EU VOS AMO! VÓS SOIS A MINHA VIDA.
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sábado, 25 de junho de 2011

Nossa Senhora de La Salette


A vila de La Salette está situada na região sul da França, junto dos Alpes e pertence ao município de Isere. No dia 18 de setembro de 1846, o menino Maximino Giraud, de onze anos, atendeu ao pedido do pai e se juntou à Melania Calvat, de quinze, para ajudar a pastorear.

No dia 19 de setembro, próximo às três horas da tarde, eles haviam almoçado embaixo da sombra de uma árvore ao lado de um riacho. Era um dia de muito sol, abafado. Sem perceber adormeceram um pouco. Ao despertar Melania se assustou por não ver nenhum dos animais. Chamou Maximino e correram a montanha acima, de onde avistaram todo o rebanho pastando no vale.

Uma luz

Na descida, no meio do caminho, Melania alertou o companheiro para uma luz que se movia sobre uma pedra. Atraídos e ao mesmo tempo intrigados foram examinar o que se passava. Viram que a luz emanava de uma linda Senhora em cuja cabeça havia uma bonita coroa de ouro.

Ela estava sentada e chorava com o rosto entre as mãos, apoiadas pelos cotovelos nos joelhos. Os dois ficaram parados com medo. Mas a Senhora suavemente se levantou e de pé sobre a pedra, com os braços cruzados, lhes disse: “Aproximem-se, meus filhos, não tenham medo: estou aqui para vos trazer uma grande comunicação”. A doce voz da Santa Virgem tranqüilizou os pastorzinhos que foram ao seu encontro.

Sempre chorando e após se queixar da ingratidão e infidelidade dos católicos para com os benefícios de Salvação do seu filho Jesus, disse que a França e a humanidade viveriam dias muito difíceis. Pediu aos dois que rezassem bastante, o Pai Nosso e a Ave Maria. E, a cada um, confiou um segredo. No final se despediu com essas palavras: “Meus filhos, haveis de comunicar isto a todo o meu povo”.

Então ela se dirigiu ao cume da montanha sem deixar uma pegada na relva, seguida por Melania e Maximino. Lá, Nossa Senhora se elevou. Flutuando no ar, olhou para a sua direita, para a sua esquerda e depois para os dois pastores. A sua luz a envolveu como um globo e subiu desaparecendo no alto do céu.

Os romeiros

Melania e Maximino contaram sobre a aparição aos seus pais e ao pároco. A notícia se espalhou na vila. No dia 21 de setembro o primeiro grupo de romeiros foi até a pedra onde Nossa Senhora aparecera e viram que dela jorrava uma fonte de água límpida.

Logo muitos milagres e graças se operaram com a água. O Papa Pio IX reconheceu a aparição e aprovou essa invocação mariana em 1851.

Mais tarde, o mesmo pontífice anunciou os dois segredos entregues aos pastorzinhos, assim: “Estes são os segredos de La Salette; se o mundo não se arrepender, perecerá”.

Em 1852 foi erguido um Santuário dedicado à Nossa Senhora, junto à fonte na montanha de La Salette. Para atender a essa obra, o bispo do local fundou a Congregação dos Missionários e Irmãos de Nossa Senhora de La Salette para pregação e atendimento de confissões.

Maximino foi o primeiro a vestir o hábito da nova congregação e faleceu em 1875, ainda jovem. Melania também se entregou à vida consagrada e foi uma das co-fundadoras da Congregação das Filhas do Zelo do Divino Coração de Jesus. Morreu em 1904, com fama de santidade. O Santuário de Nossa Senhora de La Salette, pronto em 1879, se tornou um local de peregrinação do mundo inteiro.

Fonte: http://www.catequisar.com.br/ADF

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Interceda junto a Nossa Senhora do Sagrado Coração


“Missionários do Sagrado Coração de Jesus” é uma Congregação religiosa de sacerdotes e irmãos leigos fundada com o objetivo de difundir o conhecimento e a prática da devoção ao Coração de Jesus, segundo revelação de Nosso Senhor a Santa Margarida Maria Alacoque.

O lema da Congregação é “Ametur ubique terrarum Cor Jesu Sacratissimum” (que o Sagrado Coração de Jesus seja amado em todas partes). Foi fundada em Issoudun, arquidiocese de Bourges, França, pelo Abade Jules Chevalier, no século XIX. Quando o Padre Chevalier era estudante, ele constituiu uma associação de seminaristas à qual deu o nome de Cavaleiros do Sagrado Coração e de Maria.

