EU VOS AMO! VÓS SOIS A MINHA VIDA.

sábado, 5 de novembro de 2011

RUTE 4


1. Foi Booz à porta da cidade e sentou-se ali. Vendo passar o homem que tinha o direito de resgate, do qual falara, chamou-o e disse-lhe: Vem cá um pouco; senta-te aqui. O homem veio sentou-se.
2. Escolhendo então Booz dez homens dentre os anciãos da cidade, disse-lhes: Sentai-vos aqui.
3. Estando eles sentados, Booz dirigiu-se ao parente próximo, falando-lhe neste termos. Noêmi, que voltou da terra de Moab, está para vender a parte no campo que pertencia ao nosso parente Elimelec.
4. Eu quis informar-te disto e propor-te que a compres diante dos anciãos do meu povo aqui presentes. Se queres usar do teu direito de resgate, faze-o; do contrário, dize-mo, para que eu saiba o que devo fazer, porque vens em primeiro lugar, mas depois de ti é a mim que cabe esse direito. Eu quero usar do meu direito, respondeu o homem.
5. Comprando essa terra da mão de Noêmi, continuou Booz, adquires ao mesmo tempo Rute, a moabita, mulher do defunto para conservar o nome do defunto, em sua herança.
6. Nesse caso, respondeu aquele homem, não a posso resgatar por minha própria conta, porque isto viria prejudicar o meu patrimônio. Usa tu do meu privilégio, porque não o posso fazer.
7. Era outrora costume em Israel, nos casos de resgate ou de sub-rogação, que o homem tirasse o calçado e o desse ao outro para validade da transação; isso servia de ratificação.
8. O parente próximo disse, pois, a Booz: Compra-a para ti, e tirou o calçado.
9. Booz disse aos anciãos e a todo o povo: Vós sois hoje testemunhas de que comprei da mão de Noêmi tudo o que pertencia a Elimelec, a Quelion e a Maalon.
10. Com isto adquiro ao mesmo tempo Rute, a moabita, por mulher, viúva de Maalon, para conservar o nome do defunto em sua herança, e para que esse nome não se apague de entre os seus parentes e no povo da cidade. Disso sois hoje testemunhas.
11. Então todo o povo que estava na porta e todos os anciãos responderam: Somos testemunhas! O Senhor torne essa mulher que entra na tua casa semelhante a Raquel e a Lia, que fundaram a casa de Israel! Sê feliz em Efrata, adquire um nome em Belém!
12. Que a tua casa se torne como a casa de Farés, que Tamar deu à luz a Judá, pela posteridade que te der o Senhor por esta jovem.
13. Booz tomou, pois, Rute, que se tornou sua mulher. Aproximou-se dela, e o Senhor concedeu-lhe a graça de conceber e dar à luz um filho.
14. As mulheres diziam a Noêmi: Bendito seja Deus, que não te recusou um libertador neste dia. Que o teu nome seja um dia célebre em Israel!
15. Ele te dará a vida e será o sustentáculo de tua velhice, porque tua nora, aquela que o gerou é que te ama e é para ti mais preciosa que sete filhos!
16. Noêmi, tomando o menino, pô-lo no seu regaço, e fazia-lhe as vezes de ama.
17. Suas vizinhas deram-lhe nome, dizendo: Nasceu um filho a Noêmi. E chamaram ao menino Obed. Este foi pai de Isaí e avô de Davi.
18. Esta é a posteridade de Farés: Farés gerou Esron;
19. Esron gerou Rão; Rão gerou Aminadab;
20. Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon;
21. Salmon gerou Booz; Booz gerou Obed;
22. Obed gerou Isaí; Isaí gerou Davi.
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Rute, 3


