EU VOS AMO! VÓS SOIS A MINHA VIDA.
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A FÉ: significado e seus benefícios


Do Sermão sobre o Credo, proferido por São Tomás de Aquino, na cidade de Nápolis, Itália, durante a quaresma de 1273.

São Tomas de Aquino
O primeiro bem necessário para o católico é a fé. Sem a fé ninguém pode ser chamado de fiel cristão.

1 — O seu primeiro bem é a união da alma com Deus.

Pela fé realiza-se uma espécie de matrimônio entre a alma e Deus, conforme se lê no Profeta Oséias: “Desposar-te-ei na fé”. (Os 2, 20).

Quando o homem é batizado, deve, em primeiro lugar, confessar a fé ao responder à pergunta — crês em Deus? — porque o batismo é o primeiro sacramento da fé. O Senhor mesmo disse: “O que crer e for batizado será salvo” (Mc 16, 16).

O batismo sem a fé é destituído de valor. Deve-se, portanto, ter por certo que ninguém pode ser aceito por Deus sem a fé. “Sem a fé é impossível agradar a Deus”, diz S. Paulo (Heb 11, 6).

Sto. Agostinho, comentando este texto da carta aos Romanos — “Tudo o que não procede da fé é pecado” (14, 23), assim se expressa:

2 — O segundo bem é este: pela fé é iniciada, em nós, a vida eterna.

A vida eterna não consiste senão em conhecer a Deus, conforme lê-se em S. João: “Esta é a vida eterna, que Vos conheçam como único Deus verdadeiro”. (Jo 17. 3). Esse conhecimento de Deus inicia-se aqui pela fé, mas é completado na vida futura, quando O conhecermos tal como é. Por isso lê-se na carta aos Hebreus: “A fé é a substância das coisas que se esperam” (11. 11). Ninguém alcançará a bem-aventurança eterna, sem que tivesse primeiramente o conhecimento de fé, pois está escrito: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20, 29).

3 — A vida presente é a orientada pela fé: eis o terceiro bem.

Para que o homem viva bem, convém que conheça os princípios do bem viver. Se pelo próprio esforço devesse aprender esses princípios, não chegaria a conhecê-los, ou só os poderia conhecer após um longo tempo. Mas a fé ensina todos os princípios do bem viver. Ora, lá ensina que há um só Deus, que Deus recompensa os bons e pune os maus, que existe uma outra vida, e outras verdades semelhantes. Esse conhecimento é suficiente para nos levar a praticar o bem e evitar o mal, pois diz o Senhor: “O meu justo vive da fé” (Hab 2,4).

Eis porque nenhum filósofo antes da vinda de Cristo, apesar do grande esforço intelectual que despendiam, pôde chegar ao conhecimento de Deus e dos meios necessários para alcançar a vida eterna. Entretanto, depois do advento do Cristo, qualquer velhinha chegou pela fé. Eis porque Isaías profetizou assim esse advento: “Encheu-se a terra da ciência de Deus” (11, 23).

4 — O quarto bem é que, pela fé, se vence as tentações, conforme lê-se nas Escrituras: “Os santos pela fé venceram os reinos” (Heb 11, 23).

As tentações procedem do diabo, do mundo, ou da carne.

O diabo tenta para que tu não obedeças nem te submetas a Deus. Ora, é pela fé que o repelimos, porque é pela fé que conhecemos que há um só Deus e que só a Ele devemos obedecer. Por isso escreveu São Pedro: “O diabo, vosso adversário, está rondando para ver se devora alguém: a ele deveis resistir pela fé” (1 Pd 5,8).

O mundo nos tenta, seduzindo-nos na prosperidade, ou nos atemorizando nas adversidades. Mas ambas as tentações vencemos pela fé. Ela nos faz crer numa vida melhor, e, por isso, desprezamos as prosperidades do mundo e não tememos as adversidades. Eis porque está escrito: “Esta é vitória que vence o mundo, a vossa fé” (1 Jo 5, 4). Além disso, a fé nos ensina a acreditar que há males maiores, isto é, que existe o inferno.

A carne nos tenta, conduzindo-nos para os deleites momentâneos da vida presente, mas a fé nos mostra que por eles, se a eles indevidamente aderimos, perderemos os deleites eternos. Por isso nos aconselha o Apóstolo: “Tende sempre nas mãos o escudo da fé” (Ef 6, 16).

Por essas razões fica provado que é muito útil ter fé.

5 — Mas pode alguém objetar: é insensatez acreditar naquilo que não se vê: não se deve crer senão naquilo que se vê.

Respondo a essa objeção com os seguintes argumentos.

Primeiro argumento – É a própria imperfeição da nossa inteligência que desfaz essa dúvida. Realmente, se o homem pudesse, por si mesmo, conhecer perfeitamente as coisas visíveis e invisíveis seria insensato acreditar nas coisas que não vemos. Mas o nosso conhecimento é tão limitado que nenhum filósofo até hoje conseguiu perfeitamente investigar a natureza de uma só mosca. Conta-se até que certo filósofo levou trinta anos no deserto para conhecer a natureza das abelhas. Ora, se a nossa inteligência é tão limitada assim, é muito maior insensatez não querer acreditar em algo a respeito de Deus a não ser naquilo que o homem pode conhecer por si mesmo d’Ele. Lê-se no livro de Jó: “Eis como Deus é grande e ultrapassa a nossa ciência” (36, 26).

Segundo argumento – Consideremos, por exemplo, um mestre que assimilou uma verdade e de um aluno pouco inteligente que a entendeu diversamente, porque não a atingiu. Ora, esse aluno pouco inteligente deve ser considerado como bastante tolo. Sabemos que a inteligência dos Anjos ultrapassa a do maior filósofo, como a deste, a inteligência dos ignorantes. Portanto, seria tolo o filósofo que não acreditasse nas coisas ditas pelos Anjos. Ele seria muito mais tolo se não acreditasse nas coisas ditas por Deus. Lê-se, a esse respeito, nas Escrituras: “Foram-te apresentadas muitas verdades que ultrapassam a inteligência do homem” (Ec 3, 25).

Terceiro argumento. – Se o homem não acreditasse senão nas coisas que vê, nem poderia viver neste mundo. Pode alguém viver sem acreditar em outrem? Como podes tu saber que este é teu pai? É, pois, necessário que o homem acredite em alguém, quando se trata de coisas que por si só não as pode conhecer. Ora, ninguém é mais digno de fé do que Deus. Por conseguinte, os que não acreditam nas verdades da fé não são sábios, mas tolos e soberbos. São Paulo refere-se a esses como sendo — “soberbos e ignorantes…” (1 Tm 6, 4). Por isso S. Paulo diz de si: “Sei em quem acreditei e tenho certeza…” (2 Tm 1, 12). Tudo isso é confirmado no Livro do Eclesiástico: “Vós que temeis o Senhor, acreditai n’Ele” (2, 8).

Quarto argumento. – Pode-se ainda responder dizendo que Deus comprova as verdades da fé. Se um rei enviasse suas cartas seladas com o selo real, ninguém ousaria dizer que aquelas cartas não vinham do próprio rei. E claro que as verdades nas quais os santos acreditaram e que nos transmitiram como sendo de fé cristã, estão seladas com o selo de Deus. Esse selo é significado por aquelas obras que uma simples criatura não pode fazer, isto é, pelos milagres. Pelos milagres Cristo confirmou as palavras do Apóstolo e dos Santos.

Pode, porém, replicar dizendo que ninguém viu esses milagres. É fácil responder a essa objeção. É conhecido que toda a humanidade prestava culto aos ídolos e que a fé cristã foi perseguida, confirmando-o, além do mais, a história do paganismo. Converteram-se todos, porém, em pouco tempo a Cristo. Os sábios, os nobres, os ricos, os governos e os grandes converteram-se pela pregação de poucos homens rudes e pobres. Ora, de duas uma: ou se converteram por que viram milagres, ou não. Se foi porque viram milagres que se converteram, essa objeção não tem sentido. Se não o foi, respondo que não poderia haver maior milagre que esse de todos os homens converterem-se sem terem visto milagres. Deves te dar por vencido.