Mais tarde, convenceu-se que Deus lhe pedia a fundação de um grupo de missionários, e iniciou uma novena a Nossa Senhora, juntamente com um de seus primeiros companheiros, o Padre Maugenest. Ambos fizeram uma promessa: caso sua oração fosse ouvida, propagariam a devoção ao Coração de Jesus e fariam “por todos os meios possíveis, que Maria fosse conhecida e amada de uma maneira especial”. Ao terminar a novena à Virgem, obtiveram tantas generosas promessas (econômicas), que foi possível iniciar sua obra. Anos mais tarde eles poderiam dizer: “Nossa Senhora fez tudo em nossa Congregação”.

A primeira imagem

Durante o verão de 1857, na hora do descanso comunitário, o Padre Chevalier e seus companheiros discutiam os planos e as idéias sobre a nova igreja que estavam construindo. O fundador perguntou aos demais com que título Nossa Senhora deveria ser venerada no futuro santuário. Foram apresentadas várias propostas. Ele já estava quase decidido, após longas reflexões.

Falou, portanto, de honrar a Virgem com o título de Nossa Senhora do Sagrado Coração, dando à escolha uma explicação. Para ele aquele título indicava que Maria Santíssima havia sido preferida entre todas as mulheres pelo Coração amante de Deus, que havia sido destinada a ser mãe dos homens para levá-los ao Coração de seu Filho. Enfim, que era Ela nossa poderosa advogada perante o Coração de seu Divino Filho.

A idéia estava clara e era fácil de compreender. Todos se entusiasmaram. No início de 1861, quando eram feitos os preparativos para a inauguração da primeira parte das obras, o Padre Chevalier dispôs que fosse colocado um vitral policromado com a imagem de Nossa Senhora do Sagrado Coração. Esta foi a primeira imagem da invocação.

Expansão Universal

O fundador dos Missionários do Sagrado Coração estava convencido de que propagar a devoção a Nossa Senhora do Sagrado Coração era um meio efetivo para cumprir a missão de sua Congregação de aproximar os homens do Coração de Jesus. A difusão da nova devoção foi realmente extraordinária.

Em 1864, foi fundada uma associação de devotos, honrada com o título oficial de Arquiconfraria de Nossa Senhora do Sagrado Coração, sendo-lhe outorgadas numerosas indulgências. Milhares de devotos nela se inscreveram. Nem todos apreciaram o conteúdo teológico que lhe dava o Padre Chevalier; a muitos interessou mais o “poder de intercessão” de Nossa Senhora. Mas, o que preocupava o fundador era a indiferença religiosa e para opor-se a ela idealizou vários caminhos. A arquiconfraria era um deles, Nossa Senhora faria o resto.

A popularidade da devoção a Nossa Senhora do Sagrado Coração foi um dos motivos que levou um bom número de jovens estrangeiros a pedir sua admissão na Congregação dos Missionários do Sagrado Coração.

A sede central tanto da Congregação como da Arquiconfraria encontra-se em Roma.

Fonte: Heroínas da Cristandade/AASCJ

sexta-feira, 25 de março de 2011

Por que os católicos rezam pelos mortos?


Desde o início do cristianismo, os autores cristãos ensinaram que Maria Santíssima teve um fim de vida singular. Em seus sermões e escritos professaram a Sua assunção gloriosa, de corpo e alma.

Quando se aproximava o fim de sua vida terrena, a Virgem Santíssima soube de antemão que estava prestes a deixar este mundo. Os apóstolos foram previamente avisados, de modo que todos se dirigiram para Jerusalém e a procuraram no Cenáculo, onde a Rainha do mundo se encontrava um tanto enfraquecida, fisicamente, pelo intenso amor divino. Porém a compleição natural de seu corpo era a mesma à que chegara aos trinta e três anos de idade. Não sofreu mudança alguma com a passagem dos anos. Não sentiu os efeitos da velhice: seu rosto não se enrugou, nem o corpo se debilitou ou definhou, como acontece com os outros filhos de Adão. Esta imutabilidade foi privilégio único seu, tanto por corresponder à estabilidade de sua alma puríssima, como por ser conseqüente à imunidade do primeiro pecado original, cujos efeitos não atingiram seu corpo e nem a sua alma.

Maria Santíssima desejou passar pela morte.