1. Noêmi, sua sogra disse-lhe: Minha filha, é preciso que eu te assegure uma existência tranqüila, para que sejas feliz.
2. Este Booz, nosso parente, cujas servas seguiste, deverá joeirar esta tarde a cevada de sua eira.
3. Lava-te, unge-te, põe tuas melhores vestes e desce à eira, mas não te deixes reconhecer por ele antes que ele tenha acabado de comer.
4. Quando for dormir, observa o lugar em que dorme. Entra, então, levanta a cobertura de seus pés e deita-te; ele mesmo te dirá o que deves fazer.
5. Farei, disse ela, tudo o que me indicas.
6. Ela desceu à eira e fez tudo o que sua sogra lhe tinha recomendado.
7. Booz comeu e bebeu, e o seu coração tornou-se alegre; depois disso, foi e deitou-se junto de um monte de feixes. Rute aproximou-se de mansinho, afastou a cobertura de seus pés e deitou-se também.
8. Pelo meio da noite o homem despertou espavorido; voltou-se e viu uma mulher deitada a seus pés.
9. Quem és tu?, disse-lhe ele. Eu sou Rute, tua serva, respondeu ela. Estende o teu manto sobre a tua serva, porque tens o direito de resgate.
10. Ele disse: Deus te abençoe, minha filha. Esta tua última bondade vale mais que a primeira, porque não buscaste jovens, pobres ou ricos.
11. Agora, minha filha, não temas; tudo o que disseres eu te farei, porque todos em Belém sabem que és uma mulher virtuosa.
12. Tenho, realmente, o direito de resgate, mas há outro mais próximo parente do que eu.
13. Passa aqui esta noite. Amanhã, se ele quiser usar de seu direito de resgate sobre ti, está bem, que o faça; do contrário, eu o farei; juro pelo Senhor! Dorme, pois até pela manhã.
14. Ela ficou deitada aos seus pés até de madrugada; e levantou-se quando ainda não se podiam distinguir as pessoas. Booz tinha dito: Não é bom que se saiba ter este mulher entrado na eira...
15. E acrescentou: Estende o manto que tens sobre ti e segura-o. Ela estendeu-o e Booz encheu-o com seis medidas de cevada, que lhe pôs às costas. Em seguida entrou na cidade.
16. Rute voltou para junto de sua sogra, que lhe disse: Como vais, minha filha? Rute contou-lhe então tudo o que aquele homem fizera por ela. E acrescentou:
17. Ele deu-me estas seis medidas de cevada, dizendo-me: Não voltarás com as mãos vazias para a tua sogra.
18. Espera, minha filha, retomou Noêmi, até sabermos como vai terminar tudo isto. Esse homem não descansará enquanto não tiver resolvido esse assunto, e o fará hoje mesmo.
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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Rute, 2


