EU VOS AMO! VÓS SOIS A MINHA VIDA.

sábado, 21 de maio de 2011

Como é doce esperar, quando se espera no Coração de Jesus


Queria meditar como o culto do Coração de Jesus transfigura esta virtude da esperança.

Que é afinal a esperança teologal? É a virtude pela qual, fundando-me na bondade de Deus para com suas criaturas, em suas promessas… eu espero Nele, eu espero ao mesmo tempo dEle todos os socorros que me conduzem a Ele! A esperança teologal apoia-se em Deus; se e Ele antes de tudo que ela espera, é dEle que ela O espera, Ele próprio, e todos os bens criados que Ele nos quer dar.

A bondade infinita de Deus para conosco, e que nos é soberanamente útil: eis aí seu motivo geral. Mas este motivo, na devoção ao Coração de Jesus, aparece-me sob um aspecto comovente! Vejo a bondade infinita como amando o mundo e a mim até a Cruz, até a Eucaristia. E se o motivo preciso da esperança é a onipotência auxiliadora de Deus, como ela falará a meu coração quando eu tiver compreendido bem nossa cara Devoção!

Quando uma alma compreendeu bem esta grande Devoção, parece-me que o esmorecimento e o desespero são impossíveis. Veja na mais amável luz o motivo da esperança: a bondade de Deus, suas promessas… já não são abstratas, eu as vejo e as ouço em Jesus no Calvário e no Altar.

Nele, a Onipotência aparece-me soberanamente terna. E todos os socorros que, cada dia a cada instante, recebo, os vejo partindo de Seu Coração. E não serei corajoso e confiante nesta peregrinação rumo ao fim último que é a vida? Então, não serei generoso em fugir de todo pecado, em aproveitar toda graça, quando tenho em Vós, ó Jesus, o próprio amor?

- Santo Afonso Maria de Ligório -

Extraído do livro: O Sagrado Coração de Jesus – Escola de amor e bondade para uma nova civilização
fonte; AASCJ

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Oração: falar e ouvir


Aprende-se a rezar, rezando.

Não há indicação exata, para os católicos, de quantas vezes ao dia devem fazer oração. O Evangelho fala-nos da «obrigação de orar sempre, sem desfalecer» (Lc 18, 1). «É verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação, dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo Nosso Senhor» – reza-se no Prefácio de todas as celebrações da Santa Missa. Dar graças é uma das formas mais nobres de oração, talvez demasiado esquecida e pouco praticada. Certo é que devemos rezar todos os dias. Sirva-nos de estímulo e de critério o exemplo de Nosso Senhor e a oração do Pai-Nosso, que Ele nos ensinou.

Mais do que o modo como se reza, importa que a oração seja fonte e raiz para uma relação minha, mais profunda, mais viva, mais constante, com Nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio da Virgem Maria. É preciso que nos habituemos a ela, até que se torne imprescindível na nossa vida diária.

Rezar é falar com Deus. Podemos dizer-Lhe tudo, queixar-nos, insistir. Mas aprendamos também a aguardar resposta. À medida que se vai progredindo na oração, cada vez mais esta passa a consistir mais em ouvir do que em falar.

Reflitamos, diante de Deus, em quanto Lhe devemos, em quanto recebemos de graça, porque Ele pensou e pensa em nós e nos ama. Ouvi-Lo significa também recorrer mais e mais aos ensinamentos e doutrinas contidas nos Santos Evangelhos, em que aprendemos a chamar a Deus de nosso Pai e a seguir os modos de vida ensinados por Ele. Tranqüiliza nossa alma, torna-nos compreensivos, operosos e disponíveis para o bem do próximo.

Se rezamos todos os dias, Deus ouve-nos; nós sentimos os efeitos da oração; os outros dar-se-ão conta de que rezar é indispensável e modifica as pessoas, para bem dos que convivem com elas.

fonte: AASCJ

A Igreja de Cristo tem em Seu fundador o eterno penhor


Maria vem confirmar a excelência da doutrina cristã que, segundo Ela, encontra-se resguardada em sua pureza e integridade unicamente através da Igreja Católica
Em todas essas grandes aparições de Maria Santíssima pelo mundo percebe-se um esforço supremo e incisivo, por parte da “Mãe do Verbo”, no sentido de que os homens retornem ao Evangelho de Seu Filho Jesus, convidando-os para uma conversão sincera.

Maria vem, portanto, confirmar a excelência da doutrina cristã que, segundo Ela, encontra-se resguardada em sua pureza e integridade unicamente através da Igreja Católica.

Nessas Suas mensagens Maria vem relembrar aos homens que a Igreja, essa Instituição (tanto física como espiritualmente) está fundada sobre o sangue do sacrifício de Seu Filho, erigida sobre o primado de Pedro e de todos os apóstolos e mártires que o sucederam. E por promessa do próprio Verbo, dEle continua tendo Seu eterno penhor:

“Jesus, aproximando-se, lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo (Mt 28,18-20).

Fonte: Mensagens de Maria/ADF

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Vaticano: Papa lembra Igreja perseguida na China


Bento XVI recordou, na audiência geral pública realizada ontem na Praça de São Pedro, no Vaticano, a Igreja perseguida na China e todos os fiéis que são impedidos de exprimir livremente a sua fé.

“A Igreja na China, sobretudo neste momento, precisa da oração da Igreja universal”, disse o Papa, destacando as situações de bispos que “sofrem e estão sob pressão no exercício do seu ministério episcopal”.

Para todos os crentes perseguidos, que fazem parte da chamada Igreja clandestina na China - “os católicos que encontram dificuldades na livre profissão da fé” -, o Sumo Pontífice fez questão de sublinhar a atenção como esta situação é acompanhada no Vaticano, afirmando que os crentes “têm direito” de viver "sem impedimento" a mensagem cristã.

As declarações do Papa, citadas pela agência Ecclesia, afloraram assim a delicada situação em que se encontra a Igreja na China, com a existência de duas estruturas eclesiais no país – uma fiel ao Vaticano e outra, permitida por lei, dependente de Pequim.

“Com a oração possamos obter para a Igreja na China que permaneça una, santa e católica, fiel e firme na doutrina e na disciplina eclesial”, disse Bento XVI, que fez votos para que as preces ajudem os fiéis a superar “a tentação de um caminho independente de Pedro”, isto é, do Papa. Bento XVI fez questão ainda de sublinhar que os fiéis “querem a unidade com a Igreja universal, com o Pastor supremo”.

Departamento de Informação da Fundação AIS

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Deus proíbe a idolatria e não o uso de imagens


Réplica da Arca da Aliança O mesmo Deus, no mesmo livro do Êxodo em que proíbe que sejam feitas imagens, manda Moisés fazer dois querubins de ouro e colocá-los por cima da Arca da Aliança (Ex 25, 18-20). Manda-lhe, também, fazer uma serpente de bronze e colocá-la por cima duma haste, para curar os mordidos pelas serpentes venenosas (Num 21, 8-9). Manda, ainda, a Salomão enfeitar o templo de Jerusalém com imanges de querubins, palmas, flores, bois e leões (I Reis 6, 23-35 e 7, 29).

Ora, se Deus manda fazer imagens em várias passagens das Sagradas Escrituras (Ex 25, 17-22; 1Rs 6, 23-28; 1 Rs 6, 29s; Nm 21, 4-9; 1Rs 7, 23-26; 1 Rs 7, 28s; etc) e proíbe que se façam imagens em outra, de duas uma, ou Deus é contraditório ou fazer imagens não é idolatria!

Portanto, fica claro que o erro não está nas imagens, mas no tipo de culto que se presta à elas.

Os Judeus, saindo da dominação egípcia, um povo idólatra, tinham muita tendência à idolatria. Basta ver o que aconteceu quando Moisés desceu do Monte Sinai com as Tábuas da Lei e encontrou o povo adorando o “Bezerro de Ouro” como se ele fosse uma divindade, um amuleto. É claro, como permitir que um povo tendente à idolatria fosse fazer imagens.

Nas imagens católicas se representam os santos, que são pessoas que possuem virtudes que os tornam “semelhantes” a Deus, como afirmou S. Paulo: “já não sou eu quem vivo, mas é Cristo que vive em mim”.

