EU VOS AMO! VÓS SOIS A MINHA VIDA.

sábado, 16 de outubro de 2010

ANJOS NA LADEIRA – Uma história verdadeira


Diane, uma jovem estudante universitaria cristã, estava em casa naquele verão. Uma noite foi visitar alguns amigos e a conversa prolongou-se um pouco mais do que planeara, fez com que as horas avançassem noite dentro e fez-se muito tarde para voltar sozinha para casa. Mas não tinha medo, porque morava numa cidade pequena e tranquila, a poucos quarteirões dali.
Enquanto caminhava, pediu a Deus que a mantivesse a salvo de qualquer mal ou perigo. Quando chegou a uma viela que utilizava como atalho para chegar mais rápido, resolveu ir por ali.
Quando estava já a meio da ruazinha, viu um homem parado no final dela e parecia que a estava a esperar.
Diane ficou nervosa e começou a rezar pedindo a protecção de Deus. Neste instante, um sentimento de tranquilidade e segurança a envolveram, sentiu como que se alguém estivesse a caminhar junto dela, chegou ao final da viela e foi caminhando justamente na direcção onde o homem se encontrava, mas nada aconteceu, chegando bem a casa.
No dia seguinte leu no jornal, que uma jovem havia sido violada naquela mesma viela, uns 20 minutos depois de ela passar por ali.
Sentindo-se mal por esta tragédia e pensando que poderia ter sido com ela, começou a chorar dando Graças a Deus por tê-la defendido e pediu ajuda para a outra jovem. E decidiu ir ao posto de polícia, acreditando que poderia reconhecer o homem e contou ali a sua história.
O Comandate da policia agradeceu a Diane pela sua valentia e preguntou-lhe se havia algo que pudessem fazer por ela. E ela pediu que perguntassem ao homem, porque é que não a tinha atacado quando ela passou pela mesma viela.
Quando o Comandante perguntou ao homem, ele respondeu: "Porque ela não estava sozinha, havia dois homens altos a caminhar um de cada lado dela"…

Moral da historia?
Não subestimes o poder da oração.
Quem a Deus tem, nada lhe falta. Quando Deus está connosco, quem contra nós?

DEPRESSÃO


“Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim?
Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.”
Salmo 42:5;11 e 43:5

Há vários tipos de depressão... Alguns tipos carecem de tratamento médico ou psicológico, que muitas vezes exige até hospitalização. O tipo mais comum, que vez por outra atinge a maioria de nós, é chamado de “melancolia” ou “ficar para baixo”. Nos salmos 42 e 43, o salmista chama de “abatimento da alma”. É mais ou menos como o relato de certa mãe, que assim se expressou: “Minha carga é pesada e há momentos que me sinto sem forças para continuar... Agora, por exemplo, estou há vários meses desempregada e não consigo colocação em lugar algum... Sinto-me sozinha, deprimida, e desanimada com todos os meus problemas. Não tenho a quem recorrer”...

Os salmos 42 e 43 estão interligados e talvez fossem um único salmo, originalmente. Utilizam linguagem semelhante e registram a mesma carência: saudades do templo e um forte desejo de voltar a Jerusalém para prestar adoração no altar do Senhor. No salmo 42:4, o salmista diz: “Lembro-me destas coisas – e dentro de mim se me derrama a alma –, de como passava eu com a multidão de povo e os guiava em procissão à Casa de Deus, entre gritos de alegria e louvor, multidão em festa”. E no salmo 43:4, ele declara: “Então irei ao altar de Deus, de Deus que é a minha grande alegria; ao som da harpa eu te louvarei, ó Deus, Deus meu.”

O salmista expressa o seu desânimo, ao relatar:- “Sinto abatida dentro em mim a minha alma” (42:6); e “dentro de mim se me derrama a alma”; reclama que os seus inimigos o insultam e oprimem, dizendo repetidamente: “O teu Deus, onde está?”. Sua mente fica confusa, “perturbada”, ele chora, dia e noite, e fica se perguntando: “por que estás abatida, ó minha alma? Por quê te perturbas dentro em mim?” (42:5). A crise se agrava, e, em meio ao mais profundo abatimento, ele fraqueja e formula a pergunta, que não consegue evitar: “O teu Deus, onde está?” (42:3).