1. Noêmi tinha um parente, por parte de seu marido, homem poderoso e rico da família de Elimelec, chamado Booz.
2. Rute, a moabita, disse a Noêmi: Peço-te que me deixes ir respigar nos campos de quem me quiser acolher favoravelmente. Vai, minha filha, respondeu-lhe ela.
3. Rute partiu, pois, e entrou num campo, atrás dos segadores. Ora, aconteceu que aquele era justamente o campo de Booz, parente de Elimelec.
4. Booz acabava de voltar de Belém, e disse aos segadores: O Senhor esteja convosco! Deus te abençoe, responderam eles.
5. Booz dirigiu-se ao servo que tomava conta dos segadores: De quem é esta moça?
6. Esta é uma jovem moabita, respondeu ele, que veio com Noêmi da terra de Moab.
7. Pediu-nos que a deixássemos respigar entre os feixes de trigo e apanhar as espigas atrás dos segadores. Está, aí, sempre de pé, desde a manhã até agora. Neste momento ela descansa um pouco sob a tenda.
8. Booz disse a Rute: Ouve, minha filha: não vás respigar em outro campo; não te afastes daqui, mas junta-te com minhas servas.
9. Olha em que campo vão ceifar, e segue-as. Proibi aos meus servos que te molestassem. Se tiveres sede, vai à bilha e bebe da água que eles tiverem buscado.
10. Rute, caindo aos seus pés, prostrou-se por terra: De onde me vem a dita, disse ela, de que te interesses por mim, uma estrangeira?
11. Contaram-me, replicou Booz, tudo o que fizeste por tua sogra depois que morreu o teu marido, como deixaste teu pai, tua mãe e a tua pátria, e vieste para um povo que antes não conhecias.
12. O Senhor te remunere pelo bem que fizeste, e recebas uma plena recompensa do Senhor, Deus de Israel, sob cujas asas te acolheste!
13. Ela respondeu: Encontre eu graça diante dos teus olhos, meu senhor, pois me consolaste e encorajaste a tua serva, ainda que eu não seja como uma de tuas escravas.
14. À hora de comer, Booz disse-lhe: Vem, come tua parte do pão, e molha o teu bocado no vinagre. Ela assentou-se ao lado dos segadores, e Booz ofereceu-lhe grão torrado; ela comeu até ficar satisfeita e guardou o resto. Levantou-se em seguida e recomeçou a respigar.
15. Booz disse aos seus servos: Deixai-a respigar mesmo entre os feixes e não a molesteis.
16. Deixai cair de vossos feixes, como por descuido, algumas espigas, e deixai-as para que ela as apanhe; sobretudo, não a censurais de forma alguma.
17. Rute esteve, pois, respigando no campo até a tarde; tendo depois batido as espigas que tinha colhido, encontrou quase um efá de cevada.
18. Carregando a cevada, entrou na cidade, e sua sogra viu o que ela tinha colhido. Rute tirou então o que lhe sobrou de seu almoço e deu-lho.
19. Onde respigaste hoje?, perguntou-lhe Noêmi; onde trabalhaste? Bendito seja quem te acolheu! Ela contou à sua sogra em que propriedade tinha trabalhado. O homem, disse ela, em cuja terra trabalhei hoje, chama-se Booz.
20. Bendito seja ele do Senhor, respondeu Noêmi, porque mostrou-se misericordioso tanto para com os vivos como para com os mortos. E acrescentou: Esse homem é nosso próximo parente, um dos que têm direito de resgate sobre nós.
21. Ele disse-me também, continuou Rute, a moabita, que ficasse com os seus servos até que se acabasse toda a ceifa.
22. Noêmi respondeu-lhe: É melhor, minha filha que sigas as suas servas, e que não te encontrem noutro campo.
23. Ela ficou, pois, com as servas de Booz, respigando até ao fim da ceifa da cevada e do trigo. E morava com a sua sogra.
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A alegria das almas do purgatório – Santa Catarina explica sua crescente visão de Deus


Santa Catarina de Gênova

Nenhum contentamento pode ser comparado ao das almas do purgatório, a não ser o dos santos do Céu. Esse contentamento aumenta sem cessar pelo embebimento de Deus nas almas à medida em que os impedimentos desaparecem. Tais impedimentos são as manchas do pecado e o fogo os consome sem “saudade”, de sorte que a alma, neste estado, se abre continuamente para receber a divina comunicação.

Um espelho recoberto não pode refletir o sol, não por nenhum defeito deste astro, mas simplesmente por causa da resistência do anteparo. Mas se esse anteparo for gradualmente retirado, o espelho será pouco a pouco acessível aos raios do sol. Assim são as manchas que obscurecem a alma. No purgatório as chamas as consomem constantemente e, à medida em que elas desaparecem, a alma reflete mais e mais perfeitamente o verdadeiro sol, que é Deus.

A felicidade da alma aumenta também na medida que o obstáculo for diminuindo. Exposta, então, aos raios divinos a alma é iluminada progressivamente até que sua purificação seja perfeita. Todavia, conquanto o tempo seja abreviado, a pena jamais diminui, porque, como a vontade das almas do purgatório estão completamente unidas à de Deus pela caridade perfeita, e elas se sentem tão contentes de estar colocadas sob a divina dependência, não se pode dizer que sua pena seja um sofrimento.