Nas catacumbas encontram-se, em toda parte, imagens e estátuas da Virgem Maria; prova de que tal culto existia no tempo dos apóstolos e foi por eles praticado, ensinado e transmitido à posteridade. Uma das imagens de Nossa Senhora, segundo a tradição, foi pintada pelo próprio S. Lucas e está na catedral de Loreto, exposto à veneração dos fiéis.
Santa Margarida Maria Alacoque As imagens católicas representam pessoas virtuosas. Virtude essa que provém da graça de Deus. O mesmo não se dava na idolatria, pois os povos idólatras representavam as virtudes e os vícios em seus ídolos.

O Concílio de Trento formalmente legitimou o uso das imagens: As imagens de Jesus Cristo, da Mãe de Deus, e dos outros santos, podem ser adquiridas e conservadas, sobretudo nas Igrejas, e se lhes pode prestar honra e veneração; não porque há nelas qualquer virtude ou qualquer coisa de divino, ou para delas alcançar qualquer auxílio, ou porque se tenha nelas confiança, como os pagãos de outrora, que colocavam a sua esperança nos ídolos, mas, sim, porque o culto que lhes é prestado dirige-se ao original que representam, de modo que nas imanges que possuímos, diante das quais nos descobrimos ou inclinamos a cabeça, nós adoramos Cristo, e veneramos os santos que elas representam (Sess XXV).

O Concílio de Nicéia, o primeiro celebrado na Igreja, no ano de 325, sob o Papa S. Silvestre I e o imperador Constantino, defende o culto das imagens contra os iconoclastas, com um vigor admirável.

Lê-se nos atos deste concílio: Nós recebemos o culto das imagens, e ferimos de anátema os que procedem de modo contrário. Anátema a todo aquele que aplica às santas imagens os textos da escritura contra os ídolos. Anátema a todo aquele que as chama ídolos. Anátema àqueles que ousam dizer que a Igreja presta culto a ídolos.
fonte: AASCJ

terça-feira, 17 de maio de 2011

Judite, 1


1. Arfaxad, rei dos medos, submetera ao seu império um grande número de nações. Ele edificou uma fortaleza de pedras polidas, à qual deu o nome de Ecbátana.
2. Cercou-a de muralhas de setenta côvados de altura e trinta de largura, e pôs-lhe torres de cem côvados de altura.
3. Estas eram de forma quadrada, e seus lados estendiam-se por um espaço de vinte pés. As portas tinham uma altura proporcionada à das torres.
4. Ele gloriava-se do poder invencível do seu exército e da imponência de seus carros.
5. Ora, no décimo segundo ano de seu reinado, Nabucodonosor, que reinava sobre os assírios em Nínive, a grande cidade, fez guerra a Arfaxad, e venceu-o
6. na grande planície chamada Ragau. Aliaram-se-lhe todos os habitantes das regiões vizinhas do Tigre, do Eufrates e do Jadason, na planície de Erioc, rei dos eliceus.
7. Então engrandeceu-se o reino de Nabucodonosor e seu coração encheu-se de orgulho. Mandou emissários a todos os habitantes da Cilícia, de Damasco, do Líbano,
8. aos povos do Carmelo e de Cedar, aos galileus, na grande planície de Esdrelon,
9. aos habitantes de Samaria e aos povos de além do Jordão até Jerusalém, a toda a terra de Gessém e até aos confins da Etiópia.
10. A todos esses povos enviou Nabucodonosor emissários,
11. mas todos protestaram unanimemente e os despediram de mãos vazias, chegando até a expulsá-los com desprezo.
12. À vista disso, encheu-se de cólera o rei Nabucodonosor contra todos esses povos, e jurou pelo seu trono e pelo seu reino que havia de tomar vingança de todos eles.

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OS PAPAS PEREGRINOS DE FÁTIMA

As visitas papais ao Santuário de Fátima

“Homens, sede homens!”

Paulo VI empreendeu a primeira visita de um Papa a Portugal, em Maio de 1967, no cinquentenário das aparições de Nossa Senhora aos videntes Lúcia, Francisco e Jacinta.

Dois anos antes, a 13 de Maio de 1965, este Papa havia enviado como legado Pontifício a Fátima o Cardeal Fernando Cento para este entregar ao Santuário a Rosa de Ouro, expressão de particular reconhecimento por serviços prestados à Igreja.

Em Fátima, a 13 Maio de 1967, Paulo VI anunciou-se como “peregrino humilde e confiante” e teve como intenções dominantes da sua peregrinação rezar pela “paz interior” da “Igreja una, santa, católica e apostólica” e pelo “mundo, a paz no mundo”. Da homilia da Missa do dia 13 ficou para a posteridade esta exortação: “Homens, sede homens. Homens, sede bons, sede cordatos, abri-vos à consideração do bem total no mundo. Homens, sede magnânimos”.

Um agradecimento à Mãe celeste


Após o atentado falhado de 13 de Maio de 1981, João Paulo II reteve uma convicção profunda, que testemunhou com as seguintes palavras: “Eu devo a minha vida a nossa Senhora de Fátima”. Assim, um ano após esta data, em 1982, o “Papa de Fátima”, como ficará para a história, peregrinou a este santuário mariano português.

Na noite de 12 de Maio, pela primeira vez presente na Capelinha das Aparições, João Paulo II sublinhou o motivo da sua vinda ao país, que viria a repetir na homilia do dia seguinte e em muitos outros momentos: “(…) desde que se deu o conhecido atentado na Praça de S. Pedro há um ano, ao tomar consciência, o meu pensamento voltou-se imediatamente para este santuário, para depor no coração da Mãe celeste este meu agradecimento por me ter salvo do perigo”.

13 de Maio de 1991


Dez anos depois do atentado, em 1991, o Papa peregrino regressaria a Fátima, após em 1984 ter pedido para lhe ser levada a Roma a imagem de Nossa Senhora de Fátima entronizada na Capelinha das Aparições, para a consagração do mundo à Virgem.

A 13 de Maio de 1991, em Fátima, disse João Paulo II: “De coração profundamente comovido e maravilhado diante do plano criador e salvífico de Deus para realizar a plenitude a que Ele nos chamou, Eu, Peregrino convosco dessa Nova Jerusalém, vos exorto, queridos irmãos e irmãs, a acolher a Graça e o Apelo que neste lugar se sente mais palpável e penetrante, no sentido de ajustarmos os nossos caminhos aos de Deus. Saúdo-vos a todos, amados peregrinos de Nossa Senhora de Fátima, aqui presentes física ou espiritualmente”.

A beatificação de Francisco e Jacinta Marto - 13 de Maio de 2000


“A expressão mais alta do reconhecimento de Fátima por João Paulo II deu-se a 13 de Maio de 2000, com a beatificação dos dois videntes mais novos e o anúncio da publicação da terceira parte do segredo”, considera Mons. Luciano Guerra, antigo reitor do Santuário de Fátima, em artigo publicado na “Enciclopédia de Fátima” (uma edição Principia, Maio 2007).

Nessa visita a Fátima, além da oferta da sua jóia preciosa – o anel do “Totus Tuus” (todo Teu Maria) - este Papa pediu que a imagem de Nossa Senhora fosse de novo a Roma a fim de encerrar o Ano Santo, na festa de Nossa Senhora do Rosário.
Outro singular gesto da ligação deste Papa a Fátima aconteceu quando João Paulo II ofereceu a Nossa Senhora de Fátima bala que o trespassara em 1981. Esta bala foi no ano de 1989 encastoada na coroa preciosa de Nossa Senhora de Fátima, que tinha sido oferecida pelas mulheres de Portugal em 1942.

Bento XVI e Fátima

O Santo Padre Bento XVI visitou Portugal de 11 a 14 de Maio de 2010. Peregrinou a Fátima no dia 12, onde chegou ao final da tarde, e de onde partiu na manhã de 14 de Maio.

Na primeira Nota Pastoral a propósito desta visita, divulgada a 6 de Outubro de 2009, a Conferência Episcopal Portuguesa sublinhou que “o Santo Padre vem, essencialmente, como peregrino de Fátima, onde encontrará uma expressão viva de todas as Igrejas de Portugal. (…) Quando o Papa se faz peregrino, na qualidade de Pastor universal da Igreja, é toda a Igreja que peregrina com ele. Por isso, esta sua peregrinação reveste um grande significado pastoral, doutrinal e espiritual”.

Bento XVI pretendeu, tal como os seus antecessores, visitar este santuário para, deste lugar, peregrino entre os peregrinos, falar ao mundo.