Embora os salmos 42 e 43 registrem esses momentos tristes, de abatimento de alma, a mensagem global é positiva: demonstra o anelo da alma por Deus, e a confiança do salmista no Senhor. Esses dois salmos, eram, na realidade, um cântico, dividido em três partes. E, o refrão, que é repetido três vezes (42:5;11 e 43:5), enfatiza justamente a fé e a confiança do salmista no Senhor, para a superação da crise: “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.” Esses salmos revelam também três passos importantes, que devemos dar, para alcançarmos, em Deus, a cura para os abatimentos da alma:

Em primeiro lugar, precisamos identificar as razões do abatimento de nossa alma. “Por que estás abatida, ó minha alma.” (42:11). Em segundo lugar, para sair da crise, devemos buscar ao Senhor, com intensidade de alma, com real desejo de saciar a sede: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo...” (42:1-2). Em terceiro lugar, para acalmar e aquietar a nossa alma, precisamos reafirmar a nossa fé, declarando que o auxílio de Deus não falha; precisamos dizer para a nossa alma: “Espera em Deus, pois ainda o louvarei...” (42:5).

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Religião: 4



No Purgatório: o “tormento delicioso” ou a “tormentosa delícia” da purificação


Então, a alma que se salva tem, ao mesmo tempo, duas noções.

Primeiro, a noção da posse de Deus, já que ela sabe que vai possuí-lo por toda a eternidade. Ela sente, muito melhor do que nessa terra, a insondável felicidade de possuir a Deus.

Segundo, ao mesmo tempo em que ela se sente atraída para Deus, ela percebe estar fora das condições de se apresentar a Ele.

E então a alma passa por dois movimentos, ao mesmo tempo: um movimento de alegria e outro movimento de pesar. O movimento cheio de alegria leva-a a querer unir-se a Deus. O movimento cheio de pesar vem do contraste entre aquela mancha que ela nota em si e a pureza infinita de Deus.

Daí vem nela, nascido do desejo da união, um desejo de purificação por onde a alma está tão embevecida em Deus que suportaria mil infernos para poder unir-se a Deus. E precipita-se na chama do purgatório com uma verdadeira sofreguidão de purificar-se para, afinal, poder unir-se a Deus. Ali, ela sofre. Mas ela sofre o “tormento delicioso” ou a “tormentosa delícia” de ir sentindo que aquilo que a separa de Deus vai se tornando mais adelgaçado ao longo das purificações. E, ao mesmo tempo, ela vai cada vez mais querendo chegar mais próximo de Deus.

De maneira que ela tem uma fundamental alegria, junto a uma tristeza, que não deixa de ser uma verdadeira tristeza. Mas é uma tristeza que a vai depurando, e que a vai aproximando de Deus.

Santa Catarina de Gênova e suas visões do Purgatório/AASCJ

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Boa Tarde: 6



Pequenino rebanho


É frequente hoje, nas comunidades e grupos cristãos, ouvir o desabafo: “somos tão poucos, sempre os mesmos”. Nestas palavras transparece desalento e impotência. Estes sentimentos são ainda reforçados pelo ambiente de indiferença e senão mesmo de hostilidade que na sociedade se nota contra a Igreja Católica. A agravar a situação vem ainda a humilhação de que ela tem sido alvo por causa da doutrina incómoda que ensina e dos escândalos de pedofilia e outros desmandos de alguns dos seus membros.

Nesta situação, soam espantosas as palavras de Jesus aos discípulos: “Não temais, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o Reino” (Lc 12,32). Eles eram poucos, pobres, simples, sem forças nem meios adequados para fazer face ao mundo. Jesus encoraja-os, garantindo-lhes que são amados pelo Pai celeste, o qual decidiu fazê-los participar do Seu Reino. Este Reino significa a presença e a acção divina naqueles que acreditam e estão disponíveis para cumprirem a vontade de Deus e cooperarem com Ele. Dar o Seu reino ao “pequenino rebanho” quer dizer habitar no meio dele, ser a sua vida e força, irradiar a Sua luz e o amor para os oferecer a todos. Daí a exortação à confiança no providência divina que antecede as palavras mencionadas.

