EU VOS AMO! VÓS SOIS A MINHA VIDA.
domingo, 12 de dezembro de 2010
MADRE MARIA CLARA DO MENINO JESUS

Libânia do Carmo Galvão, que na sua profissão religiosa receberia o nome de
Maria Clara do Menino Jesus, nasceu na Amadora (Lisboa), em 1843. Aos 14
anos ficou órfã de pai e mãe. Foi então viver para um asilo de órfãos de famílias
nobres. Mais tarde, foi recebida por uma família nobre, com a qual esteve 5
anos. Posteriormente, iria residir para um pensionato e, em seguida, para
o “Recolhimento das Capuchinhas de Nossa Senhora da Conceição”, onde tomou
o hábito religioso, aos 26 anos.
Sob a orientação de frei Raimundo dos Anjos Beirão foi para França (Calais)
receber formação numa congregação religiosa franciscana. De regresso, numa
época em que havia ainda em Portugal animosidade para com as congregações
religiosas e as “irmãs de caridade”, com a ajuda daquele religioso, em 1874,
fundou uma “associação de beneficência” com o nome de “Irmãs Hospitaleiras
dos Pobres pelo Amor de Deus”, aprovada pelo Papa Pio IX, em 1876. Além
e socorrer os pobres, as “hospitaleiras” tratavam dos enfermos e ensinavam
crianças e pensionistas. Mais tarde a mesma congregação tomaria o nome de
Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, como é hoje conhecida.
Deus é o motivo principal da vida da irmã Maria Clara. Tornou-se “hospitaleira
por amor de Deus”. O amor por Deus levou-a a consagrar-se, a entregar-lhe toda
a sua vida e a viver unicamente para Ele, “não tendo mais que um coração e uma
alma só para Deus”, como escreve às suas irmãs. E exorta: “Oh, amemos a Deus
e só a Deus!”. Reconhece que Ele é bom, esteve sempre presente e muito ajudou
a sua obra: “Oh! Sim, é necessário sermos generosas para com Deus que tão
generoso tem sido para connosco”, escreveu ela. É o amor de Deus e a Deus que a
move em toda a sua vida, no bem que pratica e em todos os seus trabalhos. D’Ele
recebeu a força e a coragem com que enfrentou as turbulências porque passou
em várias circunstâncias.

Por causa de Deus, ama também as suas irmãs, todas aquelas que a imitaram
e seguiram e entraram na sua congregação. Ela mesma declara que as ama “de
todo o coração”. Sofre por elas e cuida que vivam na perfeição as regras da
congregação, defende-as e procura assegurar-lhes as condições de saúde e apoio
espiritual para viverem fiel e dedicadamente a sua vocação e missão.
Os doentes, os pobres, as crianças e todos os necessitados são os principais
destinatários da sua vida e da obra que fundou. A eles quer amar, acolher no
coração, envolver de calor humano e de ternura, ajudar e servir. Afirma que ela
e as suas irmãs foram “chamadas à sublime vocação de cooperar na salvação das
almas, praticando as obras de misericórdia”. E clarifica. “o nosso mais ardente
desejo é podermos ajudar e acudir, do modo que podemos, ao nosso próximo
desvalido e que sofre”. Para servir os necessitados, enviou irmãs a várias cidades
e vilas de Portugal, Angola, Guiné, Índia, Cabo Verde… As irmãs colaboravam nas
Santas Casas da Misericórdias e muitas outras instituições públicas e privadas.
Na altura da morte da irmã Maria Clara, as suas 508 religiosas trabalhavam em
44 hospitais, 41 colégios e escolas, 17 asilos de infância, 18 asilos de inválidos,
9 hospícios, 6 cozinhas económicas, 4 creches, 2 pensionatos, 5 conventos e
2 noviciados, num total de 140 obras. Ela definiu os pobres, os mendigos, os
a quem encontrava a chorar e fazer reavivar a esperança e o conforto a quem
via em desolação. Uma testemunha declara que a irmã Maria Clara “possuía
um coração todo ternura e bondade, todo compaixão para se compadecer das
fraquezas e misérias do próximo e todo caridade para as socorrer”. A sua vida
e a sua obra admiráveis, com sinais de santidade, levam a Igreja a considerar a
Irmã Maria Clara venerável, batificada pelo Papa Bento XVI em 2010.
P. Jorge Guarda/Canção Nova
Hoje é dia da Virgem de Guadalupe – Nossa Senhora dos Milagres de Santa Fé