Bento XVI em Fátima:

FONTE: Site do Santuário de Fátima

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Segunda-feira da 4ª semana da Páscoa


Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João Damasceno (c. 675-749), monge, teólogo, doutor da Igreja
Exposição da fé ortodoxa, 1

Oração de um pastor ao Bom Pastor

Ó Cristo, meu Deus, Tu abaixastes-Te para me levares aos ombros, a mim, ovelha perdida (Lc 15,5), e colocaste-me em verdes prados (Sl 22,2). Refrescaste-me nas fontes da verdadeira doutrina (ibid) por intermédio dos Teus pastores, de quem Tu mesmo eras pastor antes de lhes confiares o Teu rebanho. [...] E agora, Senhor, chamaste-me [...] para estar ao serviço dos Teus discípulos, não sei por que desígnio da Tua Providência, pois só Tu o sabes.

Mas, Senhor, aligeira o pesado fardo dos meus pecados que Te ofenderam gravemente; purifica o meu espírito e o meu coração. Guia-me por caminhos rectos (Sl 22,3), como uma lâmpada que me ilumina. Dá-me a coragem de propagar a Tua palavra; que a língua de fogo do Teu Espírito (Act 2,3) me dê uma língua perfeitamente livre, e me torne sempre atento à Tua presença.

Sê o meu pastor, Senhor, e sê comigo o pastor das Tuas ovelhas, de modo que o meu coração não se desvie nem para a direita nem para a esquerda. Que o Teu Espírito me dirija pelo caminho recto, de modo a que as minhas acções se realizem até ao fim segundo a Tua vontade.

Fonte: evagelho quotidiano

domingo, 15 de maio de 2011

Destino não existe, mas sim a Providência Divina


José encontra seus irmãos anos depois de eles o terem vendido a mercadores egípcios O Cristianismo repudia o Destino, conceito mitológico, e, em seu lugar, professa a Providência Divina, que é a ação pela qual Deus se dispõe a levar todas as criaturas para o seu fim devido; Deus não abandona a criatura depois de lhe ter dado existência, mas, tendo-a criado em vista de uma finalidade sábia e grandiosa, provê os meios para que cada criatura possa atingir a sua meta (sem destruição da liberdade, no caso do homem).

A Providência Divina, por abarcar toda a história da humanidade, vê mais longe que a mesquinha mente humana. Por isto, Ela nem sempre coincide com o modo de pensar da criatura.

Há mesmo os silêncios de Deus ou os momentos em que ele parece ausente da história dos homens; todavia a Escritura Sagrada mostra como também essas fases obscuras são acompanhadas pela Sabedoria Divina; é o que vem à baila muito claramente na história do Patriarca José, vendido a estrangeiros por seus irmãos invejosos; no fim de tão trágica história diz José:

“Eu sou José, vosso irmão, que vendestes para o Egito. Mas agora não vos entristeçais nem vos aflijais por me terdes vendido, porque foi para preservar vida que Deus me enviou adiante de vós… Não fostes vós que me enviastes para cá, mas Deus, e Ele me estabeleceu como pai para o Faraó, como governador de todas as regiões do Egito” (Gn 45, 4s.7s).

Os livros de Rute, Judite, Ester, Daniel… são outros eloqüentes testemunhos da ação providencial de Deus em favor dos seus fiéis; Ele sabe tirar dos males, bem maiores, como dizia Santo Agostinho.

O que, aos olhos dos homens, parece desastre final, ele o converte em ponto de partida para o derramamento de novas graças. O Novo Testamento insiste em que o cristão se deve configurar a Cristo mediante a Cruz,para participar também da ressurreição; nesse itinerário ele é acompanhado pelo sábio desígnio de Deus Pai (cf Mt 10, 24-31). Insiste em que tenha confiança filial (Rm 8,28-32).

São palavras de Santo Agostinho: “Deus onipotente …, sendo sumamente bom, não deixaria mal algum em sua obra, se não fosse tão poderoso e bom que pudesse tirar até do mal, o bem”… ele julgou melhor tirar dos males o bem do que não permitir que mal algum viesse a existir”.

Artigo publicado originalmente na revista “O mensageiro de Santo Antonio”./AASCJ

Meditação sobre o papel da dor


“É só pela compreensão do papel da dor e do mistério da Cruz que a humanidade pode salvar-se da crise tremenda em que está afundando”.

Senhor Jesus, estas considerações [sobre problemas do mundo moderno] me levam aos pés de vossa Cruz. Homem das dores, em vossa alma e em vosso corpo sofrestes tudo quanto é dado a um homem sofrer.

Contemplo vosso cadáver descido do patíbulo, vossa humanidade como que aniquilada, e vosso sangue infinitamente precioso derramado ao longo da Paixão.

Enquanto o mundo for mundo, representareis a dor no horizonte de nossas almas. A dor, com tudo quanto ela tem de nobre, de forte, de grave, de doce e de sublime. A dor elevada do simples âmbito das considerações filosóficas para o firmamento infinito da fé. A dor compreendida em sua significação teológica, como expiação necessária, e como meio indispensável de santificação.

Pelo mérito infinito de vosso preciosíssimo sangue, dai à nossa inteligência a clareza necessária para compreender o papel da dor, e à nossa vontade a força necessária para amá-la com todas as veras.

É só pela compreensão do papel da dor e do mistério da Cruz que a humanidade pode salvar-se da crise tremenda em que está afundando, e das penas eternas que aguardam os que até o último momento permanecerem fechados ao vosso convite para trilharmos convosco a via dolorosa.

Maria Santíssima, Mãe das Dores, multiplicai sobre a Terra as almas que amam a Cristo

Excertos de artigo publicado em Catolicismo, nº 76, abril/1957/AASCJ

sábado, 14 de maio de 2011

Eclesiastes, 1


1. Palavras do Eclesiastes, filho de Davi, rei de Jerusalém.
2. Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade.
3. Que proveito tira o homem de todo o trabalho com que se afadiga debaixo do sol?
4. Uma geração passa, outra vem; mas a terra sempre subsiste.
5. O sol se levanta, o sol se põe; apressa-se a voltar a seu lugar; em seguida, se levanta de novo.
6. O vento vai em direção ao sul, vai em direção ao norte, volteia e gira nos mesmos circuitos.
7. Todos os rios se dirigem para o mar, e o mar não transborda. Em direção ao mar, para onde correm os rios, eles continuam a correr.
8. Todas as coisas se afadigam, mais do que se pode dizer. A vista não se farta de ver, o ouvido nunca se sacia de ouvir.
9. O que foi é o que será: o que acontece é o que há de acontecer. Não há nada de novo debaixo do sol.
10. Se é encontrada alguma coisa da qual se diz: Veja: isto é novo, ela já existia nos tempos passados.
11. Não há memória do que é antigo, e nossos descendentes não deixarão memória junto daqueles que virão depois deles.
12. Eu, o Eclesiastes, fui rei de Israel em Jerusalém.
13. Apliquei meu espírito a um estudo atencioso e à sábia observação de tudo que se passa debaixo dos céus: Deus impôs aos homens esta ocupação ingrata.
14. Vi tudo o que se faz debaixo do sol, e eis: tudo vaidade, e vento que passa.
15. O que está curvado não se pode endireitar, e o que falta não se pode calcular.
16. Eu disse comigo mesmo: Eis que amontoei e acumulei mais sabedoria que todos os que me precederam em Jerusalém. Porque meu espírito estudou muito a sabedoria e a ciência,
17. e apliquei o meu espírito ao discernimento da sabedoria, da loucura e da tolice. Mas cheguei à conclusão de que isso é também vento que passa.
18. Porque no acúmulo de sabedoria, acumula-se tristeza, e que aumenta a ciência, aumenta a dor.

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sexta-feira, 13 de maio de 2011

SALMO RESPONSORIAL


Judite 13, l8bcde.19 (R. 15, 9d)

Tu és a honra do nosso povo.

Bendita sejas, minha filha, pelo Deus Altíssimo,

mais do que todas as mulheres da terra;

e bendito seja o Senhor nosso Deus,

criador do céu e da terra.

Ele enalteceu de tal forma o teu nome

que nunca mais deixarão os homens

de celebrar os teus louvores

e recordarão eternamente o poder de Deus.