Todavia, é igualmente verdadeiro que elas suportam tormentos indescritíveis e que nenhuma inteligência pode compreender, a menos que seja revelado por uma graça especial, como a que Deus se dignou me conceder, mas que sou incapaz de explicar. Esta visão jamais saiu de minha memória. Eu a descrevi na medida que me foi possível e aqueles a quem o Senhor se dignar abrir a inteligência me compreenderão.

Extraído de Santa Catarina de Gênova e Suas visões do Purgatório

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Frase do Dia

"Em vez de desanimar, disse a mim mesma: Deus não pode inspirar desejos irrealizáveis; por isso, apesar da minha pequenez, posso aspirar à santidade."

Santa Teresa de Lisieux

Judite, 16


1. E Judite expressou-se nestes termos: Entoai um cântico ao meu Deus com tamborins, cantai ao Senhor com címbalos. Entoai-lhe salmos e louvores, exaltai e invocai o seu nome.
2. Porque é um Deus que extermina guerras - Senhor é o seu nome. Acampou no meio do seu povo e me livrou da mão de todos os meus inimigos.
3. Assur veio das montanhas, do norte, veio com imensa tropa de guerreiros. Multidão de encher os vales, cavalaria de cobrir morros inteiros!
4. Jurara incendiar a minha terra. Passar meus jovens ao fio da espada e esmagar minhas criancinhas, levar embora meus filhos e minhas filhas, ao cativeiro...
5. O Senhor onipotente os rechaçou, por mãos de uma mulher!
6. Seu caudilho foi derrotado, não por jovens; foi ferido, não por filhos de Titãs; vencido, não por gigantes enormes: foi Judite, filha de Merari, quem o paralisou com a formosura de seu rosto.
7. Despiu o seu vestido de viúva, para consolação dos que sofriam em Israel. Ungiu o rosto com essência perfumada,
8. cingiu os cabelos com um diadema e vestiu um vestido de linho, para o seduzir.
9. Suas sandálias arrebataram-lhe os olhos, sua beleza extasiou-lhe a alma, e a espada lhe decepou a nuca.
10. Os persas tremeram de ver tamanha valentia, os medos se acovardaram perante sua audácia.
11. Então, os humildes gritaram, e eles tremeram espavoridos, os fracos (do meu povo) clamaram, e eles foram tomados de espanto; ao estrépito das vozes, deitaram a fugir.
12. Filhos de jovens mães os transpassaram e, como a meninos fugitivos, os feriram: ei-los derrotados na batalha de meu Senhor!
13. Cantarei a Deus um cântico novo: Sois grande, Senhor, sois glorioso, de admirável poder, invencível.
14. Todas as criaturas vos rendam homenagem, porque com uma só palavra fizestes todas as coisas; enviastes o vosso espírito, e foram criadas, e nada pôde resistir à vossa voz.
15. Podem abalar-se montanhas e águas, rochedos derreter-se como cera diante de vossa face: para aqueles que vos temem sereis sempre propício.
16. Bem pouca coisa é o sacrifício de suave fragrância, é como nada a gorda carne dos sacrifícios; quem teme ao Senhor, este é grande, para sempre!
17. Ai das nações que se insurgirem contra o meu povo! No dia do juízo as punirá o Senhor todo-poderoso: entregará as suas carnes aos vermes e ao fogo, e hão de chorar eterna dor.
18. Depois desta vitória, todo o povo foi a Jerusalém para adorar o Senhor. Purificaram-se e todos ofereceram os seus holocaustos, cumprindo os seus votos e suas promessas.
19. Judite ofereceu todas as armas de Holofernes recebidas do povo, e o cortinado que ela mesma tinha tirado do leito de Holofernes para que servisse de anátema de esquecimento.
20. O povo alegrou-se grandemente diante do santuário, e o regozijo desta vitória foi celebrado com Judite durante três meses.
21. Terminada a festa, cada um voltou para a sua casa, e Judite, que tinha grande crédito em Betúlia, adquiriu ainda maior renome em todo o país de Israel.
22. À coragem juntava a castidade, de tal sorte que nunca em toda a sua vida conheceu outro homem, desde que morreu Manassés, seu marido.
23. Nos dias de festa aparecia em público com todos os seus adornos.
24. Ela viveu cento e cinco anos na casa de seu marido, e deu liberdade à sua escrava. Morreu e foi sepultada em Betúlia junto de seu marido.
25. Todo o povo a chorou durante sete dias.
26. Em todos os dias de sua vida, e muitos anos depois de sua morte, não houve quem perturbasse a paz de Israel.
27. O aniversário de sua vitória foi posto pelos hebreus no número dos dias santos, e ainda hoje é celebrado pelos judeus.