Só atrai e perdura aquilo que tem fundas raízes, não o que é promovido interesseiramente
Valdis Grinsteins
Na foto aparecem jovens estudantes de escolas secundárias, com terno azul e gravata. Acompanhados por um regimento de soldados usando uniforme histórico, caminham pelas ruas centrais da cidade portando aos ombros um grande quadro de Nossa Senhora. Tudo indica que se trata de algo não moderno, apenas uma foto para matar saudades.(1)
Mas se o leitor assim pensou, enganou-se rotundamente. Não só é recente a fotografia, como extremamente moderna, pois se trata da procissão de Nossa Senhora dos Milagres de Santa Fé, na Argentina, que se realiza todos os anos no mês de maio. A foto é de 2009, mas neste ano o cenário foi o mesmo. Esperamos que assim permaneça por muito tempo — e certamente perdurará se prevalecer o gosto dos fiéis, e não o de certos clérigos e autoridades “modernos”, “atualizados”.
Para mais de um decepcionado modernista, que encara como pontos obrigatórios de referência os pseudo-valores da revolução hippie de maio de 68, a foto é uma surpreendente comprovação de que muitos jovens não seguem o que a imprensa apresenta e sugere como modelos. Bem ao contrário disso, eles se sentem atraídos pela tradição, palavra odiosa para tantos dos envelhecidos e encarquilhados hippies de ontem, que a desejariam abolida.
E a tradição — do latim tradere, ou seja, transmitir — tem como um de seus elementos essenciais a verdade. Aquilo que é falso morre com o tempo: um falso progresso se deteriora; uma falsa popularidade se dilui. Mas permanece o que é verdade, o que todos aplaudem e aceitam como verdade, apesar de problemas que surjam ao longo do tempo. É o que nos mostra a história do quadro de Nossa Senhora dos Milagres.
Um milagre documentado que muitos viram
Os habitantes da cidadezinha de Santa Fé, no interior da Argentina, discutiam freqüentemente no longínquo ano de 1636. O tema não podia ser mais pungente: era necessário trasladar a cidade para outro local. Escolhido aquele lugar em 1573 por Don Juan de Garay, para ser um porto intermediário entre os grandes portos de Buenos Aires e de Assunção, este no Paraguai, constatou-se depois que apresentava problemas: grandes inundações periódicas; outras vezes era a praga dos gafanhotos que destruía as colheitas; e havia também índios selvagens que assolavam os arredores.
Nesse ambiente conturbado, o sacerdote jesuíta Pedro de Helgueta, num dia 9 de maio que parecia tão comum como os outros, terminou de rezar sua Missa diante do quadro de Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Pintado dois anos antes, com pouco mais de um metro de altura e outro tanto de largura, encontrava-se o quadro num altar lateral da Igreja do colégio jesuíta. O sacerdote rezava diante dele quando percebeu algo curioso: a parte inferior parecia ter-se molhado. Aproximando-se, verificou que a parte superior estava totalmente seca, e a inferior totalmente molhada. A água, como se fosse um suor do quadro, não só o molhava, como também escorria para o altar e até o chão.

As pessoas que estavam na igreja se aproximaram para ver o que acontecia, e numerosos foram os que pegaram algum pano ou algodão e começaram a recolher a água. Como se pode prever numa cidade pequena — especialmente naquela época em que a TV, o rádio ou a internet não desviavam a atenção das pessoas — uma notícia tão singular correu de boca em boca. Foram tocados os sinos, e todos corriam à igreja para confirmar a veracidade do que se dizia.
Apareceram as autoridades. Entre elas, a que mais nos interessa é o escrivão do rei, Don Juan Lopez de Mendoza, que corresponderia hoje a um tabelião cujos documentos têm caráter oficial. Além dele, o vigário e juiz eclesiástico Hernando Arias de Mansilla, maior autoridade eclesiástica da cidade; e também o Tenente de Governador e Justiça, Don Alonso Fernandez Montiel, maior autoridade civil.
Tendo o fato acontecido numa igreja, correspondia ao vigário comprová-lo. Para isso ele subiu no altar a fim de tocar com a mão o quadro. Se o tal líquido fosse uma tapeação — algo oculto atrás do quadro — ele o perceberia. Pelo contrário, o fenômeno permaneceu quando ele pôs sua mão no quadro, e a água apenas mudava de direção. O pintor Juan Cingolani pintou a cena do milagre, num quadro hoje famoso.(2)
O fenômeno durou cerca de uma hora, e as autoridades assinaram uma ata que se conserva até hoje na igreja jesuíta. Poucos dias depois, um bispo de passagem pela cidade, ouvindo a história, realizou uma investigação e concluiu pela veracidade do milagre.
O povo começou a utilizar os algodões e panos em que tinham recolhido o líquido, para pedir graças especiais. E elas foram concedidas abundantemente, fato igualmente registrado pelo escrivão do rei. Como conseqüência, o quadro que representava a Imaculada Conceição passou a chamar-se Nossa Senhora dos Milagres.
A história continua
A cidade teve de ser trasladada para outro local a 80 km de distância, onde os jesuítas construíram nova escola e igreja, e nela colocaram o quadro de Nossa Senhora. Com o fechamento da Companhia de Jesus, no século seguinte, severas leis proibiram absolutamente quaisquer atos de culto na igreja, que teve de permanecer fechada durante 95 anos. O tempo seria mais do que suficiente para se esquecer toda devoção à imagem, mas não foi o que aconteceu. Por insistentes pedidos dos fiéis, o quadro foi tirado da igreja e levado para a catedral. Retornou à capela quando a escola foi reaberta, e hoje o conjunto pertence aos padres jesuítas.
Em 1936, quando se completaram 300 anos do milagre, o Papa Pio XI autorizou a coroação canônica da imagem, que após a cerimônia foi colocada no altar-mor da Igreja. Lá ela se encontra, e é retirada todos os anos para a procissão.
Quantos outros acontecimentos históricos “inesquecíveis” já foram esquecidos, depois de temporariamente propalados pela mídia revolucionária da época. Para tristeza dos promotores dos anti-valores de maio de 68, por exemplo, nenhum jovem sai à rua para comemorar a data dessa rebelião estudantil. Nenhuma procissão de jovens pelo centro da cidade para lembrá-los. Mas aquilo que verdadeiramente tem raízes e tem tradições de família, isso permanece. Para a procissão de Nossa Senhora dos Milagres, lá os jovens se encontram. Até os que se declaram incrédulos poderiam receber algum benefício e esclarecimento, vendo essa procissão, pois contra fatos não valem argumentos.
Fonte: Catolicismo
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sábado, 11 de dezembro de 2010
TRANSPARÊNCIA DO MISTÉRIO DA IGREJA

