EU VOS AMO! VÓS SOIS A MINHA VIDA.

sábado, 9 de abril de 2011

O Sagrado Coração de Jesus se preocupa com suas necessidades


ORAÇÃO
Ó Coração adorável de Jesus, doce vida minha, recorro a vós na necessidade em que me encontro e confio ao vosso poder, à vossa sabedoria, à vossa bondade, todas as angústias do meu coração, dizendo mil vezes: Ó Coração sacratíssimo, fonte de amor, pensai nas minhas necessidades.

Em vós, Coração de Jesus, espero para não ser confundido eternamente.

Glória ao Pai.

Doce Coração de Jesus, fazei com que vos ame cada vez mais.

Extraído do livro: “O Sagrado Coração de Jesus”. André Sá/AASCJ

sexta-feira, 8 de abril de 2011



RAINHA DO AMOR!

Pedrinhas amarradas numa cordinha


Uma vez, numa conversa tranqüila entre amigos, fiquei sabendo de uma história muito interessante.

No início do monaquismo, os monges se reuniam para rezar e cantar todos os dias os 150 Salmos de Davi. No entanto havia monges iletrados que não podiam acompanhar as leituras, pois não sabiam ler. Assim, com o passar do tempo, resolveu-se substituir os 150 Salmos por 150 Pai Nossos, que depois foram intercalados com Ave Marias, e assim os que não sabiam ler poderiam acompanhar as orações.

Para que os monges não “se perdessem” nas 150 orações, amarravam 150 pedrinhas numa cordinha e assim podiam contar, sem o risco de deixar de saber quantas orações já tinham rezado e quantas faltavam para rezar.

Com o decorrer dos anos foram acrescentando-se outras pequenas orações e depois algumas meditações de passagens Bíblicas. Foram se ajeitando ordenadamente essas orações, diminuíram as passagens Bíblicas ficando resumidas a apenas 15. Também com o passar dos anos foi tomando forma mais definida essa cordinha cheia de pedrinhas amarradas. E assim aconteceu.

Santa vida monástica... Uma vez, um dos santos monges estava andando calmamente pelo claustro, quando observou que havia um outro monge ajoelhado diante da imagem de Nossa Senhora rezando “com as pedrinhas”. Isso era normal, no entanto o que chamou a atenção foi o fato de haver alguém com o monge. Isso causou estranheza. Quem seria que estaria com o monge tão rodeado de luz? Ao se aproximar ficou arrebatado em êxtase e nesse êxtase teve uma visão:

Quem estava perto do monge rezando, era o seu próprio Anjo da Guarda. E a cada AVE MARIA que o monge rezava aparecia um botão de rosa vermelha em sua boca; e cada PAI NOSSO rezado aparecia em sua boca um botão de rosa branca. Esses botões de rosas eram colhidos pelo Anjo da Guarda e colocado aos pés da imagem de Nossa Senhora para orna-la.

E assim, essa “cordinha com pedrinhas” ficou sendo conhecida como oração das rosas... ou ROSÁRIO... E se dividirmos o ROSÁRIO em três partes iguais: temos o terço (1/3). Três terços completam um Rosário. Com isso essa devoção ficou acessível a todas as demais pessoas: religiosos e leigos.

Nossa Senhora aprovou e abençoou essa prática piedosa, tanto que em diversas aparições pediu a todos: “REZEM O TERÇO TODOS OS DIAS”. Quem somos nós para desobedecer Nossa Senhora? São inúmeras as graças que recebem todas as pessoas que rezam o terço diariamente: um verdadeiro tesouro. Então por que não rezar? Com essa breve introdução, publico hoje um artigo escrito por um amigo:

TERÇO TODOS OS DIAS? Pra que?