Liturgia das horas

Da Exortação Apostólica Signum magnum do Papa Paulo VI

(Dia 13 de Maio de 1967: AAS 56, 1967, 4-473, 475)

Maria, Mãe da Igreja e Advogada dos fiéis

Por ocasião das cerimónias religiosas que têm lugar nestes dias em Fátima, Portugal, em honra da Virgem Mãe de Deus, onde acorrem numerosas multidões de fiéis para venerarem o seu coração maternal e compassivo, desejamos mais uma vez chamar a atenção de todos os filhos da Igreja para o inseparável vínculo que existe entre a maternidade espiritual de Maria e os deveres que têm para com Ela os homens resgatados.

Julgamos ser de grande utilidade para as almas dos fiéis considerar duas verdades muito importantes para a renovação da vida cristã.

A primeira verdade é esta: Maria é Mãe da Igreja, não só por ser Mãe de Jesus Cristo e sua íntima colaboradora na nova economia da graça, quando o Filho de Deus n’Ela assumiu a natureza humana para libertar o homem do pecado mediante os mistérios da sua carne, mas também porque brilha à comunidade dos eleitos como admirável modelo de virtude.

Depois de ter participado no sacrifício redentor de seu Filho, e de maneira tão íntima que mereceu ser por Ele proclamada Mãe não somente do discípulo João, mas – seja consentido afirmá-lo – do género humano, por este de algum modo representado, Ela continua agora no Céu a desempenhar a sua função materna de cooperadora no nascimento e desenvolvimento da vida divina em cada alma dos homens remidos.

Mas de que modo coopera Maria no crescimento da vida da graça nos membros do Corpo Místico? Antes de tudo, pela sua oração incessante, inspirada por uma ardentíssima caridade. A Virgem Santa, de facto, gozando embora da contemplação da Santíssima Trindade, não esquece os seus filhos que caminham, como Ela outrora, na peregrinação da fé; pelo contrário, contemplando-os em Deus e conhecendo bem as suas necessidades, em comunhão com Jesus Cristo que está sempre vivo para interceder por nós, deles se constitui Advogada, Auxiliadora, Amparo e Medianeira.

No entanto, a cooperação da Mãe da Igreja no desenvolvimento da vida divina nas almas não consiste apenas na sua intercessão junto do Filho. Ela exerce sobre os homens remidos outra influência importantíssima, a do exemplo, segundo a conhecida máxima: as palavras movem, o exemplo arrasta. Realmente, tal como os ensinamentos dos pais adquirem maior eficácia quando são acompanhados pelo exemplo duma vida conforme as normas da prudência humana e cristã, assim também a suavidade e o encanto das excelsas virtudes da Imaculada Mãe de Deus atraem irresistivelmente as almas para a imitação do divino modelo, Jesus Cristo, de que Ela foi a mais perfeita imagem.

Mas nem a graça do divino Redentor nem a poderosa intercessão de sua e nossa Mãe espiritual poderiam conduzir-nos ao porto da salvação, se a tudo isso não correspondesse a nossa perseverante vontade de honrar Jesus Cristo e a Virgem Mãe de Deus com a fiel imitação das suas sublimes virtudes.

É, pois, dever de todos os cristãos imitar religiosamente os exemplos de bondade que lhes deixou a Mãe do Céu. É esta a segunda verdade sobre a qual nos agrada chamar a vossa atenção. É em Maria que os cristãos podem admirar o exemplo que lhes mostra como realizar, com humildade e magnanimidade, a missão que Deus confiou a cada um neste mundo, em ordem à sua eterna salvação e à do próximo.

Uma mensagem de suma utilidade parece chegar hoje aos fiéis da parte d’Aquela que é a Imaculada, a toda santa, a cooperadora do Filho na restauração da vida sobrenatural das almas. A santa contemplação de Maria incita-os, de facto, à oração confiante, à prática da penitência, ao santo temor de Deus, e recorda-lhes com frequência aquelas palavras com que Jesus Cristo anunciava estar perto o reino dos Céus: Arrependei-vos e acreditai no Evangelho, bem como a sua severa advertência: Se não vos arrependerdes, perecereis todos de maneira semelhante.

Comemorando-se este ano o vigésimo quinto aniversário da solene consagração da Igreja a Maria Mãe de Deus e ao seu Coração Imaculado, feita pelo Nosso Predecessor Pio XII no dia 31 de Outubro de 1942, por ocasião da Rádio-Mensagem à Nação Portuguesa – consagração que Nós mesmo renovámos no dia 21 de Novembro de 1964 – exortamos todos os filhos da Igreja a renovar pessoalmente a sua própria consagração ao Coração Imaculado da Mãe da Igreja e a viver este nobilíssimo acto de culto com uma vida cada vez mais conforme à vontade divina, em espírito de serviço filial e devota imitação da sua celeste Rainha.

Nossa Senhora de Fátima, Rogai por nós!

Fonte: facebook

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Interceda junto a Nossa Senhora do Sagrado Coração


“Missionários do Sagrado Coração de Jesus” é uma Congregação religiosa de sacerdotes e irmãos leigos fundada com o objetivo de difundir o conhecimento e a prática da devoção ao Coração de Jesus, segundo revelação de Nosso Senhor a Santa Margarida Maria Alacoque.

O lema da Congregação é “Ametur ubique terrarum Cor Jesu Sacratissimum” (que o Sagrado Coração de Jesus seja amado em todas partes). Foi fundada em Issoudun, arquidiocese de Bourges, França, pelo Abade Jules Chevalier, no século XIX. Quando o Padre Chevalier era estudante, ele constituiu uma associação de seminaristas à qual deu o nome de Cavaleiros do Sagrado Coração e de Maria.

Mais tarde, convenceu-se que Deus lhe pedia a fundação de um grupo de missionários, e iniciou uma novena a Nossa Senhora, juntamente com um de seus primeiros companheiros, o Padre Maugenest. Ambos fizeram uma promessa: caso sua oração fosse ouvida, propagariam a devoção ao Coração de Jesus e fariam “por todos os meios possíveis, que Maria fosse conhecida e amada de uma maneira especial”. Ao terminar a novena à Virgem, obtiveram tantas generosas promessas (econômicas), que foi possível iniciar sua obra. Anos mais tarde eles poderiam dizer: “Nossa Senhora fez tudo em nossa Congregação”.

A primeira imagem

Durante o verão de 1857, na hora do descanso comunitário, o Padre Chevalier e seus companheiros discutiam os planos e as idéias sobre a nova igreja que estavam construindo. O fundador perguntou aos demais com que título Nossa Senhora deveria ser venerada no futuro santuário. Foram apresentadas várias propostas. Ele já estava quase decidido, após longas reflexões.

Falou, portanto, de honrar a Virgem com o título de Nossa Senhora do Sagrado Coração, dando à escolha uma explicação. Para ele aquele título indicava que Maria Santíssima havia sido preferida entre todas as mulheres pelo Coração amante de Deus, que havia sido destinada a ser mãe dos homens para levá-los ao Coração de seu Filho. Enfim, que era Ela nossa poderosa advogada perante o Coração de seu Divino Filho.

A idéia estava clara e era fácil de compreender. Todos se entusiasmaram. No início de 1861, quando eram feitos os preparativos para a inauguração da primeira parte das obras, o Padre Chevalier dispôs que fosse colocado um vitral policromado com a imagem de Nossa Senhora do Sagrado Coração. Esta foi a primeira imagem da invocação.

Expansão Universal

O fundador dos Missionários do Sagrado Coração estava convencido de que propagar a devoção a Nossa Senhora do Sagrado Coração era um meio efetivo para cumprir a missão de sua Congregação de aproximar os homens do Coração de Jesus. A difusão da nova devoção foi realmente extraordinária.

Em 1864, foi fundada uma associação de devotos, honrada com o título oficial de Arquiconfraria de Nossa Senhora do Sagrado Coração, sendo-lhe outorgadas numerosas indulgências. Milhares de devotos nela se inscreveram. Nem todos apreciaram o conteúdo teológico que lhe dava o Padre Chevalier; a muitos interessou mais o “poder de intercessão” de Nossa Senhora. Mas, o que preocupava o fundador era a indiferença religiosa e para opor-se a ela idealizou vários caminhos. A arquiconfraria era um deles, Nossa Senhora faria o resto.

A popularidade da devoção a Nossa Senhora do Sagrado Coração foi um dos motivos que levou um bom número de jovens estrangeiros a pedir sua admissão na Congregação dos Missionários do Sagrado Coração.

A sede central tanto da Congregação como da Arquiconfraria encontra-se em Roma.