A celebração do dia da vida consagrada pôs em realce o dom que é para a Igreja a forma de vida e o testemunho dos homens e mulheres cristãs que corresponderam fiel e generosamente ao chamamento para se entregarem totalmente a Deus e viverem plenamente ao seu serviço, à imitação de Cristo, na obediência, castidade e pobreza. Desse modo desenvolvem de um modo especial a graça da vida cristã recebida pelos sacramentos do Baptismo, Confirmação e Eucaristia. E unem-se de modo especial à Igreja ao seu mistério, contribuindo para o bem de toda ela (cf LG 44). A maioria dos consagrados está na condição de religioso ou religiosa, mas outros permanecem como fiéis leigos, vivendo de modo discreto a sua entrega total a Deus.
Que significado tem para a Igreja esta vocação? Ela é transparência do mistério da Igreja, isto é, da sua estreita ligação a Deus. Participa por isso da vida divina e testemunha o amor e a generosidade divinas em relação aos homens. São três os aspectos característicos da vida consagrada: ela é sinal do absoluto de Deus na vida humana, testemunho da fraternidade cristã e empenho nas boas obras. Como a vida consagrada se incarna em diferentes modalidades ou formas de vida assim umas manifestam mais o primeiro aspecto, outras o segundo e outras o terceiro.

A primeira e fundamental característica é testemunhar o absoluto de Deus, o “só Deus basta”, de Santa Teresa de Ávila. O cristão que descobre a vocação para uma especial consagração vislumbra uma grandeza em Deus, encontra nele o tesouro mais preciso da sua vida, o bem maior, o amor mais pleno, a possibilidade de uma fecundidade mais abundante que se entrega a Ele com a mesma ou maior paixão que uma amante ao seu amado. Deixa então espantado quem observa a sua entrega resoluta ou a sua vida encantada por Deus. A vida dos consagrados é um sinal forte do mistério de Deus. Nestas pessoas e através delas a Igreja é constantemente lembrada a manter acesa e cintilante a chama do amor que a une ao seu Senhor, à Trindade Santíssima. Estas pessoas são uma interrogação e interpelação constante para o mundo, que não as compreende nas suas renúncias e formas de vida. Mas sempre os consagrados deverão poder testemunhar: Só Deus preenche totalmente o coração humano nos seus anseios de plenitude, santidade, beleza, amor e infinito.
A segunda característica é a fraternidade cristã. Chamando a si, Deus une entre si os que a Ele se entregam. Assim aconteceu com os discípulos de Jesus e se repete ao longo da história da Igreja, especialmente com os múltiplos carismas que o Espírito Santo derrama. À volta de um homem ou mulher em quem a graça de Deus se manifesta de modo especial agregam-se outras pessoas e surgem novas comunidades de fiéis. O sinal divino atraiu e suscitou vínculos de fraternidade. É um aspecto que está muito presente nos religiosos, pois da sua forma de vida faz parte a vida comum. Assim, a vida consagrada mostra como a fé gera fraternidade e testemunha esta dimensão da Igreja. Todos os cristãos são chamados a experimentar, em maior ou menor intensidade e em várias modalidades a fraternidade na Igreja. Ela é na verdade uma comunidade de irmãos e irmãs unidos no amor de Cristo. É uma luz de humanização que deve brilhar no mundo.

A terceira característica são as boas obras. As pessoas consagradas a Deus colocam-se ao serviço dos outros. Realizam a palavra de Jesus aos discípulos: “Brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu” (Mt 5.16). Que obras realizam? Elas estão presentes em muitas frentes: no ensino, na saúde, na actividade missionária, na assistência aos pobres e necessitados, na educação cristã, na comunicação social, no testemunho e promoção da vida espiritual, na oração e contemplação… Nestas várias obras e através delas, a Igreja revela cada vez mais Cristo aos fiéis, dando continuidade à sua vida e missão. Através dos discípulos que se consagram ao seu serviço, Cristo continua a subir ao monte para fazer oração, anuncia às multidões o reino de Deus, cura os doentes e feridos, traz os pecadores à conversão, abençoa as crianças e faz bem a todos, obediente em tudo à vontade do Pai que o enviou (cf LG 46).
Oxalá todos os baptizados, incluindo os consagrados, compreendam sempre melhor o seu vínculo de comunhão e a co-responsabilidade na participação activa na vida e missão da Igreja.
Padre Jorge Guarda/Canção Nova
A FRATERNIDADE SÃO PAULO