Talvez você se pergunte: “Terço todos os dias? Pra quê?”… Os sábios desse mundo não entendem a sabedoria dessa oração humilde, o terço é uma oração feita com Maria, a mãe de Jesus, aquela que estava nas “bodas de Caná da Galiléia” (Cf Jo 2, 1-12)

A mãe de Jesus em Fátima-Portugal, disse: “Filhos, rezem o terço todos os dias”. Porque estamos cegos e surdos? Porque não aceitamos a maternidade espiritual de Maria??? Aquela que intercedeu nas “bodas de Caná” e por causa de sua intercessão apressou a hora do primeiro milagre de Jesus, é por desígnio divino nossa mãe, a mãe de todos os remidos pelo sangue redentor de Jesus Cristo (Cf Jo 19, 26-27). O “terço todos os dias” é um meio de estarmos seguros contra as investidas de satanás, o inimigo da nossa salvação.

Não podemos imaginar a alegria de Nossa Senhora quando atendemos o apelo dela e assim, todos os dias, tomamos o terço nas mãos… Rezar o terço é aceitar a maternidade de Maria, é se colocar como uma criança pequena no colo da mãe de Jesus, nossa mãe… é não se agitar, é confiar e permanecer na paz sempre, em todas as situações da vida… Precisamos pensar sobre isso! Estamos em tempos decisivos, é tempo de nos colocarmos no refúgio preparado por Deus, o refúgio do Imaculado Coração de Maria. A mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos seus pés e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça (Cf. Apocalipse 12, 1-2) nos convoca à oração em todas as suas aparições na terra, será que ela está falando para as paredes???… Muitos tiveram um encontro pessoal com Jesus e voltaram atrás porque após o encontro pessoal com Jesus não se decidiram pela “oração diária”, aqueles que rezam o terço todos os dias não desistem da estrada da santidade, avançam no caminho de conversão… Nas mensagens da Virgem Maria ela nos ensina que a oração do terço é para esses tempos, estamos em tempos de decisão, o céu precisa da nossa colaboração, o terço é a oração para esses tempos finais, precisamos nos decidir, precisamos nos preparar para a volta de Jesus… Porque não se preparar? Porque não atender o apelo da mãe de Jesus? São apenas 10 ou 15 minutos de oração com Maria todos os dias… Você não tem tempo?… Estejamos vigilantes na oração, resta-nos pouco tempo, o tempo de nos prepararmos é agora, precisamos orar mais e mais para que no “tempo de escuridão sobre a terra” estejamos cheios de luz e paz, aguardando a volta de Jesus. Diz o livro do Apocalipse que Ele (Jesus) virá e enxugará as nossas lágrimas, viveremos com Ele por toda a eternidade. Amém! Aleluia! “Por fim o meu Imaculado Coração triunfará”, essa é uma profecia de Maria em Fátima-Portugal, todos os que entrarem no abrigo seguro do seu coração maternal através do “terço todos os dias” triunfarão com ela…Precisamos nos preparar, precisamos vigiar na oração. É preciso decisão, fidelidade na oração, perseverança, disciplina. Tome uma atitude! Acorde!

By ANJO AMIGO - Servus Jesu et Mariae!
fonte: BLOG ALMAS CASTELOS (cortesia)