Conclusão. – Eis porque ninguém pode duvidar da fé. Devemos acreditar mais nas verdades da fé do que nas coisas que vemos, por que a vista do homem pode falhar, mas a ciência de Deus é sempre infalível.

Fonte: Sermão sobre o Credo – São Tomás de Aquino - Edição Eletrônica Permanência – 96 págs.
Fonte: AASCJ

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A cruz incólume de Joplin e uma reflexão sobre o futuro do Brasil


O tornado chegando em Joplin
Sobre a cidade de Joplin, no Estado de Missouri ‒ EUA, soprou o mais devastador tornado da história na noite de 22 de maio.

A base do tornado tinha uma largura de quase um quilômetro e avançou seis quilômetros, ceifando pelo menos 132 vidas.

Centenas de pessoas ainda estão desaparecidas enquanto escrevemos. Quase todos os edifícios em seu caminho ficaram em total ruína.

Compreende-se que o desastre natural tenha sido qualificado de apocalíptico. Os fortes ventos arrancaram árvores e os levantaram pelo ar junto com carros como se fossem folhas secas e os jogaram caoticamente com fúria incontível.

O governador do Estado, Jeremiah Johnson, descreveu a região atingida como “zona de guerra”. O presidente do país foi até o local para levar consolo à cidade devastada.

Nada ficou em pé

O tornado devastou a cidade
Nada?

A igreja católica de Nossa Senhora ‒ St. Mary’s Church ‒ ficou bem no meio do caminho do tornado homicida.

A despretensiosa igreja construída em 1938, a escolinha primária, a casa paroquial, o salão paroquial em construção: tudo foi impediosamente arrasado pela fúria da espiral de morte, segundo descreveu o jornal “National Catholic Register”.

O pároco, Pe. Justin Monaghan, no início da tragédia encontrou um refúgio improvisado na casa paroquial. O prédio caiu em cima dele. Porém, nada sofreu, tendo ficado preso durante horas até que os paroquianos conseguiram encontrá-lo e cavar entre as ruínas de onde o tiraram são e salvo.

A cruz de Nosso Senhor intacta
Também o Santíssimo Sacramento foi resgatado ileso dos escombros da igreja de Nossa Senhora.

O que sobrou do templo católico?

Uma Cruz, só uma Cruz.

O grande cruzeiro em aço da entrada da igreja.

Na paisagem desolada ele continua estendendo seus braços salvadores sobre a imensa ruína da cidade.

“Vê-lo erguido nos lembra que nossa missão está toda baseada nele”, escreveu o “Eastern Oklahoma Catholic”, publicação da Diocese de Tulsa, Oklahoma.

Encorajados pelo simbolismo da Cruz que se mantém em pé em meio ao caos e à devastação, os católicos se organizaram ativamente com a certeza que o lado material da destruição material vai ser revertido.

Karen Drake, professora da primeira série na escola primária católica da igreja de Santa Maria, em pé junto as ruínas da paróquia disse: “nossa cruz ainda está de pé. Acho que isso diz muito”.

Verdadeiramente, diz muito. Muitíssimo.

Não é só a cidadinha de Joplin que sofre vendavais devastadores. É a situação do mundo todo, mutatis mutandi.

São as famílias, as instituições fundamentais, o laicato católico, o clero, a própria Santa Igreja Católica, nossa Mãe imensamente amada…

O mundo sente que algo anda mal e muito profundamente mal.

É o pecado. O pecado individual sem dúvida, mas mais do que tudo o pecado coletivo.

O pecado cometido pela sociedade considerada em seu conjunto, em seus costumes e em suas leis.

Baste pensar na recente equiparação pelo STF do “casamento homossexual” com o matrimônio fundado no Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, ou com a promoção do homossexualismo entre as crianças em idade escolar com o famigerado “kit anti-homofobia”.

Em meio a essas tragédias continua em vigor no Brasil o Programa Nacional de Direitos Humanos ‒ PNDH-3 que postula o banimento dos símbolos religiosos dos locais públicos.

O que será de nossa amada Pátria se os símbolos protetores de Jesus Cristo, Nossa Senhora e os Santos forem enxotados dela?

Que grau de recusa a Deus representaria, por exemplo, banir o Cristo Redentor que do alto do Corcovado abençoa a nação brasileira?

Do ponto de vista da ciência, razões naturais explicam a resistência do Cruzeiro de Joplin ao tornado: ele é de aço e aparenta estar solidamente implantado.

Entretanto, sinais como o do Cruzeiro de Joplin multiplicaram-se em nossos dias. O Cruzeiro da catedral de Port-au-Prince capital do Haiti; a imagenzinha de Nossa Senhora das Graças no Vale do Cuiabá, na região serrana do Rio de Janeiro, durante as arrasadoras enxurradas em fevereiro deste ano.

E estes sinais num contexto de eventos como o terremoto e tsunami do Japão convidam a uma reflexão prudente mais muito séria do ponto de vista da fé.

Fonte: Ciência confirma igreja/AASCJ

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Porquê fazer sempre o Sinal da Cruz?


Pe. José Cassimiro Sobrinho*

No batismo, o sacerdote nos marcou com o sinal da cruz. Foi logo no início, depois do acolhimento. Os pais e padrinhos disseram estar conscientes do dever de nos educar na fé católica e prometeram ajudar-nos, com a palavra e com o exemplo.

Mas, o que é o sinal da cruz? Por que devemos fazê-lo? Quando e como realizá-lo?

O sinal da cruz, conforme ensina o catecismo, é o sinal do cristão. Lembra-nos o grande amor de Deus para conosco. Deus nos amou tanto que deu seu filho para nos salvar. Lembra-nos, também, o nosso amor para com Deus e para com o próximo.

A cruz é formada de duas partes: uma vertical e outra horizontal. A vertical nos orienta para o céu: é o nosso amor para com Deus. A horizontal se volta para os que estão ao nosso lado: é o amor para com o próximo, aquele que está mais perto de nós. Os dois amores se entrelaçam um no outro, como as duas hastes da cruz. Um não pode existir sem o outro. Não existe o pedestal da cruz sem os braços e nem os braços sem o pedestal. Os dois se completam. Não se pode amar a Deus sem amar o próximo e nem se pode amar o próximo sem o amor a Deus.
Amar o próximo sem amar a Deus é mera filantropia. Amar a Deus sem amar o próximo é algo vazio e abstrato. O próprio evangelho afirma: quem diz amar a Deus e não ama seu irmão é um mentiroso (1 Jo 4, 2 0-21) .
Fazemos o sinal da cruz na testa para que Deus coloque em nossa mente pensamentos bons, nobres, verdadeiros e justos. Agimos de acordo com aquilo que pensamos. São as idéias que movem o mundo. Daí, a necessidade de termos idéias nobres e uma mente arejada.

Outrossim, fazemos este sinal, na testa, para retirar os maus pensamentos. As maquinações perversas. Os maus intentos. As falsas ilusões. Para despoluir a mente. Fazer que ela se torne serena, equilibrada e transparente. Arquitetar raciocínios retos e proveitosos. Fazemos o sinal da cruz na boca para que Deus purifique nossos lábios como purificou os de Isaías (Is 6, 1-7).

Assim, poderemos cantar seus louvores e anunciar sua santa palavra. Dar conselhos sábios e dizer aquilo que é da vontade de Deus, na hora certa, no memento adequado e com palavras apropriadas. Possamos destilar de nossos lábios canções e sorrisos que alegrem o coração das pessoas que nos cercam. Pedimos, também, que o Senhor não nos permita dizer palavras más, ofensivas, injuriosas. Não pronunciar o nome de Deus em vão, nem dizer imprecações contra o céu.

Fazemos o sinal da cruz no peito, pedindo a Deus colocar em nosso coração o amor puro e verdadeiro. Aquele que brota do coração de Deus e se confunde com Deus (1 Jo 4, 7-9). Que não nos deixe confundir amor com sentimentalismo ou paixão desordenada. Isso é caricatura de amor.