Ninguém mais do que Deus é criativo. Em cada tempo ele inventa novos meios para fazer chegar aos homens o seu amor. Para isso suscita de entre eles os seus
mensageiros e instrumentos. Àqueles que escolhe e chama vai-os iluminado e preparando para a missão. É assim que vão surgindo no mundo e na Igreja novos carismas e formas originais de os incarnar. Deus sabe muito bem conciliar tradição e inovação para oferecer aos homens os seus dons e os conduzir nos caminhos do bem e da verdade.
Henri Quinson era um jovem franco-americano bem lançado na vida profissional.
Vivia em Paris e estava entusiasmado com a carreira de bancário de negócios e professor universitário. Um acontecimento espiritual inesperado determinou
um novo rumo para sua vida. Descreve-o assim: “Num domingo de Janeiro (de 1989), eu tive como que uma iluminação interior, uma emoção espiritual muito
forte. Pensei que fosse uma espécie de ‘cinema interior’, mas, desde Antão, rezo regularmente, levado por uma força misteriosa. Até agora nunca me tinha
colocado a questão, mas pergunto-me se não estou a ser chamado a uma forma de vida religiosa… padre ou monje… ou qualquer coisa do género”.
A partir desta experiência inicia o caminho de procura e discernimento. Pede ajuda a sacerdotes, contacta com várias comunidades, faz leituras e continua
a oração com os salmos até que decide deixar o seu trabalho e entrar num mosteiro da ordem cisterciense. Perante tal decisão, o director do banco, que
tentara aliciá-lo com propostas irrecusáveis, comenta: “É a única concorrência que eu aceito”. Fez o percurso formativo e de discernimento e tornou-se monge
trapista. Sentia-se bem no mosteiro, mas havia dificuldades que o deixavam inquieto. Procurou discernir o significado destes e doutros sinais e começou a
perceber que talvez fosse chamado a fundar algo de novo.
Com a ajuda do abade, compreende que deve partir para seguir o seu próprio caminho. Os sinais das tensões internacionais e em França com o mundo
muçulmano e o martírio dos monges cristãos na Argélia levam-no a desejar tornar-se “sinal de amizade e de serviço junto dos irmãos menosprezados”, os
estrangeiros e especialmente os imigrantes muçulmanos. Depois de muita busca, fixa-se na cidade de Marselha, num bairro social chamado S. Paulo. Começa
sozinho, mas algum tempo depois junta-se a ele um companheiro. Mais tarde, outro e outro. Nasce assim, em 1997, uma nova comunidade, com o apoio do
bispo diocesano.
Chama-se “Fraternidade S. Paulo”, nome do bairro e do “Apóstolo das nações” que “permaneceu dois anos no alojamento que alugara em Roma, onde recebia
todos os que iam procurá-lo, anunciando o Reino de Deus” (Act 28, 30-32).
Assenta em sete pilares: o celibato evangélico, a leitura orante da palavra de Deus e o louvor, três vezes por dia, o alojamento num bairro social em casa de
renda, o trabalho em part-time para a própria subsistência e para ter tempo para a oração e o serviço aos vizinhos, a hospitalidade, escutando, consolando,
encorajando e acompanhando quem lhes bate à porta, a ajuda a quem tem dificuldades escolares, familiares, de emprego ou busca “a mão protectora de
relações de vizinhança e de amizade, acolhem-nos na própria casa, prestam-lhes serviços, nomeadamente no apoio escolar às crianças e aos jovens, sofrem
com eles e por causa deles, procuram educar para o respeito pelos outros, vivem a esperança e perdoam, e partilham momentos de oração. Um dos seus
objectivos é “ser um posto de Igreja”, presença evangélica no meio da vizinhança.
Em relação aos muçulmanos, procuram dar-lhes o exemplo. É convicção destes monges de que pela amizade e o diálogo, os corações abrem-se ao encontro com Aquele que os envia”.
Quem desejar conhecer melhor a história e o testemunho desta Fraternidade pode ler o livro de Henri Quinson, “Do champanhe aos salmos”, editado pelas
Paulinas, ou consultar o sítio: http://pagesperso-orange.fr/frat.st.paul/ .
P. Jorge Guarda/Canção Nova Portugal
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Porquê fazer sempre o Sinal da Cruz?

