EU VOS AMO! VÓS SOIS A MINHA VIDA.

terça-feira, 31 de agosto de 2010



Jesus de sumo amor...

Oração de Santo Agostinho


Diante de Vós, Senhor, apresentamos o fardo dos nossos crimes e simultaneamente as feridas que por causa deles recebemos.

Se pensarmos no mal que fizemos, é bem pouco o mal que sofremos e muito maior o que merecemos. Foi grave o que ousamos cometer e leve o que agora sofremos. Sentimos que é dura a pena do pecado e no entanto não nos decidimos deixar a ocasião dele. A nossa fraqueza geme esmagada sob o peso dos castigos com que nos punis justamente, e a nossa maldade não quer se desfazer dos seus caprichos. O espírito anda atormentado, mas a cerviz não se verga.

A nossa vida suspira no meio das dores e não nos corrigimos.

Se contemporizardes conosco, não nos emendamos, e se tirais de nós vingança, gritamos que não podemos. Se nos castigais, sabemos declarar que somos réus, mas se afastais por um pouco a Vossa ira, esquecemos logo o que deploramos.

Se levantardes a mão, logo prometemos a emenda, se retirais a espada, já nos esquecemos da promessa. Se nos feris, gritamos que nos perdoeis, se nos perdoais logo entramos de Vos provocar. Tendes-nos aqui, Senhor, diante de Vós, confessamos os nossos pecados; se Vos não amerceais de nós, aniquilar-nos-á a Vossa justiça.

Concedei-nos Pai onipotente, o que sem merecimento algum de nossa parte Vos pedimos, Vós que nos tirastes do nada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Amém.

V. Senhor, não nos trateis segundo os nossos pecados.

R. Nem nos castigueis segundo as nossas iniqüidades.

Oremos – Ó Deus, a quem o pecado ofende e a penitência propicia, olhai favoravelmente para as preces do Vosso povo e relegai para longe os vossos castigos da Vossa ira, que merecemos com os nossos pecado. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

Fonte: Sociedade Católica

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Oratório da Medalha Milagrosa: Intenções da semana – 30 de agosto a 5 de setembro



São as seguintes as intenções das orações feitas pela Comunidade do Oratório da Medalha Milagrosa e pelos Orantes nesta semana:

1) Por todos os pedidos feitos pelas pessoas cujas velas estão acesas no Oratório da Medalha Milagrosa e que estejam de acordo com a vontade de Nossa Senhora (acenda aqui sua vela);

2) Pela segurança. A cada dia, ficamos mais apreensivos em sair de casa, tamanha a violência que ronda a sociedade, que Nossa Senhora nos proteja de malfeitores;

3) Para que Nossa Senhora olhe por todos aqueles que têm Fé e precisam de graças: seja saúde, paz na família, ajuda financeira, ou qualquer outra bênção. Se você conhece alguém que não encontra saída para os problemas, acenda aqui uma vela por seu amigo(a).

4) Eleições 2010. Começou o horário político, por isso precisamos pedir discernimento a Deus e a Nossa Senhora na hora de decidirmos em quem votar;

5) Vela do Rosário. Que a chama da Vela do Rosário, juntamente com as orações feitas a Nossa Senhora, encha de graças a vida de quem acendê-la. Acenda a sua agora;

6) Emprego. Que Nossa Senhora abençoe a todos que a Ela recorrem em busca de emprego;

7) Pelos membros do grupo Apóstolos de Fátima, que sempre nos ajudam nas campanhas que a Associação Devotos de Fátima realiza. Que Nossa Senhora os recompense com muitas graças pela disponibilidade de cada um.

8 ) Por cada devoto de Fátima, para que tenham sempre uma vida de oração e sejam conscientes que, têm apenas esta vida para fazerem a vontade suprema e perfeita de Nosso Senhor Jesus Cristo;

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós!

Cadastre aqui seu e-mail para receber estas intenções atualizadas todas as semanas e participar das orações (é preciso validar o pedido de cadastro clicando no link que enviaremos para seu e-mail).

Aqueles que quiserem incluir seus nomes e intenções especiais nas Missas que serão celebradas nesse período, poderão fazê-lo ligando para

Receba diariamente as mensagens de Fátima
em seu e-mail. Cadastre-se aqui!Tags: Intenções da Semana

“Conservai as vossas lâmpadas acesas”



(Comentário ao Evangelho feito por São Maximiliano Kolbe (1894-1941), franciscano, mártir, em conferência de 1941)

O que é preciso fazer para vencer a fraqueza da alma?

Há dois meios para isso: o primeiro é o distanciamento de si próprio.

O Senhor Jesus recomenda-nos que vigiemos. É preciso vigiarmos se quisermos que o nosso coração seja puro, mas é preciso vigiarmos em paz, para que o nosso coração seja tocado, pois ele pode ser tocado por coisas boas ou por coisas más, interiormente, ou exteriormente… portanto é preciso vigiar.

Habitualmente, a inspiração de Deus é uma graça discreta: é preciso não a rejeitarmos…; se o nosso coração não estiver atento, a graça retira-se.

A inspiração divina é muito precisa; tal como o escritor dirige o seu aparo, assim a graça de Deus dirige a alma. Tentemos pois alcançar um maior recolhimento interior.
O Senhor quer que tenhamos o desejo de O amar.

A alma que se mantém vigilante apercebe-se de que cai, e de que, só por si, não consegue lá chegar; por isso, sente a necessidade da oração.

A súplica funda-se na certeza de que nada podemos fazer por nós mesmos, mas que Deus tudo pode.

A oração faz falta para obter a luz e a força.
Fonte, ASCJ

domingo, 29 de agosto de 2010

Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade


A palavra “caridade”, na linguagem de hoje, quer dizer compaixão do próximo e desejo de fazer bem ao próximo.

Diz-se, por exemplo, que quem dá uma esmola pratica um ato de caridade. Por isso manifesta afeto à pessoa beneficiada por meio da esmola, e manifestando esse afeto ela pratica um ato de caridade.

Mas na linguagem teológica, por assim dizer científica e clássica da Igreja, “caridade” é o amor de Deus, e por causa disso é muito bonita essa invocação ao Sagrado Coração:

“Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade”.

O Sagrado Coração de Jesus ama ardentemente ao próprio Deus.

A expressão é carregada, porque uma fornalha é um foco de fogo que é quentíssimo, que queima, que consome.

Coração de Jesus então não é apenas cheio de caridade, mas uma fornalha.

Não é apenas uma fornalha, mas uma fornalha ardente!

Quer dizer, é uma fornalha que está para as outras fornalhas como a fornalha comum está para o simples fogo.

Esse é o Coração de Jesus.

Portanto, peçamos ao Sagrado Coração de Jesus, por intermédio do Coração Imaculado de Maria – porque sem ser por meio de Maria, não obtemos nada de Jesus – peçamos à “Fornalha ardente de caridade” que pegue fogo em nossas almas!

Leia a Ladainha do Sagrado Coração de Jesus
In: Boletim Sagrado Coração de Jesus

sábado, 28 de agosto de 2010

Santa Rita de Cássia


Santa dos Impossíveis e Advogada das Causas Perdidas
Exemplo de virtude em todos os estados de vida pelos quais passou. Sua intercessão é tão poderosa, que se tornou advogada de pessoas com problemas insolúveis. Dedicação e amor a Deus talvez sejam as qualidades que mais definam o caráter de Santa Rita de Cássia; essa mulher humaníssima agüentou como poucos a “tragédia da dor e da miséria, moral e social”.

Santa Rita nasceu na Úmbria, bispado de Espoleto, em Roccaporena um pequeno povoado de Cásscia (Província de Perúgia) na Itália no dia 22 de maio de 1381.

Seus pais, Antonio Mancini e Amata Serri, ambos católicos praticantes, já eram de idade. Provavelmente casaram em 1339 e tiveram sua única filha, Rita, depois de mais de 40 anos de casados. Seu nascimento foi um grande milagre. Foi batizada, e recebeu a primeira Eucaristia na Igreja de Santa Maria dos Pobres, em Cássia.

Certa vez, seus pais a levaram para o campo e, enquanto trabalhavam na roça em seus afazeres, deixaram a recém-nascida debaixo de uma árvore, na sombra, num berço dormindo. Um enxame de abelhas brancas como a neve voou até a menina e girava em torno de seus lábios, como se fossem flores das mais perfumadas.

Um homem que passava por ali, e que tinha pouco antes ferido a mão, ao ver Santa Rita e as abelhas, gritou assustado aos seus pais. As abelhas foram embora e o homem teve a mão curada naquele mesmo instante.

O casamento forçado e infeliz

Foi num lar católico que Santa Rita cresceu. Antonio e Amata a educaram na fé em casa, e a ensinaram a rezar. Desde a infância, ela demonstrou uma grande afeição a Nossa Senhora e a Jesus Crucificado.

Na adolescência, aos 12 anos, tinha um desejo intenso de consagrar-se a Deus na vida religiosa. Em Cássia havia um mosteiro das monjas agostinianas. Seus pais, porém, já idosos, queriam que ela se cassasse.

Seu temor a Deus e a obediência que mostrava ter aos seus pais a obrigaram renunciar ao seu desejo de se entregar a religião e se fechar em um convento, para aceitar abraçar o matrimônio com um jovem rapaz da região, tido como violento daqueles que “não levava desaforo pra casa”, chamado Paulo Ferdinando.

Santa Rita foi obediente, casou-se. Ele se embriagava com freqüência, brigava com os amigos e, chegando em casa, espancava Santa Rita. Houve uma ocasião em que Santa Rita esteve à beira da morte de tanto apanhar do marido.

Foram muitas as vezes em que Santa Rita não foi à igreja porque Paulo Ferdinando a impediu de ir. Ela, contudo, rezava por ele diante do crucifixo, pedindo pela conversão.

Durante o seu matrimônio, Santa Rita de Cássia era uma mulher doce, preocupada com o bem-estar de seu marido. Mesmo consciente de seu caráter violento, sofria, mas rezava em silêncio, oferecia tudo a Deus.

A bondade de Santa Rita de Cássia era tão aparente que seu marido foi contagiado por ela. Passado um tempo, e perseverando Santa Rita na oração pelo seu marido, Paulo Ferdinando caiu aos seus pés, pediu perdão a ela e a Deus, e mudou sua vida e seus costumes. Santa Rita, feliz, agradeceu a graça recebida.

Santa Rita e Paulo Ferdinando tiveram dois filhos: Tiago Antonio e Paulo Maria. Ambos foram educados na fé por seus pais e, com Santa Rita, constantemente saíam de casa para visitar os enfermos e os pobres.

Sofrimentos desde jovem

Em 1402 morreram Antonio e Amata, pais de Santa Rita. Seu pai morreu aos 19 de março e sua mãe aos 25 do mesmo mês, com 90 anos.

Logo depois, alguns antigos inimigos de Paulo Ferdinando, por vingança o assassinaram. Os filhos, já crescidos, e influenciados por amigos, planejaram vingar a morte do pai.