Suplicamos, ainda, que tire de nosso interior, todo desejo de ganância, de avareza e de apego excessivo aos bens materiais. Dê-nos um coração sensível, terno, cheio de 2compaixão e de misericórdia. Semelhante ao coração manso e humilde de Jesus (Mt 11, 28-30).
Para isso, precisamos fazer o sinal da cruz, sempre. Frequentemente. Várias vezes no dia, sobretudo, ao se levantar e ao se deitar. No início e no final do dia, para que a graça de Deus nos acompanhe, em todas as nossas ações.

Antes e depois das refeições, no começo e no término dos nossos trabalhos, nas tentações e nas dificuldades, fazemos o sinal da cruz, na sua forma mais abreviada (em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém), invocando as três pessoas divinas, louvando, agradecendo e pedindo os auxílios de que tanto necessitamos.

E tudo, com muito respeito, sem pressa e sem distração. Pensando nas palavras que pronunciamos e nos gestos que fazemos. É ao Deus uno e trino que nos dirigimo

Pe. José Cassimiro Sobrinho
Possam estas reflexões, ajudar-nos a entender melhor o significado do Sinal da Cruz, sua finalidade e a maneira correta de realizá-lo ao longo do dia. Esta breve oração tornar-se-á agradável a Deus e muito valiosa para quem a realiza de maneira correta e atenciosa. Será um sinal luminoso do nosso amor a Deus e ao próximo.

*Capelão do Mosteiro Mãe de Deus, em Viçosa. Vigário Paroquial da Paróquia de Santa Rita. Doutor em Direito Canônico

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Oração: Jesus, se ouvir a Imaculada "Faz tudo que Ele te Disser", unindo-me ao Teu sacrifício minha alma viverá pela Cruz, em Ti


Que mais mereço eu senão esta dor?
Que alma merece mais ser vergastada senão a que se dilacera
pelo pecado que cometeu, mas nele reincide?
Só o saborear do Teu corpo
do Amor do Teu Sacrifício,
pode revitalizar este caco que sou!

Sei que sou indigno, Senhor,
mas para onde me arrebatas,
para onde sinto que voo,
levado não sei como quando comecei a caminhar para o altar,
e me vi no caminho do Gólgota,
para onde me levas agora, Jesus?
Entegro-me não pergunto mais,
leva-me, eu nada sou,
eu nada mereço saber,
nada tenho que perguntar ao Que me Ama como Tu!
Antes espero que me leves e largues
do alto do penhasco para cair nas labaredas onde mereço ficar,
pelos momementos de não amor,
que são tantos,
e são momentos do maligno,
pois o que é ele senão o não amor?,
Terá chegado essa hora do meu juízo?

Angustia da minha alma que Te ama,
e percebe finalmente o Inferno,
não mais Te ver,
ser condenada a vaguear no fundo do vale,
solitária e fria,
sem Amor,
sem presença de Amor,
e por isso sem mais contemplar Deus,
apenas no vazio das almas que como ela se olham desnudas,
e percebem a miséria eterna e lacinante do inferno,
a ausência de Deus a que se condenaram elas mesmas,
em vida!
Pois afastaram-se do Amor!
Comunhão das Almas do inferno,
é a dor reforçada por mim e por todas
as que no fundo do vale se sentem amarguradamente
culpadas de se terem negado a si mesmas
a grandeza do banquete que já não vêem,
um lugar à mesa do Cordeiro no seu Reino!
Sentem-se culpadas e comungam da culpa na dor que assim se torna crescente,
porque partilhada porque somos todos iguais,
todos Te negamos, todos fomos imperfeitos vezes demais,
porque nos afastamos do Amor vezes de mais,
e só vemos as memórias das vezes em que negamos o Amor,
a quem dele precisava,
desde logo a Ti!, ao afastar-nos da Eucarístia,
momento de celebrar o Teu Amor,
o Amor máximo que vem no Verbo de Amor,
e no Sacrifício Eucarístico do Verbo!
Quem foge do teu Templo, Jesus,
foge do Amor que lá habita,
que é o próprio AMOR,

IN: Facebook - Carlos Santos (continua)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pegadas maravilhosas


Século X – Praga (Boêmia)

São Venceslau, duque soberano da Boêrnia[1], tinha singular devoção ao Santíssimo Sacramento do altar. Mandava reverenciar os sacerdotes, manifestava a eles sinais de honra e diferença, favorecia-os o quando podia e julgava-se muito honrado em poder ajudar pessoalmente na celebração do Santo Sacrifício.

O intenso amor que professava a Jesus Sacramentado se manifestava de modo especial nas freqüentes visitas que, de dia ou de noite, fazia às igrejas para adorá-Lo. Se o templo estivesse fechado, joelhava junto à porta, e ali permanecia recolhido em oração. Se a distância ou a falta de tempo não lhe permitiam aproximar-se dEle, de longe dirigia seu olhar para o tabernáculo, para oferecer vassalagem a Deus Nosso Senhor, oculto na Sagrada Eucaristia.

Uma noite em que nevava copiosamente, ia o Santo de pés descalços para visitar o Santíssimo Sacramento nas igrejas, e o criado que o acompanhava se ia queixando do frio excessivo que sentia.

– Põe, lhe disse Venceslau, teus pés sobre as marcas dos meus.

O acompanhante assim o fez, e mal deu alguns passos começou a sentir que do gelo pisado pelo santo monarca saia um suave calor, que maravilhosamente o aquecia.

Esse prodígio fez entender ao criado quanto agradavam ao Senhor as visitas que Venceslau Lhe fazia no Santíssimo Sacramento.

(Lorenzo Surio, Vida de San Wenceslao)

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[1] Era menino de 13 anos quando herdou o Ducado da Boêmia, por morte de seu pai Vratislau. Na Corte, duas influências opostas se defrontavam: de um lado, a piedosa Ludmila, mãe de Vratislau, que era católica fervorosa e educou no catolicismo o neto Venceslau; de outro lado, a duquesa Draomira, viúva de Vratislau, regente na menoridade de Venceslau. Sendo pagã fanática e não conseguindo ter influência sobre o jovem duque, manifestava clara preferência pelo filho mais jovem, Boleslau, que também era pagão. Draomira mandou estrangular a sogra e passou a perseguir os católicos, mas não ousou tocar em São Venceslau. Este, impotente, tomou uma atitude prudentemente discreta até que, ao atingir os 18 anos, deu um golpe de força e destituiu a mãe, tomando posse do seu ducado e modificando radicalmente a situação. Favoreceu o catolicismo, chamou de volta os missionários, mandou editicar igrejas, submeteu-se como vassalo do Sacro Império. Muito piedoso, fazia questão de preparar pessoalmente, com trigo de suas plantações e uvas de suas videiras, as hóstias e o vinho destinados ao Sacrifício da Missa. Fez um breve mas memorável governo e morreu em 929, aos 23 anos de idade, assassinado por Boleslau, que, em conluio com a mãe, o atraíra para uma cilada.
fonte: aascj

sábado, 16 de outubro de 2010

ANJOS NA LADEIRA – Uma história verdadeira


Diane, uma jovem estudante universitaria cristã, estava em casa naquele verão. Uma noite foi visitar alguns amigos e a conversa prolongou-se um pouco mais do que planeara, fez com que as horas avançassem noite dentro e fez-se muito tarde para voltar sozinha para casa. Mas não tinha medo, porque morava numa cidade pequena e tranquila, a poucos quarteirões dali.
Enquanto caminhava, pediu a Deus que a mantivesse a salvo de qualquer mal ou perigo. Quando chegou a uma viela que utilizava como atalho para chegar mais rápido, resolveu ir por ali.
Quando estava já a meio da ruazinha, viu um homem parado no final dela e parecia que a estava a esperar.
Diane ficou nervosa e começou a rezar pedindo a protecção de Deus. Neste instante, um sentimento de tranquilidade e segurança a envolveram, sentiu como que se alguém estivesse a caminhar junto dela, chegou ao final da viela e foi caminhando justamente na direcção onde o homem se encontrava, mas nada aconteceu, chegando bem a casa.
No dia seguinte leu no jornal, que uma jovem havia sido violada naquela mesma viela, uns 20 minutos depois de ela passar por ali.
Sentindo-se mal por esta tragédia e pensando que poderia ter sido com ela, começou a chorar dando Graças a Deus por tê-la defendido e pediu ajuda para a outra jovem. E decidiu ir ao posto de polícia, acreditando que poderia reconhecer o homem e contou ali a sua história.
O Comandate da policia agradeceu a Diane pela sua valentia e preguntou-lhe se havia algo que pudessem fazer por ela. E ela pediu que perguntassem ao homem, porque é que não a tinha atacado quando ela passou pela mesma viela.
Quando o Comandante perguntou ao homem, ele respondeu: "Porque ela não estava sozinha, havia dois homens altos a caminhar um de cada lado dela"…