A Igreja experimenta hoje, em muitas situações, ser um “pequenino rebanho”: nas pequenas, definhadas e envelhecidas comunidades de fiéis perdidos no mundo secularizado, na impotência para atrair as novas gerações para Cristo, na dificuldade em envolver pessoas nos grupos apostólicos e nos serviços pastorais, na crise de novas vocações sacerdotais e para a vida religiosa… A qualquer sensação de “pequenez” eclesial respondem as palavras e a promessa de Jesus antes citadas. Mas Jesus fez mais: prometeu estar presente em qualquer grupo de seus discípulos, onde quer que se reúnam “dois ou três em seu nome”, e disse que estaria com a sua Igreja “até ao fim dos tempos”. Assim, é no reconhecimento da presença de Cristo e na relação e comunhão estreitas com Ele que a Igreja, a qualquer nível, encontra a sua vida e a sua força.

No Concílio Vaticano II, quando se reviu e se renovou, segundo o espírito das suas origens e do Evangelho, a Igreja compreendeu que devia viver na humildade, pobreza, amor e serviço, segundo o exemplo do seu Senhor: “Assim como Cristo realizou a obra da redenção na pobreza e na perseguição, assim a Igreja é chamada a seguir pelo mesmo caminho para comunicar aos homens os frutos da salvação. Cristo Jesus «que era de condição divina… despojou-se de si próprio tomando a condição de escravo» (Fil 2, 6-7) e por nós, «sendo rico, fez-se pobre» (2 Cor 8,9): assim também a Igreja, embora necessite dos meios humanos para o prosseguimento da sua missão, não foi constituída para alcançar a glória terrestre, mas para divulgar a humildade e abnegação, também com o seu exemplo. Cristo foi enviado pelo Pai «a evangelizar os pobres, a sarar os contritos de coração» (Lc 4,18), «a procurar e salvar o que perecera» (Lc 19,10). De igual modo, a Igreja abraça com amor todos os afligidos pela enfermidade humana; mais ainda, reconhece nos pobres e nos que sofrem a imagem do seu fundador pobre e sofredor, procura aliviar as suas necessidades, e intenta servir neles a Cristo. Enquanto Cristo «santo, inocente, imaculado» (Heb 7,26), não conheceu o pecado (cfr 2 Cor 5,21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (Heb 2,17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação. A Igreja «prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus», anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (cfr 1 Cor 11,26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz” (LG 8).

Diz o ditado popular que “há males que vê por bem”. Assim, na consciência do pecado e dos de Deus existentes no seu seio, na perda de influência, prestígio, reconhecimento e apreço por parte do mundo, na diminuição do número dos seus membros e dos que se identificam com ela, no crescimento das dificuldades em cumprir a missão de oferecer aos homens o conhecimento de Cristo de modo a atraí-los para Ele, a Igreja pode redescobrir a verdade sobre si mesma e a força evangélica que lhe permite crescer: o dom do Reino de Deus, isto é, a fé, a esperança e o amor que lhe vêm de Jesus Cristo. Assim viverá de modo mais autêntico e dará testemunho cativante dos bens espirituais de que é portadora.

Fonte: canção nova

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O PADRE AMÉRICO DOS GAIATOS


Américo Monteiro Aguiar, mais conhecido por “Padre Américo do Gaiato” ou “dos Gaiatos”, nasceu em Galegos, Penafiel, a 23 de Outubro de 1887. Sentindo desde novo vocação para padre, não conseguiu a autorização do pai, que o encaminhou para o comércio. Trabalhou em Moçambique dos 18 aos 36 anos, chegando a ver a fortuna bater-lhe à porta. Sentindo a vocação religiosa, entrou num convento franciscano, saindo dois anos depois, por não ser este o seu caminho. Desejando ser padre, depois de ver recusada a sua entrada no Porto, foi recebido no Seminário de Coimbra, onde se preparou. Em 1929, aos 41 anos foi então ordenado sacerdote. Começou por ser prefeito e professor no Seminário. Mais tarde, o bispo encarregou-o da “Sopa dos Pobres”. É então que descobre a sua verdadeira vocação para a prática da caridade em relação às pessoas carenciadas e em sofrimento, como reconhece: “Pedi licença ao prelado da Diocese para me deixar visitar e cuidar dos Pobres, que para outra coisa não prestava em virtude de uma doença que ao tempo me consumia; e ele disse-me que sim”.