Nossa Senhora veio ao mundo livre e isenta da culpa original. Também ao sair dele a morte não tinha “direito” de a atingir. Se Ela não quisesse passar pela morte, receberia da mesma forma a glória celeste. Mas, para assemelhar-se mais intensamente ao seu divino filho que padeceu da morte, sem obrigação, Ela quis acompanhá-Lo também no morrer.

A enfermidade que lhe tirou a vida foi o amor, sem qualquer outro achaque ou acidente. O poder divino suspendeu a ação miraculosa com que lhe conservava as forças naturais, para não se consumirem no ardor sensível que lhe causava o fogo do amor divino. Cessando esse milagre, o amor produziu seu efeito, consumiu a umidade radical do coração e assim lhe faltou a vida.

Glorificação em corpo e alma

Com o tempo, a tradição e os escritos dos santos foram fortalecendo a convicção dos fiéis de que Nossa Senhora fora glorificada, em corpo e alma, logo depois de sua morte. A partir do século XI é comum se professar a Assunção gloriosa de Maria Santíssima. Os teólogos procuraram as bases bíblicas para fundamentar tal crença; eis o que apontam:

1) Maria é dita pelo Anjo Gabriel “cheia de graça”. Este é quase o nome próprio da Virgem – o Anjo não a chama “Maria” (ver Lc 1,28). Isto quer dizer que Maria nunca esteve sujeita ao império do pecado. Em conseqüência, não podia ficar sob o domínio da morte, que entrou no mundo através do pecado (v. Rm 5,12). Sendo assim, é lógico dizer que ela não conheceu a deterioração da sepultura, sendo glorificada não somente em sua alma, mas também em seu corpo. Como se vê, nem a Tradição nem os teólogos recusam a hipótese de Maria ter morrido; ao contrário, admitem-na.

2) A carne da mãe e a carne do filho são uma só carne. Ora, Maria é a Mãe de Jesus, que foi glorificado em corpo e alma após ter morrido. Conseqüentemente, também tocou à Maria Santíssima a mesma sorte gloriosa que tocou a seu Divino Filho.

Com isso, a Assunção corporal de Maria Santíssima se tornou tão comum que muitas pessoas trazem o nome de Maria da Glória; muitas igrejas e instituições são dedicadas à Assunção de Maria.

Na primeira metade do século XX, os fieis católicos, pediram à Santa Sé a definição do dogma da Assunção de Maria. Sua Santidade, o Papa Pio XII, mandou estudar o assunto e proclamou o dogma em 1º de novembro de 1950, definindo que “a Imaculada sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, encerrado o curso de sua vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste” (Constituição Munificentissimus Deus).

A Assunção de Nossa Senhora segundo a Tradição


Outeiro da Glória
Antigamente, quando se falava de Assunção de Nossa Senhora referia-se a essa festa dizendo que era a festa de Nossa Senhora da Glória. E daí, por exemplo, o fato de que no Rio de Janeiro, a Igreja lindíssima que há sobre o Outeiro da Glória, ser dedicada à Nossa Senhora da Assunção. Isso porque se entendia bem que a Assunção de Nossa Senhora não era apenas o fato físico dela sair dessa terra, tendo ressuscitado como ressuscitou o seu Divino Filho, não só para ir para o céu, mas era também para a Sua glorificação.

Ela, depois de ter passado nessa terra, humilde, desconhecida, apenas tendo um papel mais relevante após a morte de Nosso Senhor, como rainha e mãe da Igreja Católica, depois de toda espécie de sofrimento e de angústias, foi glorificada por Nosso Senhor aos olhos dos próprios homens, por meio da sua Assunção. Ou seja, por meio de um privilégio único na história do mundo, pelo qual uma mera criatura é levada aos céus por meio dos anjos. Para as paragens imateriais onde se encontra o Paraíso celeste e onde Ela está nesse momento gozando de modo inenarrável da visão beatífica de Deus, Nosso Senhor.

Há tradições e há revelações de que essa glorificação foi acompanhada de expressões de glória indizíveis. Uma criatura humana – portanto, de uma natureza muito inferior a dos anjos – que é levada para o céu pelos mais altos serafins e querubins. Ela foi servida, portanto, pelas mais altas criaturas de Deus, com um respeito, com uma veneração, como quem não se sentia digno sequer de apresentar a ela suas orações e suas homenagens. Então, depois de se ter despedido de todos os seus, Ela foi se elevando e se “desprendendo” do chão. A certa altura começou a manifestação dos anjos. Conta-se que no dia da Ascensão de Nosso Senhor a natureza toda se rejubilava. É lógico que no dia da Assunção de Nossa Senhora a natureza toda devia também rejubilar de um modo esplêndido.