Fonte: Heroínas da Cristandade/AASCJ

terça-feira, 10 de maio de 2011

Terça-feira da 3ª semana da Páscoa


Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Tomás de Aquino (1225-1274), teólogo dominicano, doutor da Igreja
Sequência para a festa do Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, «Lauda Sion»

«Eu sou o pão da vida»

Louva Sião o Salvador,
louva o teu Pastor e o teu Guia
com hinos e com cantares.


Louva-O o mais que puderes:
supera todo o louvor,
nem bastante O louvarás!


Não há mais sublime assunto,
que nos possa ser proposto:
o pão vivo que dá a vida!


O mesmo que já foi dado,
ao grupo dos doze Apóstolos,
quando da última Ceia!


Seja perfeito e sonoro
este louvor e alegria
que brota das nossas almas. [...]


Nesta mesa de um Rei novo,
a Páscoa da Nova Lei
fez findar a Páscoa antiga.


Suplantando os velhos ritos:
dissipa a verdade as sombras
como a luz dissipa a noite!


O que Cristo fez na Ceia
ordenou que se fizesse
em memória de Si mesmo. [...]


Carne é o pão e vinho é o Sangue (Jo 6,55);
mas sob as duas espécies
palpita Jesus inteiro!


Não se parte nem divide
por aqueles que O recebem:
é tomado tal qual é!


Quer sejam mil, quer um só,
todos recebem o mesmo,
sem por isso O consumir! [...]


Eis aqui o pão dos anjos (Sl 78,25),
dado em viático aos homens;
verdadeiro pão dos filhos,
nunca jamais para os cães! (Mt 15,26)


Foi já predito em figuras:
na imolação de Isaac (Gn 22),
no Cordeiro pascal,
e no maná do deserto.


Ó bom Pastor, pão autêntico!
Ó Jesus, que olhais por nós!
Alimentai-nos! Valei-nos!
Dai-nos ver o bem supremo,
na Terra dos que já vivem! (Sl 26,13)


Tudo sabeis e podeis,
Vós que nos alimentais:
fazei-nos Vossos convivas,
herdeiros e companheiros,
na pátria de Vossos santos!

Lisboa: Papa Bento XVI saúda peregrinos da Fundação AIS



O grupo de peregrinos da Fundação AIS de Portugal, que participou em Roma nas cerimónias de beatificação de João Paulo II, mereceu uma palavra especial do Santo Padre Bento XVI durante a audiência geral, no Vaticano, ocorrida na passada quarta-feira, dia 4 de Maio.

O Papa, na “cordial saudação para todos os peregrinos de língua portuguesa”, fez questão de sublinhar “o grupo da Ajuda à Igreja que Sofre de Portugal”, tendo afirmado que ali estavam “movidos pelo desejo de afirmar e consolidar a sua fé e adesão a Cristo”.

Na saudação que lhes dirigiu – e, através deles, a todos os benfeitores, amigos e funcionários da Fundação AIS em Portugal – Bento XVI afirmou: “o Senhor vos encha de alegria e o seu Espírito ilumine as decisões da vossa vida para realizardes fielmente o projecto de Deus a vosso respeito. Acompanha-vos a minha oração e Bênção.”

A peregrinação da Fundação AIS juntou 51 benfeitores e amigos da instituição em Portugal e, além da participação activa nas cerimónias de beatificação do Santo Padre João Paulo II, em Roma, visitaram ainda a cidade de Assis, onde viveu São Francisco, que ficou na memória de toda a humanidade por ter acolhido o primeiro encontro de oração pela paz, em Outubro de 1986, quando, a convite de João Paulo II, ali se reuniram líderes das principais religiões do mundo.

Departamento de Informação da Fundação AIS

domingo, 8 de maio de 2011

Ester, 1


1. No tempo de Assuero, que reinava desde a Índia até a Etiópia sobre cento e vinte e sete províncias,
2. naqueles dias em que ele ocupava o trono real de Susa, sua capital,
3. no terceiro ano de seu reinado, deu um banquete a todos os cortesãos e a seus servos. Tinha reunido em sua presença os chefes do exército dos persas e dos medos, os príncipes e os governadores das províncias,
4. para fazer manifestação da riqueza e do esplendor de seu reino, da rara magnificência de sua grandeza, durante um tempo considerável, a saber, cento e oitenta dias.
5. Passado esse tempo, o rei ofereceu a toda a população de Susa, a capital, desde o maior até o menor, um banquete de sete dias no pátio do jardim, junto ao palácio.
6. Cortinas brancas de algodão e de púrpura violeta, presas por cordões brancos e purpúreos a anéis de prata e a colunas de mármore; leitos de ouro e prata sobre um pavimento de pórfiro, de mármore branco, de nácar e pedra preta;
7. bebida servida em copos de ouro de variadas formas; o vinho real em abundância oferecido pela liberalidade do rei.
8. Bebia-se sem ser importunado por ninguém, segundo uma ordem do rei, porque ele tinha recomendado a todos os chefes de sua casa que deixassem cada um proceder como lhe agradasse.
9. Por sua parte, a rainha Vasti ofereceu o banquete das mulheres no palácio do rei Assuero.
10. No sétimo dia, o rei cujo coração estava alegre pelo vinho, ordenou a Mauman, Bazata, Harbona, Bagata, Abgata, Zetar e Carcar - os sete eunucos a serviço, junto de Assuero -
11. que trouxessem à sua presença a rainha Vasti com o diadema real, para mostrar ao povo e aos grandes toda a sua beleza, porque era formosa de aspecto.
12. Mas a rainha Vasti recusou sujeitar-se à ordem do rei transmitida pelos eunucos, com o que se irritou grandemente o rei, acendendo-se o seu furor.
13. Consultou os sábios versados na ciência dos tempos. (Porque os assuntos reais eram tratados desse modo, com jurisconsultos,
14. e os mais considerados eram Carsena, Setar, Admata, Tarsis, Mares, Marsena e Memucan, sete príncipes da Pérsia e da Média, que contemplavam a face do rei e ocupavam o primeiro lugar no reino.)
15. Que lei, disse ele, se deve aplicar à rainha Vasti, por não ter obedecido a ordem que o rei Assuero lhe transmitiu pelos eunucos?
16. Não foi somente em relação ao rei, respondeu Memucan, que se comportou mal a rainha Vasti, mas também em relação a todos os príncipes e os povos das províncias do rei Assuero.
17. Porque o proceder da rainha será conhecido de todas as mulheres e as incitará a desprezar seus maridos. Dirão: O rei Assuero tinha mandado trazer à sua presença a rainha Vasti, mas ela não quis vir.
18. Daqui em diante, as senhoras da Pérsia e da Média, sabendo da conduta da rainha, responderão do mesmo modo a todos os grandes do rei e disso resultará, por toda parte, desprezo e irritação.
19. Se o rei achar bom, publique-se em seu nome um decreto real, que ficará consignado nas ordenações da Pérsia e da Média como irrevogável, em força do qual Vasti não apareça mais diante de Assuero e o rei confira o título de rainha a outra que seja mais digna.
20. Quando o edito for conhecido na imensidade de seu reino, todas as mulheres respeitarão seus maridos, desde o maior até o mais humilde.
21. Esse parecer agradou ao rei e aos príncipes, de modo que o rei seguiu o conselho de Memucan.
22. O rei expediu cartas para todas as províncias reais, a cada uma em sua escrita e a cada povo em sua língua própria: elas decretavam que todo homem devia ser o senhor em sua casa e fazer-se respeitar por sua mulher.

Bíblia Ave Maria - Todos os direitos reservados.

sábado, 7 de maio de 2011

PRECISAMOS DE SANTOS


"Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e ténis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema,
ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar,
mas que se “lascam” na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar
e que saibam namorar na pureza e castidade,
ou que consagrem sua castidade.

Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI,
com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres
e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo,
se santifiquem no mundo,
que não tenham medo de viver no mundo.

Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dog,
que usem jeans, que sejam internautas,
que escutem mp3 (agora poderia dizer i pod.).
Precisamos de Santos que amem apaixonadamente
a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar
um refri ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema,
de teatro, de música, de dança, de desporto.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos,
normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo;
e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo,
mas que não sejam mundanos”.

AUTOR: João Paulo II
fonte: faceboouk

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Coreia do Norte: campos de concentração escondem milhares de cristãos


A Coreia do Norte é o regime mais fechado do mundo e um dos que lidera o tenebroso “ranking” de países onde a perseguição religiosa é uma triste realidade de todos os dias.