Santa Rita, ao saber do desejo dos filhos Rezou, pedindo a Deus que tirasse este desejo do coração de seus filhos, ou, se fosse vontade divina, que os levasse para a glória do Céu para obterem a salvação, mas que não fossem assassinos. Deus ouviu suas preces, ambos adoeceram, e Santa Rita cuidou deles com amor. Depois de pouco tempo, Tiago Antonio e Paulo Maria morreram.

A mãe carregou no coração a grande dor da perda dos pais, do marido e dos filhos sem perder a fé. Perdoou publicamente os assassinos de Paulo Fernando.

A solidão no Mundo

Sozinha no mundo, Santa Rita transformou-se numa mulher de oração. Além do trabalho doméstico, ela continuava a visitar os enfermos e os pobres.

Participava da missa no mosteiro das agostinianas. Um dia, procurou a superiora e pediu-lhe para ingressar na ordem, mas não foi aceita. Provavelmente, por ser viúva e não ser mais virgem. As freiras tinham medo também dos inimigos de Paulo Fernando, já que eles continuavam a ameaçar Santa Rita. Por três vezes Santa Rita pediu para ser admitida no mosteiro, e por três vezes ouviu o “não” da superiora. Santa Rita vivia em casa, sozinha.

Mosteiro das irmãs Agostinianas




Mosteiro onde Santa Rita viveu Vivendo em casa, Santa Rita vivia como se estivesse no mosteiro.

Num dia, a noite em profunda oração, ouviu um chamado: “Rita! Rita!”. Abriu a porta e eram três homens que foram à sua casa. Ao acolhê-los, ela os reconheceu. Eram os seus três santos protetores: São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino.

Levantou-se e seguiu seus santos protetores. Era noite, e a porta do convento estava fortemente trancada. Eles então a levaram no interior do mosteiro das agostinianas, em Cássia. Ao amanhecer, as religiosas agostinianas ficaram estupefatas ao verem Santa Rita, na capela do convento, rezando, sendo que a porta estava fechada.

As religiosas, a começar pela superiora, ficaram pasmas com a presença de Santa Rita, mesmo estando fechadas as portas do mosteiro. Vendo que era Deus que destinava à vida religiosa, a receberam na Ordem. Ao ser aceita no mosteiro, Santa Rita atribuiu a graça aos seus santos protetores.

No mosteiro, Santa Rita mostrou-se serviçal e contemplativa. Ao mesmo tempo em que estava disponível às irmãs, servindo-as, também estava em constante oração, passando muitas horas diante de Jesus crucificado. Mesmo no mosteiro, continuou a sair para visitar os enfermos e os pobres. Enfrentou dificuldades e tentações; a tudo superou na força da fé.

A história de Santa Rita continua no próximo domingo…

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sonhei que tive uma entrevista com Deus


Contemplei as grandes montanhas
e
admirei a maravilha da sua criação.
Vi a beleza incrível do pôr de sol,
e interroguei-me como seria Deus.
Tinha uma pergunta importante para Lhe fazer.
Virei-me para Ele,
mas não podia olhar para Deus
porque Ele habitava numa luz inacessível
Por isso, apenas clamei
Porque existe sofrimento e morte?
Ele respondeu-me da Sua palavra:
Como por um homem o pecado entrou no mundo, e a morte através do pecado, então a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram.
Depois Ele disse,
A alma que pecar, morrerá.
Perguntei-Lhe o que era pecado,
e Ele disse-me:
Pecado é transgressão da Lei.
Então Ele bradou a Sua Lei:
Não terás outros deuses diante de mim.
Não farás para ti qualquer ídolo.
Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão;
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
Honra a teu pai e a tua mãe
Não matarás.
Não adulterarás.
Não furtarás.
Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
Não cobiçarás.
Depois vi as palavras de Jesus:
"Aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela."
E as palavras das escrituras:
"Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas..."
e
"Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte." Apocalipse 21.8
De repente apercebi-me
de que tinha quebrado a Lei de Deus muitas vezes
e seria condenado para o Inferno no dia do Juízo Final
Não apenas Deus tinha visto todos os meus pecados,
mas a minha própria consciência me condenava.
Quando perguntei a Deus o que eu precisava fazer,
Ele disse:
"Não enviei o meu Filho para condenar…"
então eu percebi
que Deus me amava tanto
que Ele providenciou o meu perdão:
Jesus sofreu e morreu por mim.
Ele levou o castigo sobre si mesmo:
Isto é o amor: não que nós amámos a Deus, mas que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.
Nós quebrámos as Leis de Deus (os Dez Mandamentos),
e Jesus pagou o nosso castigo por completo.
"Deus prova o seu amor para connosco,
em que,
quando éramos ainda pecadores,
Cristo morreu por nós."
Depois Ele ressuscitou dos mortos e venceu a morte.
Acordei subitamente do sonho
e percebi que tinha uma escolha para fazer.
Podia continuar a sonhar que Deus não estava zangado com o meu pecado.
e acabar no inferno para sempre.
ou
Podia arrepender-me e confiar em Jesus Cristo
como meu Senhor e Salvador
e receber de Deus o dom da vida eterna.
Tu tens a mesma escolha.

Fonte: blog olhares

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

ADORAÇÃO AO SANTISSÍMO SACRAMENTO


artigo “Let the Sun Shine” (Deixe o Sol brilhar) do reverendo Martin Lucia, ele conta uma história verídica sobre o valor e o zelo que devemos ter pela sagrada Eucaristia.
Alguns meses antes de sua morte, o grande Bispo americano, Fulton J. Sheen, foi entrevistado pela rede nacional de televisão: “Bispo Sheen, milhares de pessoas em todo o mundo inspiram-se em você. Em quem você se inspirou? Foi por acaso em algum Papa?”.

O Bispo Sheen respondeu que sua maior inspiração não foi um Papa, um Cardeal, ou outro Bispo, sequer um sacerdote ou freira. Foi uma menina chinesa de onze anos de idade. Explicou que quando os comunistas apoderaram-se da China, prenderam um sacerdote em sua própria reitoria, próximo à Igreja. O sacerdote observou assustado, de sua janela, como os comunistas invadiram o templo e dirigiram-se ao santuário. Cheios de ódio profanaram o tabernáculo, pegaram o cálice e, atirando-o ao chão, espalharam-se as hóstias consagradas.

Eram tempos de perseguição e o sacerdote sabia exatamente quantas hóstias havia no cálice: trinta e duas. Quando os comunistas retiraram-se, talvez não tivessem percebido, ou não prestaram atenção, a uma menininha, que rezando na parte detrás da igreja, viu tudo o que ocorreu. À noite, a pequena regressou e, escapando da guarda posta na reitoria, entrou no templo. Ali, fez uma hora santa de oração, um ato de amor para reparar o ato de ódio. Depois de sua hora santa, entrou no santuário, ajoelhou-se, e inclinando-se para frente, com sua língua recebeu Jesus na Sagrada Comunhão. (Naquele tempo não era permitido aos leigos tocar a Eucaristia com suas mãos).

A pequena continuou regressando a cada noite, fazendo sua hora santa e recebendo Jesus Eucarístico na língua. Na trigésima noite, depois de haver consumido a última hóstia, acidentalmente fez um barulho que despertou o guarda. Este correu atrás dela, agarrou-a, e golpeou-a até matá-la com a parte posterior de sua arma. Este ato de martírio heróico foi presenciado pelo sacerdote enquanto, profundamente abatido, olhava da janela de seu quarto convertido em cela.
Quando o Bispo Sheen escutou o relato, inspirou-se de tal maneira que prometeu a Deus que faria uma hora santa de oração diante de Jesus Sacramentado todos os dias, pelo resto de sua vida. Se aquela pequena pôde dar testemunho com sua vida da real e bela Presença do seu Salvador no Santíssimo Sacramento então, o bispo via-se obrigado ao mesmo. Seu único desejo desde então seria atrair o mundo ao Coração ardente de Jesus no Santíssimo Sacramento.

A pequena ensinou ao Bispo o verdadeiro valor e zelo que se deve ter pela Eucaristia; como a fé pode sobrepor-se a todo medo e como o verdadeiro amor a Jesus na Eucaristia deve transcender a própria vida. Uma das nossas maiores ingratidões para com Jesus é o abandono em que o deixamos em muitos dos nossos Sacrários. A Igreja o chama de “prisioneiro dos Sacrários”. Há dois mil anos Ele está ali.

Jesus eucarístico é o “amor dos amores”. Ele faz continuamente este milagre para poder cumprir a sua promessa: “Eis que estarei convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 20,20). Do sacrário Ele nos chama continuamente: “Vinde a mim vós todos que estais cansados e Eu vos aliviarei” (Mt 11,28). Ali Ele está, como no Céu, com os braços abertos e as mãos repletas de graças para aqueles que forem buscá-las com o coração aberto. São João Bosco dizia:

“Quereis que o Senhor vos dê muitas graças? Visitai-o muitas vezes. Quereis que Ele vos dê poucas graças? Visitai-o raramente. Quereis que o demônio vos assalte? Visitai raramente a Jesus Sacramentado. Quereis que o demônio fuja de vós ? Visitai a Jesus muitas vezes. Não omitais nunca a visita ao Santíssimo Sacramento, ainda que seja muito breve, mas contanto que seja constante”.

Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja, disse:
“Os soberanos desta terra nem sempre, nem com facilidade concedem audiência; mas o Rei do céu, ao contrário, escondido debaixo dos véus eucarísticos, está pronto a receber qualquer um… Ficai certos de que de todos os instantes da vossa vida, o tempo que passardes diante do Divino Sacramento será o que vos dará mais força durante a vida, mais consolação na hora da morte e durante a eternidade”.

Na Encíclica “Ecclesia de Eucaristia”, o Papa João Paulo II chamou a atenção para a falta de adoração eucarística: “De fato, há lugares onde se verifica um abandono quase completo do culto de adoração eucarística.” (n. 10). Diante do Senhor no Sacrário podemos repetir muitas vezes aquela oração reparadora que o Anjo, em pessoa, ensinou às crianças em Fátima, nas aparições de Nossa Senhora, em 1917:

“Ó Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos adoro profundamente e vos ofereço o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido; e pelos méritos infinitos do seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores. Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos; peço-Vos perdão pelos que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam. Amém!“

Podemos ter certeza que as chuvas de bênçãos descerão sobre a comunidade que adora continuamente a Jesus sacramentado. Os jovens serão preservados do mau caminho, os pecadores serão convertidos, o demônio afastado, as calamidades afugentadas, as vocações sacerdotais e religiosa aumentarão… Não é disto que estamos precisando?

A Igreja, desde o seu início, quis manter Jesus nos Sacrários da terra para ali ele ser amado, louvado e derramar sobre nós as suas bênçãos, e poder ser levado aos doentes. Sempre foi ao pé do Sacrário que os homens e mulheres de Deus buscaram forças e luzes para a sua caminhada. Foi ali que São João Vianney, conquistou o coração dos seus fiéis e se tornou o grande “Cura D’Ars”.