Hebreus, 4


1. Enquanto, pois, subsiste a promessa de entrar no seu descanso, tenhamos cuidado em que ninguém de nós corra o risco de ser excluído.
2. A boa nova nos foi trazida a nós, como o foi a eles. Mas a eles de nada aproveitou, porque caíram na descrença.
3. Nós, porém, se tivermos fé, haveremos de entrar no descanso. Ele disse: Eu jurei na minha ira: não entrarão no lugar do meu descanso. Ora, as obras de Deus estão concluídas desde a criação do mundo;
4. pois, em certa passagem, falou do sétimo dia o seguinte: E, terminado o seu trabalho, descansou Deus no sétimo dia (Gn 2,2).
5. Se, pois, ele repete: Não entrarão no lugar do meu descanso,
6. é sinal de que outros são chamados a entrar nele. E como aqueles a quem primeiro foi anunciada a promessa não entraram por não ter tido a fé,
7. Deus, após muitos anos, por meio de Davi, estabelece um novo dia, um hoje, ao pronunciar as palavras mencionadas: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações.
8. Se Josué lhes houvesse dado repouso, não teria depois disso falado dum outro dia.
9. Por isso, resta um repouso sabático para o povo de Deus.
10. E quem entrar nesse repouso descansará das suas obras, assim como descansou Deus das suas.
11. Assim, apressemo-nos a entrar neste descanso para não cairmos por nossa vez na mesma incredulidade.
12. Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração.
13. Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.
14. Temos, portanto, um grande Sumo Sacerdote que penetrou nos céus, Jesus, Filho de Deus. Conservemos firme a nossa fé.
15. Porque não temos nele um pontífice incapaz de compadecer-se das nossas fraquezas. Ao contrário, passou pelas mesmas provações que nós, com exceção do pecado.
16. Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e achar a graça de um auxílio oportuno.

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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sabedoria, 1


1. Amai a justiça, vós que governais a terra, tende para com o Senhor sentimentos perfeitos, e procurai-o na simplicidade do coração,
2. porque ele é encontrado pelos que o não tentam, e se revela aos que não lhe recusam sua confiança;
3. com efeito, os pensamentos tortuosos afastam de Deus, e o seu poder, posto à prova, triunfa dos insensatos.
4. A Sabedoria não entrará na alma perversa, nem habitará no corpo sujeito ao pecado;
5. o Espírito Santo educador (das almas) fugirá da perfídia, afastar-se-á dos pensamentos insensatos, e a iniqüidade que sobrevém o repelirá.
6. Sim, a Sabedoria é um espírito que ama os homens, mas não deixará sem castigo o blasfemador pelo crime de seus lábios, porque Deus lhe sonda os rins, penetra até o fundo de seu coração, e ouve as suas palavras.
7. Com efeito, o Espírito do Senhor enche o universo, e ele, que tem unidas todas as coisas, ouve toda voz.
8. Aquele que profere uma linguagem iníqua, não pode fugir dele, e a Justiça vingadora não o deixará escapar;
9. pois os próprios desígnios do ímpio serão cuidadosamente examinados; o som de suas palavras chegará até o Senhor, que lhe imporá o castigo pelos seus pecados.
10. É, com efeito, um ouvido cioso, que tudo ouve: nem a menor murmuração lhe passa despercebida.
11. Acautelai-vos, pois, de queixar-vos inutilmente, evitai que vossa língua se entregue à crítica, porque até mesmo uma palavra secreta não ficará sem castigo, e a boca que acusa com injustiça arrasta a alma à morte.
12. Não procureis a morte por uma vida desregrada, não sejais o próprio artífice de vossa perda.
13. Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma.
14. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. Nelas nenhum princípio é funesto, e a morte não é a rainha da terra,
15. porque a justiça é imortal.
16. Mas, (a morte), os ímpios a chamam com o gesto e a voz. Crendo-a amiga, consomem-se de desejos, e fazem aliança com ela; de fato, eles merecem ser sua presa.

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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Voce é único


Voce pode ser substituído por outra pessoa, como uma peça de máquina???

NINGUÉM É SUBSTITUÍVEL!!!

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça:

- Ninguém é insubstituível.

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada. De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim. E Beethoven?

- Como? - o encara o gestor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio. O funcionário fala então:

- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar. Quem substituiu Beethoven? Vivaldi ? Michelangelo? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Albert Einstein? etc...

O rapaz fez uma pequena pausa e continuou:

- Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis. Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Não estaria na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizar energia em reparar seus 'erros ou deficiências'?