Agora, a denúncia vem da Amnistia Internacional, que afirma que Pyongyang mantém encarceradas mais de 200 mil pessoas em campos de concentração onde se amontoam presos políticos e religiosos. Para a Coreia do Norte, a prática religiosa é violentamente controlada, bastando que alguém seja apanhado na posse de uma Bíblia para ser imediatamente preso e enviado para um campo de concentração.

Segundo afirma a Amnistia, os dissidentes costumam ser torturados e têm de trabalhar em condições análogas à escravidão. A comprovar as suas afirmações, foram reveladas recentes imagens de satélite que mostram quatro dos seis campos localizados em locais desolados das províncias de Pyongan do Sul, Hamkyung do Sul e Hamkyung do Norte.

Uma comparação com fotos de 2001 indica um aumento significativo na dimensão desses campos, que supostamente existem desde a década de 1950, segundo a Amnistia Internacional.

Com base em testemunhos – raros – de ex-presos no campo de Yodok, a Amnistia traça um retrato tenebroso da vida dos que caíram nas malhas do regime. O relatório agora divulgado fala em trabalhos forçados, torturas e outros tratamentos desumanos ou degradantes, além de execuções públicas.

Dos 200 mil presos que a Amnistia denuncia existirem nas cadeias da Coreia do Norte, largos milhares são cristãos, acusados do único delito possível: a fé e a respectiva prática religiosa.

Segundo revelou este ano a ONG “Open Doors”, dos Estados Unidos, haverá na Coreia do Norte mais de 50 mil cristãos em campos para prisioneiros por causa de sua fé, vítimas de um sistema judiciário baseado na ideologia do regime.

Departamento de Informação da Fundação AIS

Isaías, 65


1. Mantive-me à disposição das pessoas que não me consultavam, ofereci-me àqueles que não me procuravam. Eis-me aqui, eis-me aqui, dizia eu a um povo que não invocava meu nome.
2. Estendia constantemente as mãos a uma nação indócil e rebelde, que seguia o mau caminho de acordo com suas inclinações;
3. há pessoas que não cessam de provocar-me diretamente, que sacrificam nos jardins, e queimam perfumes em cima de tijolos,
4. que se instalam nos túmulos, e passam a noite em antros, que comem carne de porco, e guarnecem seus pratos de alimentos imundos;
5. Mantém-te à distância, dizem eles, não me toques, porque eu te santificaria. Tudo isso me enche as narinas da fumaça, de um fogo que queima sempre.
6. Pois bem, eis a decisão que tomei: não me calarei enquanto não os fizer expiar
7. suas iniqüidades e as de seus pais, que queimavam o incenso nas montanhas, e me ultrajavam nas colinas. Vou calcular o salário deles, e lançá-lo em seu próprio seio.
8. Eis o que diz o Senhor: quando se encontra sumo num cacho de uvas, diz-se: Não o destruam, há aí uma bênção. Assim, por amor a meus servos, em lugar de destruir tudo,
9. tirarei de Jacó uma raça, e de Judá um herdeiro de minhas montanhas; meus eleitos as possuirão, e meus servos aí viverão.
10. Saron servirá de pastagem ao rebanho miúdo, e no vale de Acor espojar-se-ão os bois (para o povo que me tiver procurado).
11. Quanto a vós, desertores do Senhor, que haveis esquecido meu monte santo, que preparais a mesa para Gad, e encheis a taça de vinho aromatizado para Meni,
12. à espada eu vos destino; todos vós vos curvareis para serdes degolados, porque quando eu chamava, não respondíeis; quando falava, vos fazíeis de surdos; praticáveis o que eu acho ruim, e escolhíeis o que me desagrada.
13. Portanto, eis o que diz o Senhor Deus: meus servos comerão e vós tereis fome, meus servos beberão e vós tereis sede, meus servos se rejubilarão e vós ficareis envergonhados,
14. meus servos cantarão na alegria de seu coração, e vós vos lamentareis com o coração angustiado, rugireis com a alma em desespero.
15. Vosso nome ficará como um termo de maldição entre meus eleitos: (Que o Senhor Deus te faça morrer!) enquanto meus servos receberão um novo nome.
16. Aquele que desejar ser abençoado na terra, desejará sê-lo pelo Deus fiel, e aquele que jurar na terra, jurará pelo Deus fiel, porque as desgraças de outrora serão esquecidas, já não lhes volverão ao espírito.
17. Pois eu vou criar novos céus, e uma nova terra; o passado já não será lembrado, já não volverá ao espírito,
18. mas será experimentada a alegria e a felicidade eterna daquilo que vou criar. Pois vou criar uma Jerusalém destinada à alegria, e seu povo ao júbilo;
19. Jerusalém me alegrará, e meu povo me rejubilará; doravante já não se ouvirá aí o ruído de soluços nem de gritos.
20. Já não morrerá aí nenhum menino, nem ancião que não haja completado seus dias; será ainda jovem o que morrer aos cem anos: não atingir cem anos será uma maldição.
21. Serão construídas casas onde habitarão, serão plantadas vinhas cujos frutos comerão.
22. Não mais se construirá para que outro se instale; não mais se plantará para que outro se alimente. Os filhos de meu povo durarão tanto quanto as árvores, e meus eleitos gozarão do trabalho de suas mãos.
23. Não trabalharão mais em vão, não darão mais à luz filhos votados a uma morte repentina, porque serão a raça abençoada pelo Senhor, eles e seus descendentes.
24. Antes mesmo que me chamem, eu lhes responderei; estarão ainda falando e já serão atendidos.
25. O lobo e o cordeiro pastarão juntos, o leão, como um boi, se alimentará de palha, e a serpente comerá terra. Nenhum mal nem desordem alguma será cometida, em todo o meu monte santo, diz o Senhor.

Bíblia Ave Maria - Todos os direitos reservados.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Honrar e Celebrar o Trabalho - João Paulo II - Porto 1982


“Vós ocupais um lugar especial no meu coração. Estão continuamente presentes no meu espírito os vossos direitos, e as vossas aspirações, as vossas ânsias e as alegrias, a preocupação que tendes pelas vossas famílias e o esforço generoso que vos anima na busca do bem comum

Sois trabalhadores! Só esta palavra já me evoca um mundo de pensamentos. A vossa própria presença já fala do valor do trabalho, e permite-me como que ler nos vossos semblantes a mensagem que neste momento vos desejo dirigir.

Vejo nas vossas feições as feições de Cristo, conhecido como o carpinteiro de Nazaré; vejo nas vossas feições, neste momento irradiante de uma alegria festiva, a expressão de confiança; vejo nas vossas feições também estampado o sofrimento e a cruz das jornadas exaustivas de trabalho (…)

Gostaria, neste momento, de apertar as mãos de todos para senti-las, calejadas como estão qual documento da vossa actividade profissional. Quando dais a mão a alguém, em sinal de amizade, concedeis ao interlocutor perceber o peso e o valor do vosso trabalho. Mão nobre que trabalha! Mão que transforma o mundo! Mão que constrói uma nova realidade para uma sociedade mais humana. Mão benfazeja que trabalha para o proveito da humanidade.

Vim ao Porto para honrar e para celebrar o trabalho. Sei bem que o povo desta cidade e desta região e de todo o Portugal se orgulhou sempre pela sua seriedade no trabalho, pelo seu culto do trabalho. Referiam-me que o Porto é conhecido localmente como «cidade do trabalho». Assim, que poderia eu fazer aqui senão anunciar-vos a «Boa-Nova», o «Evangelho do trabalho»? (…)

A Igreja que acredita no homem e pensa no homem, considera como parte da sua missão «chamar sempre a atenção para a dignidade e para os direitos dos homens do trabalho, estigmatizar as situações em que são violados, contribuir para orientar as mutações para que se torne realidade um progresso autêntico do homem e da sociedade» (João Paulo II, Laborem Exercens).

(…) A dignidade da própria pessoa que trabalha há-de ser a base e o critério a ter presente, quando se trata da avaliação de qualquer espécie de trabalho manual ou intelectual. Na realidade, o protagonista e o fim do trabalho, o seu verdadeiro criador e artífice, mesmo nas mais humildes e monótonas actividades, é sempre o homem, como pessoa. E o homem que foi criado à «imagem de Deus»”
fonte: faceboouk

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O último dia de João Paulo II


"Fui chamada no final da manhã. Corri, pois tinha medo de não chegar a tempo. No entanto, ele me esperava. 'Bom dia, Santidade, hoje faz sol', disse-lhe em seguida, porque era a notícia que o alegrava no hospital."