Quando, recém ordenado padre, ele chegou a Ars, e encontrou ali uma paróquia sem padre há muitos anos, e as pessoas longe de Deus; a primeira coisa que fez foi ajoelhar-se diante do Santíssimo durante horas, diariamente, e rezar o santo Rosário. Assim ele revolucionou aquele pequeno lugar e fez tantos prodígios.

Grande Mãe de Deus e minha Mãe


Grande Mãe de Deus e minha Mãe, ó Maria, é verdade que eu não sou digno de proferir o vosso nome; mas vós, que me tendes amor e desejais minha salvação, concedei-me, apesar de minha indignidade, a graça de invocar sempre em meu socorro vosso amantíssimo e poderosíssimo nome. Pois é ele o auxílio de quem vive e salvação de quem morre. Ah! Puríssima e dulcíssima Virgem Maria, fazei que seja vosso nome de hoje em diante o alento de minha vida. Senhora, não tardeis a socorrer-me quando vos invocar.

Pois, em todas as tentações que me assaltarem, em todas as necessidades que me ocorrerem, não quero deixar de chamar-vos em meu socorro, repetindo sempre: Maria, Maria! Assim espero fazer durante a vida, assim espero fazer particularmente na hora da morte, para ir depois louvar eternamente no céu vosso querido nome, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria.

Ó Maria amabilíssima, que conforto, que suavidade, que confiança, que ternura experimenta a alma só com nomear-vos, só com o pensar em vós! Dou graças ao meu Deus e Senhor, porque vos deu, para meu bem e minha utilidade, esse nome tão doce, tão amável e tão poderoso.

Mas, Senhora, não me contento só com proferir vosso nome. Quero proferi-lo com amor; quero que o vosso amor me leve a invocar-vos a todo instante, para que eu possa exclamar com Santo Anselmo: Ó nome da Mãe de Deus, tu és o meu amor.

Ó minha querida Maria, ó meu amado Jesus, fazei que vivam sempre em meu coração, e no de todos, os vossos dulcíssimos nomes. Todos os mais se apaguem de minha memória, para que ela só se recorde e só invoque vossos nomes venerandos.

Ó Jesus, meu Redentor, ó Maria, minha Mãe, quando chegar meu último momento, quando minha alma tiver de sair desta vida, ah! concedei-me, pelos vossos merecimentos, esta graça tão grande: que minhas últimas palavras sejam: Eu vos amo, Jesus e Maria! Jesus e Maria, eu vos dou meu coração e minha alma.

Santo Afonso Maria de Ligório

Fonte: Caminhando com Fé

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O que o nosso olhar desperta nas pessoas?


O olhar de Jesus nos acompanha em todos os momentos de nossa vida. Ele enxerga o mais íntimo de nós, porque vê não a aparência, mas o coração, penetrando as intenções mais íntimas do nosso ser.

Quando Natanael vai ao encontro de Cristo recebe um belo elogio do Senhor: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade” (Jo 1,47b). E o israelita pergunta a Jesus: “De onde me conheces?” E o Senhor responde-lhe: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi” (Jo 1,48).

Cristo perscrutou a intenção mais íntima de Natanael e trouxe à tona o que este tinha de melhor e, ao mesmo tempo, levou-o a uma bela profissão de fé no Senhor: “Rabi, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel” (Jo 1,49).

A exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo, o nosso olhar sobre as pessoas precisa despertar nelas o que elas têm de melhor, proporcionando-lhes um verdadeiro despertar da fé em Deus.

Senhor, dá-nos a graça de enxergar as pessoas como o Senhor as enxerga.

Jesus, eu confio em Vós!
Fonte: Canção Nova

Oração a Jesus Nosso Salvador


Creio, Senhor, espero, amo, arrependo-me; dai-me porém fé mais firme,
esperança mais segura, amor mais ardente, pesar mais profundo.

Eu Vos adoro, Primeiro Princípio; eu Vos desejo, Fim último; eu Vos louvo, Benfeitor Perpétuo; eu Vos invoco, Propício Defensor.

Seja minha luz vossa sabedoria, minha regra vossa justiça, meu consolo vossa clemência, meu amparo vossa onipotência.

Sejam, Senhor, meus pensamentos só em Vós, meus discursos só de Vós, meus atos conformes a Vós, minhas penas sofridas por Vós.

Quero o que Vós quereis, porque quereis, como quereis, enquanto quereis.

Rogo-vos, Senhor: Alumiai-me o entendimento, incendiai-me a vontade, purificai-me o corpo, santificai-me a alma. Não me eive a soberba,
não me entre a lisonja, não me engane o mundo, não me enrede Satanás.

Venha-me vossa graça limpar a memória, refrear a língua, guardar os olhos, conter os sentidos.

Fazei-me chorar os pecados passados, repelir as futuras tentações, reprimir as más inclinações, praticar as necessárias virtudes.

Concedei-me, Deus de bondade, o amor a Vós, o ódio a mim, o zelo pelo próximo, o desprezo do mundo.

Proponho-me obedecer aos superiores, ajudar aos inferiores, cuidar dos amigos, perdoar os inimigos.

Lembrarei, Senhor Jesus, vossa ordem e exemplo para amar os inimigos, sofrer as injúrias, fazer bem aos que me perseguem, orar pelos que me detratem.

Fazei-me moderar os sentidos com a austeridade, a avareza com a esmola, a ira com a brandura, a tibieza com a devoção.

Tornai-me prudente nas empresas, constante nos perigos, paciente na desgraça, reportado na prosperidade.

Fazei-me, Senhor, atento na oração, sóbrio no alimento, diligente nas obrigações, firme nos propósitos.

Seja meu cuidado a pureza do coração, a modéstia exterior, o trato edificante, a vida regular.

Fazei-me domar a natureza, aproveitar a graça, observar a Lei, merecer a salvação.

Espero santificar-me com sincera confissão, comunhão fervorosa, contínuo recolhimento e pureza de intenção.

Ensinai-me, Senhor, quão pequeno é o que é da Terra, quão grande o que é de Deus, quão breve o tempo, quão dilatada a eternidade.

Concedei-me que me prepare para a morte, tema o Juízo, escape do inferno, entre no Paraíso.

Por Cristo Senhor nosso. Amem.
(São Tomás de Aquino) / Fonte: Boletim Sagrado Coração

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

CHIARA LUCE



querida, neste momento de diculdade, tão grande, de tanta confusão e injustiça e falta de caridade humana, pede por mim a Jeus e à Mãezinha do céu que eu não consigo.Envio-te um beijinho aqui d terra recebe-o nas flores te vou enviar também, admiro muito tua vida e tenho por ti um carinho especial.Felizes pais que tão luminosa filha tiveram.

domingo, 22 de agosto de 2010

Poema da Virgem (Padre José de Anchieta)


Compaixão da Virgem na morte do Filho
Por que ao profundo sono, alma, tu te abandonas,

e em pesado dormir, tão fundo assim ressonas?
Não te move a aflição dessa mãe toda em pranto,

que a morte tão cruel do filho chora tanto?
O seio que de dor amargado esmorece,

ao ver, ali presente, as chagas que padece?
Onde a vista pousar, tudo o que é de Jesus,

ocorre ao teu olhar vertendo sangue a flux.
Olha como, prostrado ante a face do Pai,

todo o sangue em suor do corpo se lhe esvai.
Olha como a ladrão essas bárbaras hordas

pisam-no e lhe retêm o colo e mãos com cordas.
Olha, perante Anás, como duro soldado

o esbofeteia mau, com punho bem cerrado.
Vê como, ante Caifás, em humildes meneios,

agüenta opróbrios mil, punhos, escarros feios.
Não afasta seu rosto ao que o bate, e se abeira

do que duro lhe arranca a barba e cabeleira.
Olha com que azorrague o carrasco sombrio

retalha do Senhor a meiga carne a frio.
Olha como lhe rasga a cerviz rijo espinho,

e o sangue puro risca a face toda arminho.
Pois não vês que seu corpo, incivilmente leso,

mal susterá ao ombro o desumano peso?
Vê como a dextra má finca em lenho de escravo

as inocentes mãos com aguçado cravo.
Olha como na cruz finca a mão do algoz cego

os inocentes pés com aguçado prego.
Ei-lo, rasgado jaz nesse tronco inimigo,

e c’o sangue a escorrer paga teu furto antigo!
Vê como larga chaga abre o peito, e deságua

misturado com sangue um rio todo d’água.
Se o não sabes, a mãe dolorosa reclama

para si quanto vês sofrer ao filho que ama.
Pois quanto ele aguentou em seu corpo desfeito,

tanto suporta a mãe no compassivo peito.
Ergue-te pois e, atrás da muralha ferina

cheio de compaixão, procura a mãe divina.
Deixaram-te uma e outro em sinais bem marcada

a passagem: assim, tornou-se clara a estrada.
Ele aos rastros tingiu com seu sangue tais sendas,

ela o solo regou com lágrimas tremendas.
Procura a boa mãe, e a seu pranto sossega,

se acaso ainda aflita às lágrimas se entrega.
Mas se essa imensa dor tal consolo invalida,

porque a morte matou a vida à sua vida,
ao menos chorarás todo o teu latrocínio,

que foi toda a razão do horrível assassínio.
Mas onde te arrastou, mãe, borrasca tão forte?

que terra te acolheu a prantear tal morte?
Ouvirá teu gemido e lamento a colina,

em que de ossos mortais a terra podre mina?
Sofres acaso tu junto à planta do odor,

em que pendeu Jesus, em que pendeu o amor?
Eis-te aí lacrimosa a curtir pena inteira,

pagando o mau prazer de nossa mãe primeira!
Sob a planta vedada, ela fez-se corruta:

colheu boba e loquaz, com mão audaz a fruta.
Mas a fruta preciosa, em teu seio nascida,

à própria boa mãe dá para sempre a vida,
e a seus filhos de amor que morreram na rega

do primeiro veneno, a ti os ergue e entrega.
Mas findou tua vida, essa doce vivência

do amante coração: caiu-te a resistência!
O inimigo arrastou a essa cruz tão amarga

quem dos seios, em ti, pendeu qual doce carga.
Sucumbiu teu Jesus transpassado de chagas,

ele, o fulgor, a glória, a luz em que divagas.
Quantas chagas sofreu, doutras tantas te dóis:

era uma só e a mesma a vida de vós dois!

Pois se teu coração o conserva, e jamais

deixou de se hospedar dentro de teus umbrais,
para ferido assim crua morte o tragar,

com lança foi mister teu coração rasgar.
Rompeu-te o coração seu terrível flagelo,

e o espinho ensangüentou teu coração tão belo.
Conjurou contra ti, com seus cravos sangrentos,

quanto arrastou na cruz o filho, de tormentos.
Mas, inda vives tu, morto Deus, tua vida?

e não foste arrastada em morte parecida?
E como é que, ao morrer, não roubou teus sentidos,

se sempre uma alma só reteve os dois unidos?
Não puderas, confesso, agüentar mal tamanho,

se não te sustentasse amor assim estranho;
se não te erguesse o filho em seu válido busto,

deixando-te mais dor ao coração robusto.
Vives ainda, ó mãe, p’ra sofrer mais canseira:

já te envolve no mar uma onda derradeira.
Esconde, mãe, o rosto e o olhar no regaço:

eis que a lança a vibrar voa no leve espaço.
Rasga o sagrado peito a teu filho já morto,

fincando-se a tremer no coração absorto.
Faltava a tanta dor esta síntese finda,

faltava ao teu penar tal complemento ainda!
Faltava ao teu suplício esta última chaga!

tão grave dor e pena achou ainda vaga!
Com o filho na cruz tu querias bem mais:

que pregassem teus pés, teus punhos virginais.