Nova pausa e prosseguiu:

- Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Vivaldi era doente... O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

- Se seu gerente ou coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Beethoven por estar começando a ficar surdo; Vivaldi por ter sido doente; Garrincha por ter as pernas tortas; Albert Einstein por ter notas baixas na escola; Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Olhou a sua a volta e reparou que o Diretor, olhava para baixo pensativo. Continuou:

- Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres... nem chefes nem subordinados… Apenas peças…

- Nunca me esqueço quando o “Zacarias” dos Trapalhões faleceu. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:

- Estamos todos muito tristes com a ‘partida’ de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível. – concluiu o rapaz e o silêncio foi total.

Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso.

PORTANTO NUNCA ESQUEÇA: VOCÊ É UM TALENTO ÚNICO! COM TODA CERTEZA NINGUÉM TE SUBSTITUIRÁ!

"NO MUNDO SEMPRE EXISTIRÃO PESSOAS QUE VÃO TE AMAR PELO QUE VOCÊ É… E OUTRAS… QUE VÃO TE ODIAR PELO MESMO MOTIVO… ACOSTUME-SE A ISSO… COM MUITA PAZ DE ESPÍRITO…"

fonte: blog Almas Castelos

terça-feira, 5 de abril de 2011

Deuteronômio, 1


1. Eis os discursos que pronunciou Moisés a todo o Israel do outro lado do Jordão, no deserto, na planície que se estende defronte de Suf, entre Farã, Tofel, Labã, Haserot e Di-Zaab.
2. Desde Horeb até Cades-Barne há uma distância de onze jornadas de marcha pelo caminho da montanha de Seir.
3. No quadragésimo ano, no primeiro dia do décimo primeiro mês, diante dos israelitas, Moisés pronunciou todos os discursos que o Senhor lhe tinha ordenado pronunciar,
4. depois de ter derrotado Seon, rei dos amorreus que habitava em Hesebon, e Og, rei de Basã, que habitava em Astarot e Edrai.
5. Do outro lado do Jordão, na terra de Moab, Moisés começou a expor a lei, dizendo:
6. O Senhor, nosso Deus, falou-nos nestes termos em Horeb: tendes-vos demorado muito tempo neste monte.
7. Voltai e parti. Tomai o caminho do monte dos amorreus e das regiões vizinhas; ide às planícies, às montanhas, aos vales, ao Negeb, às costas do mar, à terra dos cananeus, ao Líbano e até o grande rio Eufrates.
8. Eis que eu vos entrego esta terra. Ide e possuí a terra que jurei dar a vossos pais Abraão, Isaac e Jacó, a eles e à sua posteridade.
9. Eu disse-vos nessa mesma época: eu sozinho não posso tomar conta de vós.
10. O Senhor, vosso Deus, vos multiplicou de tal modo que sois hoje tão numerosos como as estrelas do céu.
11. Que o Senhor, o Deus de vossos pais, vos multiplique mil vezes mais e vos abençoe como prometeu.
12. Como poderia eu sozinho encarregar-me de vós e levar o fardo de vossas contendas?
13. Escolhei, de cada uma de vossas tribos, homens sábios, prudentes e experimentados, que eu ponha à vossa frente.
14. Vós então me respondesses: é uma boa coisa o que nos propões.
15. Tome, pois, dentre vós, homens sábios e experimentados que pus à vossa frente como chefes de milhares de centenas, de cinqüentenas e de dezenas e como escribas em vossas tribos.
16. Nesse mesmo tempo dei esta ordem aos vossos juízes: dai audiência aos vossos irmãos e julgai com eqüidade as questões de cada um deles com o seu irmão ou com o estrangeiro que mora com ele.
17. Não fareis distinção de pessoas em vossos julgamentos. Ouvireis o pequeno como o grande, sem temor de ninguém, porque o juízo é de Deus. Se uma questão vos parecer muito complicada, trá-la-eis diante de mim para que eu a ouça.
18. É assim que, naquele tempo, vos ordenei tudo o que devíeis fazer.