Esta é a lembrança de Ritia Megliorin, ex-enfermeira chefe do serviço de reanimação na Policlínica Gemelli, na manhã de 2 de abril, quando foi chamada ao apartamento pontifício, à cabeceira de João Paulo II, o Papa agonizante.

"Não achei que ele fosse me reconhecer. Ele me olhou. Não com esse olhar inquisitivo que usava para entender imediatamente como estava sua saúde. Era um olhar doce, que me comoveu", acrescenta a mulher.

"Senti a necessidade de apoiar a cabeça em suas mãos; permiti-me o luxo de receber seu último carinho, com suas mãos pousando sobre o meu rosto, enquanto ele olhava fixamente para o quadro do Cristo sofredor que estava pendurado na parede na frente da sua cama."

Enquanto isso, ouvindo da Praça, os cantos, orações, as aclamações dos jovens, que se tornavam cada vez mais fortes, a mulher perguntou ao cardeal Dziwisz se estas vozes não estariam incomodando o Papa. "Mas ele, levando-me até a janela, disse-me: 'Rita, estes são os filhos que vieram se despedir do seu pai'."

Eles se conheceram em janeiro de 2005, quando as condições de saúde de Wojtyla tinham se agravado. Megliorin explica que, naqueles dias de começo de ano, chegando ao hospital para começar o trabalho e sem saber que o Papa tinha sido internado, foi-lhe dito que se apressasse, que fosse até o 10° andar, porque lá estava "um hóspede especial".

"Imaginem - diz a mulher - um lugar onde não existe o espaço e onde não existe o tempo, e imaginem somente muita luz." Foi esta luz que acompanhou os dias do Pontífice.

"Naqueles meses, toda manhã, eu entrava no seu quarto e o encontrava já acordado, porque ele rezava desde as 3h. Eu abria as persianas e, dirigindo-me a ele, dizia: 'Bom dia, Santidade, hoje faz sol'. Aproximava-me e ele me abençoava. Eu me ajoelhava e ele acariciava o meu rosto."

Este era o ritual que dava início aos dias de Wojtyla. "No demais, eu era uma enfermeira inflexível e ele era enfermo inflexível. Queria estar a par de tudo, da doença, da sua gravidade. Quando não entendia, olhava para mim como pedindo que lhe explicasse melhor."

"Ele nunca deixou de estudar os problemas do homem. Lembro-me dos livros de genética, por exemplo, que ele consultava e estudava com atenção, inclusive naquelas condições." Isso refletia o seu não querer se render, esse querer viver a graça da vida recebida: "Cada dia, dizíamos um ao outro que 'todo problema tem solução'".

E o Papa dizia isso também e sobretudo às pessoas com quem se encontrava, por quem sentia um amor de pai. "E como todo pai, sentia uma predileção pelos mais fracos. Por exemplo, na Jornada Mundial da Juventude de Tor Vergata, em Roma, ele cumprimentou os jovens que estavam no fundo, pensando que provavelmente não tinham conseguido vê-lo direito. Também no hospital, ele se dedicava aos mais humildes e não tanto aos grandes professores; perguntava-lhes por suas famílias, se tinham crianças em casa."

Recordando, no entanto, as últimas internações, a enfermeira acrescentou: "O Papa viveu os momentos talvez mais difíceis na Policlínica", mas "assistir os doentes é um dom, pelo menos para quem acredita em Deus. E contudo, também para quem não tem fé, é uma experiência única".

Para quem compreende plenamente o sentido do que Megliorin entende, tornam-se estridentes as perguntas de tantos jornalistas, reunidos na Universidade Pontifícia da Santa Cruz para escutar, em um encontro com a mídia, o testemunho da enfermeira.

Alguns se perguntam se um filme sobre a vida de Wojtyla corresponde à verdade, sobretudo o fragmento no qual o filme conta que o Papa teve espasmos no momento da sua morte. Perguntas extravagantes, às vezes inoportunas, se não fossem de gosto duvidoso. De fato, a enfermeira pergunta quantas pessoas da sala assistiram à perda de um progenitor nos próprios braços: "Não posso responder - explica a contragosto. Quem não viveu isso não pode entender".

Então, "a morte foi um alívio?", insiste outro. "A morte nunca é um alívio - replica a mulher. Como enfermeira, posso dizer somente que existe um limite no tratamento, para além do qual esta se converte em um tratamento médico agressivo." A curiosidade por saber se Wojtyla se engasgava ou não, se tinha força para comer, beber ou respirar, tudo isso é uma violação da intimidade de um corpo, da sacralidade de uma vida. Seu pensamento volta às palavras de Wojtyla que, no entanto, "restituiu a dignidade ao enfermo", recorda Megliorin.

Na carta apostólica 'Salvifici doloris', de 1984, João Paulo II escreve que a dor "é um tema universal que acompanha o homem em todos os graus da longitude e latitude geográfica, ou seja, que coexiste com ele no mundo". Também escreve que "o sofrimento parece pertencer à transcendência do homem: é um desses pontos nos quais o homem parece, de certa forma, 'destinado' a superar a si mesmo e chega a isso de maneira misteriosa".

João Paulo II, "no último momento da sua vida terrena - conclui Rita Megliorin -, resgatou a sua cruz, encarregando-se não somente da sua, mas também das de todos os que sofrem. Fez isso com a alegria que nasce da esperança de acreditar em um amanhã melhor. Acho, inclusive, que ele tinha a esperança de um hoje melhor".

Fonte: ZENIT (Agência Internacional Católica de Notícia)/facebook

A gramática e o Cristão


Todos os gramáticos e eruditos ensinam em seus compêndios que as três pessoas do singular são: eu, tu e ele.

Na gramática do cristão essa ordem deve ser alterada. A primeira pessoa será Ele, isto é, o Criador; a segunda será tu, o próximo; e a terceira, então eu, o pecador.

Deus e o pecador aparecem, desse modo, separados pelo próximo, e, no entanto, é o próximo que nos une ao Criador.

Meditai sobre o pensamento famoso de Vladimir Gilkha:

“Nada nos aproxima tanto de Deus como o próximo”.

Quase todos sentem, infelizmente, uma tendência para restringir os seus sentimentos de bondade e fraternidade a um pequeno grupo de amigos íntimos. É este um dos maiores perigos para inclinações egoísticas. Notai que a magnanimidade de Jesus ultrapassou todos os limites das convenções usuais da sociedade. Ele era amigo de homens de todas as castas e de todas as condições. Pensai nas vossas obrigações neste sentido, e não limiteis os vossos sentimentos de fraternidade aos parentes, amigos e companheiros de clube.

É vosso costume ser generoso dentro de certos círculos de conhecimento, fora dos quais não sentis obrigação alguma? Não pode ser discípulo verdadeiro e leal a Jesus aquele que, conscientemente, usa desse exclusivismo anti-social.

Aprendamos a carregar uns os fardos dos outros porque ninguém há sem defeitos, ninguém sem carga, ninguém com força e juízo bastante para si; mas cumpre que uns aos outros nos suportemos, consolemos, auxiliemos, instruamos e aconselhamos.

Bem faz aquele que combate o egoísmo e o procura arrancar de sua alma todas as raízes do amor-próprio.

O amor-próprio – diz Santa Catarina de Sena – o amor-próprio nos separa de Deus e do próximo; a caridade nos aproxima de um e de outro. Um nos leva à morte, o outro à vida; um às trevas, o outro à luz; um suscita a guerra, o outro promove a paz.

Apiedai-vos, apiedai-vos, Senhor, de todos os que imploram a Vossa misericórdia; daí graça aos que dela necessitam e fazei que de tal modo vivamos, que nos tornemos dignos de gozar da Vossa graça e frutifiquemos para a vida eterna. Amém.

autor: D. – Lendas do Céu e da Terra
Fonte: Blog Almas Castelos (cortesis)

terça-feira, 3 de maio de 2011

O que nos une a Deus é a caridade


Faça caridade, pense no próximo. Mostre em forma de prece ao seu amigo o quanto você se importa com ele. A caridade é uma verdadeira amizade sobrenatural, que nos une a Deus. Já no Antigo Testamento se chama a Abraão o amigo de Deus (Jud., VIII, 22); a mesma denominação recebem os profetas (Sab., VII, 27).