Ele tomou p’ra si todo o cravo e madeiro

e deu-te a rija lança ao coração inteiro.
Podes mãe, descansar; já tens quanto querias:

Varam-te o coração todas as agonias.
Este golpe encontrou o seu corpo desfeito:

só tu colhes o golpe em compassivo peito.
Chaga santa, eis te abriu, mais que o ferro da lança,

o amor de nosso amor, que amou sem temperança!
Ó rio, que confluis das nascentes do Edém,

todo se embebe o chão das águas que retém!
Ó caminho real, áurea porta da altura!

Torre de fortaleza, abrigo da alma pura!
Ó rosa a trescalar santo odor que embriaga!

Jóia com que no céu o pobre um trono paga!
Doce ninho no qual pombas põem seus ovinhos

e casta rola nutre os tenros filhotinhos!
Ó chaga que és rubi de ornamento e esplendor,

cravas os peitos bons de divinal amor!
Ó ferida a ferir corações de imprevisto,

abres estrada larga ao coração de Cristo!
Prova do estranho amor, que nos força à unidade!

Porto a que se recolhe a barca em tempestade!
Refugiam-se a ti os que o mau pisa e afronta:

mas tu a todo o mal és medicina pronta!
Quem se verga em tristeza, em consolo se alarga:

por ti, depõe do peito a dura sobrecarga!
Por ti, o pecador, firme em sua esperança,

sem temor, chega ao lar da bem-aventurança!
Ó morada de paz! sempre viva cisterna

da torrente que jorra até a vida eterna!
Esta ferida, ó mãe, só se abriu em teu peito:

quem a sofre és tu só, só tu lhe tens direito.
Que nesse peito aberto eu me possa meter,

possa no coração de meu Senhor viver!
Por aí entrarei ao amor descoberto,

terei aí descanso, aí meu pouso certo!
No sangue que jorrou lavarei meus delitos,

e manchas delirei em seus caudais benditos!
Se neste teto e lar decorrer minha sorte,

me será doce a vida, e será doce a morte!
Fonte: ADF

sábado, 21 de agosto de 2010

Vida Religiosa


É comum associar a expressão “vida religiosa” a uma vida reclusa, como a das freiras enclausuradas. Mas, na verdade, toda pessoa que crê no Pai do céu, no Seu projeto, no destino que Ele traçou para as criaturas, obviamente deve ter uma vida religiosa. Não se pode conhecer uma verdade, acreditar nela e não se pronunciar a respeito. Há de haver uma reação. Portanto, acreditamos que vida religiosa é aquela que todos nós devemos viver.

Conhecendo o mistério da magnífica criação do mundo, conhecendo as nossas falhas, conhecendo a misericórdia divina, através da Bíblia e, principalmente, através dos relatos da Paixão de Jesus Cristo, que veio ao mundo para nos remir de nossas faltas e para nos ensinar a construir a felicidade, temos de tomar uma atitude com relação a tudo isso e essa atitude é a nossa vida religiosa. Religião é palavra oriunda do latim (re+ligare) e significa “religação, nova ligação”, ligação do que foi quebrado e restaurado.

Para o cristão, a Ressurreição é a etapa conclusiva da salvação. No Evangelho, encontramos o fato, a dinâmica e todo o objetivo da vida que, em Maria, se realiza de maneira plena e livre. Nosso destino é um novo céu, não um céu "lá em cima", porque céu não é um lugar, mas um estado.

Maria Santíssima é o modelo do perfeito discípulo. A sua vida foi toda uma vida religiosa, não fora do mundo, mas atuante no mundo, para Deus e pelos irmãos. Na atitude da Virgem Maria, ser humano realizado, toda pessoa encontra inspiração de vida, fé e amor: o projeto se torna realidade; o mal é vencido; o amor triunfa.

Vida religiosa é isto: é o indivíduo ver, em cada momento e em cada circunstância de sua vid: a presença amorosa de Deus e responder a esse amor, não importa o que der e vier, como “a serva do Senhor”: faça-se em mim segundo a Vossa vontade. E dentre aqueles que vivem uma vida religiosa nós rezamos especialmente por todos os que têm uma vida consagrada, contemplativa ou não, os religiosos que, seguindo aos conselhos evangélicos da pobreza, obediência e castidade, se colocam mais proximamente na radicalidade do serviço e do anúncio do Evangelho ao mundo.

Que os religiosos, os frades, as freiras, os monjes e as monjas possam crescer cada vez mais no testemunho e na ação pastoral da Igreja de Cristo.

Padre Wagner Augusto Portugal

Fonte: Canção Nova

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Mais amor nosso pelo Sagrado Coração de Jesus


Deixe suas intenções para que milhares orem por você no “Reze Por Mim” Terno redentor meu, desejais o meu amor, e me ordenais vos ame de todo o meu coração; sim, meu Jesus, é de todo o meu coração que vos quero amar. Confiado na vossa misericórdia, ó meu Deus, ouso dizer que os meus pecados não me espantam, por que os aborreço e detesto sumamente, e sei que esqueceis as faltas de quem se arrepende e vos ama; como vos ofendi mais do que os outros, vos quero amar mais do que eles, com o socorro da vossa santa graça.

Dulcíssimo Senhor meu, santo me quereis; pois bem! Quero santificar-me para vos dar gosto. Amo-vos ó Bondade infinita, dou-me todo a vós; sois meu único bem, meu único amor; aceitai-me ó meu amor, fazei que eu seja vosso sem reserva, e não permitais me aconteça ainda vos ofender; fazei que me consuma inteiramente por vós, como vos consumistes inteiramente para mim.

Ó Maria, amadíssima e amantíssima esposa do Espírito Santo, alcançai-me o santo amor e a fidelidade em conservá-lo. Amém.

Extraído do livro: “As mais belas orações de Santo Afonso”.

Visões de Nossa Senhora e as suas conseqüências

O homem adquire características daquilo que admira. E, à medida que conhece melhor o que admira, mais se acentua o desejo de tornar-se semelhante ao que admirou. Valdis Grinsteins

Catedral de Cracóvia onde se deu a aparição de Nossa Senhora ao Bem-aventurado Stanislao Kazimierczyk Imaginemos um artista que reside no interior do Brasil. Ele ouve falar das maravilhas artísticas que apresentam as cidades da Europa – por exemplo, Roma. Amigos seus descrevem a igreja de São Pedro, a Fontana de Trevi ou a igreja do Gesù. Ele procura fotografias desses locais, e fica encantado. Nada o atrai mais do que viajar a Roma e ver com seus próprios olhos todas essas maravilhas, a fim de dedicar-se de modo crescente à arte. As proporções, os contrastes, a iluminação que muda durante o dia, etc – são fatos que podem ser descritos, mas nada é melhor do que presenciá-los. A visão concreta, neste caso, é algo que tende a proporcionar a plenitude do conhecimento.

O mesmo acontece com pessoas às quais é descrita a maravilhosa natureza brasileira. Ouvem falar das cataratas do Iguaçu, podem ver fotografias ou filmes, ouvir descrições delas, mas nada os confirma tanto na admiração dessa natureza como visitar pessoalmente aquelas quedas d´água. O ribombo da impressionante massa líquida que se precipita no abismo, o aroma e as cores da natureza que a rodeia, efeitos como os arcos-íris quase permanentes — ver e sentir tudo isso é incomparável. E com grande freqüência o turista que lá esteve volta a seu país transformado em propagandista do local.

Se isto acontece freqüentemente na vida quotidiana, com quanto mais razão acontece na vida espiritual. Sendo a parte espiritual do homem superior à parte material, tudo o que move o espírito tem conseqüências mais profundas e duráveis no nosso ser. Ver algo, entendê-lo mais, nos modificará de forma mais radical. Podem nos falar da beleza de um ato de caridade, mas nada nos moverá mais a ser caritativos do que presenciar um ato desses.

Foi justamente uma aparição de Nossa Senhora ao Bem-aventurado Stanislao Kazimierczyk que o levou a se aperfeiçoar mais do que antes. Trata-se de uma aparição pouco conhecida, mas as suas conseqüências estenderam-se muito além do que se poderia pensar. Vejamos como se deu. (…)

A acção de presença de Nossa Senhora


Bem-aventurado Stanislao Kazimierczik Ele era um sacerdote da Ordem dos Canônicos Regulares Lateranenses, os quais possuem uma magnífica basílica gótica em Kazimierz, hoje uma atração turística da cidade de Cracóvia. Nessa basílica viveu e morreu Stanislao, que era doutor em Teologia e Filosofia e ficou conhecido por sua devoção à Sagrada Eucaristia. Era muito devoto do seu padroeiro, o santo bispo Estanislau de Cracóvia, martirizado vários séculos antes pela sua firmeza na defesa da moral católica. Costumava ir da basílica até o local onde ocorrera o martírio, que fica próximo. Numa dessas visitas, teve ele uma visão do santo bispo, que lhe apareceu ao lado da Virgem com o Menino Jesus nos braços. Não consta que tivessem dito algo ao Bem-aventurado Stanislao Kazimierczik, mas a tradição registra o aumento da sua devoção e o seu aperfeiçoamento espiritual posterior.

Ele mantinha contato com todos os outros santos que moravam na cidade, e também com numerosas pessoas virtuosas que costumam buscar a companhia dos mais perfeitos. E ocorreu que o seu bom exemplo contagiava numerosas pessoas. Foi uma espécie de efeito em cadeia: aperfeiçoando-se um, convenceu e incentivou outros a seguir o mesmo caminho. Ao morrer, numerosas pessoas foram ao túmulo dele na basílica de Corpus Christi, e só no primeiro ano após o falecimento foram registrados 176 milagres.

Alguém poderia ficar perplexo diante do fato de possivelmente Nossa Senhora nada ter dito a ele. Mas são várias as aparições na história da Igreja em que tal tem sucedido. Pois não é preciso que Nossa Senhora fale, basta sua presença para fazer sentir tudo o que Ela é. Exemplo bem conhecido é o da aparição que levou à conversão do judeu Afonso Ratisbona, em Roma. Ele próprio relata que “Nossa Senhora nada disse, mas eu entendi tudo”. A placa colocada na igreja da aparição registra que dali ele se levantou cristão.

Outras pessoas poderiam ficar chocadas pelo fato de ele não ter nada escrito a respeito. Mas também há na história da Igreja vários exemplos de pessoas cujas aparições ou visões de Nossa Senhora se deram para seu proveito espiritual. Tornaram-se úteis para muitos outros, pelo fato de eles próprios se terem aperfeiçoado, mas não foi relatado o que a Virgem lhes disse. Por exemplo, Nossa Senhora apareceu várias vezes a Santo Antonio Maria Claret, mas em seu diário consta apenas uma frase comentando o fato, sem dar nenhum detalhe.

