídas do Vosso coração, manso e humilde, e quero praticá-las, ajudada pela Vossa divina graça. Quero humilhar-me e sujeitar a minha vontade à de minhas irmãzinhas, sem nunca contradizê-las, sem investigar se têm ou não sobre mim direito de mandar.

Ninguém, meu Deus, tinha este direito sobre Vós, e todavia obedecestes, não só à Santíssima Virgem e a São José, mas até aos Vossos algozes! E na Santa Eucaristia pondes o cúmulo ao Vosso aniquilamento.

Com que humildade, ó Divino Rei da glória, obedeceis a todos os sacerdotes, fervorosos ou tíbios no Vosso divino serviço! Eles podem apressar ou retardar a hora do sacrifício, e Vós estais sempre pronto a descer do Céu.

Ó meu bom Jesus, como Vos mostrais manso e humilde debaixo do véu da hóstia imaculada!

Ah! não poderíeis Vos humilhar demais para me ensinar a humildade! Para corresponder, pois, ao Vosso amor, quero colocar-me no último lugar e partilhar Convosco as humilhações, afim de ter parte Convosco no reino dos Céus. Suplico-Vos, Divino Jesus, me mandeis uma humilhação toda vez que ousar elevar-me sobre os outros.

Mas oh! como sou fraca; de manhã proponho ser humilde, e à noite reconheço ter pecado por orgulho.

Vendo-me tal, sou tentada a desanimar, mas sei que também o desânimo é orgulho. Portanto, quero fundar a minha esperança somente em Vós, meu Deus.

E já que Vós sois todo poderoso, concedei-me esta virtude, muito desejada. E para que eu seja atendida, repetirei: “Jesus, manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao Vosso!”

sábado, 30 de julho de 2011

S. Pedro Crisólogo, bispo, Doutor da Igreja, +450


São Pedro Crisólogo nasceu em Ímola no ano 380 e mereceu o apelido de Crisólogo, isto é, "Palavra de Ouro", por ser autor de estupendos sermões, ricos de doutrina, que lhe deram também o título de doutor da Igreja, decretado no ano 1729 pelo Papa Bento XIII. Dele se conservam cerca de 200 sermões. Numa homilia define o avarento como "escravo do dinheiro, mas o dinheiro - acrescenta - é o escravo do misericordioso. " É fácil entender o significado desta prédica. Sua pregação colocava insistentemente em evidência o amor paternal de Deus: "Deus prefere ser amado a ser temido". Humildes e poderosos escutava-os ele com igual condescendência e caridade. A imperatriz Gala Placídia teve-o como conselheiro e amigo.

Eleito Bispo de Ravena no ano 424, Pedro Crisólogo mostrou-se bom pastor, prudente e sem ambiguidades doutrinais. Sua autoridade era reconhecida em largo raio da Igreja. São Pedro Crisólogo disse certa vez: "Os que passaram, viveram para nós; nós, para os vindouros; ninguém para si" (op.cit.p.407).

São Pedro Crisólogo morreu no dia 31 de Julho do ano 451, em Ímola.

sábado, 19 de março de 2011

São Dâmaso I, Papa e Confessor


(+ Roma, 384)

Natural da cidade lusitana de Guimarães, era irmão de Santa Irene. Possuía grande cultura, era arquivista e poeta, e tinha também gosto pela arqueologia. Ordenou a organização dos arquivos da Igreja, conservando versões fiéis e autênticas dos escritos dos primeiros Padres e mandando destruir versões apócrifas e deturpadas, para que no futuro não pudessem ser aproveitadas por hereges.

Com a mesma profética intenção, quis que houvesse uma única versão oficial dos Livros Sagrados, e incumbiu seu secretário, São Jerônimo, de fazer uma tradução latina das Escrituras, diretamente dos originais gregos ou hebraicos, daí nascendo a célebre “Vulgata”. Ordenou que fossem feitas escavações e obras de conservação nas catacumbas, abandonadas desde que Constantino dera liberdade à Igreja, em 312.

Pessoalmente redigiu, em versos, os epitáfios dos incontáveis mártires que iam sendo localizados nas galerias subterrâneas de Roma. Por influência sua foi retirada do Senado romano a estátua da deusa Vitória, sendo assim eliminado esse vestígio do paganismo oficial. Foi um dos primeiros Papas a definir explicitamente o primado do Papa sobre a Igreja Universal, com uma autoridade que lhe vem de Nosso Senhor Jesus Cristo, e não por delegação dos demais bispos ou de concílios. Apoiou Santo Atanásio em sua luta contra o arianismo e combateu tenazmente essa, como diversas outras heresias do tempo.