19. Depois partimos de Horeb para atravessar esse vasto e terrível deserto que vistes, do monte dos amorreus, como nos havia ordenado o Senhor, nosso Deus. E chegamos a Cades-Barne.
20. Eu disse-vos então: Eis-vos chegados ao monte dos amorreus que o Senhor, nosso Deus, nos dá.
21. Vê: o Senhor, teu Deus, entrega-te a terra. Subi e possuí-a, como o prometeu o Deus de teus pais. Não tenhas medo; não te assustes.
22. Vós vos aproximasses de mim e dissesses: enviemos homens adiante de nós, que explorem a terra e nos ensinem por que caminho devemos subir, e para que cidades devemos ir.
23. Vosso parecer agradou-me, e escolhi dentre vós doze homens, um de cada tribo.
24. Eles partiram, subiram as montanhas e chegaram ao vale de Escol, explorando a terra.
25. Tomaram consigo frutos da terra e no-los trouxeram dizendo: a terra que nos dá o Senhor, nosso Deus, é boa.
26. Mas não quisesses subir a ela, e fostes rebeldes ao mandamento do Senhor, nosso Deus.
27. E murmurasses em vossas tendas, dizendo: o Senhor tem-nos ódio, e por isso nos tirou da terra do Egito para entregar-nos ao extermínio pelas mãos dos amorreus.
28. Para onde iremos? Nossos irmãos fizeram-nos perder a coragem quando nos disseram ter visto um povo maior e de estatura mais alta que a nossa, e cidades grandes e fortificadas, cujos muros se elevavam até o céu, e até mesmo filhos de Enacim.
29. Eu vos respondi: não vos assusteis; não tenhais medo deles.
30. o Senhor, vosso Deus, que marcha diante de vós, combaterá ele mesmo em vosso lugar, como sempre o fez sob os vossos olhos, no Egito
31. e no deserto. No deserto, tu mesmo viste como o Senhor, teu Deus, te levou por todo caminho por onde andaste, como um homem costuma levar seu filho, até que chegásseis a esse lugar.
32. E apesar disso não tivesses confiança no Senhor, vosso Deus,
33. o qual, procurando-vos um lugar onde acampar, marchava adiante de vós no caminho, de noite no fogo, para vos mostrar o caminho, e de dia na nuvem.
34. O Senhor, tendo ouvido o som de vossas palavras, encolerizou-se e fez este juramento:
35. nenhum dos homens desta geração perversa verá a boa terra que eu, com juramento, prometi dar a vossos pais,
36. exceto Caleb, filho de Jefoné. Este vê-la-á, e eu darei a ele e a seus filhos o solo que ele pisou, porque cumpriu a vontade do Senhor.
37. Até contra mim se irritou o Senhor por causa de vós: tu tampouco, disse-me ele, entrarás nessa terra!
38. É Josué, filho de Nun, que ali entrará. Anima-o, pois é ele que introduzirá Israel na possessão da terra.
39. Vossos filhinhos, dos quais dissesses que seriam a presa do deserto, e vossos filhos, que hoje ainda não sabem distinguir o bem do mal, estes entrarão; a eles darei a terra e a possuirão.
40. Quanto a vós, voltai para trás e parti para o deserto na direção do mar Vermelho.
41. Vós respondestes-me: pecamos contra o Senhor. Vamos combater, como o Senhor, nosso Deus, nos ordenou. E quando cada um de vós, tomando as suas armas, vos dispusesses inconsideradamente a marchar sobre o monte,
42. o Senhor disse-me: dize-lhes: não subais, não entreis em combate algum, porque não estou no meio de vós. Se o fizerdes, sereis vencidos por vossos inimigos.
43. Em vão vos referi todas essas palavras: não me ouvisses e tivesses a presunção de subir o monte, a despeito das ordens do Senhor.
44. Então os amorreus que habitavam nessa montanha saíram contra vós, perseguiram-vos como abelhas e retalharam-vos desde Seir até Horma.
45. Voltando, chorasses diante do Senhor, mas o Senhor não ouviu os vossos clamores, nem vos inclinou os seus ouvidos.
46. Por isso é que ficastes tanto tempo em Cades, como o sabeis.