Devemos ter em conta que Nossa Senhora cuida de cada um de nós e nos dá aquilo de que mais necessitamos, especialmente para nossa vida espiritual, mas também para a vida temporal. No caso concreto, Ela sabia que aparecendo ao Bem-aventurado Stanislao Kazimierczik ele tornar-se-ia melhor, e o efeito dessa melhora acabaria influenciando toda a cidade, e mesmo todo o país.

Que nos sirva esta aparição como meditação, para de nossa parte empenharmo-nos em melhorar. Nossa Senhora não deixará que se perca esse esforço, para a maior glória de Deus.

Fonte: Catolicismo

ECOS QUE NOS CHEGAM DO BRASIL - POR QUE A TOCA DE ASSIS ATRAI TANTOS JOVENS?


“Amigo, aceita um lanche?”. Essa é a frase que inicia tudo. Para muitos o lanhe oferecido pelos toqueiros, nome que se dá aos consagrados e leigos da Toca de Assis, é a primeira e única refeição do dia. Com um brilho no olhar, os moradores de rua mordem o pão com salsicha e bebem o copo de suco com voracidade. Mas, o lanche é apenas uma ponte para a aproximação. O interesse desses jovens, que trocam a balada de sexta-feira à noite por um trabalho de assistência aos mais necessitados, é dar atenção àqueles que, no dia-a-dia são tratados como resíduos da sociedade.
Na maioria das vezes esses flagelados pela vida querem apenas ser escutados e nada mais. Em Belo Horizonte, as religiosas, Filhas da Pobreza do Santíssimo Sacramento, se encontram com outros irmãos consagrados e leigos. O ponto de partida é a rua dos Carijós, esquina com Curitiba, coração nervoso do hiper centro da capital mineira. Depois de fazer uma oração eles se dividem em equipes e cada uma vai para uma região. Assim que começam a jornada, os jovens distribuem lanches que são frutos de doações de pessoas que admiram o trabalho da Toca de Assis.
Em meio a papelões, plásticos e cobertores velhos eles encontram pessoas que, por ironia do destino, estão abandonadas, vivendo em condições sub-humanas e sem dignidade, dormindo ao relento.
Os toqueiros chamam cada morador de rua pelo nome. Aqueles que para a sociedade são vistos como “vagabundos”, para eles são seres humanos, resultado de uma sociedade desigual. “Nós temos essa proximidade com os irmãos de rua, que trazem um pouco da realidade de São Francisco de Assis em relação aos leprosos, que ficavam abandonados na época dele. No nosso tempo, quem são os leprosos? São os nossos irmãos abandonados, excluídos. Temos um carisma, recebemos o dom de Deus para irmos até eles, cuidar deles na rua”, disse irmã Dara Maria Sacrifício do Cordeiro, ministra regional, responsável pelas casas fraternas da região.Depois de oferecer o lanche, o contato começa.
E para aqueles, que são considerados “indigentes”, ouvidos estão prontos para escutar, mãos estão prontas para acolher e o carinho é algo que, em momento algum, os toqueiros deixam faltar. Tanta dedicação assim comove aos moradores de rua que, felizes por tanta dedicação, se abrem como se fossem amigos de longa data e contam tudo, falam sobre a vida, o que fazem, como foram parar nas ruas. E esses jovens, bem atenciosos, aconselham, procuram encaminhar para locais onde possam ser atendidos e quando a vulnerabilidade é muito grande, os toqueiros os levam para casa até que possam ser reinseridos na sociedade ou ali sejam cuidados até a morte, no caso dos mais idosos e debilitados.
As irmãs toqueiras que acompanhamos são meninas bem jovens, entre 21 e 28 anos. A casa em que vivem fica no bairro Santa Tereza, região Leste de Belo Horizonte, uma moradia simples, quase sem mobílias, nem mesmo camas para elas dormirem. As camas existentes ficam para as mulheres que são assistidas, ex-moradoras de rua. As religiosas dormem no chão, em colchões espalhados pelo capelão, que consome a maior parte da casa. Tanta abdicação faz parte do carisma desse movimento, que se baseia na pobreza de São Francisco.“Nós nos inspiramos em São Francisco, que abdicou de tudo para viver para os pobres. Mas precisamos tomar cuidado, pois muitos jovens mergulham em um radicalismo que não propomos. Temos que entender o que é o carisma, um dom dado por Deus e que move o homem para Ele.
O objetivo da Toca é viver esse carisma”, explica padre Rogério de Andrade Penha, o irmão Rafael, nome que recebeu de consagrado, e que faz menção ao arcanjo da cura. Irmão Rafael, no momento, responde interinamente pela Toca, enquanto irmão Gabriel, que está à frente da instituição, encontra-se em férias missionárias. Irmão Gabriel assumiu a função de ministro geral desde que o fundador encontra-se em retiro sabático, em Israel.
A Toca de Assis é um movimento religioso que surgiu em 13 de maio de 1994, iniciado pelo padre Roberto Lettieri, quando ainda era seminarista. Juntamente com três jovens, que também desejavam viver o carisma franciscano. Juntos eles fundaram a Fraternidade de Aliança Toca de Assis. Irmão Rafael, que era um desses jovens, na época cursava filosofia e se preparava para o sacerdócio, mas o amor aos irmãos mais pobres falou mais alto. Situação que o fez abandonar a faculdade de filosofia, depois de ter cursado um ano.
“A Toca é uma entidade laical, não forma padres. Quando começamos esse trabalho eu queria entrar para o seminário, mas a vontade de estar com os pobres era tão grande que atendi a esse chamado. Em 1997 tranquei o curso de filosofia para me dedicar a Toca, mas, em 2002, voltei pois percebi que o carisma não podia aniquilar minha vocação, que é o ministério sacerdotal”, conta irmão Rafael que, em março de 2009, se tornou diácono e, no mês de outubro do mesmo ano foi ordenado sacerdote pela Diocese de Campinas (SP).
Dois anos após a fundação, a Toca já contava com a ajuda de 80 jovens, que prestavam atendimento aos moradores de rua em todo o Brasil. Desde então, o movimento tem atraído cada vez mais a juventude, que sempre se apresenta com firmeza, dedicação e um belo sorriso estampado no rosto. Irmão Rafael explica que os três pilares que sustentam a Toca são: a exaltação à Igreja católica na adoração ao Santíssimo Sacramento, o cuidado com os sofredores de rua e o anúncio do Evangelho através da vida missionária. “O objetivo da Toca é incentivar essa adoração, essa fé em Cristo presente no Santíssimo Sacramento, algo que foi se perdendo com o tempo até se tornar uma simples devoção. Procuramos restaurar esse sentido e também resgatar a imagem do Cristo escondida em nossos irmãos mais pobres”.
Mas, será que tanta abdicação não pode fazer com que esses jovens se arrependam de terem deixado de viver etapas que são importantes na vida do ser humano? Irmã Galdete entrou para a Toca aos 17 anos. Natural de São Paulo, assim que concluiu o ensino médio se sentiu atraída por esse trabalho junto aos pobres. “Hoje me sinto realizada como pessoa, como mulher, como consagrada. Identifico-me muito com o trabalho que desenvolvo”, diz.
Já irmã Dara conheceu a Toca aos 19 anos. Concluiu o ensino médio, fez cursinho e prestou vestibular. Mas, em seu íntimo, sentia um chamado a viver junto aos pobres, foi quando decidiu abraçar a vida de uma Filha da Pobreza. “O carisma de adoração, o amor e cuidado com os pobres me atraíram muito. Ao entrar no Instituto essa vivência tocou meu coração e é algo que me completa. Temos algumas dificuldades de vida, que são reais em qualquer situação em que estejamos, mas isso é próprio de uma vocação, daquilo que Deus realmente promete aqueles que deixam tudo” afirma.
Irmão Rafael conta que antes dos jovens entrarem para a congregação existe uma série de procedimentos para que possam constatar se realmente essa é a vocação deles. Segundo ele, existe um grande volume de jovens querendo abraçar a causa, algo que julga não ser positivo. “Às vezes o crescimento não é bom, dá mais trabalho selecionar para purificar. Tem jovens que vêm passam um dia, outros cinco anos, outros vem e vão. Já fizemos retiros vocacionais com 90 jovens, em que ficaram apenas 15”. Para assistir mais de perto cada vocacionado e ver se ele realmente tem dentro de si o carisma da Toca existe um procedimento avaliativo que não era seguido antes. “Há alguns anos cada responsável local acompanhava o vocacionado. Agora eles passam por um aprofundamento no catecismo da Igreja, algumas fazem literaturas na área de conhecimento humano, para se conhecerem e saber qual é a sua vocação. A intenção da Toca é sempre apresentar uma vida em Deus. Às vezes a pessoa não tem vocação para ser um consagrado, mas tem para viver outro ideal, sem deixar o carisma”, diz irmão Rafael.
Segundo ele, a maioria das pessoas que querem entrar para a Toca é de classe média. Nos dias atuais não dá para levar uma vida cristã tão radicalmente, assim como São Francisco levava no século XII. Algumas adaptações tiveram que ser feitas para o tempo de hoje, mas, de acordo com irmão Rafael, sem perder a essência do carisma. “Percebemos que os jovens criam um paradigma que não é a realidade cristã. Muitos chegam aqui procurando viver uma radicalidade que nós não oferecemos. Se pegarmos um morador de rua e levá-lo para um hospital no estado em que o encontramos, com mal cheiro, mal vestido, ninguém vai querer cuidar bem dele. Primeiramente vamos cuidar dele em casa e depois levá-lo para ser tratado. Alguns jovens querem que olhemos para aquele homem daquele jeito, que os médicos o acolham na situação em que ele se encontra. Procuramos trabalhar essa rebeldia. A visão de humanização é como tecer em fios de ouro, tem que ir devagar para que saia uma estampa bonita. A adaptação com a modernidade é algo que tem frustrado alguns jovens. Mas, procuramos mostrar que homem que não cuida de si não tem como cuidar do outro”.[...]
Desde o ano passado o fundador da Toca de Assis, padre Roberto Lettieri, se encontra em retiro sabático, em Israel. De acordo com informações passadas pela Toca de Assis, o próprio fundador escolheu tirar esse período por tempo indeterminado, para repousar e refletir um pouco sobre o trabalho desenvolvido. Com essa decisão, a Arquidiocese de Campinas, sob responsabilidade de dom Bruno Gamberini, assumiu o trabalho da Toca de Assis. Atualmente irmão Gabriel foi escolhido para estar a frente da Fraternidade, com o auxílio dos bispos eméritos dom Albano Cavallin, arcebispo emérito de Londrina (PR) e dom Rafael Cifuentes, bispo emérito de Nova Friburgo (RJ). “Nós bispos acreditamos muito no carisma da Toca de Assis, a grande devoção a Cristo na Eucaristia, um amor realista ao pobre mais pobre e uma intercessão perene para os sacerdotes e as pessoas consagradas. Conhecemos e vivemos agora com eles e estamos dando uma dimensão nova para a Toca”, disse dom Albano.
Segundo o arcebispo, a grande meta da Arquidiocese de Campinas é tornar a Toca sempre mais uma entidade eclesial. “Encontramos uma docilidade grande da parte dos jovens que, no sofrimento, acreditaram que a mãe Igreja está perto deles e Deus está conduzindo-os a uma maturidade”, diz. Segundo dom Albano, está previsto para os meados de outubro deste ano a assembléia anual da Fraternidade. O bispo conta que reuniões periódicas já estão acontecendo para reavaliar alguns pontos, como a formação dos consagrados, que hoje é feita de maneira independente, o hábito, e a rotina dos consagrados. “Estamos nos reunindo e trabalhando junto com os guardiões das casas e dirigentes da Fraternidade e refletindo sobre a importância de uma atualização em quesitos do carisma.”, afirma.
Fonte: Jornal de Opinião – Ed. 1078Arquidiocese de Belo Horizonte/MG
Postado por Joao Batista no Catolicos Somos

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O Coração de Jesus e sua inesgotável capacidade de perdoar


Você já pediu perdão ao Sagrado Coração de Jesus pelas ofensas que fez a Ele ofendendo seu próximo? Vá ao Reze Por Mim, deixe suas intenções e peça perdão a quem você ofendeu. Para muitos o perdão parece algo muito difícil. É grande no ser humano a tendência para o revide, para a desforra, a vingança. Longe está o homem de querer ver vingada a justiça de Deus quando ele é o ofensor.

