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quinta-feira, 3 de março de 2011

Submissão à vontade de Deus


Maria Santíssima, a mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, é um exemplo para nós cristãos, com referência à atitude de respeito, humildade, fidelidade e total submissão a Deus. Essas virtudes, entre tantas outras que possuía, Ela mostra na sua total entrega quando o anjo São Gabriel lhe disse que Deus havia lhe escolhido para ser mãe do nosso Salvador. Na sua simplicidade, Ela disse “faça-se”, sem objetar nada, com total confiança em Deus na sublime missão que lhe cabia (Lc 1,26-38).

Bondade
Maria Santíssima, apesar de ser bem jovem, sempre foi temente a Deus e cumpridora de suas leis; filha de Santa Ana e de São Joaquim, e sempre obediente aos seus pais, teve uma atitude muito amorosa com sua prima Santa Isabel, que estava grávida de seis meses, permanecendo com ela durante três meses e depois voltando para sua casa (Lc 1,39-56).

Humildade
Como uma grande mulher, a Santíssima Virgem Maria exalta e dignifica a feminilidade pela sua alicerçada na humildade, no equilíbrio interior, na honra, na sabedoria, na força do espírito, enfim na nobreza do caráter.

Na sua condição de mãe amorosa e incansável colaboradora de Jesus ela suportou a dor de ver seu filho ser humilhado e ser crucificado. Qual a mãe que consegue ver seu filho sofrer tanto assim? Nenhuma. Mas ela como uma mulher fiel a Deus, sabia que aquilo fazia parte da missão de seu filho. Suas aflições foram consoladas na ressurreição de seu divino filho.

Maria Santíssima é exemplo de simplicidade, humildade, submissão, fidelidade e santidade. Uma das coisas mais bonitas na Santa Igreja Católica é a devoção a Maria Santíssima. Não no intuito de adorá-la, como muitos equivocados dizem, mas pelo fato de ser espelho de santidade. Ser santo não é ser maior que Deus, mas é praticar as virtudes da Fé, Esperança e Caridade de modo heróico. Foi o que Nossa Senhora fez de modo inigualável.

Fonte: Vocacionados menores/ADF

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Diante das cruzes da vida, devemos procurar ajuda da Mãe.


Nossa Senhora dos Homens
Toda mãe tem um jeito especial para consolar seu filho. É comum vermos a cena da criancinha chorando nos braços dos parentes e amigos. Só a mãe é capaz de fazer a criança parar de chorar e até dormir com aquela sensação de segurança. Imagino tenha sido essa a situação de São João ao pé da cruz (cf. João 19, 25). Seu divino Mestre pendia naquela cruz. Pouco antes da morte ele escutara aquelas palavras de confiança e dor: “Filho, eis aí a tua mãe; mãe eis aí o teu filho”.

Normalmente imaginamos que com aquele gesto, Nosso Senhor Jesus Cristo pedira a São João que cuidasse de sua Mãe. De fato, foi o que aconteceu. São João A levou para sua casa e dela cuidou até o final de sua vida. Mas podemos também inverter a consideração.

Naquele momento, São João precisava muito mais de ajuda do que Maria Santíssima. Então é provável que ela o tenha fortalecido e o tenha encorajado em todas as suas aflições. E foi assim durante muitos anos. Quando os apóstolos se dispersaram para exercerem seu ministério nos vários lugares, Nossa Senhora os consolava, como fez com São Tiago, na Espanha.

Quando estavam no Cenáculo, antes de Pentecostes, Nossa Senhora estava lá. Certamente ela os sustentava na esperança da vinda do Consolador. Ela já estava “cheia de graça”. Por isso o céu já vivia plenamente no seu coração. Quem vive assim, pode consolar os filhos que vivem “gemendo e chorando neste vale de lágrimas”.

Maria Santíssima consola também cada um de nós em nossas aflições. Quando estamos diante das cruzes da vida, devemos recorrer a Ela. Ali conseguiremos o sono tranqüilo de crianças que sabem que estão seguras.

Mas qual seria o consolo da Virgem Maria? Seria uma palavra, um olhar de ternura, uma prece confiante, um conselho de paz, um afago, uma resposta de solução?

Tudo isso ela faz, como tem feito nas diversas aparições aprovadas pela Igreja, como as de Lourdes e de Fátima. Mas o principal consolo é “mostrar-nos seu Filho, Jesus”! Certamente foi isso que ela disse a São João:

- Filho, Ele voltará… Ele ressuscitará… a morte não pode vencer o amor!

Normalmente nossas aflições têm alguma coisa a ver com a morte. Quem não tem medo de morrer?

Rezamos, na Ave-maria, que Mãe Santíssima esteja nos consolando “agora e na hora de nossa morte”. As pequenas dificuldades de todos os dias costumam nos afligir. Procuremos nossa Mãe de toda consolação. Ela apontará para a cruz e dirá:

- Com meu Filho vencerás este momento de aflição. Creia, ame, espere!

Maria Santíssima, nossa Mãe, aprendeu essa lição quando Jesus se perdeu no meio da multidão, aos doze anos. Foram encontrá-Lo em Jerusalém, no Templo, conversando com os doutores da lei.

Ela disse:

- Teu pai e eu te procurávamos aflitos.

Nessa ocasião o Menino os consolou:

- Não sabíeis que devia estar na casa de meu Pai?

Esta é a forma de buscar o consolo. Temos que procurar Nosso Senhor Jesus Cristo na casa do Pai. Se estivermos muito aflitos com alguma situação, procuremos uma igreja ou um lugar recolhido; fiquemos um tempo em silêncio, orando, e façamos nossa consagração ao Imaculado Coração de Maria Virgem.

Ela nos acolherá e nos colocará junto a seu Filho, Jesus. Alí não temos mais razão para permanecer com medo ou aflitos. Exatamente isso diz-nos o Salmo 22: “A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias” (Salmo 22, 6).

Consoladora dos aflitos, rogai por nós!

Fonte: Vocacionados Menores/ADF