Então é perfeitamente legítimo imaginar que coloridos magníficos os céus tomaram! As estrelas, de que modo conseguiram brilhar! O sol, que em Fátima pulou e mudou de cores, de que forma terá aparecido então! Que cânticos de anjos, que perfumes, que harmonias, que consolações interiores nas almas todos sentiram! Foram acontecimentos verdadeiramente inefáveis.

O fato positivo é que Nossa Senhora deixou manifestar, nessa hora, toda a sua glória interior. No seu olhar, na fisionomia e em todo o seu corpo, Ela naturalmente deixou que transparecesse de modo extraordinário uma dignidade, uma majestade e, ao mesmo tempo, uma afabilidade inexprimíveis.

Naturalmente devia deitar, nesse momento, uma efusão de ternura enorme dEla. Como todas as mães que se despedem dos filhos, deve ter havido, nesse momento, uma efusão de misericórdia e de bondade suprema, com a segurança para todos de que Ela nunca estaria mais presente na terra do que no momento em que Ela deixava os homens e começava sua grande missão do alto do céu.

Santa Teresinha do Menino Jesus disse que ela queria passar o céu, fazendo o bem sobre a terra. E se isso disse Santa Teresinha, quanto disse Nossa Senhora! E de lá para cá a glória de Nossa Senhora do alto do céu não se escondeu: pelo contrário, se manifestou cada vez mais. Manifestou-se pela construção de um número enorme de Igrejas.

Como observa São Luís Grignon de Monfort, não há uma Igreja na terra -exceto as Igrejas que quase não são mais Igrejas – onde não haja um altar pelo menos dedicado à Nossa Senhora. Não há uma alma que se tenha salvo sem que tenha sido devota de Nossa Senhora. Não há uma graça que os homens tenham recebido e que não tenha sido obtida por Nossa Senhora.

Quer dizer, a glória dEla vai crescendo até o fim dos séculos e até o momento em que vier o dia do Juízo Final. Nesse dia do Juízo Final todos vão ser julgados. Nesse dia haverá uma suprema glorificação dEla. E se de todas as criaturas as virtudes vão ser contadas, então o que vai ser o cântico de louvor de Nossa Senhora!

O fim da História vai ser uma alegria especial nessa glorificação de Nossa Senhora. Quando não houver mais histórias, quando a vida da humanidade tiver toda cessado e o ponto final dos acontecimentos do gênero humano tiver terminado, a Virgem Santíssima vai receber uma glorificação verdadeiramente insondável.

Entre essas manifestações de glória de Nossa Senhora, podemos colocar, legítima e verdadeiramente, a presença de todas as pessoas que foram seus autênticos devotos neste momento em que se nota uma paganização geral da sociedade.

É com a glória de Nossa Senhora em nossos corações que devemos lembrar da irreversível promessa de Fátima: “No fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.

Fonte: baseado em www.catequisar.com.br/ADF

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ave Maria


Os anjos são mensageiros de Deus. Cumprem as ordens que Deus lhes dá.
Portanto quando foi na época da anunciação de Nossa Senhora, Deus mandou que um anjo a visitasse para anunciar a Grande Alegria do nascimento de Jesus.

Para essa missão tão importante, Deus designou um anjo da mais alta estirpe celeste: São Gabriel.

O que deveria ele dizer à Nossa Senhora?

Certeza que São Gabriel não diria a “Ave Maria” à Nossa Senhora sem que essa saudação não lhe fosse ensinada diretamente pelo próprio Deus, pois sendo ele um mensageiro levou à Santa Virgem essa mensagem de Deus: a “Ave Maria”. Que oração altíssima !!! Nos ensinada do mais alto dos céus !!!

Se o “Pai Nosso” é a oração que o Senhor nos ensinou, a “Ave Maria” foi a saudação que Deus ensinou ao Anjo.

Num ato de sabedoria, humildade e misericórdia a Igreja acrescentou a segunda parte: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amén.

Grande e Infinita é a Sabedoria de Deus.

Ave Maria, gratia plena
Dominus tecum
Benedicta tu in mulieribus
Et benedictus fructus ventris tui Jesus.
Sancta Maria, Mater Dei,
Ora pro nobis peccatoribus
Nunc et in hora mortis nostrae Amen.