Porém, quando está na posição do ofendido… criaria talvez mil infernos para neles lançar seu adversário.

Não é assim o coração de Jesus. Odiando embora a ofensa, ama o pecador e está disposto a perdoá-lo e reconduzi-lo ao bem, quantas vezes ele de coração se arrependa e peça perdão.

Extraído do livro: O Sagrado Coração de Jesus

Destino não existe, mas sim a Providência Divina


José encontra seus irmãos anos depois de eles o terem vendido a mercadores egípcios O Cristianismo repudia o Destino, conceito mitológico, e, em seu lugar, professa a Providência Divina, que é a ação pela qual Deus se dispõe a levar todas as criaturas para o seu fim devido; Deus não abandona a criatura depois de lhe ter dado existência, mas, tendo-a criado em vista de uma finalidade sábia e grandiosa, provê os meios para que cada criatura possa atingir a sua meta (sem destruição da liberdade, no caso do homem).

A Providência Divina, por abarcar toda a história da humanidade, vê mais longe que a mesquinha mente humana. Por isto, Ela nem sempre coincide com o modo de pensar da criatura.

Há mesmo os silêncios de Deus ou os momentos em que ele parece ausente da história dos homens; todavia a Escritura Sagrada mostra como também essas fases obscuras são acompanhadas pela Sabedoria Divina; é o que vem à baila muito claramente na história do Patriarca José, vendido a estrangeiros por seus irmãos invejosos; no fim de tão trágica história diz José:

“Eu sou José, vosso irmão, que vendestes para o Egito. Mas agora não vos entristeçais nem vos aflijais por me terdes vendido, porque foi para preservar vida que Deus me enviou adiante de vós… Não fostes vós que me enviastes para cá, mas Deus, e Ele me estabeleceu como pai para o Faraó, como governador de todas as regiões do Egito” (Gn 45, 4s.7s).

Os livros de Rute, Judite, Ester, Daniel… são outros eloqüentes testemunhos da ação providencial de Deus em favor dos seus fiéis; Ele sabe tirar dos males, bem maiores, como dizia Santo Agostinho.

O que, aos olhos dos homens, parece desastre final, ele o converte em ponto de partida para o derramamento de novas graças. O Novo Testamento insiste em que o cristão se deve configurar a Cristo mediante a Cruz,para participar também da ressurreição; nesse itinerário ele é acompanhado pelo sábio desígnio de Deus Pai (cf Mt 10, 24-31). Insiste em que tenha confiança filial (Rm 8,28-32).

São palavras de Santo Agostinho: “Deus onipotente …, sendo sumamente bom, não deixaria mal algum em sua obra, se não fosse tão poderoso e bom que pudesse tirar até do mal, o bem”… ele julgou melhor tirar dos males o bem do que não permitir que mal algum viesse a existir”.

Artigo publicado originalmente na revista “O mensageiro de Santo Antonio”.

domingo, 15 de agosto de 2010

15 de agosto – Dia de Nossa Senhora da Assunção


A solenidade da Assunção da Virgem Maria existe desde os primórdios do catolicismo.


Não há maior glória do que a que recebeu Maria, escolhida para ser a mãe de Jesus, o Filho de Deus. De seu ventre virginal nasceu o Salvador da humanidade.

Por isso, Deus lhe reservou a melhor das recompensas. Terminado seu tempo de vida terrestre, Maria foi "assunta" isto é, levada ao céu em corpo e alma. O que a tradição cristã diz é que Ela nem mesmo morreu, apenas "dormiu". Narra também que foram os anjos Gabriel e Miguel que a levaram ao céu. Deus queria conservar a integridade do corpo daquela que gerou seu Filho.

A solenidade da Assunção da Virgem Maria existe desde os primórdios do catolicismo. No início era celebrada a Dormição de Nossa Senhora. Esta festa veio a ser oficializada para os católicos orientais no século VII com um edito do imperador bizantino Maurício. No mesmo século a festa da Dormição foi introduzida também em Roma pelo Papa Sérgio I, de origem oriental. Foi em 687, quando, em procissão, foi até a basílica de Santa Maria Maior, celebrar o Santo Ofício. Mas foi preciso transcorrer um outro século para que o nome "dormição" cedesse o lugar àquele mais explicito de assunção, usado até os nossos dias.

Em 1950 foi solenemente definido este dogma de Maria, pelo Papa Pio XII. Pela singular importância de sua missão como Mãe de Jesus, Maria não só foi proclamada Rainha do céu, quando levada para viver ao lado de Deus, mas proclamada Mãe da Igreja, portanto de todos nós.

Na Assunção da Virgem Maria, vemos a nossa esperança de ressurreição já realizada. Nela a Igreja atinge a plenitude do triunfo final, a vitória definitiva sobre a morte e o mal. Por isso esta festa é uma das solenidade mais comemoradas pelos católicos.

Depois da Assunção, Nossa Senhora com maternal benevolência participa com sua oração e intercessão na obra de seu Filho: a salvação da humanidade. Ela que é a mediadora de todas as graças.

Fonte: Quiosque Azul

sábado, 14 de agosto de 2010

A Mulher do Apocalipse e o simbolismo da lua sob os pés de Nossa Senhora


Nossa Senhora levando o Menino Jesus é símbolo da Igreja. A Igreja (=Ecclesia) aparece em pé sobre a lua minguante para sublinhar que seus fundamentos são o Antigo Testamento. Sem dúvida, é também um símbolo da vitória da Igreja sobre a Sinagoga (cfr. Dayton University, Mary Page).

Na iconografia, Nossa Senhora passou a representar também a Igreja herdando seus atributos. O Gradual Katharinenthal de 1312 apresenta uma imagem de transição, onde a mesma figura feminina contém ou têm os atributos simultaneamente da Igreja, de Maria e da Mulher do Apocalipse.

As primeiras representações da Ecclesia (=Igreja) nos séculos X-XII a apresentam como a mulher apocalíptica enfrentando o dragão. O motivo da mulher apocalíptica é aplicado em uma variedade de formas a Maria.

Por volta de 1348 espalhou-se um tipo de escultura mariana chamada Madonna que pisa a lua crescente (Mondsichel-Madonna), onde a representação da mulher do Apocalipse dispensa o uso do símbolo da lua (por exemplo, na escultura de Trier, 1480).

Por vezes, como por exemplo nas representações do Platytera (ícone que pinta a Nossa Senhora orante), faz-se a oposição do sol (o Salvador) que nasce de Maria de um lado, e da raça humana que precisa de salvação (lua) de outro (Katharinenthal, 1312).

A lua crescente também é usada nas representações da conceição milagrosa de Maria e de seu nascimento (São Joaquim e Sant’Ana na Porta Dourada, Camerino, Tadino, 1470).

A lua crescente aparece acalcada sob os pés de Maria em pinturas da Assunção (Meister de Luzien-Legende, 1485) e significa a sua glória e vitória sobre o tempo e o espaço.

A aplicação mais importante do símbolo da lua ocorreu nas representações da Imaculada Conceição.

A importância óbvia da vitória sobre o pecado é enriquecida com as idéias de beleza e pureza. “Pulchra ut luna”, “bela como a Lua” recita o Ofício Parvo; ou também na Ladainha Lauretana (por exemplo, Francesco Vanni, Altar da Imaculada Conceição, Montalcino, 1588).

Durante a época barroca, é freqüente encontrar a Imaculada representada como Nossa Senhora da Vitória, contra os turcos ou contra os protestantes e, em geral, contra as forças do mal a serviço do Anticristo e de seus asseclas na História.

(Fonte: Dayton University, Mary Page através de Orações e Milagres Medievais)

In: ADF

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O banquete no inferno e o banquete no Céu


Diz um conto popular que certa vez Deus convidou um padre para conhecer o céu e o inferno. Ao abrirem a porta do inferno, viram uma sala em cujo centro havia um caldeirão onde se cozinhava uma suculenta sopa. Em volta dela, estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma dessas pessoas segurava uma colher de cabo tão comprido que lhes permitia alcançar o caldeirão, mas não suas próprias bocas. O sofrimento era imenso.

Em seguida, Deus levou o padre para conhecer o céu. Entraram em uma sala idêntica à primeira, havia o mesmo caldeirão, as pessoas em volta, as colheres de cabo comprido. A diferença é que todos estavam saciados.

- Eu não compreendo, disse o padre, por que estas pessoas estão felizes, enquanto na outra sala morrem de aflição, se é tudo igual?

Deus sorriu e respondeu:
- Você não percebeu? É porque aqui eles aprenderam a dar comida uns aos outros.

Fonte: Associação Apostolado do
Sagrado Coração de Jesus

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O QUE É UM PAPA?


é o título dado ao Bispo e Patriarca de Roma, supremo líder espiritual da Igreja Católica Apostólica Romana e também chefe do Estado do Vaticano.

O primeiro chefe da Igreja Católica, o primeiro Papa, foi São Pedro, a quem, Jesus Cristo disse: “Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja” (Mt 26,18-19).

O evangelho reflecte a vontade de Jesus Cristo de que os seus discípulos permanecessem unidos sob a direcção de Pedro, a quem Cristo deu o nome num momento solene, levando os seus apóstolos a uma cidade edificada junto a uma falésia, Cesareia de Filipo: "Tu és Pedro e sobre esta pedra, edificarei a minha Igreja. A ti darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus" (Mt, 16, 13-20).
O governo hierárquico da Igreja Católica baseia-se posteriormente na autoridade dos sucessores dos Apóstolos, chamados Bispos, reunidos em concílio sob a autoridade do primaz de todos os Bispos, o Bispo de Roma, porque tanto São Pedro como São Paulo morreram em Roma, e daí a igreja da cidade ser reconhecida como cabeça das demais. Para o caso de São Paulo, além do testemunho das suas cartas da prisão em Roma, há testemunhos arqueológicos e escritos do seu martírio em Roma.
Mais importante é o caso de São Pedro, de quem propriamente se considera que sucedem os outros 264 Papas. Nas escavações arqueológicas realizadas na segunda metade do século XX por baixo do altar-mor da Basílica de São Pedro no Vaticano provou-se que o túmulo principal ali situado, com várias inscrições com o nome "Petrus", contém vestígios do século I.