Pe. José Cassimiro Sobrinho*
No batismo, o sacerdote nos marcou com o sinal da cruz. Foi logo no início, depois do acolhimento. Os pais e padrinhos disseram estar conscientes do dever de nos educar na fé católica e prometeram ajudar-nos, com a palavra e com o exemplo.
Mas, o que é o sinal da cruz? Por que devemos fazê-lo? Quando e como realizá-lo?
O sinal da cruz, conforme ensina o catecismo, é o sinal do cristão. Lembra-nos o grande amor de Deus para conosco. Deus nos amou tanto que deu seu filho para nos salvar. Lembra-nos, também, o nosso amor para com Deus e para com o próximo.
A cruz é formada de duas partes: uma vertical e outra horizontal. A vertical nos orienta para o céu: é o nosso amor para com Deus. A horizontal se volta para os que estão ao nosso lado: é o amor para com o próximo, aquele que está mais perto de nós. Os dois amores se entrelaçam um no outro, como as duas hastes da cruz. Um não pode existir sem o outro. Não existe o pedestal da cruz sem os braços e nem os braços sem o pedestal. Os dois se completam. Não se pode amar a Deus sem amar o próximo e nem se pode amar o próximo sem o amor a Deus.
Amar o próximo sem amar a Deus é mera filantropia. Amar a Deus sem amar o próximo é algo vazio e abstrato. O próprio evangelho afirma: quem diz amar a Deus e não ama seu irmão é um mentiroso (1 Jo 4, 2 0-21) .
Fazemos o sinal da cruz na testa para que Deus coloque em nossa mente pensamentos bons, nobres, verdadeiros e justos. Agimos de acordo com aquilo que pensamos. São as idéias que movem o mundo. Daí, a necessidade de termos idéias nobres e uma mente arejada.
Outrossim, fazemos este sinal, na testa, para retirar os maus pensamentos. As maquinações perversas. Os maus intentos. As falsas ilusões. Para despoluir a mente. Fazer que ela se torne serena, equilibrada e transparente. Arquitetar raciocínios retos e proveitosos. Fazemos o sinal da cruz na boca para que Deus purifique nossos lábios como purificou os de Isaías (Is 6, 1-7).

Assim, poderemos cantar seus louvores e anunciar sua santa palavra. Dar conselhos sábios e dizer aquilo que é da vontade de Deus, na hora certa, no memento adequado e com palavras apropriadas. Possamos destilar de nossos lábios canções e sorrisos que alegrem o coração das pessoas que nos cercam. Pedimos, também, que o Senhor não nos permita dizer palavras más, ofensivas, injuriosas. Não pronunciar o nome de Deus em vão, nem dizer imprecações contra o céu.
Fazemos o sinal da cruz no peito, pedindo a Deus colocar em nosso coração o amor puro e verdadeiro. Aquele que brota do coração de Deus e se confunde com Deus (1 Jo 4, 7-9). Que não nos deixe confundir amor com sentimentalismo ou paixão desordenada. Isso é caricatura de amor.
Suplicamos, ainda, que tire de nosso interior, todo desejo de ganância, de avareza e de apego excessivo aos bens materiais. Dê-nos um coração sensível, terno, cheio de 2compaixão e de misericórdia. Semelhante ao coração manso e humilde de Jesus (Mt 11, 28-30).
Para isso, precisamos fazer o sinal da cruz, sempre. Frequentemente. Várias vezes no dia, sobretudo, ao se levantar e ao se deitar. No início e no final do dia, para que a graça de Deus nos acompanhe, em todas as nossas ações.
Antes e depois das refeições, no começo e no término dos nossos trabalhos, nas tentações e nas dificuldades, fazemos o sinal da cruz, na sua forma mais abreviada (em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém), invocando as três pessoas divinas, louvando, agradecendo e pedindo os auxílios de que tanto necessitamos.
E tudo, com muito respeito, sem pressa e sem distração. Pensando nas palavras que pronunciamos e nos gestos que fazemos. É ao Deus uno e trino que nos dirigimo
Pe. José Cassimiro Sobrinho
Possam estas reflexões, ajudar-nos a entender melhor o significado do Sinal da Cruz, sua finalidade e a maneira correta de realizá-lo ao longo do dia. Esta breve oração tornar-se-á agradável a Deus e muito valiosa para quem a realiza de maneira correta e atenciosa. Será um sinal luminoso do nosso amor a Deus e ao próximo.

*Capelão do Mosteiro Mãe de Deus, em Viçosa. Vigário Paroquial da Paróquia de Santa Rita. Doutor em Direito Canônico
Sexta-feira da 2a semana do Advento : Mt 11,16-19

Evangelho segundo S. Mateus 11,16-19.
«Com quem poderei comparar esta geração? É semelhante a crianças sentadas na praça, que se interpelam umas às outras,
dizendo: 'Tocámos flauta para vós e não dançastes; entoámos lamentações e não batestes no peito!’
Na verdade, veio João, que não come nem bebe, e dizem dele: 'Está possesso!’
Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: 'Aí está um glutão e bebedor de vinho, amigo de cobradores de impostos e pecadores!’ Mas a sabedoria foi justificada pelas suas próprias obras.»
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato John Henry Newman (1801-1890), presbítero, fundador de comunicade religiosa, teólogo