Dedica-se em seguida ao apostolado da Caridade, visitando famílias pobres, doentes nos hospitais e presos nas cadeias: “Comecei por uma toca no Largo da Trindade onde habitava uma mulher prostituída, com quatro filhos de outros tantos pais; a qual mulher falecia pouco depois à minha beira, roída de doença e do pecado, a pedir perdão e a perdoar! Em questão de miséria social, a minha estreia foi perfeita e o meu serviço bem acabado.”

Contactando com um número grande de rapazes que viviam uma vida de miséria e abandono, teve a ideia de os ajudar. Primeiramente organizou colónias de férias com alguns deles. Por fim, começou a pensar numa ajuda mais duradoura. Em 1940, conseguiu uma casa em Miranda do Corvo, onde acolheu alguns rapazes. Depois surgiram outras Casas do Gaiato e mais duas iniciativas: o Património dos Pobres e o Calvário, esta última para doentes incuráveis. O Património dos Pobres surge sob o lema “cada freguesia cuide dos seus pobres”. Em muitas paróquias, ergueram-se casas para famílias carenciadas.

Consumiu a vida sacerdotal no apoio aos pobres, procurando tirá-los da miséria, com o auxílio dos que consciencializou para o essencial dever de «amar em obras e em verdade». Foi um pedagogo da Caridade, um renovador de mentalidades. Seu guia, o Evangelho; seu único mestre, Cristo; sua grande tribuna, o jornal O Gaiato, por ele fundado. Correu o país a pedir ajuda para as suas Obras e a dirigi-las. Encontrou a morte, num desastre de viação, a 16 de Julho de 1956.

Como padre prestou especial atenção à missão que lhe foi confiada e aos sinais de Deus que o conduziram para o amor e a educação às crianças da rua, aos pobres e aos doentes abandonados. Ao mesmo tempo, com os seus escritos e visitas, inquietava as pessoas, organizações e autoridades para colaborarem no seu apostolado e na sua obra educativa e assistencial. Numa sua oração, dizia: “Senhor, que eu saiba sempre pegar na vida dos Pobres com jeito e com muito amor, assim como quem abraça cibórios de Pão Vivo rentinho ao coração”. Assim ligava a Eucaristia e o serviço de amor aos Pobres, com maiúscula, como ele próprio escrevia. É o mesmo Jesus que se ama no Sacramento e no Homem: Ele está presente tanto num como noutro, segundo o Seu Evangelho.

Fonte: P. Jorge Guarda/Canção Nova

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

De médico a sacerdote, Pere Tarrés Claret


Médico espanhol de origem catalã que se fez sacerdote, apóstolo e formador de jovens:
Já desde jovem estudante e médico «percorreu os caminhos da santidade», e como sacerdote «dedicou-se a uma intensa actividade pastoral e trabalhou, em particular, na formação da juventude da Acção Católica.
Também assessor eclesiástico da associação, Pere Tarrés Claret foi «um grande educador, diz quem o conheceu, que sabia ensinar a amar», reconhece a Acção Católica Italiana.
Originário da cidade de Manresa, onde nasceu a 30 de Maio de 1905, Pere Tarrés Claret era filho de um casal fiel e exemplar formado por Francesc (mecânico de profissão) e Carme. Ele tinha mais duas irmãs.
De carácter alegre e aberto, amante da natureza e contemplativo - descreve a Santa Sé -, Pere habitualmente ajudava numa farmácia cujo dono o animou a prosseguir os estudos, que tinha cursado com os escolápios e os jesuítas.
Graças a bolsas de estudo pôde entrar na Faculdade de Medicina da Universidade de Barcelona. Enquanto residia nesta cidade, participou no Oratório de São Felipe Néri.
Foi membro da Federação de Jovens Cristãos da Catalunha com grande zelo apostólico e tanto na Federação como na Acção Católica desempenhou cargos simultaneamente.
«Para Pere o segredo da vida espiritual dos militantes está na devoção eucarística e no amor filial à Mãe de Deus», afirma a biografia distribuída pela Santa Sé. Com 22 anos, e com aprovação do seu director espiritual, Pere fez voto de castidade.
Em 1928, depois de ter concluído a carreira de Medicina, estabeleceu-se definitivamente em Barcelona. Com o seu colega, o doutor Gerardo Manresa, fundou o sanatório-clínica de Nossa Senhora da Mercê nessa mesma cidade.
Manteve-se «exemplar na caridade e na vida de piedade» durante o exercício da sua profissão médica. Pere jamais perdeu esta «alegria contagiosa» que lhe permitia tratar com respeitosa familiaridade os enfermos».
Durante o agitado período da guerra civil espanhola, refugiado em Barcelona, levava a comunhão escondida atendendo heroicamente numerosos feridos, e não perdeu a ocasião de manifestar a sua fé.
Em Janeiro de 1939 voltou a sua casa e ingressou no Seminário de Barcelona nesse mesmo ano. Foi ordenado sacerdote a 30 de Maio de 1942.
Múltiplas actividades pastorais lhe foram encomendadas em pouco mais de oito anos de presbítero. Entre estas, foi vice-assistente diocesano em Barcelona dos jovens da AC e assistente do centro paroquial das mulheres e das jovens da AC da paróquia de São Vicente de Sarriá.
«Nas diferentes obras apostólicas a ele encarregadas não faltaram dificuldades que o fizessem sofrer, mas ele soube responder com atitudes evangélicas de caridade, prudência e fortaleza, semeando desde a cruz a terra do seu apostolado», aponta a Santa Sé.
Em 1945 escreveu no seu Diário que se sentia «submerso no oceano do apostolado, como havia sonhado por tanto tempo, com o mesmo fogo e entusiasmo que, desde leigo, sentiu pela Federação» de Jovens Cristãos.
Diagnosticado de um linfossarcoma linfoblástico, viveu a sua enfermidade com uma atitude de total abandono em Deus e oferecendo a sua vida pela salvação dos sacerdotes.
Passados três meses, a 31 de Agosto de 1950 Pere Tarrés Claret morreu na clínica que havia fundado.