Em homenagem ao Papa João Paulo II

Fonte: JAM

Maria nos planos de Deus


Nosso Senhor foi “homem nascido de uma mulher, encarnado no seio da humanidade para experimentar-lhe os limites, as dificuldades, as possibilidades”. Aos profetas – sobretudo a Isaías – já havia sido revelado: o Messias chegaria nascido de uma jovem, de uma virgem. Certamente, não poderiam aqueles homens imaginar quem seria essa jovem, e, como a maioria do povo provavelmente também eles acreditavam que a escolhida por Deus seria alguém de alta linhagem social.

Importa saber que o Senhor não se revelaria mais como uma força da Natureza como por diversas vezes havia se mostrado ao povo. Nem tampouco seria apenas mais palavras nas bocas dos profetas. Seria, sim, homem nascido de uma mulher, encarnado no seio da humanidade para experimentar-lhe os limites, as dificuldades, as possibilidades. Este era um primeiro passo do plano de Deus: se até aquele momento, tudo o que já demonstrara por seu povo não havia sido suficiente, Ele se tornaria um de nós, para mostrar, definitivamente, que era possível.

Havia entre as jovens daquele tempo a expectativa de ser a escolhida. Certamente não sabiam como isso aconteceria e o imaginário muito provavelmente alimentava as esperanças das moças que desejavam ser aquela que o Senhor viria a escolher para ser a mãe do Messias. Essa expectativa muito provavelmente deve ter sido experimentada também por Maria.

Ainda que em atitude humilde, ainda que provavelmente não conseguindo reconhecer nenhum mérito em sua simples vida, Maria era uma jovem absolutamente normal, conhecia e vivia a realidade das mulheres de seu tempo. Por que, então, estaria ela nos planos de Deus? Por que o Senhor marcou apenas aquela jovem para ser a mãe de Seu Filho? O que haveria nela de tão especial?

Maria estava nos planos de Deus como toda a humanidade está. Deus sabia da infidelidade do homem à sua aliança e,

O Anjo Gabriel dá as boas novas a Nossa Senhora que humildemente, recebe a graça de conceber o Salvado do mundo por ser todo misericórdia, decidiu o envio de Seu Filho ao mundo. Era preciso, pois, que Jesus nascesse de uma mulher, que crescesse, que por ela fosse cuidado, educado, constituído homem. Maria foi capaz de ler o anúncio de Deus, foi capaz de reconhecer naquele ser que lhe visitava o anjo do Senhor e, mais que tudo, foi capaz de responder sim ao que lhe era pedido. E se ela tivesse respondido “não”, ou se não tivesse visto nada de especial naquele homem que lhe abordava com uma proposta absurda – como ela mesma o questionará. Provavelmente, Deus teria se dirigido a outra jovem, até encontrar aquela que tivesse no coração a capacidade de escuta, o amor por seu Deus acima de si mesma, o desejo de contribuir com a salvação da humanidade – tudo o que conseguiu encontrar em Maria!

O diálogo de Maria com o anjo mostra alguém que questiona, que não entende o que vai acontecer. A revelação de que Isabel também está grávida, faz com que corra a ver a prima, que também é detentora de uma situação especial, para com ela compartilhar daquela reviravolta. E quantas outras vezes Maria não terá se perdido em reflexões sobre o que desejava Deus com aquilo tudo… Atitudes e dúvidas plenamente humanas, mas que revelam um diálogo profundo e constante com o Senhor para que Nele encontrasse todas as respostas.

Maria fora preparada por Deus para ser a Mãe de Jesus como todos também somos preparados por Deus para fazer Jesus chegar à humanidade. A fé nos faz crer que a jovem de Nazaré fora concebida e mantida imaculada, como um carinho de Deus para não permitir que o pecado tocasse o corpo que geraria Seu Filho, para que não tocasse Ele próprio. Mas Deus não tirou uma só característica da personalidade de Maria, Ele a quis em sua integridade, em sua forma de ser. Nela confiou, nela acreditou e sabia que daria conta da Missão que lhe confiava.

Como Maria, cada um de nós faz parte também dos planos de Deus. Somos todos escolhidos. Estamos em Deus antes mesmo de ser concebidos. Deus nos quer desde sempre e nos prepara para a missão. Cabe a cada um reconhecer os anjos que nos procuram, responder aos convites que Deus nos faz – ainda que nos pareçam impossíveis serem realizados. Maria foi preparada por Deus para a Sua Missão, que certamente supera a nossa. Mas, por Ela e nEla podemos crer que Deus também nos prepara para as nossas missões individuais, nos concede graças especiais que nos fortalecem e protegem na caminhada. Ele só quer que digamos “sim”, como quis um dia que aquela jovem, por Ele escolhida, também o dissesse.

Fonte: Amai-vos

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Perseguição religiosa – mártires de nosso tempo


O grupo radical islâmico Talibã, assumiu no início desse mês, uma chacina que ceifou a vida de 10 médicos que prestavam serviços comunitários no noroeste do Afeganistão.

O motivo para mais esta barbárie? O Cristianismo!

O Talibã afirmou que matou os médicos porque eles estariam pregando o cristianismo no Afeganistão, país onde o islamismo, seita onde Maomé é o profeta maior predomina.

Quanta barbaridade os homens fazem em nome de crenças! Quantos cristãos mais irão morrer por tentarem professar a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo?

Precisamos rezar e pedir à Nossa Senhora que proteja cada cristão espalhado pelo mundo, principalmente em lugares como o Oriente Médio, onde o fanatismo religioso impera e faz vítimas a todo instante.

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós e por seus filhos em lugares onde a perseguição religiosa custa a vida de quem ama Os ensinamentos de Seu Amado Filho.

Fonte: G1


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O Silêncio do Sacrário


E o sacrário, silencioso, pobre e humilde, está o Senhor. Por isso o Santo Cura d’Ars afirmava: “O silêncio do sacrário assusta-me”. E é mesmo para nos deixar perplexos, estupefactos, surpresos. Ficarmos abismados perante tal presença. Está ali o Messias Senhor, o Rei dos Reis, o Bom Samaritano e o Bom Pastor. Está ali, naquele Pão sagrado, o Rei do Céu e da Terra, o Verbo do Pai e o Filho de Maria de Nazaré. Aquele Pão do Céu é Jesus, é uma Pessoa, é o Amigo Divino, é Aquele que tudo sabe e tudo pode. Jesus Eucaristia, Rei e Senhor, no silêncio omnipotente do sacrário é uma contínua surpresa, é um convite contínuo à nossa presença, a nossa oração, à nossa amizade orante. Mas “assusta” não O ver, não O ouvir, não O sentir. Silencioso, feito o pobre mais pobrezinho, ali está na mais profunda e eloquente humildade, “escondido” naquele pedaço de pão consagrado. Jesus Eucaristia não é uma coisa sagrada, é uma Pessoa, é o Menino do presépio, o carpinteiro de Nazaré, o Jesus da Cruz, o Senhor Ressuscitado, o Rei da Glória, Está ali por detrás da porta de milhões de sacrários espalhados pelo mundo.

Mas…ó poeira, ó nuvem de poeira que nos impedes de O contemplar, de reconhecer que é Ele, de aceitar pela fé que Ele está ali. E a poeira, o nevoeiro parece que nos quer afastar do sacrário. De facto não vamos lá, muitas vezes e com tempo, adorar, louvar, contemplar, reparar, interceder. Ele está, mas não estamos presentes a Ele. Porquê? Falta de fé na sua presença? Falta de tempo? Falta de amor? Todos os santos e santas, mesmos os mais contemporâneos como Teresa de Calcutá ou o Papa João Paulo II, são sempre pessoas de sacrário, de presença amiga a Jesus Eucaristia. Sabem gastar tempo com Ele, não querem deixá-Lo só .Sabem que está ali o Senhor, o Mestre, o Rei, o Salvador. Vão adorar, fazer companhia, dialogar. Ficam lá horas seguidas. Parecem não querer arredar pé do pé de Jesus Eucaristia. Longas horas de oração, grandes vigílias. Parece que nunca cessa a adoração, a reparação, a intercessão pelo mundo. Parece que gostam daquela companhia, que o sacrário tem íman que os atrai, seduz, convida.

Têm sede de estar com a fonte da água viva. Que insondável mistério!!!

A heresia da acção, a azáfama desenfreada do dia a dia, não nos deixam tempo para estar junto do sacrário. Até parece que não acreditamos que Ele esteja lá. E se calhar não acreditamos mesmo, até ao mais profundo do nosso ser. Se acreditássemos a vida mudava e íamos lá mais vezes, estávamos mais tempo, levámos lá o pensamento e o coração. Talvez façamos uma vista à pressa, uma genuflexão mal ajeitada, mas não ficamos, com serenidade, com tempo e com amor. A nuvem de poeira parece impedir-nos de ter fé nesta presença eucarística, de ajoelhar diante do sacrário, de termos tempos de adoração comunitária, diante de Jesus, exposto em custódia. Assim como o denso nevoeiro nos impede de contemplar uma paisagem bonita ou uma obra de arte, assim nos impede de “ver” Jesus e de estar com Ele, na sua misteriosa mas real presença em sacrário. Parece que andamos enganados, alienados, descentrados. Temos a graça de estarmos com Ele e não aproveitamos, a graça de estar com nosso tesouro, com a pérola preciosa da nossa vida e não aproveitamos. Temos ali, no sacrário, o Jesus Amigo, e não temos paixão para nos encontrar com Ele e viver em íntima comunhão. A nuvem de poeira vai fazendo os seus estragos. Que pena!!! Falta-nos fé viva e amor ardente. Falta-nos fogo no coração, amizade sincera, presença amiga. Precisamos de ser cristãos e cristãs, consagrados e sacerdotes, de vida em sacrário.
Maravilhoso desafio!!!

domingo, 8 de agosto de 2010

Pai de verdade



Pai de verdade mesmo sabe que ser pai não é simplesmente

recolher o fruto de um momento de prazer, mas sim perceber

o quanto pode ainda estar verde e ajudá-lo a amadurecer.

Pai de verdade mesmo não só ergue o filho do chão quando ele cai,

mas também o faz perceber que a cada queda é possível levantar.

Ele não é simplesmente quem atende a caprichos: ele sabe perceber

quando existe verdadeira necessidade nos pedidos.

Pai de verdade mesmo não é aquele que providencia as melhores

escolas, mas o que ensina o quanto é necessário o conhecimento.

Ele não orienta com base nas próprias experiências, mas demonstra

que em cada experiência existe uma lição a ser aprendida.