Ave Maria cheia de graça,
o Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres,
e bendito o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus,
rogai por nós, pecadores,
agora e na hora da nossa morte. Amén.

fonte: blog Almas Castelos (cortesia)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Escapulário salva homem de suicídio


Um jovem em Perugia prometeu ao diabo que, se ele lhe permitisse atingir um objetivo pecaminoso que tinha em vista, ele lhe daria a sua alma; sendo assim deu ao diabo um contrato escrito para esse efeito, assinado com seu próprio sangue.

Quando o crime foi cometido, o diabo pediu a realização da promessa, e para este fim o levou à beira de um poço, e em tom ameaçador, disse que se ele não se atirasse, o próprio diabo arrastaria seu corpo e alma para o inferno.

O pobre jovem, pensando que seria impossível escapar de suas mãos, encostou-se ao parapeito e prestes a lançar-se no poço, mas aterrorizado com a idéia da morte, disse ao diabo que ele não tinha coragem de dar o salto, mas que se ele foi determinado a esta morte, que o próprio inimigo de sua alma o empurrasse para o fundo do poço.

O jovem usava um escapulário das Dores de Maria. O diabo, por conseguinte, disse, “Tire esse escapulário, e então eu vou te empurrar para dentro”.

Mas o jovem, descobrindo que o escapulário ainda tinha a proteção concedida a ele pela Mãe Divina, se recusou a fazê-lo, e finalmente, depois de muita briga, o diabo, cheio de confusão, partiu, e o pecador, grato à Virgem das Dores , foi para agradecer a ela e, arrependido de seus pecados, apresentou como oferendas para seu altar, na igreja de Santa Maria La Nuova, em Perugia, uma imagem do que tinha ocorrido.

(Fonte: As Glórias de Maria, por Santo Afonso de Ligorio)

sábado, 22 de janeiro de 2011

Oração a Nossa Senhora libertadora dos flagelos


Ó Nossa Senhora libertadora dos flagelos, nós nos lançamos aos vossos pés com o coração cheio de amargura e de confiança no vosso auxílio. Somos pecadores sim, mas filhos vossos. Após termos deixado a casa do Pai, fomos conduzidos pela soberba ilusão de construir um mundo feliz sem Deus e contra Deus. O maligno inspirou ao homem este ímpio propósito e o homem o levou adiante com blasfêmias constante. Mas agora, este mundo, distante de Deus e cheio pecados cai sobre nós e nos esmaga.
Não temos a coragem de nos apresentarmos diante de Deus, que com nossas ingratidões o abandonamos e o seu amor desprezamos, rejeitando assim a sua misericórdia. Por isso, recorremos a vós, nossa Mãe terníssima, Advogada nossa, com a consciência de termos pecado contra o céu e contra a terra, e com firme propósito de nos afastarmos do mal, para encontrarmos na oração e na penitência o caminho da conversão que conduz a Deus.
Liberta-nos, por isso, ó segura esperança dos Cristãos, liberta-nos de todo flagelo, afasta a cólera divina das nossas casas, da nossa Pátria, do mundo inteiro.Nós por todas as nossas necessidades nos entregamos ao vosso Coração Imaculado, no qual procuramos refúgio nas duras horas de expiação, força nas horas de tremenda purificação, certeza no triunfo do vosso Filho Divino, que na cruz temos a arma da nossa luta e da nossa vitória e a coroa da nossa felicidade. Amém!

Caminhando com fé/ADF

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Nossa Senhora e as indagações dos hereges


Os hereges se escandalizam com o culto que prestamos à Santíssima Virgem.

-Como, dizem eles, ousais chamar Maria “vossa vida”? Só Jesus é a vida de nossas almas. Ele o declarou solenemente na Última Ceia: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai a não ser por Mim”. O Salvador, que entretanto amava sua Mãe, jamais lhe atribuiu louvores tão exagerados.

Eis a grande objeção que nos fazem os protestantes.

Certamente somos os primeiros a proclamar que Nosso Senhor significa para nós.

Ele assumiu um corpo semelhante ao nosso para conquistar nossos corações e tronar-Se nosso amigo. Levou durante trinta anos uma vida de esforço laborioso e de obscuridade para nos encorajar com seus divinos exemplos.

Revelou-nos as verdades eternas para iluminar nossas débeis inteligências. Enfrentou as terríveis torturas da Paixão, sofreu e morreu para expiar nossos pecados. Finalmente, escondeu-Se sob os véus eucarísticos para Se fazer o alimento de nossas almas e o fiel companheiro de nosso exílio aqui na Terra.