Fonte: JAM

domingo, 10 de outubro de 2010

O Pão de Cristo


O que se segue é um relato verídico sobre um homem chamado Victor.

Depois de meses sem encontrar trabalho, viu-se forçado a recorrer à mendicidade para sobreviver, coisa que o entristecia e envergonhava muito.
Numa tarde fria de inverno, encontrava-se nas imediações de um restaurante de luxo quando viu chegar um casal.
Victor pediu-lhe algumas moedas para poder comprar algo para comer.
- Não tenho trocos - foi a resposta seca.
A mulher, ouvindo a resposta perguntou:
- Que queria o pobre homem?
- Dinheiro para comer. Disse que tinha fome - respondeu o marido encolhendo os ombros.
- Lourenço, não podemos entrar e comer comida farta de que não necessitamos e deixar um homem faminto aqui fora!
- Hoje em dia há um mendigo em cada esquina! Aposto que ele quer é dinheiro para beber!
- Tenho uns trocos comigo. Vou dar-lhe alguma coisa!
Mesmo de costas para eles, Victor ouviu tudo o que diziam. Envergonhado, queria afastar-se e fugir dali, mas a voz amável voz da mulher reteve-o:
- Aqui tem qualquer coisa. Arranje algo de comer, ainda que a situação esteja difícil, não perca a esperança. Nalgum lugar haverá trabalho para si. Faço votos para que o encontre.
- Muito obrigado, minha senhora. A senhora ajuda-me a recobrar o ânimo! Nunca esquecerei a sua gentileza.
- Você vai comer o Pão de Cristo! Partilhe-o - acrescentou ela com um largo sorriso dirigido mais ao homem do que ao mendigo.
Victor sentiu como se uma descarga eléctrica lhe percorresse o corpo.
Foi a um lugar barato para comer um pouco. Gastou só metade do que tinha recebido e resolveu guardar o restante para o dia seguinte, comeria do 'Pão de Cristo' dois dias.
Mais uma vez sentiu a descarga eléctrica a percorrer-lhe o corpo: O PÃO DE CRISTO! "Um momento! - pensou - Eu não posso guardar o 'Pão de Cristo' só para mim".
Na sua cabeça parecia-lhe como que escutar o eco de um velho hino que tinha aprendido na catequese. Neste momento, passava um velhote ao seu lado.
- Quem sabe, se este pobre homem também tem fome - pensou - tenho de partilhar o 'Pão de Cristo'.
- Ouça - chamou Víctor - quer entrar e comer uma comidinha quentinha?
O velho voltou-se e encarou-o de olhar incrédulo.
- Está a falar a sério, amigo? O homem não acreditava em tanta sorte, até que se tivesse sentado à mesa coberta com uma toalha e com um belo prato de comida quente à frente.
Durante a refeição, Víctor reparou que o homem envolveu um pedaço de pão num guardanapo de papel.
- Está a guardar um pouco para amanhã? - Perguntou.
- Não, não. É que vi um miúdo da rua que conheço e que tem passado mal ultimamente, ele estava a chorar com fome quando o deixei. Vou levar-lhe este pão.
- O Pão de Cristo! - Recordou novamente as palavras da senhora e teve a estranha sensação de que havia um terceiro convidado sentado naquela mesa.
Ao longe os sinos da igreja pareciam entoar o velho hino que antes tinha ressoado na sua cabeça.
Os dois homens foram levar o pão ao menino faminto que o começou a devorar com alegria. Subitamente, deteve-se e chamou um cãozinho, um cachorrinho pequeno e assustado.
- Toma lá. Metade é para ti - disse o menino. O Pão de Cristo também chegará para ti.
O catraio tinha mudado de semblante. Pôs-se de pé e começou a correr com alegria.
- Até logo! - disse Victor ao velho - Em algum lugar encontrará um emprego. Não desespere! Sabe? - sussurrou - Isto que comemos é o Pão de Cristo. Foi uma senhora que me disse quando me deu aquelas moedas para o comprar. O futuro só nos poderá trazer algo de muito bom!
Enquanto se afastava, Victor reparou melhor no cachorrinho, que lhe farejava as pernas. Abaixou-se para o acariciar quando descobriu que ele tinha uma coleira onde estava gravado o nome e o endereço do dono.
Víctor pegou nele e caminhou um bom bocado até à casa dos donos do cão, e bateu à porta.
Ao ver que o seu cãozinho tinha sido encontrado o homem primeiro ficou todo contente, depois tornou-se mais sério, pensando que se calhar o teriam roubado, mas encarando a cara séria de Victor e vendo no seu rosto um ar de dignidade, disse:

- Pus um anúncio no jornal oferecendo uma recompensa a quem encontrasse o cão. Tome!
Victor olhou o dinheiro meio espantado e disse: Não posso aceitar. Eu apenas queria fazer bem ao animal.
- Pegue! Para mim, o que você fez vale muito mais do que isto! E olhe, se precisar de emprego vá amanhã ao meu escritório. Faz-me falta, ao pé de mim, uma pessoa íntegra assim.
Victor, ao voltar pela avenida, como que volta a ouvir aquele velho hino que recordava a sua infância e que ressoava na alma. Chamava-se 'REPARTE O PÃO DA VIDA'.

NÃO TE CANSES DE DAR, MAS NÃO DÊS SOBRAS,

DÁ-O COM O CORAÇÃO, MESMO QUE DOA.

QUE O SENHOR NOS CONCEDA A GRAÇA

DE TOMAR A NOSSA CRUZ E SEGUÍ-LO,

MESMO QUE DOA.

sábado, 9 de outubro de 2010

Um porteiro canonizado


André Bessette: humilde porteiro, foi canonizado

Infância

Bessette nasceu em 1845 num povoado chamado Mont-Saint-Grégorie, a 40 km de Montreal, no Canadá, no seio de uma família operária. Quando pequeno, tinha tantas complicações de saúde que os seus pais quiseram baptizá-lo no mesmo dia que nasceu, pensando que não sobreviveria. Mas morreu aos 91 anos.
Ficou órfão de pai aos 9 anos e de mãe aos 12. Ele e os seus 11 irmãos ficaram sob o cuidado dos seus tios.
Maria e José converteram-se em seus pais adoptivos. Este período permitiu ao irmão André consolidar fortemente a sua relação com Deus, em vez de se afastar, pelos lamentáveis acontecimentos da sua vida.
Tinha 20 anos quando viajou aos EUA junto com um grupo de imigrantes para trabalhar no sector têxtil. Em 1867 regressou ao Canadá para realizar outros trabalhos. Foi quando o seu pároco quis enviá-lo à Congregação da Santa Cruz, onde inicialmente foi rejeitado pelos problemas de saúde que continuavam ao longo da sua vida. Mas o bispo de Montreal, Dom Ignace Bourget, pediu que reconsiderassem a decisão, e Alfred foi aceito em 1872.