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Perguntas e respostas sobre o Sagrado Coração de Jesus


Qual é o devoto autêntico do Sagrado Coração de Jesus?

É aquele que procura conhecer a fundo essa devoção, e tem uma disposição efetiva de amá-Lo e de fazer tudo quanto corresponda à Sua vontade.

Qual o objeto da devoção ao Sagrado Coração?

O objeto dessa devoção é o Coração do Verbo Encarnado, quer considerado no seu aspecto corporal, quer enquanto símbolo do seu amor por Deus e pelos homens.

Qual o termo final de nossas homenagens nesta devoção?

O termo final de nossas homenagens é a Pessoa de Jesus Cristo. Ensina Santo Tomás de Aquino (e essa doutrina é adotada pela unanimidade dos teólogos), que todo respeito e toda honra dirigem-se à pessoa.

Assim, eu seu sentido amplo, a palavra Coração significa a própria pessoa do Divino Redentor.

Por que quer Jesus Cristo ser cultuado por meio de símbolos sensíveis?

Porque, conforme explica Santo Tomás de Aquino, o homem, não sendo puro espírito, precisa das coisas sensíveis para chegar ao conhecimento das espirituais. Para conhecer a Deus, precisamos vê-Lo em suas criaturas, nas suas representações e imagens. Quando mais elas são perfeitas, tanto mais alta é a idéia que formamos da Divindade.

Esse é, aliás, o fundamento natural do culto às imagens e da liturgia católica.

Extraído do livro: O estandarte da vitória – Péricles Capanema Ferreira e Melo

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Como suportar os defeitos dos outros? Só com caridade


Pratique a caridade. A caridade perfeita consiste em suportar os defeitos dos outros, não assombrar-se com sua fraqueza, edificar-se com os mínimos atos de virtude que eles praticam. Mas sobretudo a caridade não deve ficar absolutamente fechada no fundo do coração. “Não se acende uma lâmpada, disse Jesus – e se coloca debaixo do alqueire, mas no candelabro e assim ela brilha para todos os que estão na casa”. Parece-me que este luzeiro representa a caridade, a qual deve iluminar, alegrar, não só aqueles que me são mais caros, mas todos os que se acham na casa, sem exceção de ninguém.(p. 99).

As criaturas são degraus, instrumentos, mas é a mão de Jesus que tudo dirige. Não é preciso ver outra coisa a não ser Ele, em tudo. (p. 85).

Quanto mais unida estou a Jesus, mais amo também minhas irmãs. (p.99).

Quando a caridade lançou raízes profundas na alma, revela-se também externamente. Existe uma maneira tão elegante de recusar aquilo que não se pode fazer, que a recusa causa tanto prazer quanto o favor.

Não basta presentear qualquer pessoa que me pede alguma coisa, mas é preciso que eu vá ao encontro dos seus desejos, que me mostre muito grata e honrada por me tornar útil; e, se tirarem de mim alguma coisa que é de meu uso, não devo demonstrar que deploro a falta que dela sinto, mas, pelo contrário, que eu pareço feliz por estar livre dela. (p. 100).

(O CAMINHO DAS PEQUENAS COISAS – Santa Terezinha do Menino Jesus –Cidade Nova Editora, SP – 1ª. edição, 1986).