Meditações e Devoções, Part 3, IV: Pecado, § 2
Converter-se aos repetidos chamamentos de Deus
Meu Senhor Jesus, Tu cujo amor por mim foi suficientemente grande para Te fazer descer do céu para me salvar, querido Senhor, mostra-me o meu pecado, mostra-me a minha indignidade, ensina-me a arrepender-me sinceramente, perdoa-me na Tua misericórdia. Peço-Te, meu querido Salvador, que tomes posse da minha pessoa. Só o Teu perdão o pode fazer; não posso salver-me sozinho; não sou capaz de recuperar o que perdi. Sem Ti, não posso voltar-me para Ti, nem agradar-Te. Se apenas contar com as minhas forças, irei de mal a pior, vou fraquejar completamente, vou endurecer por negligência. Farei de mim o centro de mim próprio, em vez de o fazer de Ti. Adorarei qualquer ídolo moldado por mim, em vez de Te adorar a Ti, o único verdadeiro Deus, o meu Criador, se não mo impedires com a Tua graça. Oh meu querido Senhor, escuta-me! Já vivi o suficiente neste estado: a pairar, indeciso e medíocre; quero ser o Teu fiel servidor, não quero pecar mais. Sê misericordioso para comigo, faz com que me seja possível, pela Tua graça, tornar-me naquilo que sei que devia ser.
In: Canção Nova
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Natal, doçura infantil que arrebata o coração
“Todas as festas da Igreja são bonitas… a Páscoa, sim, é a glorificação… mas o Natal tem uma ternura, uma doçura infantil que arrebata o coração.”
(Padre Pio de Pietrelcina
fonte/ADF
(Padre Pio de Pietrelcina
fonte/ADF
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Novena à Imaculada Conceição da Virgem Santíssima

- Meu Deus, vinde em meu auxílio!
– Senhor, apressai-Vos em me socorrer.
- Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado.
– E renovareis a face da Terra.
Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos Vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas, segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre de sua consolação. Por Cristo Senhor Nosso. Amém!
(para todos os dias)
Virgem Puríssima, concebida sem pecado, e desde aquele primeiro instante toda bela e sem mancha. Gloriosa Maria, cheia de graça, Mãe de Deus, Rainha dos Anjos e dos homens.
Saúdo-Vos humildemente como Mãe do meu Salvador que, com aquela estima, respeito e submissão com que Vos tratava, me ensinou quais sejam as honras e a veneração que devo prestar-Vos; dignai-Vos, eu vo-lo rogo, de receber as que nesta novena Vos consagro.
Vós sois o seguro asilo dos pecadores penitentes, e assim tenho razão para recorrer a Vós. Sois Mãe de misericórdia, e por este título não podeis deixar de enternecer-Vos à vista das minhas misérias.
Sois depois de Jesus Cristo toda a minha esperança, e por esta razão não podeis deixar de reconhecer a terna confiança que tenho em Vós.
Fazei-me digno de chamar-me Vosso filho, para que possa confiadamente dizer-Vos: mostrai que sois minha Mãe!
Amém.

Primeiro dia
Eis-me aqui, aos vossos pés, ó Santíssima Virgem Imaculada! Convosco me alegro sumamente, porque desde a eternidade fostes eleita Mãe do Verbo Divino e preservada da culpa original.
Eu bendigo e dou graças à Santíssima Trindade, que Vos enriqueceu com este privilégio em vossa Conceição, e humildemente Vos suplico que me alcanceis a graça de vencer os tristes efeitos que em mim produziu o pecado. Ah! Senhora, fazei que eu os vença e jamais deixe de amar o nosso Deus!

Segundo dia
Ó Maria, lírio imaculado de pureza, eu me congratulo convosco, porque desde o primeiro instante da vossa Conceição fostes cheia de graça e além disto Vos foi conferido o perfeito uso da razão.
Dou graças e adoro a Santíssima Trindade, que Vos concedeu tão sublimes dons; e me confundo totalmente na Vossa presença ao ver-me tão pobre de graça; Vós que de graça celeste fostes tão copiosamente enriquecida, reparti-a com a minha alma e fazei-me participante dos tesouros que começastes a possuir em Vossa Imaculada Conceição. Amém.

Terceiro dia
Ó Maria, mística rosa de pureza, eu me alegro convosco, que gloriosamente triunfastes da infernal serpente, na Vossa Imaculada Conceição, porque fostes concebida sem mácula de pecado.
Dou graças e louvo a Santíssima Trindade, que tal privilégio Vos concedeu e Vos suplico que me alcanceis força para superar todas as traições do comum inimigo, e para não manchar minha alma com o pecado.
Ah! Senhora, ajudai-me sempre e fazei que, com a vossa proteção, sempre triunfe de todos os inimigos de minha salvação. Amém.

Quarto dia
Ó espelho de pureza, Imaculada Virgem Maria, eu me encho de sumo gozo ao ver que desde a Vossa Conceição, foram em Vós infundidas as mais sublimes virtudes e, ao mesmo tempo, todos os dons do Espírito Santo.
Dou graças e louvo a Santíssima Trindade que com estes privilégios Vos favoreceu; e suplico-Vos, ó benigna Mãe, que me alcanceis a prática das virtudes, e me façais também digno de receber os dons e a graça do Espírito Santo. Amém.