No Novo Testamento, Jesus diz-nos (João, XV,15): “Sereis meus amigos se fizerdes o que eu vos mando. Não mais vos chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor; MS chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo que ouvi de meu Pai”. Estas palavras foram ditas aos apóstolos, e portanto, também a nós. E isto leva-nos longe, se formos fiéis.

Esta virtude também nos faz amar sobrenaturalmente o próximo, na medida em que é amado por Deus, nosso Pai comum e em que é filho de Deus ou pelo menos está destinado a sê-lo.

Esta caridade infusa deve lançar raízes cada vez mais profundas na vontade e extirpar de lá o amor desordenado de nós mesmos. Ela dilata-nos o coração, para lhe comunicar parte da grandeza da bondade divina e fazer com que amemos, como amamos a Ele, todos os homens sem exceção. Ainda mais, se um justo vivesse na terra por tempo indefinido, milhares de anos, para merecer, a caridade não cessaria de crescer no âmago de sua vontade.

São Tomás exprimiu admiravelmente esta verdade: “A caridade infusa pode aumentar sempre em si mesma, porque constitui uma participação do amor incriado e sem limites; pode também aumentar por parte de Deus, seu autor, capaz de fazer com que ela cresça sempre, cada vez mais em nós; finalmente, pode também aumentar por parte da nossa alma, porque quanto mais a caridade aumenta, mais a nossa alma se torna capaz de receber esse aumento”.

A caridade, ao progredir, dilata o nosso coração que se vê de certo modo invadido pelo amor de Deus. E este amor torna-a a cada vez mais profunda para encher mais ainda. Uma vez ou outra, é nos dado experimentar isto na oração.

Extraído do livro: “O homem e a eternidade” de R Garrigou – Lagrange/AASCJ

segunda-feira, 2 de maio de 2011

São Lucas, 6


1. Num sábado, Jesus estava passando pelas plantações de trigo, e os discípulos arrancavam as espigas, debulhavam e comiam.
2. Alguns fariseus disseram: “Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?”
3. Jesus respondeu-lhes: “Nunca lestes o que fez Davi, quando ele teve fome, e seus companheiros também?
4. Ele entrou na casa de Deus, pegou os pães da oferenda, comeu e ainda deu aos seus companheiros esses pães, que só aos sacerdotes era permitido comer”.
5. E acrescentou: “O Filho do Homem é Senhor também do sábado”.
6. Num outro sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Lá estava um homem que tinha a mão direita seca.
7. Os escribas e os fariseus observavam Jesus, para ver se ele faria uma cura no dia de sábado, a fim de terem motivo para acusá-lo.
8. Ele, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio!” Ele se levantou e ficou de pé.
9. Jesus disse-lhes: “Eu vos pergunto: em dia de sábado, o que é permitido, fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixar morrer?”
10. Passando o olhar sobre todos eles, Jesus disse ao homem: “Estende a mão!” O homem assim o fez e a mão ficou curada.
11. Eles se encheram de raiva e começaram a discutir entre si sobre o que fariam contra Jesus.
12. Naqueles dias, Jesus foi à montanha para orar. Passou a noite toda em oração a Deus.
13. Ao amanhecer, chamou os discípulos e escolheu doze entre eles, aos quais deu o nome de apóstolos:
14. Simão, a quem chamou Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu;
15. Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado zelote;
16. Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou o traidor.
17. Jesus desceu com eles da montanha e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e uma grande multidão de gente de toda a Judéia e de Jerusalém, e do litoral de Tiro e Sidônia.
18. Vieram para ouvi-lo e serem curados de suas doenças. Também os atormentados por espíritos impuros eram curados.
19. A multidão toda tentava tocar nele, porque dele saía uma força que curava a todos.
20. Jesus levantou o olhar para os seus discípulos e disse-lhes: “Felizes vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus!
21. Felizes vós que agora passais fome, porque sereis saciados! Felizes vós que agora estais chorando, porque haveis de rir!
22. Felizes sereis quando os homens vos odiarem, expulsarem, insultarem e amaldiçoarem o vosso nome por causa do Filho do Homem.
23. Alegrai-vos, nesse dia, e exultai, porque será grande a vossa recompensa no céu, pois era assim que os seus antepassados tratavam os profetas.
24. Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação!
25. Ai de vós que agora estais fartos, porque passareis fome! Ai de vós que agora estais rindo, porque ficareis de luto e chorareis!
26. Ai de vós quando todos falarem bem de vós, pois era assim que seus antepassados tratavam os falsos profetas.
27. “A vós, porém, que me escutais, eu digo: amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam.
28. Falai bem dos que falam mal de vós e orai por aqueles que vos caluniam.
29. Se alguém te bater numa face, oferece também a outra. E se alguém tomar o teu manto, deixa levar também a túnica.
30. Dá a quem te pedir e, se alguém tirar do que é teu, não peças de volta.
31. Assim como desejais que os outros vos tratem, tratai-os do mesmo modo.
32. Se amais somente aqueles que vos amam, que generosidade é essa? Até os pecadores amam aqueles que os amam.
33. E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que generosidade é essa? Os pecadores também agem assim.
34. E se prestais ajuda somente àqueles de quem esperais receber, que generosidade é essa? Até os pecadores prestam ajuda aos pecadores, para receberem o equivalente.
35. Amai os vossos inimigos, fazei o bem e prestai ajuda sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande. Sereis filhos do Altíssimo, porque ele é bondoso também para com os ingratos e maus.
36. Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso.
37. “Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados.
38. Dai e vos será dado. Uma medida boa, socada, sacudida e transbordante será colocada na dobra da vossa veste, pois a medida que usardes para os outros, servirá também para vós”.
39. Ele contou-lhes, também, uma parábola: “Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois no buraco?
40. O discípulo não está acima do mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre.
41. Por que observas o cisco que está no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho?
42. Como podes dizer a teu irmão: ‘Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando não percebes a trave que está no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave que está no teu olho e, então, enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão. “
43. Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons.
44. Cada árvore se reconhece pelo seu fruto. Não se colhem figos de espinheiros, nem uvas de urtigas.
45. Quem é bom tira coisas boas do tesouro do seu coração, que é bom; mas quem é mau tira coisas más do seu tesouro, que é mau. Pois a boca fala daquilo de que o coração está cheio. “
46. Por que me chamais: ‘Senhor! Senhor! ’, mas não fazeis o que vos digo?
47. Vou mostrar-vos com quem se parece todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as põe em prática.
48. É semelhante a alguém que, para construir uma casa, cavou fundo e firmou o alicerce sobre a rocha. Veio a enchente, a correnteza atingiu a casa, mas não conseguiu derrubá-la, porque estava bem construída.
49. Aquele, porém, que ouve e não põe em prática, é semelhante a alguém que construiu uma casa no chão, sem alicerce. A correnteza atingiu a casa, e ela, imediatamente, desabou e ficou totalmente destruída”.

Fonte: biblia online/facebook

Malásia: grupo muçulmano declara “guerra santa” contra cristãos


Grupos muçulmanos realizaram protestos, nos últimos dias, na Malásia, e declararam “guerra santa” contra os cristãos 'extremistas' que insultem e ridicularizem a posição do Islão no país.

Uma denominada Organização Muçulmana de Defesa do Islão (Pembela), que reúne cerca de 20 grupos, fez este protesto depois da distribuição, em Putrajaya, de Bíblias em língua malaia.

O porta-voz do grupo, Yusri Mohamad, disse que os cristãos estão a começar a desafiar e a destruir o “status” e a soberania do islão como religião do Estado.

Na raiz destes conflitos está a polémica distribuição de milhares de exemplares da Bíblia em língua malaia em que se fez o uso da palavra “Alá” em referência a Deus, o que muitos consideraram como podendo “criar confusão e prejudicar a ordem pública”, além de ter sido entendido ainda como uma forma de aliciar os muçulmanos a converterem-se ao cristianismo.

A Pembela considerou que se pretende colocar em causa a soberania do Islão no país, afirmando que haveria uma missão escondida com o objectivo de se injectar o pluralismo religioso, o secularismo e o liberalismo que, afirmam, podem minar a integridade e a identidade dos muçulmanos na Malásia.

Departamento de Informação da Fundação AIS

domingo, 1 de maio de 2011

BEATO JOÃO PAULO II



Parabéns Bem-aventurado João Paulo II. Rogai por nós, rogai pelos jovens!
TOTUS TUUS!