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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

BEATO JOÃO PAULO II



Eu vos venero, rogai por nós!

Rute, 1


1. No tempo que governavam os juízes, sobreveio uma fome na terra. Um homem partiu de Belém de Judá, com sua mulher e seus dois filhos, indo morar nos campos de Moab.
2. Chamava-se Elimelec, e sua mulher Noêmi; seus dois filhos chamavam-se Maalon e Quelion; eram efrateus de Belém de Judá. Chegados à terra de Moab, estabeleceram-se ali.
3. Elimelec, marido de Noêmi, morreu, deixando-a com seus dois filhos.
4. Estes casaram com mulheres moabitas, chamadas uma Orfa e outra Rute. Viveram lá aproximadamente dez anos.
5. Maalon e Quelion morreram ficando Noêmi só, sem seus dois filhos e sem seu marido.
6. Então, levantou-se Noêmi e partiu da região de Moab com suas duas noras, porque ouviu dizer que o Senhor tinha visitado o seu povo e lhe tinha dado pão.
7. Deixou, pois, aquele lugar onde habitara com suas duas noras e pôs-se a caminho de volta para a terra de Judá.
8. Ide, voltai para a casa de vossa mãe, disse ela às suas noras. O Senhor use convosco de misericórdia, como vós usastes com os que morreram e comigo!
9. Que ele vos conceda paz em vossos lares, cada uma em casa de seu marido! E beijou-as. Elas puseram-se a chorar:
10. Nós iremos contigo para o teu povo, disseram elas.
11. Ide, minhas filhas, replicou Noêmi. Por que haveis de vir comigo? Porventura tenho eu ainda em meu seio filhos que possam tornar-se vossos maridos?
12. Voltai, minhas filhas, porque já estou demasiado velha para casar-me de novo. E ainda que eu tivesse alguma esperança, e que esta noite mesmo me fosse dado ter marido, e viesse a gerar filhos,
13. esperá-los-íeis crescer, sem vos casardes de novo, até que se tornassem grandes? Não, minhas filhas, minha dor é muito maior do que a vossa, porque a mão do Senhor pesou sobre mim.
14. Então elas desataram de novo a chorar. Orfa beijou a sua sogra, porém Rute não quis separar-se dela.
15. Eis que tua cunhada voltou para o seu povo e para os seus deuses, disse-lhe Noêmi; vai com ela.
16. Não insistas comigo, respondeu Rute, para que eu te deixe e me vá longe de ti. Aonde fores, eu irei; aonde habitares, eu habitarei. O teu povo é meu povo, e o teu Deus, meu Deus.
17. Na terra em que morreres, quero também eu morrer e aí ser sepultada. O Senhor trate-me com todo o rigor, se outra coisa, a não ser a morte, me separar de ti!
18. Ante tal resolução, Noêmi não insistiu mais.
19. Seguiram juntas o seu caminho até Belém; ali chegando, comoveu-se toda a cidade; as mulheres diziam.: Eis aí Noêmi!
20. Não me chameis mais Noêmi, replicou ela, mas chamai-me Mara; porque o Todo-poderoso me encheu de amargura.
21. Parti com as mãos cheias, e o Senhor fez-me voltar com as mãos vazias. Por que me chamais Noêmi, se o Senhor se declarou contra mim e o Onipotente me inundou de aflição?
22. Foi assim que voltaram dos campos de Moab, Noêmi e sua nora Rute, a moabita. Chegaram a Belém quando se começava a segar a cevada.
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domingo, 30 de outubro de 2011