Moral da historia?
Não subestimes o poder da oração.
Quem a Deus tem, nada lhe falta. Quando Deus está connosco, quem contra nós?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Maria, nossa omnipotente advogada


O dia de Nossa Senhora do Rosário se aproxima, e interceda à Nossa Mãe Celestial pelas graças que necessita Dulcíssima Soberana, se é o vosso ofício interpor-Vos como medianeira entre Deus e os pecadores, dignai-Vos exercê-lo em meu favor. Não me digais que a minha causa é muito difícil de ganhar, porque sei, e todo o mundo o afirma, nunca uma causa, por desesperada que parecesse, se perdeu quando Vos teve por defensora: e só a minha correria risco? Não, não o temo.

Sem dúvida, se não considerasse senão a multidão de meus pecados, deveria temer que me recusásseis defender; mas quando penso na vossa imensa misericórdia, e no extremo desejo que anima o vosso maternal coração, de socorrer os pecadores mais sem esperança, todo o meu medo se esvai.

Quem é que já se perdeu, depois de ter recorrido a Vós? Chamo-Vos, pois, ao meu socorro, ó Maria, minha poderosa advogada, meu refúgio, minha esperança e minha Mãe. Às vossas mãos entrego a causa da minha salvação eterna; confio-Vos a minha alma: se ela está perdida, a Vós toca salvá-la.

Não cesso de dar graças ao Senhor pela confiança sem limites que me inspira em Vós, a qual, não obstante a minha indignidade, me dá segurança de salvação. Um só temor me aflige, ó minha amadíssima Rainha: é perder um dia pela minha negligência a confiança que tenho em Vós.

Suplico-vos pois, ó Maria, em nome do amor que tendes ao vosso dulcíssimo Jesus, conservai, aumentai em mim cada vez mais esta doce confiança na vossa intercessão; ela com certeza me fará redobrar a amizade de Deus, que tão loucamente desprezei e perdi no passado.

Uma vez recobrada esta amizade, espero conservá-la pelo vosso socorro, e conservando-a, chegar ao paraíso, onde terei a felicidade de Vos render graças e cantar as misericórdias de Deus e as vossas durante a eternidade.

Santo Afonso de Ligório

Extraído do livro: “As mais belas orações a Nossa Senhora”. Ed. Artpress

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Oração a Jesus Nosso Salvador


Creio, Senhor, espero, amo, arrependo-me; dai-me porém fé mais firme,
esperança mais segura, amor mais ardente, pesar mais profundo.

Eu Vos adoro, Primeiro Princípio; eu Vos desejo, Fim último; eu Vos louvo, Benfeitor Perpétuo; eu Vos invoco, Propício Defensor.

Seja minha luz vossa sabedoria, minha regra vossa justiça, meu consolo vossa clemência, meu amparo vossa onipotência.

Sejam, Senhor, meus pensamentos só em Vós, meus discursos só de Vós, meus atos conformes a Vós, minhas penas sofridas por Vós.

Quero o que Vós quereis, porque quereis, como quereis, enquanto quereis.

Rogo-vos, Senhor: Alumiai-me o entendimento, incendiai-me a vontade, purificai-me o corpo, santificai-me a alma. Não me eive a soberba,
não me entre a lisonja, não me engane o mundo, não me enrede Satanás.

Venha-me vossa graça limpar a memória, refrear a língua, guardar os olhos, conter os sentidos.

Fazei-me chorar os pecados passados, repelir as futuras tentações, reprimir as más inclinações, praticar as necessárias virtudes.

Concedei-me, Deus de bondade, o amor a Vós, o ódio a mim, o zelo pelo próximo, o desprezo do mundo.

Proponho-me obedecer aos superiores, ajudar aos inferiores, cuidar dos amigos, perdoar os inimigos.

Lembrarei, Senhor Jesus, vossa ordem e exemplo para amar os inimigos, sofrer as injúrias, fazer bem aos que me perseguem, orar pelos que me detratem.

Fazei-me moderar os sentidos com a austeridade, a avareza com a esmola, a ira com a brandura, a tibieza com a devoção.

Tornai-me prudente nas empresas, constante nos perigos, paciente na desgraça, reportado na prosperidade.

Fazei-me, Senhor, atento na oração, sóbrio no alimento, diligente nas obrigações, firme nos propósitos.

Seja meu cuidado a pureza do coração, a modéstia exterior, o trato edificante, a vida regular.

Fazei-me domar a natureza, aproveitar a graça, observar a Lei, merecer a salvação.

Espero santificar-me com sincera confissão, comunhão fervorosa, contínuo recolhimento e pureza de intenção.

Ensinai-me, Senhor, quão pequeno é o que é da Terra, quão grande o que é de Deus, quão breve o tempo, quão dilatada a eternidade.

Concedei-me que me prepare para a morte, tema o Juízo, escape do inferno, entre no Paraíso.

Por Cristo Senhor nosso. Amem.
(São Tomás de Aquino) / Fonte: Boletim Sagrado Coração

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Conheça a história da vida de Santa Marta, a hospedeira de Nosso Senhor Jesus Cristo


Santa Marta, a hospedeira de Cristo, era filha de Siro e de Eucária, descendente de estirpe real. O pai era governador da Síria e de muitas regiões marítimas. Com sua irmã, por direito de herança materna, possuía três fortalezas, a saber, Magdala, Betânia e parte da cidade de Jerusalém. Nunca se disse que tivesse marido ou vivesse com homem algum.

Foi nobre hospedeira do Senhor e também queria que sua irmã O servisse, porque estava convencida de que não bastaria o mundo inteiro para servir hóspede tão nobre. Depois da Ascensão do Senhor, quando da dispersão dos discípulos, ela, seu irmão Lázaro, sua irmã Maria Madalena e ainda São Maximino — que as tinha batizado e a quem foram entregues pelo Espírito Santo — além de muitos outros, foram colocados num barco pelos infiéis, sem remos, nem velas, nem lemes, nem alimentos, pois tudo lhes roubaram. Mas, guiados pelo Senhor, chegaram a Marselha; depois, foram para o território de Aix e lá converteram o povo à fé.

Novo lar

Santa Marta era muito eloqüente e agradava a toda a gente. Naquele tempo, vivia nas margens do Ródano, num bosque, entre Arles e Avinhão, um dragão, metade animal, metade peixe, maior do que um boi e mais comprido que um cavalo, com dentes afiados como espadas, e protegido de ambos os lados por escamas como escudos; escondia-se no rio, matava todos os transeuntes e fazia naufragar os barcos.

Tinha ido por mar desde a Galácia da Ásia, fora gerado por Leviatã – que era uma ferocíssima serpente aquática – e por um animal chamado ónaco, oriundo da região da Galácia, que expele os seus dejetos até à distância de uma jarda como se fosse a ponta de um dardo, queimando como fogo tudo o que atingem. Marta, a pedido do povo, foi procurá-lo e encontrou-o no bosque comendo um homem; atirou água benta sobre ele e mostrou-lhe uma cruz.