Jesus é sem dúvida a vida de nossos pobres corações. Se eliminarmos de nossa Religião o Evangelho que nos instrui, o sacramento da Penitência que nos ressuscita e a Eucaristia que nos alimenta, o que nos restará? Agonizaremos desesperados nas sombras da morte.

Mas essa vida transbordante, essa vida divina que nos dá o Salvador, não a recebemos senão por Maria.

O Messias teria podido vir à Terra, como Adão, na plenitude de sua força e beleza. Nada teria sido mais fácil à sua Onipotência. Entretanto Ele não quis agir assim: nasceu de uma Virgem.

Maria formou seu divino corpo em seu seio imaculado. Ela O alimentou, velou sobre Ele durante seus primeiros anos, guardou-O junto de Si durante muito tempo. Quando soou a hora da Imolação suprema, Ela estava de pé junto à Cruz, e com a alma toda dilacerada oferecia ao Pai seu Filho bem-amado para a salvação dos homens. Foi Maria quem deu Jesus ao mundo.

O papel sublime da Virgem Mãe não se detém aí. Nosso Senhor não Se contenta de ter vindo ao mundo na Gruta de Belém. Ele também deseja nascer em cada uma de nossas almas: quando recebemos a graça santificante, é a vida de Jesus que nasce em nós.

Mas Nosso Senhor não nasce em nossos corações para morrer em seguida; ele quer crescer e desenvolver-Se. Quando progredimos na virtude, a vida de Jesus aumenta em nós.

Ora, esse misterioso nascimento e crescimento de Nosso Senhor em nós é obra de Maria. Não é permitido a um católico ter a menor dúvida sobre este ponto. Nossa Senhora é a dispensadora das graças que o salvador nos mereceu por seu Precioso Sangue: todos os favores do Céu nos vêm por suas mãos. Tal é o ensinamento unânime da Tradição católica.

Vossa alma está cambaleante? Tendes grande dificuldade em conservar no coração, em meio às tentações violentas deste mundo, o tesouro da amizade divina? Apesar de vossos bons propósitos, constatais quedas e reincidências freqüentes? Se assim é, não tenhais dúvida, estais muito distante das graças; negligenciais de invocar Maria em vosso auxílio. Se a tivésseis invocado mais fielmente, não teríeis caído.

Vossa alma está desencorajada sob o golpe da provação? O que fizestes, pois, na hora do sofrimento? Vós vos abandonastes a essa tristeza morna que paralisa nossas forças. Omitistes, em vosso abatimento, vossos deveres de estado, talvez até mesmo vossas práticas de piedade.

Cumpria ter-vos atirado instintivamente nos braços de vossa Mãe celeste; deveríeis ter rezado a Ela a todo custo. Se não tivestes sequer a força de murmurar uma simples Ave-Maria, deveríeis ao menos ter clamado por Ela invocando seu Nome bendito. Imediatamente Ela Se teria inclinado sobre vós, vos teria consolado e reconfortado.

Maria é a vida de nossas almas porque Ela nos dá Jesus, o Autor de toda vida.

Extraído do livro: A Virgem Maria – Padre Thomas de Sanint-Laurent/ADF

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Um minuto com Maria


Devoção pouco conhecida e divulgada, um minuto com Maria consiste em meditar durante um minuto em qualquer aspecto da vida de Nossa Senhora ou da doutrina mariana e em seguida rezar uma Ave Maria.

É uma devoção imensamente útil para os que trabalham muito e não têm tempo para dedicar mais tempo à oração, mas mesmo assim querem diariamente sentir a protecção desta tão querida e bondosa Mãe.

“Sois toda bela, ó Maria, e mancha não existe em Vós.
Como é bela, como é suave, nas delícias, a Vossa Imaculada Conceição!
Vinde, vinde do Líbano;
vinde, vinde, Vós sereis coroada!

Avançais como a aurora resplandecente,
Vós trazeis as alegrias da salvação.
Por meio de Vós, levantou-se o Cristo Deus,
Sol da Justiça, ó brilhante Porta da Luz!

Como o lírio entre os espinhos,
Assim, entre as jovens, Vós sois a Virgem abençoada.
As Vossas vestes brilham e são brancas como a neve,
O Vosso rosto é como o sol.
Jardim fechado, Fonte selada, Mãe de Deus
e Paraíso da Graça!

A chuva cessou e desapareceu,
o Inverno foi-se e as flores surgiram.
E Sobre a Terra uma voz se fez ouvir,
tão doce voz, voz das pombas.

Voai até nós, ó pomba infinitamente bela!
Levantai-vos, apressai-vos e vinde!”