Êxodo, 34


1. O Senhor disse a Moisés: “Talha duas tábuas de pedra semelhantes às primeiras: escreverei nelas as palavras que se encontravam nas primeiras tábuas que quebraste.
2. Estejas pronto pela manhã para subir ao monte Sinai. Apresentar-te-ás diante de mim no cume do monte.
3. Ninguém subirá contigo, e ninguém se mostre em parte alguma do monte: não haja nem mesmo ovelhas ou bois pastando em seus flancos.”
4. Moisés talhou, pois, duas tábuas de pedra semelhantes às primeiras e, no dia seguinte, pela manhã, subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe havia ordenado, segurando nas mãos as duas tábuas de pedra.
5. O Senhor desceu na nuvem e esteve perto dele, pronunciando o nome de Javé.
6. O Senhor passou diante dele, exclamando: “Javé, Javé, Deus compassivo e misericordioso, lento para a cólera, rico em bondade e em fidelidade,
7. que conserva sua graça até mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a rebeldia e o pecado, mas não tem por inocente o culpado, porque castiga o pecado dos pais nos filhos e nos filhos de seus filhos, até a terceira e a quarta geração”.
8. Moisés inclinou-se incontinente até a terra e prostrou-se,
9. dizendo: “Se tenho o vosso favor, Senhor, dignai-vos marchar no meio de nós: somos um povo de cabeça dura, mas perdoai nossas iniqüidades e nossos pecados, e aceitai-nos como propriedade vossa”.
10. O Senhor disse: “Vou fazer uma aliança contigo. Diante de todo o teu povo farei prodígios como nunca se viu em nenhum outro país, em nenhuma outra nação, a fim de que todo o povo que te cerca veja quão terríveis são as obras do Senhor, que faço por meio de ti.
11. Sê atento ao que te vou ordenar hoje. Vou expulsar diante de ti os amorreus, os cananeus, os hiteus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus.
12. Guarda-te de fazer algum pacto com os habitantes da terra em que vais entrar, para que sua presença no meio de vós não se vos torne um laço.
13. Derrubareis os seus altares, quebrareis suas estelas e cortareis suas asserás.
14. Não adorarás nenhum outro deus, porque o Senhor, que se chama o zeloso, é um Deus zeloso.
15. Guarda-te de fazer algum pacto com os habitantes do país, pois, quando se prostituírem a seus deuses e lhes oferecerem sacrifícios, poderiam convidar-te e tu comerias de seus banquetes sagrados;
16. poderia acontecer também que tomasses entre suas filhas esposas para teus filhos, e essas mulheres que se prostituem a seus deuses, poderiam arrastar a isso também os teus filhos.
17. Não farás deuses de metal fundido.
18. Guardarás a festa dos Ázimos: como te prescrevi, no tempo fixado do mês das espigas (porque foi nesse mês que saíste do Egito) só comerás, durante sete dias, pães sem fermento.
19. Todo primogênito me pertence, assim como todo macho primogênito de teus rebanhos, tanto do gado maior como do menor.
20. Resgatarás com um cordeiro o primogênito do jumento; do contrário, quebrar-lhe-ás a nuca. Resgatarás sempre o primogênito de teus filhos; e não te apresentarás diante de minha face com as mãos vazias.
21. Trabalharás durante seis dias, mas descansarás no sétimo, mesmo quando for tempo de arar e de ceifar.
22. Celebrarás a festa das semanas, no tempo das primícias da ceifa do trigo, e a festa da colheita, no fim do ano.
23. Três vezes por ano, todos vossos varões se apresentarão diante do Senhor Javé, Deus de Israel.
24. Porque expulsarei as nações diante de ti, e alargarei tuas fronteiras, e ninguém cobiçará tua terra, enquanto subires três vezes por ano para te apresentares diante do Senhor teu Deus.
25. Quando sacrificares uma vítima, não oferecerás o seu sangue com pão fermentado. O animal sacrificado para a festa de Páscoa não será conservado até o dia seguinte.
26. Trarás à casa do Senhor teu Deus as primícias dos frutos de teu solo. “Não farás cozer um cabrito no leite de sua mãe.”
27. O Senhor disse a Moisés: “Escreve estas palavras, pois são elas a base da aliança que faço contigo e com Israel”.
28. Moisés ficou junto do Senhor quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão nem beber água. E o Senhor escreveu nas tábuas o texto da aliança, as dez palavras.
29. Moisés desceu do monte Sinai, tendo nas mãos as duas tábuas da lei. Descendo do monte, Moisés não sabia que a pele de seu rosto se tornara brilhante, durante a sua conversa com o Senhor.
30. E, tendo-o visto Aarão e todos os israelitas, notaram que a pele de seu rosto se tornara brilhante e não ousaram aproximar-se dele.
31. Mas ele os chamou, e Aarão com todos os chefes da assembléia voltaram para junto dele, e ele se entreteve com eles.
32. Aproximaram-se, em seguida, todos os israelitas, a quem ele transmitiu as ordens que tinha recebido do Senhor no monte Sinai.
33. Tendo Moisés acabado de falar, pôs um véu no seu rosto.
34. Mas, entrando Moisés diante do Senhor para falar com ele, tirava o véu até sair. E, saindo, transmitia aos israelitas as ordens recebidas.
35. Estes viam irradiar a pele de seu rosto; em seguida Moisés recolocava o véu no seu rosto até a próxima entrevista com o Senhor.
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Êxodo, 33