Em seguida, vencido e parado como uma ovelha, Santa Marta atou-lhe o seu cinto e ali mesmo foi morto pelo povo com lanças e pedras. Os naturais dessa região chamavam Tarascurus àquele dragão; por isso em sua memória, aquele lugar ainda se chama Tarasconus (hoje Tarascon), em vez de Nerluc, que significa “lago negro”, porque os bosques eram sombrios e escuros.

Vida em santidade

A partir de então, com licença de seu mestre Maximino e de sua irmã, Santa Marta ficou ali, entregando-se sem desfalecer às orações e aos jejuns. Depois, tendo-se reunido nesse lugar uma multidão de religiosas e construído uma grande basílica em honra da Bem-aventura Virgem Maria, levou uma vida de austera: abstinha-se de carne, de toda a gordura, de ovos, de queijo e de vinho; só comia uma vez por dia, fazia cem genuflexões de dia e outras tantas à noite.

Uma vez, quando pregava junto de Avinhon, entre a cidade e o rio Ródano, um jovem que estava além do rio queria ouvir suas palavras, mas não tinha barco; começou a nadar, mas foi levado pela força da correnteza e logo morreu afogado. Muito a custo, encontraram o seu corpo ao segundo dia e colocaram-no aos pés de Santa Marta para que o ressuscitasse. Ela se prostrou ao chão de braços abertos em cruz e orou assim:

- Senhor Jesus Cristo, que outrora ressuscitou o meu querido irmão, olha, ó meu hóspede caríssimo, para a fé dos circunstantes e ressuscita este rapaz.

Pegou-lhe na mão e ele imediatamente ressuscitou, recebendo o santo batismo.

Santo Eusébio conta no livro quinto da História Eclesiástica, que uma mulher que sofria de um fluxo de sangue, depois de sarada, foi para o seu jardim e fez uma estátua parecida com Nosso Senhor Jesus Cristo, com a túnica e a fimbria como tinha visto, reverenciando-a com muita freqüência. Mas cresceram as ervas, até então destituídas de qualquer virtude, e ficaram com tal poder que, daí em diante, curaram muitos enfermos.

Santo Ambrósio diz que essa mulher fora precisamente Santa Marta. Da mesma forma São Jerônimo refere, como conta na História Tripartida, que Juliano, o Apóstata, tirou a estátua feita por ela para lá colocar a sua, que logo foi destruída por um raio.

(Fonte: La Légende Dorée
In Boletim do Sagrado Coração de Jesus

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Confiança em Deus


O profeta Isaías, ao se referir à grandeza de Deus e à confiança que nele deve ter o homem, diz: “os que esperam no Senhor, adquirirão sempre novas forças, tomarão asas como de águia, correrão e não fatigarão, andarão e não desfalecerão.”

É muito singular que o Profeta compare os que confiam no Senhor às águias.

É que elas têm uma forma toda especial de enfrentar as tempestades. Quando se aproxima uma tempestade as águias abrem suas asas, capazes de voar a uma velocidade de até noventa quilômetros por hora, e enfrentam a tormenta.

Elas sabem que acima das nuvens escuras e das descargas elétricas, brilha o sol.

Nessa luta terrível elas podem perder penas, podem se ferir, mas não temem e seguem em frente. Depois, enquanto todo mundo fica às escuras embaixo, elas voam vitoriosas e em paz, lá em cima. Confiança que traduz certeza é o seu lema. Para além da tormenta, brilha o sol e o sol elas buscam.

Na morte as águias também dão excelente lição de confiança. Como todos os seres vivos, elas também morrem um dia.

Contudo, alguma vez você já se deparou com o cadáver de uma águia? É possível que já tenha visto o de uma galinha, de um cachorro, de um pombo. Quem sabe até de um bicho do mato nessas extensas estradas de reserva ecológica. Mas, com certeza nunca encontrou um cadáver de águia.

Sabe por que? Porque quando elas sentem que chegou a hora de partir, não se lamentam nem ficam com medo.

Localizam o pico de uma montanha inatingível, usam as últimas forças de seu corpo cansado e voam na sua direção. E lá esperam, resignadamente, o momento final. Até para morrer, as águias são extraordinárias.

Quando, por ventura, você se deparar com um momento difícil, em que as crises aparecem gerando outras crises, não admita que o desânimo se aposse das suas energias. Eleve-se acima da tempestade, através da oração.

Pense que Deus é o autor e o sustentador de todo o bem. Pequenos dissabores que estejam atingindo você são convites a reexame dos empecilhos que enchem a estrada da sua vida.

Discórdia é problema que está pedindo ação pacificadora. Desarmonias domésticas são exigência de mais serviço aos familiares.

Doença é processo de recuperação da verdadeira saúde. Até mesmo a presença da morte não significa outra coisa senão renovação, e mais vida. Reze por seus familiares

Pense nisso:
Sempre que as aflições visitem seu lar em forma de enfermidade ou tristeza, humilhação ou desastre, não se entregue ao desalento.

Recorde que, se você procura pelo socorro de Deus, o socorro de Deus também está procurando alcançar você.

Se a tranqüilidade parece demorar um pouco, persevere na esperança, lembrando que o amparo de Deus está oculto ou vem vindo.

Fonte: Blog Caminhando com fé

“Sede santos, como o Pai do Céu.”


Em que livro poderíamos aprender melhor a ciência dos Santos (que é a ciência de amar a Deus) do que em Jesus Crucificado? O grande servo de Deus, Frei Bernardo de Corleone, capuchinho, não sabendo ler, queriam seus confrades ensinar-lhe. Ele, porém, foi primeiro aconselhar-se com seu Crucifixo e Jesus respondeu-lhe da Cruz:

“Que livro! Que ler! Eu sou o teu Livro, no qual poderás sempre ler o amor que eu te consagro!”

Visitando uma vez Santo Tomás de Aquino a São Boaventura, perguntou-lhe de que livro se havia servido para escrever tão belas coisas que havia publicado. São Boaventura mostrou-lhe a imagem de Jesus Crucificado, toda enegrecida pelos muitos ósculos que lhe imprimira, dizendo-lhe:

“Eis o meu livro de meditação, onde tiro tudo o que escrevo; Ele ensinou-me o que eu sei”.

Eis, portanto, o livro, Jesus Crucificado, que, se for constantemente lido por nós, também nós aprenderemos de um lado, a temer o pecado e de outro nos abrasaremos em amor por um Deus tão amante, lendo em suas chagas a malícia do pecado que reduziu um Deus a sofrer uma morte tão amarga para por nós satisfazer a justiça divina e o amor que nos manifestou o Salvador, querendo sofrer tanto para nos fazer compreender o quanto nos amava.

(A Paixão de NSJC – Vol. 1 — Santo Afonso Maria de Ligório
N.B.: Sigamos o proceder dos Santos, como acima explicitado, e seremos também santos, como devemos ser, eis porque Nosso Senhor disse: “Toma a tua cruz e siga-me.”

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Uma história tão antiga e tão actual


A história do Profeta Jonas vem atravessando os séculos, mas continua sempre nova e eficaz. Ela retrata a vida humana, mostrando tanto suas fraquezas como a capacidade de superá-las. Na verdade, cada pessoa é portadora de duas situações, o que nós mesmos podemos constatar. Carregamos, desde nosso nascimento, as nossas debilidades. Elas nos acompanham por onde quer que andemos. No entanto, Deus também nos agraciou com os dons de nossa natureza, a qual assim adornada pode superar os obstáculos que porventura venham a perturbar seu desenvolvimento rumo à eternidade, na Pátria Celeste.