Porteiro

O irmão Bessette foi designado como porteiro do colégio de Nossa Senhora das Neves, próximo de Montreal. Também realizava outros trabalhos ocasionais. Mas ele quis fazer deste um trabalho que fosse algo mais que abrir a porta: recebia os visitantes e seus parentes. O próximo convertia-se assim na realidade mais importante para o irmão André.
A sua vida espiritual, as suas palavras simples mas cheias de sentido fizeram que cada vez mais as pessoas falassem do porteiro daquele colégio. Muitos enfermos iam pedir-lhe consolo, oração e conselhos. Ele sabia que não se pode amar verdadeiramente a Deus sem amar o próximo nem amar os demais, sem reconhecer a presença de Deus neles.
Uma multidão diária de enfermos, aflitos e pobres de todos os tipos, de deficientes e feridos pela vida encontravam nele, sentado na portaria do colégio, acolhimento, escuta, apoio e fé em Deus”, disse o Papa João Paulo II durante a homilia da sua beatificação, em Maio de 1982. O irmão Bessette dava a todos o mesmo conselho: buscar a intercessão de São José, orar e acorrer aos sacramentos.
Ele dizia aos enfermos que se ungissem com o óleo da lâmpada que havia numa capela que tinha o nome do santo. Muitos fiéis que fizeram isto ficaram curados, apesar de estarem desenganados pelos médicos. Alguns começaram a dizer que este religioso fazia milagres. Ele insistia que o responsável pelas curas era São José. E por isso, em 1904, teve a iniciativa de construir um santuário em sua honra.
O irmão Bessette começou a reunir um número cada vez maior de seguidores, mas a sua vida provocou também algumas reacções adversas. Entre eles o doutor Josep Charette, que ridicularizava as suas atitudes. Um dia, a sua esposa teve uma forte hemorragia nasal, que não se detinha de nenhuma maneira. Ela pediu para ser levada ao religioso, mas o médico recusou. “Dizes que me amas, mas és capaz de me deixar morrer sangrando?”, disse a mulher. Charette dirigiu-se a Bessette, que lhe respondeu: “Doutor, regresse a casa, que a hemorragia já se deteve”, e assim foi.
Em 1924, culminou a construção do oratório. O Irmão André não foi só o construtor de um edifício de pedra, mas de uma comunidade cristã vivente. Converteu-se num notável unificador.
Bessette morreu em 1937. Nunca se trouxe uma pessoa enferma a André que não regressasse contente a sua casa. Algumas eram curadas. Outras morriam algum tempo depois, mas o irmão André consolava-as, dizia um dos seus amigos.
Mais de um milhão de pessoas foram render-lhe homenagem, apesar dos seus funerais se terem celebrado sob o mau tempo, no inverno. E ainda hoje, mais de dois milhões e meio de peregrinos e visitantes vão todos os anos ao oratório de São José em Monte Royal.
Numa época difícil para a Igreja canadense, os crentes deste país alegram-se por constatar que Deus está entre eles e que isto manifesta sinais inequívocos da sua presença.

O Papa Bento XVI canonizou-o no dia 17 de Outubro de 2010.
Fonte: JAM

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A BATALHA DOS LOBOS


Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas.
Ele disse-lhe:
- A batalha é entre os dois lobos que vivem dentro de todos nós.

Um é Mau:
é a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho falso, superioridade.

O outro é Bom:
é a alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.
O neto pensou nesta luta e perguntou ao avô:

- E qual é o lobo que vence?

O velho índio respondeu:
- Vence aquele que tu alimentares!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Hoje é o dia de Nossa Senhora do Rosário


Tudo o que no Pai Nosso pedimos, é muito recto, muito bem ordenado e conforme a fé, esperança e caridade cristã, e já por isto tem o especial agrado da SS. Virgem. Além disto, ouvindo-nos rezar, Ela reconhece em nossa voz o timbre da voz de seu Filho, que nos deu e ensinou à viva voz esta oração e nô-la impôs dizendo: Assim deveis rezar. Maria, vendo-nos assim com o Rosário, cumprindo fielmente a ordem recebida, com tanto mais amor e solicitude nos atenderá. “As místicas coroas que lhe oferecemos, são-lhe sumamente agradáveis e penhores de graça para nós” (Leão XIII). A própria Rainha do Céu fez-se quase fiadora da eficácia desta excelente oração.