1. O Senhor disse a Moisés: “Vai, parte daqui com o povo que tiraste do Egito; ide para a terra que prometi a Abraão, a Isaac e a Jacó, com o juramento de dá-la à sua posteridade.
2. Enviarei um anjo adiante de ti, e expulsarei os cananeus, os amorreus, os hiteus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus.
3. Ide para essa terra que mana leite e mel. Mas não subirei convosco, porque sois um povo de cabeça dura; eu vos aniquilaria em caminho.”
4. Ouvindo o povo estas duras palavras, pôs-se a chorar e cada um tirou os seus enfeites.
5. Então o Senhor disse a Moisés: “Dize aos israelitas: vós sois um povo de cabeça dura; se eu viesse um só instante no meio de vós, eu vos aniquilaria. Arrancai, pois, todos os vossos enfeites e verei o que posso fazer por vós.”
6. Os israelitas despojaram-se de seus enfeites ao partir do monte Horeb.
7. Moisés foi levantar a tenda a alguma distância fora do acampamento. (E chamou-a tenda de reunião.) Quem queria consultar o Senhor, dirigia-se à tenda de reunião, fora do acampamento.
8. Quando Moisés se dirigia para a tenda, todo mundo se levantava, cada um diante da entrada de sua tenda, para segui-lo com os olhos até que entrasse na tenda.
9. E logo que ele acabava de entrar, a coluna de nuvem descia e se punha à entrada da tenda, e o Senhor se entretinha com Moisés.
10. À vista da coluna de nuvem, todo o povo, em pé à entrada de suas tendas, se prostrava no mesmo lugar.
11. O Senhor se entretinha com Moisés face a face, como um homem fala com seu amigo. Voltava depois Moisés ao acampamento, mas seu ajudante, o jovem Josué, filho de Nun, não se apartava do interior da tenda.
12. Moisés disse ao Senhor: “Vós dizeis-me que faça subir o povo, mas não me fazeis saber quem haveis designado para acompanhar-me. E, entretanto, dissestes-me: ‘Conheço-te pelo teu nome’ e: ‘Tens todo o meu favor.’
13. Se é verdade que tenho todo o vosso favor, dai-me a conhecer os vossos desígnios, para que eu saiba que tenho todo o vosso favor; e considerai que esta nação é o vosso povo.”
14. O Senhor respondeu: “Minha face irá contigo, e serei o teu guia.”
15. “Se vossa face não vier conosco, disse Moisés, não nos façais partir deste lugar.
16. Por onde se saberá que temos todo o vosso favor, eu e o vosso povo? Porventura, não é necessário para isso justamente que marcheis conosco? É o que nos distinguirá, eu e o vosso povo, de todas as outras nações da terra.”
17. “O que pedes, replicou o Senhor, fá-lo-ei, porque tens todo o meu favor, e te conheço pelo teu nome.”
18. Moisés disse: “Mostrai-me vossa glória.”
19. E Deus respondeu: “Vou fazer passar diante de ti todo o meu esplendor, e pronunciarei diante de ti o nome de Javé. Dou a minha graça a quem quero, e uso de misericórdia com quem me apraz.
20. Mas, ajuntou o Senhor, não poderás ver a minha face, pois o homem não me poderia ver e continuar a viver.
21. Eis um lugar perto de mim, disse o Senhor; tu estarás sobre a rocha.
22. Quando minha glória passar, te porei na fenda da rocha e te cobrirei com a mão, até que eu tenha passado.
23. Retirarei depois a mão, e me verás por detrás. Quanto à minha face, ela não pode ser vista”.
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Egipto: “Cristãos estão a viver a pior época dos últimos anos”, denuncia bispo à Fundação AIS