Pai de verdade mesmo não coloca modelos de conduta, mas aponta

aqueles cujas condutas não devem ser seguidas.

Ele não sonha com determinada profissão para o filho, mas deseja

grande e verdadeiro sucesso com sua real vocação.

Ele não quer que o filho tenha tudo que ele não teve, mas que tenha

tudo aquilo que merecer e realmente desejar.

Pai de verdade mesmo não está ali só para colocar a mão no bolso

para pagar as despesas: ele coloca a mão na consciência e percebe

até que ponto está alimentando um espírito de dependência.

Ele não é um condutor de destinos, mas sim o farol que aponta para

um caminho de honestidade e de Bem.

Pai de verdade mesmo não diz ” Faça isto ” ou ” faça aquilo ” , mas sim

” tente fazer o melhor de acordo com o que você já sabe ” .

Ele não acusa de erros e nem sempre aplaude os acertos, mas pergunta

se houve percepção dos caminhos que levaram o filho a esses fins.

Pai de verdade mesmo é o Amigo sempre presente,

atento e amoroso – com a alma de joelhos -

pedindo a Deus que o oriente na hora de dar conselhos…

sábado, 7 de agosto de 2010

Em memória do Papa João Paulo II


> Porque
> Já tinhas dito que sentias a morte perto. Tremia-te a voz e tremiam-te as mãos e tinhas o corpo cheio de dores. Depois, enquanto a tua imagem diminuía e se apagava diante do nosso olhar, crescias ainda mais nos nossos corações.
> Em ires até ao fim houve uma forma de nos gritares aquilo que a tua voz já não era capaz de dizer.
> Já de muitas maneiras te tínhamos agradecido, mas é conveniente dizer-te de novo um obrigado imenso.
> Porque só tu nos disseste a verdade.
> Os outros disseram-nos aquilo que queríamos ouvir e aquilo que nos agradava - pois queriam ganhar adeptos e lucrar com isso - mas tu, como amigo sincero, não tiveste receio de usar as palavras verdadeiras. Ainda que fossem duras, ainda que corresses o risco de ficar sozinho.
> Porque, se o caminho real era empinado e agreste, não nos indicaste outro mais à medida da nossa preguiça, da nossa avareza, da nossa luxúria. Não quiseste enganar-nos. Disseste-nos como podíamos encontrar-nos connosco mesmos e confiaste em que seríamos capazes de ser fortes.
> Porque os outros quiseram enriquecer à custa de ficarmos desnorteados, e tu quiseste tornar-nos ricos gastando o teu sangue e a tua vida.
> Porque o teu dia começava cedo e acabava tarde. Porque tinhas, com tanta idade, a agenda tão cheia. Rezavas e trabalhavas, mas ao rezares trabalhavas e ao trabalhares rezavas. Ninguém sabe dizer quando é que descansavas.
> Porque foi sempre para ti que olhámos em primeiro lugar, quando os poderosos preparavam novas guerras nos lugares onde há petróleo, quando o ódio derrubava edifícios, quando chegavam notícias de novos avanços científicos que pareciam fantásticos, mas nos cheiravam a esturro.
> Porque os teus olhos eram limpos e o teu sorriso era bom e o teu coração bateu sempre ao lado do nosso.
> Porque eras um dos nossos nas tuas vestes brancas. Porque envelheceste cuidando de nós. Porque foste baleado por dizeres a verdade. Porque não andavas mascarado, como os outros.
> Porque não ficaste no teu palácio de Roma, mas vieste ter connosco até aos cantos mais pequenos do mundo e quiseste aprender connosco e sentir os nossos entusiasmos nobres. Porque quiseste falar-nos nas nossas línguas.
> Porque quando te apresentámos as nossas crianças tu as beijaste e abençoaste sem fingimento, como quem faz uma coisa muito, muito importante.
> Porque quando olhavas para nós vias uma bondade e uma força e uma beleza em que já não acreditávamos.
> Porque o pequeno e o grande tinham um lugar do mesmo tamanho no teu coração. Porque não te preocupaste apenas com os que te eram próximos no pensamento, mas resolveste carregar sobre os teus ombros as dores, as preocupações, os lutos e as lágrimas de todos os homens de todas as religiões.
> Porque guardavas no teu coração as nossas dores e sofrias com elas e nós somos muitos. Porque de tanto te abraçares ao teu Cristo crucificado te tornaste tão humano. Porque também escreveste as tuas poesias.
> Porque salvaste tantas vidas. Porque trabalhaste pela paz. Porque chegaste ao fim de um caminho tão longo cheio da juventude do amor. Porque morreste repleto de obras e de sonhos, olhando para as tuas mãos, tão cheias, com a impressão de as veres vazias.

Fonte: blog Celebridades
Paulo Geraldo
>Professor de Língua Portuguesa

Aceite-me como eu sou....


Esta é a história de um soldado que, finalmente voltava para casa, depois de ter lutado no Vietnam. Ele ligou para os pais em São Francisco:

- Mamãe, Papai, estou voltando para casa, mas antes quero pedir um favor à vocês. Tenho um amigo que eu gostaria de levar junto comigo. - Claro, eles responderam. Nós adoraríamos conhecê-lo também! Há algo que vocês precisam saber antes, continuou o filho. Ele foi terrivelmente ferido em combate. Pisou numa mina e perdeu um braço e uma perna. Pior ainda é que ele não tem nenhum outro lugar para morar.

- Nossa!!! Sinto muito em ouvir isso, filho! Talvez possamos ajudá-lo a encontrar algum lugar para morar!
- Não mamãe, eu quero que ele possa morar
na nossa casa! - Filho, disse o pai, você não sabe o que está pedindo? Você não tem noção da gravidade do problema? A mãe concordando com o marido reforçou:

Alguém com tanta dificuldade seria um fardo para nós. Temos nossas próprias vidas e não queremos uma coisa como essa interfira em nosso modo de viver. Acho que você poderia voltar para casa e esquecer esse rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo!
Nesse momento o filho bateu o telefone e nunca mais os pais ouviram uma palavra dele.

Alguns dias depois, os pais receberam um telefonema da polícia, informando que o filho deles havia morrido ao cair de um prédio.
A polícia porém acreditava em suicídio.

Os pais, angustiados voaram para a cidade onde o filho se encontrava e foram levados para o necrotério para identificar o corpo. Eles o reconheceram e, para o seu terror e espanto, descobriram algo que desconheciam: “O FILHO DELES TINHA APENAS UM BRAÇO E UMA PERNA!”

Os pais nessa história são como nós, achamos fácil amar aqueles que são perfeitos, bonitos, saudáveis, divertidos, mas não gostamos das pessoas que nos incomodam ou não nos fazem sentir confortáveis.

Sirlei
Cortesia de uma amiga

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Eucaristia, remédio para a nossa fraqueza


Após a Ressurreição, Jesus apareceu diversas vezes aos apóstolos. De maneira repentina, fazia-se visível, e logo depois se tornava invisível, para mostrar que já estava ali com eles. Apenas eles não conseguiam vê-Lo, pois os nossos sentidos não têm a capacidade de captar um corpo ressuscitado.
Não se tratava de um espírito – era o Corpo do Senhor – tanto assim que tinha os sinais das chagas. Cristo mostrava-lhes as mãos, os pés, com as Suas chagas, para lhes tirar todas as dúvidas. Jesus até comeu no meio deles para que percebessem que era Ele mesmo e não “um espírito” como Ele mesmo fez questão de explicar: “Vede as minhas mãos e os meus pés: Sou eu mesmo. Tocai-me, vede; UM ESPÍRITO não tem carne nem ossos como vós vedes que eu tenho” (Lucas 24,39)

com este mesmo Corpo que Jesus está na Eucaristia. É Jesus por inteiro: um Corpo que tem Carne, Sangue e Ossos; mais ainda: um corpo humano de alguém que sente, ama e perdoa.
quis concretizar a Sua presença na hóstia consagrada, sob as espécies de pão e vinho, para que compreendêssemos que a Eucaristia que recebemos é o Seu Corpo, que é presença, remédio, cura, alimento e força para nós.

Assim como o alimento nos sustenta e o remédio que tomamos age sobre a nossa doença, a Eucaristia é o próprio Senhor, que vem a nós na forma de alimento e de remédio para atingir a nossa enfermidade, o nosso ponto fraco.

Santo Agostinho, doutor da Igreja, diz: “A Eucaristia é o pão de cada dia, que se toma como remédio para a nossa fraqueza de cada dia”.

É o Senhor que revigora a nossa fé, para aproveitarmos toda a maravilha que é a Eucaristia. “Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.” Nunca compreenderemos como o Senhor dá o Seu Corpo e Sangue na forma de pão e vinho. Será sempre um mistério da fé; mas Cristo, sabendo disso, veio em auxílio da nossa fraqueza e da nossa incredulidade. É por isso que realizou prodígios para que pudéssemos aceitar com mais facilidade; para que a nossa inteligência não ficasse no escuro. Por isso, Jesus andou sobre as águas, multiplicou os pães, apareceu aos apóstolos após a Sua Ressurreição; tudo para que soubéssemos que Ele tem o poder de realizar aquilo que realizou na Eucaristia.
Peçamos ao Senhor o revigoramento da fé:

Creio, Senhor, que Tu estás presente na Eucaristia. É o Teu Corpo, o Teu Sangue, a Tua Alma e Divindade. É o Senhor, vivo e ressuscitado, que me vê, me acolhe, me ama e perdoa.
Senhor, não consigo tocar-Te nem sentir-Te, mas sei que estás presente na hóstia consagrada e isso me basta.
Obrigado, Senhor, porque creio e quero crer ainda mais. Aumenta a minha fé, para que eu usufrua de todas as graças que a Eucaristia me oferece.
Amém.

Curados pela Eucaristia

Nunca compreenderemos como o Senhor dá o seu corpo e sangue na forma de pão e vinho. Isto será sempre um mistério da fé, mas o Senhor, sabendo disso, veio em auxílio da nossa fraqueza, da nossa incredulidade. Por isso Ele fez prodígios; para que pudéssemos aceitar com mais facilidade o mistério da eucaristia. Por isso Jesus andou sobre as águas, multiplicou os pães, apareceu aos apóstolos após a sua ressurreição; tudo para que soubéssemos que Ele tem o poder de realizar o que realizou na Eucaristia.

Jesus quis concretizar a sua presença na hóstia, sob as espécies de pão e vinho, para que compreendêssemos que a Eucaristia que recebemos é o seu corpo, que vem ser presença, remédio, cura, alimento e força para nós.

Quando comungamos, é a pessoa inteira de Jesus que recebemos. É Jesus Ressuscitado, com o seu corpo glorioso. Entramos em comunhão com as suas chagas, que foram abertas por nós, para curar as nossas feridas e as marcas deixadas pelo pecado em nós. Comungamos o coração do Senhor, que amou e que ainda ama a cada um de nós; o mesmo coração que foi perfurado pela lança.

A Eucaristia é como um remédio que devemos tomar constantemente até nos curarmos, principalmente quando a nossa luta é contra um determinado pecado que não conseguimos vencer

Fonte: JAM