A origem da devoção à Nossa Senhora do Rosário é muito antiga, mas sua propagação tomou impulso com São Domingos de Gusmão. Foi por sua inspiração que São Domingos fez do Rosário sua poderosa arma para combater a heresia dos albingenses, isto no início do século XIII, onde a tal heresia crescia vertiginosamente na França. Fundou a ordem dominicana e por sua intensa propagação e devoção, a Igreja lhe conferiu o título de “Apóstolo do Santo Rosário”. Nossa Senhora apareceu a São Domingos segurando o Menino Jesus no colo e oferecendo-lhe o santo Rosário, e sua propagação e divulgação tomou impulso por pedido pessoal de Maria Santíssima.

“Sou a Senhora do Rosário”. Disse Nossa Senhora de Fátima aos 3 pastorinhos.
À recitação do Rosário é que a igreja atribui os seus maiores triunfos, e, grata, atesta, pela boca dos Sumos Pontífices que, “pelo Rosário todos os dias desce uma chuva de bênçãos sobre o povo cristão”(Urbano IV); “que é a oração oportuna para honrar a Deus e a Virgem, bem como afastar para longe os iminentes perigos do mundo” (Sixto IV); “propagando-se esta devoção, os cristãos entregues à meditação dos mistérios inflamados por esta oração, começarão a transformar-se em outros homens, as trevas das heresias dissipar-se-ão e difundir-se-á a luz da fé católica” (São Pio V); “desejamos ver sempre mais largamente propagada esta piedosa prática e tornar-se devoção verdadeiramente popular de todos os lugares, de todos os dias” (Leão XIII).

Nos mistérios do Rosário, contemplamos todas as fases do Evangelho:

Os mistérios gozosos retratam as meditações da anunciação do Anjo a Nossa Senhora, visitação de Maria à Santa Isabel, nascimento triunfante de Jesus, sua apresentação no templo e seu encontro entre os doutores da lei.

Nos mistérios dolorosos contemplamos a agonia de Jesus no Horto, flagelação, coroação de espinhos, o calvário, a crucificação e morte de Jesus.

Nos mistérios gloriosos, a Ressurreição de Jesus, a sua Ascensão aos céus, a vinda do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos, a Sua Assunção e gloriosa Coroação no Céu.

A santa devoção atravessou os séculos sempre com o empenho da Santa Igreja de difundi-lo. Tem a virtude de excitar e nutrir em nós o recolhimento, pondo-nos em contacto com os mistérios da nossa religião. É a oração do sábio e do ignorante, pois, como nenhuma outra, se adapta à capacidade de todos.

Peçamos a Maria Santíssima a graça de sermos não só fiéis propagadores, mas principalmente perseverantes na prática de sua recitação, e que tenhamos sempre o desejo inflamado de rezá-lo sempre com muito entusiasmo e alegria. E que tenhamos a convicção de que o Rosário une o tempo à eternidade, a cidade terrena à cidade de Deus.

Fonte: Página Oriente/ADF

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Vinde Espírito Criador



Vem, ó Criador Espírito,

As almas dos teus visita;

Os corações que criaste,

Enche de graça infinita.


Tu, Paráclito és chamado

Dom do Pai celestial,

Fogo, caridade, fonte

Viva e unção espiritual.


Tu dás septiforme graça;

Dedo és da destra paterna;

Do Pai, solene promessa,

Dás força da voz superna.


Nossa razão esclarece,

Teu amor no peito acende,

Do nosso corpo a fraqueza

Com tua força defende.


De nós afasta o inimigo.

Dá-nos a paz sem demora.

Guia-nos; e evitaremos

Tudo quanto se deplora.


Dá que Deus Pai e seu Filho

Por ti nós bem conheçamos,

E em ti, Espírito de ambos

Em todo tempo creiamos.


A Deus Pai se dê a glória

E ao Filho ressuscitado,

Paráclito e a ti também

Com louvor perpetuado. Amém.


V. Enviai o vosso Espírito, e tudo será criado.

R. E renovareis a face da terra.

Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo;

concedei-nos que no mesmo Espírito conheçamos o que é reto,

e gozemos sempre as suas consolações.

Por Cristo Nosso Senhor.

Amém.