“Os cristãos estão a viver a pior época dos últimos anos”, afirmou o bispo copta-ortodoxo Anba Stephanos, da diocese de Beba e Elfashn, à Fundação AIS. Segundo o seu testemunho, os cristãos “têm vindo a ser violentamente agredidos e mortos e, pela primeira vez em muitos anos, as igrejas estão a ser sistematicamente destruídas e queimadas”. A par de tudo isto, segundo D. Anba Stephanos, a polícia nada faz e ninguém é levado perante a justiça. O bispo afirma ainda que os meios de comunicação social do Egipto “fazem uma cobertura parcial destes acontecimentos, de forma a não chamarem a atenção dos media internacionais e, dessa forma, se poder fazer alguma pressão sobre o regime”. De qualquer forma, e numa tentativa de romper com este cerco mediático, o massacre dos manifestantes de 9 de Outubro tem vindo a ser exibido por três estações de televisão ligadas à Igreja Copta.

O bispo relatou à Fundação AIS que existe, na sociedade egípcia, uma tentativa de isolamento dos cristãos, que se verifica até em convites à população para boicotar os comerciantes cristãos, não lhes vendendo nem comprando nada, o que já começa a fazer surtir algum efeito com o estrangulamento económico de alguns empresários. Também ao nível do emprego se nota alguma discriminação.

Conhecedor como poucos da realidade egípcia, o bispo Anba Stephanos alertou ainda a comunidade internacional, através da Fundação AIS, para não se depositar demasiadas expectativas nas eleições agendadas já para o mês de Novembro. “O futuro – disse – é absolutamente incerto”. No entanto, os coptas poderão vir a desempenhar um papel importante nesse acto eleitoral por serem uma comunidade numerosa.

D. Stephanos apela à solidariedade dos cristãos em todo o mundo, para que olhem pelos egípcios que vivem como que num limbo e num tempo de incerteza. Por isso, diz, “são urgentes as orações pela liberdade e pela paz, não apenas para o Egipto mas por todo o mundo”. Quanto ao futuro, o prelado garante que “os cristãos estão preparados para o martírio tal como as primeiras comunidades cristãs”. Actualmente, o Egipto tem uma população estimada em cerca de 76 milhões de pessoas, sendo que apenas 12 milhões são cristãos, a maioria pertencentes à Igreja copta-ortodoxa, havendo cerca de 200 mil católicos.

Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Frase do Dia

"A aventura da santidade começa com um «sim» a Deus."

João Paulo II