Em resumo, pode-se dizer que seu Pontificado, que durou 18 anos, foi dos mais fecundos dos primeiros séculos da História da Igreja.

Extraído do livro: “Cada dia tem seu santo…” de A de França Andrade

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Santa Bernadete Soubirous


A Santíssima Virgem manifestou muitas vezes sua predileção pela humildade, nas pessoas que favoreceu com suas aparições. Santa Bernadete foi um exemplo notável. Pertencia a uma família pobre; durante vários anos lhe foi confiada a guarda de rebanhos; aprendia com dificuldade o catecismo:

- Vai, nunca serás mais do que uma louca e uma ignorante, dizia seu catequista desesperado. E Bernadete, confusa e meiga, lhe testemunhava ainda mais ternura.

Um pouco depois, a Santíssima Virgem lhe apareceu várias vezes, nas margens do Gave. Este privilégio não excita seu amor próprio.

- Eu não sei, dizia ela, se a Santíssima Virgem me escolheu por ser a mais ignorante!

E numa outra ocasião, acrescentava:

- Que mérito posso ter? A Santíssima Virgem se serviu de mim como duma pedra… fez como os bois de Betarram, que descobriram uma estátua.

Durante toda a sua vida religiosa, em Nevers, ela tornou-se ainda mais humilde. Ter-se-ia dito que procurava esquecer o passado. Sua humildade na honra é digna de louvores. Nunca se desmentiu, quer no noviciado, quer depois de sua profissão ou no exercício de suas funções. Numa palavra, como a Santíssima Virgem, esforça-se por agradar ao Senhor pelo sentimento de sua pequenez.

Senhor Jesus Cristo, modelo e recompensa da verdadeira humildade, concedei-nos a graça de imitar santa Bernadete na sua humildade e participar de sua glória.

(MÊS DE MARIA – J.B. Bord – Editora Vozes Ltda., Petrópolis, RJ. – 1′ edição, 1940, pp 103 – 104)./ADF

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Dia de São Leão Magno, Papa, Confessor e Doutor da Igreja


(+ Roma, 461)

Foi Papa durante 21 anos, num período agitado e difícil. Combateu as heresias do eutiquianismo e do donatismo e enfrentou sozinho Átila, rei dos Hunos, que não invadiu a Cidade Eterna porque ficou impressionado pela extraordinária força moral do Pontífice.

Durante o IV Concílio de Calcedônia, de que participavam 500 bispos, encerrou as discussões definindo, por escrito, a verdadeira doutrina católica sobre a dualidade de naturezas na unidade de Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esclarecidos pelo Papa infalível, os bispos reunidos no Concílio aclamaram essa decisão: “Essa a fé dos Apóstolos! Foi Pedro que falou pela boca de Leão!”

Extraído do livro: “Cada dia tem seu santo…”

domingo, 12 de setembro de 2010

Dia de São Guido, Confessor

(+ Brabante, Bélgica, 1012)

Nascido numa família de camponeses, distribuiu seus poucos bens aos pobres e se consagrou inteiramente ao serviço de Deus. Peregrinou durante sete anos, visitando os principais santuários da Europa, Roma e a Terra Santa. Depois retornou à sua região de origem e se santificou no humilde ofício de sacristão de uma igreja. Depois de morto, milagres e prodígios ocorreram em sua sepultura, e somente então foi glorificado aquele que, durante toda a vida, permanecera oculto e apagado.

Extraído do livro: “Cada dia tem seu santo… “

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Dia de São Bernardino Realino, Confessor


(+ Lecce, Itália, 1616)
Nascido em Capri, de nobre família, doutorou-se em Direito e iniciou uma brilhante carreira literária e administrativa. Tinha 28 anos quando faleceu sua noiva. Desiludido das coisas do mundo, resolveu consagrar-se inteiramente a Deus. Ingressou na Companhia de Jesus e foi ordenado sacerdote, progredindo rapidamente nas vias da perfeição cristã. Recebia graças místicas, lia segredos dos corações, profetizava, tinha o dom de curar doentes com sua bênção. Apóstolo do confessionário, tinha também o dom do conselho, sendo procurado até por bispos e príncipes que desejavam sua orientação. O Papa Paulo V e diversos soberanos lhe escreviam, pedindo orações. Quando São Roberto Belarmino o encontrou pela primeira vez, colocou-se de joelhos diante dele, embora fosse superior a São Bernardino na hierarquia da Companhia de Jesus. Morreu aos 86 anos, com a mais sólida fama de santidade.

Extraído do livro: Cada dia tem seu santo.