(Oração do século XIV)

Fonte: Vida Espiritual Católica/ADF

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Meditando sobre a causa da tristeza da Santíssima Virgem


No dia 16 de dezembro de 1957, três anos antes do Concílio Vaticano II que tantas feridas trouxe e ainda continua trazendo à Igreja, esteve com a Irmã Lúcia de Fátima o padre mexicano Agostinho Fuentes, escolhido vice-postulante para a causa de beatificação dos partorzinhos Francisco e Jacinta. O encontro deu-se no Convento de clausura de Coimbra, onde Irmã Lúcia viveu desde que se tornou carmelita descalça.

O sacerdote relata que a religiosa o recebeu cheia de tristeza, magra e muito aflita, comunicando-lhe suas meditadas preocupações.
“Padre, é preciso dizer às pessoas que não devem permanecer à espera de uma convocação à oração e penitência, nem de parte do papa, nem dos bispos, nem dos párocos, nem dos superiores gerais. Chegou o tempo de cada um, por sua própria iniciativa, realizar santas obras e reformar a sua vida segundo a convocação de Nossa Santíssima Mãe”

Passados quase 100 anos é realmente impressionante constatarmos a atualidade e o cumprimento à risca da Mensagem de Fátima; o meio caminho já andando; o quanto ainda falta e, sobretudo, os meios que a Providência continua nos concedendo para a reversão dos trágicos acontecimentos que, de acordo com nossa resposta aos apelos do Céu, implicam diretamente na salvação ou perda de nossas almas.

A causa da tristeza de Nossa Senhora
“Padre, a Senhora está muito triste porque não se deu atenção à sua mensagem de 1917. Nem os bons nem os ruins tomaram conhecimento. Os bons seguem o seu caminho sem preocupar-se com atender às indicações celestes; os ruins, marcham na estrada larga da perdição sem tomar nenhum conhecimento das ameaças de castigo. Creia, padre, o Senhor Deus muito em breve castigará o mundo. O castigo será material e o padre pode imaginar quantas almas cairão no inferno se não se rezar e fizer penitência. Esta é a causa da tristeza de Nossa Senhora.

fontr:ADF

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A flor mais bela

Vou contar-vos uma graciosa lenda persa que exprime uma grande verdade. Deus, assentado no trono excelso de sua glória, chamou um Anjo e disse-lhe:

- Vai àquele jardim, na terra lá em baixo, e traze-me a flor mais bela que encontrares.

O Anjo, mensageiro de Deus, desceu ao jardim e contemplou a variedade e a graça com que milhares de flores ali se misturavam como um mosaico admirável. Viu o minúsculo jasmim ao lado do grande helianto, a dália à sombra da madressilva abraçada ao oleandro; viu a rainha-margarida, a pervinca, a primavera e todas as outras belezas que erguem o seu hosana ao Criador. Mas o seu olhar fixou-se na rainha das flores, a rosa aveludada e odorosa, e disse:

- Esta é, certamente, a flor mais bela. – Colheu-a e voou ao trono do Altíssimo.

- A rosa, – disse Deus, – é o símbolo do amor, doce expressão de um coração ardente. Com a sua formosura atrai os olhares; é suave, perfumada, delicada, mas não é a flor mais bela.
O Anjo voou de novo ao jardim. Não olhou para o cravo, nem para a margarida, nem para a flor-de-lis; não deu atenção ao amor-perfeito nem à tulipa soberba, mas voando pressuroso a um canto escondido do jardim, colheu uma humilde violeta e disse:

- Certamente o símbolo da humildade há de ser a mais bela das flores.

E, retomando o vôo, foi ajoelhar-se aos pés da Majestade suprema.

Deus, tomando a violeta, sentiu-lhe o delicado perfume e disse:


- Sim, é bela a violeta oculta, humilde e pequenina e de tão agradável fragrância. A humildade é a virtude que faz os santos, vence os demônios e opera grandes maravilhas nos corações dos homens. Todavia, não é a mais bela das flores.

O Anjo retornou ao jardim. Fixando o olhar no lírio, ficou encantado com a sua alvura imaculada, seu porte altivo, seu perfume suave. Contemplou-o demoradamente, pensando e dizendo:

- Eis o símbolo da pureza imaculada; esta, sim, deve ser a flor mais bela. Colheu-a e desatou a voar.

Vendo-o, Deus exultou e disse:

- O símbolo da pureza, da pérola mais fúlgida, mais heróica e sublime! Esta, sim, é a mais bela das flores.