Quinto dia
Ó Maria, refulgente lua de pureza, eu me congratulo convosco, porque o mistério de Vossa Imaculada Conceição foi o princípio da salvação de todo o mundo.
Dou graças e bendigo à Santíssima Trindade, que assim magnificou e glorificou Vossa pessoa, e Vos suplico que me alcanceis a graça de saber aproveitar-me da Paixão e morte de Jesus, e que não seja para mim inútil o Seu Sangue derramado na Cruz, mas que eu viva santamente e Ele salve a minha alma. Amém.

Sexto dia
Ó estrela resplandecente de pureza, Imaculada Maria, eu me alegro convosco, de que a Vossa Imaculada Conceição causasse um imenso gozo a todos os Anjos do Paraíso.
Dou graças e bendigo à Santíssima Trindade, que Vos enriqueceu com tão belo privilégio. Ah! Senhora, fazei que eu um dia tenha parte nessa alegria e que possa em companhia dos Anjos, louvar-Vos e bendizer-Vos eternamente. Amém.

Sétimo dia
Ó aurora nascente e pura, Imaculada Maria, eu me alegro e exulto convosco porque no mesmo instante da Vossa Conceição, fostes confirmada em graça e tornada impecável.
Dou graças à Santíssima Trindade, que somente a Vós distinguiu com este especial privilégio. Ó Virgem Santíssima, alcançai-me um total e contínuo aborrecimento do pecado sobre todos os outros males, e que antes morra do que torne a cometê-los. Amém.

Oitavo dia
Ó sol sem mácula, Virgem Maria, eu me congratulo convosco, e me alegro de que em Vossa Conceição Vos fosse conferida por Deus uma graça maior e mais copiosa do que tiveram todos os Anjos e todos os Santos no auge de seus merecimentos.
Dou graças e admiro a suma bondade da Santíssima Trindade, que Vos enriqueceu com tal privilégio. Ah! Senhora, fazei que eu coresponda à graça divina e não torne a abusar dela; mudai-me o coração, e fazei que desde agora comece o meu arrependimento. Amém.

Nono dia
Ó viva luz de santidade e exemplo de pureza, Virgem e Mãe, Maria Santíssima, Vós, apenas concebida, adorastes profundamente a Deus e Lhe destes graças, porque por meio de Vós, acabada a antiga maldição, desceu uma grande bênção sobre os filhos de Adão.
Ó Senhora, fazei que esta bênção acenda no meu coração um grande amor para com Deus; inflamai-o, para que constatemente ame o mesmo Senhor, e depois goze eternamente no Praíso, onde possa dar-Lhe as mais vivas graças pelos singulares privilégios a Vós concedidos e possa também ver-Vos coroada de tamanha glória! Amém.
Fonte: MRP/ADF
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Oração: Jesus, se ouvir a Imaculada "Faz tudo que Ele te Disser", unindo-me ao Teu sacrifício minha alma viverá pela Cruz, em Ti

o único Amor,
o Amor que foi posto em nós para se unir a esse Amor!
E quem mente, calunia, se exaspera, se irrita, se ira,
se entrega à sedução que causa dor, se entrega aos vícios,
quem insulta, quem se não contém nos excessos de hedonismo corpóreo,
quem se julga melhor que os outros, por uma vez que seja,
quem julga poder dispensar Deus,
pois não se aconselha contigo antes de decidir o que for,
tomando por certa a sua ciência,
quem inveja nutre, quem cobiça os bens, quem se entrega ao material,
ao corpóreo, ao táctil,
quem no fim se subtrai ao teu perdão misericordioso,
porque não o procura,
antes procura desculpas para justificar o que fez,
ou procura formas de perdão que negam a Tua Igreja,
quem difama a doutrina, quem a nega, quem questiona,
quem se entrega a esses devaneios da vã filosofia humana,
quebra o amor contigo, Jesus,
esquece-te,
e por isso é lançado aqui onde todos vêem a podridão de todos,
e todos percebem que podiam ter feito os horrores que vêem que os outros fizeram,
e reconhecem neste vazio de amor os seus horrores,
e desprezam-se de tal forma que eternamente gritam em silêncio,
porque gritam quando já não adianta gritar,
porque o tempo que lhes foi dado para se unirem ao Teu amor,
gastaram-no a resolver as coisinhas mundanas que em nada Te engrandecem,
antes os colocaram em conflito com irmãos,
e os afastaram de Ti.
Jesus, que solidão e angústia me espera por todo o mal que Te fiz,
e quanto a mereço!
Perdoa-me,
eu não quero caír neste vale da dor eterna,
onde vagueiam os que se separaram de Deus,
que posso eu fazer?
Que padeça em vida todas as penas,
que seja em vida mais sofredor que Job,
mas mantenha unido a Ti,
e me mantenha perto do manto protector da Virgem Santa,
para nela encontrar o consolo único,
da que é Stabat Mater Dolorosa,
e me ama como filho e me ampara nas dores do mundo,
e me defende com a sua pureza de Amor etéreo,
amor que envolve de tal maneira,
que só pode nascer daquela alma que se dá por todos,
e a todos, por Deus, por Ti,
porque se prostrou como "humilde Serva do Senhor",
e disse:
"Faça-se em mim segundo Dizes!"
Senhor, quantas vezes repeti eu na vida,
esse Fiat! eterno de Maria Santíssima,
esse Fiat que Te uniu, verdadeiro Homem e verdadeiro Deus,
ao Pai no Getsêmani,
esse Fiat que levou a Virgem aos pés da Tua Cruz,
cumprindo o seu destino de Te Amar infinitamente,
como discípula, como Filha de Deus, como Mãe de Deus Filho,
como Mãe do Homem Jesus, que era ali Cordeiro de Deus,
aceitando oblativamente dar-se por todos os Homens,
quantas vezes repeti eu na vida inconscientemente,
essa oração sagrada das Tuas Palavras:
"Seja Feita a Vossa Vontade!"
Sed Tua Fiat!
In: facebook - Carlos Santos (continua)
Oração: Jesus, se ouvir a Imaculada "Faz tudo que Ele te Disser", unindo-me ao Teu sacrifício minha alma viverá pela Cruz, em Ti