Vivemos neste mundo à procura de felicidade. Mas, para sermos verdadeiramente felizes é preciso seguir o caminho certo, em obediência ao que Deus quer de cada um de nós. Ele tem direitos sobre suas criaturas. Dotou-nos de inteligência e de vontade e nos pede que pratiquemos seus mandamentos, que estejamos atentos a sua voz que nos fala diretamente ao coração, à nossa própria consciência, mediante as Sagradas Escrituras, através de pessoas ou acontecimentos significativos.
O profeta Jonas ouviu muito bem a voz do Senhor, compreendeu claramente o seu pedido, mas procurou furtar-se à sua missão. Pensou em fugir e em esconder-se de sua face!
Refletindo profundamente sobre o ocorrido com o Profeta Jonas, é possível que descubramos partes ou dados de nossa missão, que talvez sejam desconhecidos por nós até o momento. Quem sabe quantas vezes agimos como o profeta Jonas, querendo fugir de nossas responsabilidades e nos esquecemos de que Deus está conosco, sabe tudo de nós e nos pede obediência. Ele nos deu os mandamentos escritos nas tábuas da lei; nascemos com essas mesmas leis gravadas em nosso próprio ser. Além disso, somos advertidos por nossa consciência quando praticamos o mal. De nada adianta querer abafá-la.

O acontecido com o profeta Jonas é muito ilustrativo. Não devemos deixar passar essa oportunidade que a Igreja nos proporciona, tendo dedicado este ano de 2010 à reflexão dessa linda e significativa história. Os textos da Sagrada Escritura são para serem lidos e praticados, pois todos trazem ensinamentos que tocam diretamente ao nosso coração e nossa vontade, motivando-nos à obediência das exortações de Deus.
Os costumes se modificam e surgem novidades! Tudo se transforma! Os ensinamentos de Deus se solidifica e adquirem sempre maior força, embora os inimigos tentem impedir que eles sejam praticados. Não há argumento que possa exterminá-los, pois Deus é o autor da vida e de tudo quanto há na natureza e no mundo. As forças adversas serão destruídas, enquanto Deus subsistirá pelos séculos sem fim.

A Sagrada Escritura, bem como seus comentários feitos pelos Santos Padres da Igreja devem ser os “livros de cabeceira” de todos nós, pois neles estão contidas as verdades eternas e os mandamentos que somos convidados a praticar. A nós cabe conhecê-las, amá-las, respeitá-las e praticá-las, prestando a Deus, através de Nossa Senhora, as homenagens de filhos e filhas reconhecidos, retribuindo-lhes com gratidão o amor que têm por nós e cumprindo a sua vontade.
Deus deseja somente o nosso bem. Ele conhece nossas fraquezas, defeitos, pecados, nada sendo oculto aos seus olhos. E porque nos ama, se pedirmos com sinceridade, Ele nos concede seu perdão e suas graças.

Fonte: Paulinas Online

terça-feira, 20 de julho de 2010

Por que é que as crianças e os inocentes sofrem?


Muitos perguntam por que é que as crianças, tão inocentes, sofrem, e se Deus não estará a ser injusto permitindo isto. Deus não pode ser injusto, caso contrário, não seria Deus.
As crianças e os inocentes sofrem porque participam da dignidade humana e compartilham a sorte da humanidade.
O espiritismo quer explicar o sofrimento humano pela via da reencarnação, segundo a lei do Karma, de acordo com o qual se estaria expiando as culpas dos pecados cometidos em vidas anteriores. As sucessivas reencarnações se repetiriam até alcançar a purificação total da pessoa.
Acontece que ninguém provou de maneira positiva a reencarnação. Em estado psíquico normal, sem hipnose, ninguém tem consciência de já ter vivido anteriormente. Até mesmo um grande adepto moderno da reencarnação reconhece que:
"O mais importante argumento contra a reencarnação é o esquecimento quase geral das vidas passadas; são extremamente raras as recordações da reencarnação; eis por que podem ser consideradas como ilusões individuais... Se é verdade que já vivemos algumas vezes, como se explica não só o esquecimento geral das vidas anteriores, mas o esquecimento dessas vidas por espíritos elevados e sobretudo pelos místicos, os quais penetram até a essência do ser?" (W. Lutoslawski, Preesistenza e Reincarnazione 61s).
Se uma pessoa sofre neste mundo para se redimir da sua culpa, mas não sabe que culpa é esta, de nada valerá o seu sofrimento. Se ela não conhece os erros que cometeu no passado, como poderá corrigir a sua vida? Como, então, poderá melhorar a sua vida através da reencarnação, se não sabe em que melhorar? Esta é uma grande incoerência da "lei do Karma".
É interessante dizer que, mesmo sob estado hipnótico, em geral, as pessoas que dizem lembrar-se das suas vidas anteriores, se identificam com pessoas ilustres e importantes; nunca com pessoas comuns. Douglas Home, observador destes factos, dizia que já tinha encontrado doze Marias Antonietas, rainha da França; seis ou sete Marias Stuart, rainha da Inglaterra; muitos São Luizes, rei de França; uns vinte Alexandres Magno e Césares... No entanto, nunca encontrara alguém que dissesse que foi em outra vida uma pessoa sem importância.
Quando se visita uma clínica de doentes mentais também é possível encontrar alguns doentes que se identificam com personagens importantes da história, afirmando: “Eu sou Napoleão!...”
Então, é claro que a criança não sofre para pagar os pecados de uma suposta vida anterior. Ela sofre porque é solidária com a humanidade, e as consequências dos erros desta atingem-na também, embora seja inocente. Não é preciso inventar teorias complicadas para explicar o sofrimento; e nem mesmo culpar a Deus por erros que são nossos.
Deus não interfere no sofrimento da criança, a todo instante fazendo milagres para impedir o mal, para não destruir a ordem natural que Ele mesmo criou. Deus não quis fazer o homem e o mundo como um teatro de marionetes, teleguiado por Ele. Ele impôs-lhe leis que regulam a vida e a natureza.
Em consequência do pecado, o sofrimento e a morte fazem parte da história de todos os homens, inocentes ou pecadores. Muitas vezes, um inocente morre por causa de um pecador. Os acidentes das estradas comprovam isto todos os dias. E ninguém pode culpar a Deus, mas sim, aos verdadeiros culpados que são os maus.
São Paulo ensina que “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6,23); e esta pode atingir a todos, inocentes e culpados, porque a humanidade é solidária; é unida. Cada pecado atinge a todos os homens; assim como cada acto bom também os atinge.
A fé ensina que Deus Pai, pelo sofrimento redentor de Jesus, resgatará todo o sofrimento da criança inocente e fará cada uma ressuscitar um dia com Cristo.
Não devemos esquecer que os primeiros mártires da Igreja são os inocentes que morreram pelas mãos de Herodes, em Belém (Jeremias 31,15). Hoje, são santos mártires da Igreja. O seu sofrimento não foi em vão. Não podemos olhar os factos só com os olhos deste mundo; é preciso vê-los à luz da fé.
A paixão e morte de Jesus resgatou o mundo. Há uma história muito bela que não sei se é verídica, mas que faz pensar.
Nalgumas cidades americanas há pontes sobre um largo rio, formadas de duas partes que se abrem e levantam quando passam sob elas os navios.
Havia uma dessas pontes, que além de tudo continha uma estrada de ferro sobre ela. Um homem é que a comandava. Quando vinha o comboio, baixava a ponte para ele passar; quando vinha um navio, levantava-a comandando máquinas e engrenagens enormes, que ficavam sob os seus pés.
Certo dia, o seu filho pequeno foi visitá-lo, com uma bola nas mãos. Ao brincar com a bola, esta escapou-lhe e caiu no meio das engrenagens. Logo, o garoto desceu os degraus para a apanhar, sem que o pai pudesse impedi-lo, e meteu-se no meio das grandes engrenagens. E eis que o comboio estava a chegar; e ele teria de baixar logo a ponte, sabendo que o filho estava lá em baixo correndo risco. Gritou desesperado para que o filho deixasse a bola e subisse, mas este não o ouvia. O comboio aproximava-se rapidamente, e ele sentiu que não teria tempo de ir buscar o garoto antes de o comboio passar... Ficou com o coração na mão... o dilema era enorme: se baixasse a ponte, as engrenagens matariam o seu filho; se não a baixasse, seria uma enorme tragédia, muitas pessoas pereceriam no acidente.
Não teve alternativa, com o coração a sangrar e os olhos cheios de lágrimas, baixou a ponte. O comboio passou e as pessoas, como faziam habitualmente, abanavam-lhe os lenços e davam-lhe adeus e sorrisos...
O Pai entregou Jesus por nós assim... Ainda duvidaremos do Seu amor!? Por isso, diante da dor e da morte, mesmo duma criança inocente, façamos silêncio e nunca ousemos culpar Deus. Pois não somos dignos e nem capazes de compreender os Seus santos desígnios. É melhor não crer em Deus, do que crer num Deus que seja malvado.
Fonte:JAM