Salmos, 26


1. De Davi. O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem temerei? O Senhor é o protetor de minha vida, de quem terei medo?
2. Quando os malvados me atacam para me devorar vivo, são eles, meus adversários e inimigos, que resvalam e caem.
3. Se todo um exército se acampar contra mim, não temerá meu coração. Se se travar contra mim uma batalha, mesmo assim terei confiança.
4. Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário.
5. Assim, no dia mau ele me esconderá na sua tenda, ocultar-me-á no recôndito de seu tabernáculo, sobre um rochedo me erguerá.
6. Mas desde agora ele levanta a minha cabeça acima dos inimigos que me cercam; e oferecerei no tabernáculo sacrifícios de regozijo, com cantos e louvores ao Senhor.
7. Escutai, Senhor, a voz de minha oração, tende piedade de mim e ouvi-me.
8. Fala-vos meu coração, minha face vos busca; a vossa face, ó Senhor, eu a procuro.
9. Não escondais de mim vosso semblante, não afasteis com ira o vosso servo. Vós sois o meu amparo, não me rejeiteis. Nem me abandoneis, ó Deus, meu Salvador.
10. Se meu pai e minha mãe me abandonarem, o Senhor me acolherá.
11. Ensinai-me, Senhor, vosso caminho; por causa dos adversários, guiai-me pela senda reta.
12. Não me abandoneis à mercê dos inimigos, contra mim se ergueram violentos e falsos testemunhos.
13. Sei que verei os benefícios do Senhor na terra dos vivos!
14. Espera no Senhor e sê forte! Fortifique-se o teu coração e espera no Senhor!

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domingo, 3 de abril de 2011

A tocha de Cristo


(uma história que nos ensina a não prescindir da luz do Senhor que guia o nosso caminhar)

Além de ser amigos e compartilhar muitas coisas em comum, Pedro, Sérgio, Helena, Rosa, e Jaime eram escritores e historiadores, que preparavam juntos um romance histórico sobre a vida de um nobre castelhano.
Para tanto, dirigiram-se a um castelo localizado na província de Valladolid, ao qual chegaram quando a tarde já estava a cair. Percorreram cada um dos seus salões e dormitórios, quando de repente se escutou o som de um trovão, e as luzes apagaram-se suspeitosa e imediatamente.
Helena assegurou aos seus amigos que não deveriam inquietar-se, já que se tratava de um corte de luz. Porém o blecaute prolongava-se, e o castelo tornava-se mais e mais tenebroso e inseguro. A única solução que propôs Pedro foi permanecer quietos até que se restabelecesse o serviço elétrico... porém era fevereiro, e Valladolid é uma cidade muito fria, e possivelmente o frio acabaria com eles antes.
Sérgio esticou a mão até a parede e com esforço arrancou um pedaço de madeira. - "Isto nos servirá, passem-me um isqueiro". Disse.
Com aquele pedaço fez uma tocha. A chama iluminava a estância como se fosse um pequeno sol; e Sérgio avançou guiando o resto do grupo para que pudessem sair do castelo.
- "Devemos sair daqui todos juntos, e só temos uma tocha. Por tanto, permaneçamos unidos." Pediu.
Todos aceitaram, menos Jaime, que argumentou que conhecia perfeitamente o castelo e que não precisava de ninguém para sair de lá. Além disso continuou, "a escuridão não era tão grande, e inclusive podia-se encontrar outro pedaço de madeira para fazer uma tocha, por mais que não lhe fizesse falta".
Os seus amigos tentavam convencê-lo, mas Jaime era muito orgulhoso, e sempre prescindia de toda a ajuda oferecida.
O grupo seguiu até à saída do castelo; estando já do lado de fora e com a tocha acesa - porque a noite estava escura - ouviram um barulho. Sérgio com a tocha na mão saiu a correr até ao lugar de onde provinha o ruído; no chão jazia o cadáver do desafortunado Jaime, que havia caído por uma das escadas do castelo. Os quatro companheiros choraram a morte do seu amigo. Porém se Jaime tivesse seguido Sérgio, que levava a tocha, ele teria permanecido com vida.
Como os protagonistas desta história, nós também nos encontramos num castelo, que pela tormenta do pecado terminou sem luz. Deus, pelo seu infinito amor, mandou ao seu Filho Jesus, para que com a tocha da sua vida nos livre das trevas do nosso castelo. Pretender prescindir da sua luz e da sua ajuda, é expor-se a cair num precipício do qual não haverá saída

Frase do Dia

A paciência é o baluarte da alma, ela a fortifica e defende de toda a perturbação.