Que mais mereço eu senão esta dor?
Que alma merece mais ser vergastada senão a que se dilacera
pelo pecado que cometeu, mas nele reincide?
Só o saborear do Teu corpo
do Amor do Teu Sacrifício,
pode revitalizar este caco que sou!
Sei que sou indigno, Senhor,
mas para onde me arrebatas,
para onde sinto que voo,
levado não sei como quando comecei a caminhar para o altar,
e me vi no caminho do Gólgota,
para onde me levas agora, Jesus?
Entegro-me não pergunto mais,
leva-me, eu nada sou,
eu nada mereço saber,
nada tenho que perguntar ao Que me Ama como Tu!
Antes espero que me leves e largues
do alto do penhasco para cair nas labaredas onde mereço ficar,
pelos momementos de não amor,
que são tantos,
e são momentos do maligno,
pois o que é ele senão o não amor?,
Terá chegado essa hora do meu juízo?
Angustia da minha alma que Te ama,
e percebe finalmente o Inferno,
não mais Te ver,
ser condenada a vaguear no fundo do vale,
solitária e fria,
sem Amor,
sem presença de Amor,
e por isso sem mais contemplar Deus,
apenas no vazio das almas que como ela se olham desnudas,
e percebem a miséria eterna e lacinante do inferno,
a ausência de Deus a que se condenaram elas mesmas,
em vida!
Pois afastaram-se do Amor!
Comunhão das Almas do inferno,
é a dor reforçada por mim e por todas
as que no fundo do vale se sentem amarguradamente
culpadas de se terem negado a si mesmas
a grandeza do banquete que já não vêem,
um lugar à mesa do Cordeiro no seu Reino!
Sentem-se culpadas e comungam da culpa na dor que assim se torna crescente,
porque partilhada porque somos todos iguais,
todos Te negamos, todos fomos imperfeitos vezes demais,
porque nos afastamos do Amor vezes de mais,
e só vemos as memórias das vezes em que negamos o Amor,
a quem dele precisava,
desde logo a Ti!, ao afastar-nos da Eucarístia,
momento de celebrar o Teu Amor,
o Amor máximo que vem no Verbo de Amor,
e no Sacrifício Eucarístico do Verbo!
Quem foge do teu Templo, Jesus,
foge do Amor que lá habita,
que é o próprio AMOR,
IN: Facebook - Carlos Santos (continua)
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Oração: Jesus, se ouvir a Imaculada "Faz tudo que Ele te Disser", unindo-me ao Teu sacrifício minha alma viverá pela Cruz, em Ti

Porque me arrebatas, meu Amado Senhor
do caminho do Gólgota, do caminho do Teu sacrifício de sangue,
quando começo a caminhar para Te receber renovadamente,
e as dores da minha alma se intensificam
por saber caminhar para a Cruz onde Te matei com o pecado,
com todos os meus pecados, com os pecados de todos,
quando vejo que vou receber o Teu corpo por mim espancado,
esbofeteado, atravessado de cravos, atravessado pela lança,
ferido pela coroa de espinhos e com a pele arrancada pelo chicote,
Porque me arrebatas Senhor, quando a minha alma miserável se contrai em dor
que merece sentir por Te ser infiel?
Porque me arrebatas,
ao aproximar-me do Teu sacrifício eucarístico, diariamente renovado,
ao qual tenho de estar presente, para contemplar o que Te fiz,
e o que Tu permitiste que Te fizessem por amor à Vontade de Deus,
por amor aos homens e para redenção,
por amor a mim!,
tenho de estar presente e sentir esta caminhada como se a minha alma conseguisse dominar o meu corpo
possuída pelo amor do Teu Corpo Crucificado,
esse Amor que nela colocaste e da qual é indigna,
pois é rosa perfeita no meio de cardos,
e precisa de Te saborear para regar de amor
essas raízes da flor única do solo mau que sou?
Por que arrebatas, Senhor se junto a tua Cruz está a Tua dilacerada Dor que é a de Tua Mãe,
e punhais se espetam em mim arrancando carne e sangue,
desfazendo o barro em dor lacinante quando sinto a dor
da Virgem Imaculada e Santa aos Teus pés,
a Mãe do Amor, que me deste por Mãe?
In: facebook por Carlos Santos (continua)
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