sábado, 17 de julho de 2010

A Devoção do santo Padre Pio a Nossa Senhora de Fátima


A saúde do Padre Pio foi precária desde sua mocidade, e declinou rapidamente na sua senilidade.
Em abril de 1959, quando tinha 72 anos, caiu gravemente doente, afetado por uma pleurisia. Ele cessou de atender as confissões, de tomar conhecimento da sua correspondência, de dar a benção do Santíssimo Sacramento aos fiéis, e de celebrar a Missa, devendo permanecer praticamente imobilizado em sua cama.
Em maio desse ano, teve uma violenta recaída. Os sintomas indicavam um agravamento muito perigoso. Estava tão abalado que, segundo os médicos, dava para ter morrido três vezes.
No dia 5 de agosto chegou a San Giovanni Rotondo, num helicóptero, a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima (a mesma que choraria em Nova Orleans em 1972, e que viria várias vezes ao Brasil).
Quando o helicóptero ia aterrissar, desviou-se bruscamente de sua rota e tomou a direção do convento capuchino para receber do padre Pio a primeira saudação. Em pé junto à janela do coro, ele fez um gesto de mão e depois agitou o lenço, enquanto as lágrimas inundavam seu rosto. Mas esse esforço o obrigou, pouco depois, a se por novamente na cama.
No dia seguinte, 6 de agosto, antes de ser levada no helicóptero para a outra cidade, a Imagem Peregrina deu 3 voltas acima do convento.
Vendo partir a Virgem, o Padre a “repreendeu”, não sem certa desilusão: “Assim tu vais embora sem me dar uma benção?”.
Subitamente ele teve um arrepio, seguido de uma sensação de calor e de bem estar. Totalmente restabelecido, contou isso ao Padre Giustino, que estava ao lado dele; contente ele também, não pôde se impedir de comunicar sua alegria aos outros frades.
Aludindo à sua doença, o Padre Pio declarou no dia 7 ao Padre Alberto de San Giovanni, da comunidade franciscana de San Severo: “A Madonna tinha-me dado a doença, a Madonna tirou-me a doença.

Extraído do livro: “Padre Pio: vida, milagres e orações” ( português do Brasil)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Oração: Comunhão espiritual com Nosso Senhor Jesus Cristo


Vinde, Senhor, vinde, colocai-vos no meu coração: cerrai-lhe a porta para sempre, para que nele não entre mais criatura alguma para participar do amor que vos devo. No vosso coração recebei-me, vós também, ó meu Jesus, e aí abrasai-me no vosso santo amor.
Ah! Quando virá o dia em que ficarei livre do perigo de perder-vos, e serei consumido de amor à vossa beleza infinita, que hei de ver sem véu e me porá na necessidade de vos amar! Ó doce necessidade, ó amável, ó desejável necessidade, quem me livrará de todo o temor de desagradar ao meu Bem-amado, e me obrigará a amá-lo com todas as minhas forças!
A consciência me assusta e diz: “Como ousas tu pretender o paraíso? Mas os vossos merecimentos, ó meu divino Redentor, são minha esperança.

Extraído do livro: As mais belas orações de Santo Afonso.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Sabedoria de Santo Padre Pio



Eis um santo que muito admiro e pelo qual sinto enorme carinho desde que em jovem li um livro sobre a sua vida. Um santo dos nossos dias, um santo do século XX e que predisse a eleição de Carol woitila, como Papa muitos anos antes.
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Não era necessário repetir a mesma pergunta a padre Pio, mesmo que mentalmente. O marido de uma boa mulher estava muito doente. A senhora corre para o convento, mas ela se perguntava: "Como chegar ao padre Pio?” Ela teria que esperar pelo menos três dias se quisesse conhecê-lo para uma confissão. Assim, durante a missa ela caminhava de um lado para o outro, contando para Nossa Senhora das Graças qual era o seu problema e pedindo, ao mesmo tempo, a ajuda do padre Pio. Assim, após o término da missa, cruzou novamente a igreja para falar com o padre Pio. Alcançou-o, finalmente, num corredor onde ele normalmente passava. Ao vê-la, padre Pio disse: "Mulher com pouca fé, quando você vai parar de me pedir ajuda? Você pensa que eu sou surdo? Você já me falou isto cinco vezes quando você estava na minha frente, atrás de mim, do meu lado direitoo e do meu lado esquerdo. Eu entendi! Eu entendi!... Vá para casa! Tudo está bem”. De fato, ela encontrou o seu marido curado,
-------------------------------------------------------------------------------------Um homem de Ascoli Piceno (uma cidade italiana) contou: “Lá pelo final dos anos de 1950, eu fui para São Giovanni Rotondo com minha esposa para confessarmos e recebermos a absolvição depois de cumprirmos a penitência imposta pelo padre Pio. Anoitecia, e eu ainda estava no convento, quando encontrei o padre Pio, que disse: ‘Você ainda está aqui?’. ‘Meu carango não deu partida’, eu respondi. ‘O que é exatamente um carango’, perguntou-me o padre Pio. ‘É o meu carro’, respondi. ‘Vamos dar uma olhadinha’, disse-me. Quando chegamos ao automóvel, ele deu partida imediatamente sem qualquer problema. Eu e minha mulher viajamos toda a noite e, na manhã seguinte, eu levei meu carro ao mecânico para dar uma verificada. O mecânico, depois de fazer os testes, disse que o sistema elétrico do carro estava completamente fora de uso, e não acreditou quando eu lhe falei que tinha viajado com o carro a noite inteira. Na realidade, era impossível cobrir 400 quilometros, entre San Giovanni Rotondo e Ascoli Piceno, com o carro naquele estado. Eu logo percebi: padre Pio tinha me ajudado e, assim, eu lhe agradeci mentalmente.
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Um estanceiro saia muito tarde do convento, e quando se preparava para ir embora, notou que estava chovendo. Dirigiu-se ao padre Pio: “Eu não tenho guarda-chuva. Posso ficar aqui até de manhã? Se não puder ficar, vou me ensopar”. "Eu sinto muito meu querido, não é possível. Mas não se preocupe! Eu o acompanharei!", respondeu-lhe padre Pio. O engenheiro pensou que teria sido muito melhor não fazer aquela penitência, mas com a ajuda do padre Pio, a caminhada poderia ser menos rigorosa. Então, ele colocou o seu chapéu e saiu para percorrer à pé as duas milhas entre o convento e o povoado. Mas, assim que saiu, percebeu com surpresa que não chovia mais. Havia somento uma garoa quando ele chegou na sua casa. “Meu Deus”, exclamou a sua mulher, que abriu a porta. “Você deve estar molhado até os ossos!”. “Nada”, respondeu o estanceiro, “não está chovendo”. Os camponeses que lá estavam olharam uns para os outros e confusos disseram: “O que! Não está chovendo mais? Está chovendo muito! Escute!”. Eles abriram novamente a porta e estava chovendo torrencialmente. Comentaram que chovia há mais de uma hora ininterruptamente. “Como você conseguiu vir para cá sem estar molhado?” perguntaram. O estanceiro respondeu: “O padre Pio me falou que me acompanharia”. Então, os camponeses perceberam que tinha sido mais um milagre do padre Pio, e comentaram: “Agora está tudo exclarecido”. Dirigiram-se calmamente à cozinha onde iriam jantar, quando a mulher disse: “Sem dúvida, a companhia do padre Pio é muito melhor do que a de um guarda-chuva!”.
--------------------------------------------------------------------------------------Outro testemunho, de um senhor que contou: “Minha mãe vinha de Foggia e era um das primeiras filhas espirituais do Padre Pio. Ela tinha pedido para o Padre Pio a conversão e a proteção” de meu pai; quando em abril de 1945 eles iriam executa-lo. Ele estava na frente do pelotão de tiroteio quando de repente pulou diante dele Padre Pio para protegê-lo. O comandante do pelotão deu a ordem de atirar; mas nenhum tiro foi disparado dos rifles dos sete membros do pelotão e o comandante ficaram surpreendidos, eles verificaram seus rifles e não acharam nenhum problema. Assim o pelotão; apontou para meu pai novamente, e o comandante pediu aos soldados dele para atirar novamente, E novamente acontece à mesma coisa. Os rifles não trabalharam. Esta realidade misteriosa e inexplicável interrompeu a execução. Meu pai voltou para casa e ele se converteu, ele recebeu os sacramentos sagrados em San Giovanni Rotondo quando fui agradecer Padre Pio. Deste modo minha mãe obteve os milagres que ela sempre tinha pedido ao Padre Pio: a conversão do marido