Santo António

Salmo 61


1. Ao mestre de canto. Segundo Iditum. Salmo de Davi.
2. Só em Deus repousa minha alma, só dele me vem a salvação.
3. Só ele é meu rochedo, minha salvação; minha fortaleza: jamais vacilarei.
4. Até quando, juntos, atacareis o próximo para derribá-lo como a uma parede já inclinada, como a um muro que se fendeu?
5. Sim, de meu excelso lugar pretendem derrubar-me; eles se comprazem na mentira. Enquanto me bendizem com os lábios, amaldiçoam-me no coração.
6. Só em Deus repousa a minha alma, é dele que me vem o que eu espero.
7. Só ele é meu rochedo e minha salvação; minha fortaleza: jamais vacilarei.
8. Só em Deus encontrarei glória e salvação. Ele é meu rochedo protetor, meu refúgio está nele.
9. Ó povo, confia nele de uma vez por todas; expandi, em sua presença, os vossos corações. Nosso refúgio está em Deus.
10. Os homens não passam de um sopro, e de uma mentira os filhos dos homens. Eles sobem na concha da balança, pois todos juntos são mais leves que o vento.
11. Não confieis na violência, nem espereis vãmente no roubo; crescendo vossas riquezas, não prendais nelas os vossos corações.
12. Numa só palavra de Deus compreendi duas coisas: a Deus pertence o poder,
13. ao Senhor pertence a bondade. Pois vós dais a cada um segundo suas obras.

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sábado, 2 de abril de 2011

Diálogos com São Tomas de Aquino – A vida íntima dos anjos


São Miguel Arcanjo
- Em que consiste a vida íntima dos anjos?
- Suposto que são espíritos puros, consiste em conhecer e amar.
- Que espécie de conhecimento possuem?
- Conhecimento intelectual (LIV).
- Não possuem também conhecimento sensitivo como os homens?
- Carecem absolutamente dele (LIV,5).
- Por que?
- Porque não se dá conhecimento sensitivo sem corpo orgânico, e os anjos são incorpóreos (Ibid).
- O conhecimento intelectual dos anjos é mais perfeito do que o nosso?
- Sim, Senhor.
- Por que?
- Porque nem o seu conhecimento tem origem nas espécies tomadas do mundo exterior, nem a sua ciência progride mediante o raciocínio, pois que abrange de uma só visão os princípios e as consequências (LV,2; LVIII,3,4).
- A ciência dos anjos é infinita?
- Não, Senhor; porque é finita a sua natureza; unicamente Deus, Ser infinito, possue ciência infinita.
- Conhecem o conjunto das criaturas?
- Sim, Senhor; porque o exige a sua qualidade de espíritos puros (LV,2).
- Sabem o que acontece no mundo?
- Sim, Senhor; porque o vêem nas suas espécies naturais, à medida que vai sucedendo (Ibid).
- Conhecem os pensamentos e os segredos dos corações?
- Não, Senhor; porque, sendo pensamentos e afetos livres, não concorrem necessariamente com a mudança e sucessão das coisas (LVII,4).
- Como podem chegar a conhecê-los?
- Pela revelação divina ou pela manifestação do agente (Ibid).
- Sabem o futuro?
- Sem revelação especial, não Senhor.
- Que coisas amam os anjos necessariamente?
- A Deus sobre todas as coisas, a si mesmos e às creaturas, exceto quando o pecado contraria ou destrói na ordem sobrenatural, a livre propensão do amor natural (LX).

Extraído da Suma Teológica em forma de Catecismo/AASCJ

sexta-feira, 1 de abril de 2011