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Considerações sobre a oração


JESUS A ORAR
A nós, e não a Deus, devemos atribuir a ineficácia de nossas preces.
Três são as causas determinantes dessa insuficiência. Ou ela se encontra em nós, ou em nossa oração ou, enfim, no objetivo da mesma.
Geralmente a oração deve reunir as seguintes condições:
Primeiramente, cumpre termos uma consciência nítida do que constitui o objeto de nossa prece; isto é, faz-se mister a intenção, a atenção e o recolhimento. O ponto importante é não nos querermos distrair ou não nos entregarmos cientemente às divagações.
Como poderá Deus atender-nos, se nós mesmos não temos consciência do que estamos a dizer?
Certamente o nosso anjo custódio sentirá pejo de apresentar à Majestade divina semelhante prece. Aliás, o nosso próprio interesse exige que procedamos de modo diverso, porquanto as distrações voluntárias não somente constituem obstáculo às graças divinas, mas acarretam necessariamente um castigo.
Quanto às involuntárias, que sobrevêm mau grado nosso, elas não nos privam do mérito nem tiram à oração o seu valor satisfatório. Apenas interceptam o gosto, a doçura que nela poderíamos fruir. Deus conhece nossa fraqueza e tem paciência conosco.
Em segundo lugar, é preciso tomar a oração a sério e empenhar-nos em ser atendidos.
Por conseguinte, devemos orar com zelo e fervor. Estes não consistem na multiplicidade das orações, senão na parte que a vontade nelas toma.
Não sobe o incenso se o fogo, consumindo-o, não lhe desprende o perfume que se eleva aos céus. O fervor é a alma da prece; Deus escuta a voz do coração, e não as palavras que os lábios proferem.
Conversar com Deus é sempre um ato importante; e o que lhe pedimos, algo de grande valia.
Eis porque o zelo e o desejo são imprescindíveis. Se, porventura, a confiança na virtude da oração vier a fraquejar em nosso espírito, recorramos à intercessão de outrem, por meio de prece em comum ou pública.
Invoquemos os santos e o bendito nome de Jesus, ao qual está particularmente ligada a eficácia da oração (Jo 16, 23).
Em terceiro lugar, importa que a prece seja humilde.
Devemos aproximar-nos de Deus como mendigos, e não como credores. Somos réus de pecado e não podemos tratar o Criador de igual a igual.
A própria humildade exterior vem muito a propósito. Ela apraz a Deus, O predispõe em nosso favor e excita o zelo em nosso coração.
Em seguida — e esta condição é de suma importância — é preciso orar confiadamente, com segurança. Tudo nos incita a isso.
Deus quer que oremos; logo, quer atender-nos.
Somos criaturas suas e filhos seus. Esses títulos que nos dão o direito a sermos ouvidos favoravelmente, Ele os conhece e preza mais que nós mesmos. Finalmente, e importa não olvidá-lo, temos que nos avir unicamente com a infinita misericórdia de Deus, à qual compete tudo decidir.
Se grande deve ser nossa confiança na oração feita em vista de obter bens espirituais, faz-se mister, porém, evitar dois escolhos, quando for questão de favores de ordem temporal: [não se deve] implorá-los incondicionalmente, porquanto eles nos poderiam ser nocivos; ou então [é falso] pensar que nunca os devemos pedir.
Ao contrário, cumpre fazê-lo, porém de modo conveniente. Deus quer que O reconheçamos também como origem e fonte de todos os bens temporais. É a razão pela qual no-los faz pedir na oração dominical.

(Pe. Maurício Meschler, S.J., A Vida Espiritual

sábado, 3 de julho de 2010

SÃO TOMÉ APÓSTOLO


De acordo com a tradição, São Tomé pregou a Boa Nova do Evangelho em várias partes do Oriente, e foi receber na Índia a graça do martírio. Teria também estado no Brasil. Narram as Escrituras que duvidou da Ressurreição de Nosso Senhor e por isso teve o misericordioso privilégio de tocar com seu dedo as chagas do Corpo glorioso de Jesus Cristo.
Extraído do livro: Cada dia tem seu santo. De A de França Andrade
A palavra “Tomé” significa “abismo” e “duplicado”, que, em grego, se diz Dídimo.
Outros dizem que Tomé vem de thonos, isto é, “divisão” ou “corte”.
Diz-se ainda que significa abismo, porque mereceu penetrar no mais profundo da divindade, quando Nosso Senhor Jesus Cristo, em resposta à sua pergunta, disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.”
Diz-se duplicado, porque conheceu duplamente a Ressurreição do Senhor em relação aos outros Apóstolos. De fato, os outros Apóstolos conheceram vendo. Mas São Tomé conheceu, vendo e apalpando!
Diz-se divisão ou corte, porque separou o seu espírito do mundo, ou porque se separou dos outros quanto à fé na Ressurreição.
Outros interpretam “Tomé” como totus means, “que percorreu tudo”, no amor e na contemplação de Deus. De fato, São Tomé possuiu três qualidades que distinguem aqueles que amam a Deus, acerca das quais São Próspero escreve no De vita contemplativa: “O que é amar a Deus senão conceber, com o espírito, um desejo ardente da visão de Deus, um ódio ao pecado e um desprezo do mundo?”
Outros ainda dizem que Tomé vem de theos, que é “Deus”, e meus, “meu”, como se fosse “meu Deus”, pelo fato dele ter dito, quando testemunhou e acreditou: “Meu Senhor e meu Deus.”
[Fonte: Legenda Áurea, de Jacques de Voragine]

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Nada pode nos atemorizar tanto, quanto Cristo pode nos tranqüilizar


“Cerquem-me os pecados, aflijam-me os temores do futuro, preparem-me os demônios suas armadilhas; não posso deixar de confiar se peço a misericórdia de Cristo, todo bondade, que me amou até a morte. Vejo-me tanto e de tal maneira amado por um Deus que se entregou por mim“.

- Santo Afonso Maria de Ligório –

Extraído do livro – O Sagrado Coração de Jesus

terça-feira, 22 de junho de 2010

SAGRADA FAMÍLIA


Sagrada Família, preciso de Vós. Não tenho palavras para Vos apresentar as minhas necessidades, custa-me falar, e custa-me rezar, contudo Vós conheceis o que preciso, o que a minha pobre alma precisa de Vós e o que a minha família necessita do Vosso abrigo. Nas Vossas mãos me entrego totalmente me abandono e seja como Vós quiserdes.
Olhai pelos meus pobres filhos especialmente os que estão mais doentes, por favor ajudai-os a tratarem-se e cuidai deles, eu sózinha não consigo. Velai pelo meu marido para que também ele se sinta envolvido na família e nas suas doenças e sofrimentos. Sagrada Família tende piedade de nós! Peço também a Vossa ajuda para uma pessoa velhinha que precisa de apoio.
Dai-nos a Vossa Benção e guiai-nos pelo caminho que Jesus nos ensinou. Amén