E os olhos divinos brilharam de complacência.

Sejmaos puros, simples e belos como os lírios, tal e qual pura, simples e bela é Nossa Mãe do Divino Amor. Só alcançaremos graça diante dos olhos de Deus, se nos acharmos humildes como Nossa Senhora.

(TESOURO DE EXEMPLOS, Volume I – Pe. Francisco Alves, C.SS.R. – Edições Vozes Ltda., Petrópolis, RJ – 2ª. edição, 1960, p. 355)./ADF

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Maria, nossa omnipotente advogada


O dia de Nossa Senhora do Rosário se aproxima, e interceda à Nossa Mãe Celestial pelas graças que necessita Dulcíssima Soberana, se é o vosso ofício interpor-Vos como medianeira entre Deus e os pecadores, dignai-Vos exercê-lo em meu favor. Não me digais que a minha causa é muito difícil de ganhar, porque sei, e todo o mundo o afirma, nunca uma causa, por desesperada que parecesse, se perdeu quando Vos teve por defensora: e só a minha correria risco? Não, não o temo.

Sem dúvida, se não considerasse senão a multidão de meus pecados, deveria temer que me recusásseis defender; mas quando penso na vossa imensa misericórdia, e no extremo desejo que anima o vosso maternal coração, de socorrer os pecadores mais sem esperança, todo o meu medo se esvai.

Quem é que já se perdeu, depois de ter recorrido a Vós? Chamo-Vos, pois, ao meu socorro, ó Maria, minha poderosa advogada, meu refúgio, minha esperança e minha Mãe. Às vossas mãos entrego a causa da minha salvação eterna; confio-Vos a minha alma: se ela está perdida, a Vós toca salvá-la.

Não cesso de dar graças ao Senhor pela confiança sem limites que me inspira em Vós, a qual, não obstante a minha indignidade, me dá segurança de salvação. Um só temor me aflige, ó minha amadíssima Rainha: é perder um dia pela minha negligência a confiança que tenho em Vós.

Suplico-vos pois, ó Maria, em nome do amor que tendes ao vosso dulcíssimo Jesus, conservai, aumentai em mim cada vez mais esta doce confiança na vossa intercessão; ela com certeza me fará redobrar a amizade de Deus, que tão loucamente desprezei e perdi no passado.

Uma vez recobrada esta amizade, espero conservá-la pelo vosso socorro, e conservando-a, chegar ao paraíso, onde terei a felicidade de Vos render graças e cantar as misericórdias de Deus e as vossas durante a eternidade.

Santo Afonso de Ligório

Extraído do livro: “As mais belas orações a Nossa Senhora”. Ed. Artpress

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A Mediação universal de Maria Santíssima


Nossa Senhora Medianeira Antes de apresentarmos a Doutrina desta Mediação da Mãe, cumpre-nos explicar e expor o Ofício Medianeiro de CRISTO.

Ao falar da Mediação de CRISTO, santo Tomás de Aquino ensina: “O Ofício de Medianeiro entre DEUS, e os homens consiste em uni-los”. (Suma Teológica3, q.26, a.1). A essência, pois, e a finalidade da Mediação de CRISTO está em unir os homens com DEUS.

O Medianeiro, segundo Santo Tomás, apresenta a DEUS as orações dos homens, oferece o Sacrifício, que é o ato principal da virtude da religião, e distribui aos homens os Dons Divinos que santificam as almas.

Este Ofício de Medianeiro, elevado a suprema perfeição, cabe e pertence exclusivamente a CRISTO Homem-DEUS, o único que nos pode reconciliar com DEUS, oferecendo-LHE um Sacrifício de valor infinito, que é perpetuado substancialmente no Sacrifício da Santa Missa. Somente CRISTO, Cabeça da humanidade, nos conquistou, com direito de Justiça, todas as graças necessárias a nossa salvação. É precisamente neste sentido que São Paulo ensina:

“Há um só Medianeiro entre DEUS e os homens, o Homem JESUS CRISTO, que se deu a Si mesmo em Redenção por todos.” (1 Tm. 2, 5-6)

Com estas palavras o Apóstolo quer dizer que nenhuma outra pessoa, tem, em si mesma, autoridade própria, nem merecimentos próprios, para se apresentar diante de DEUS, como Medianeiro dos homens, e neste sentido, a Mediação de CRISTO é única e exclusiva.

Mas esta Mediação absolutamente necessária, superabundante e suficientíssima, e que não carece absolutamente do auxílio de quem quer que seja, não exclui medianeiros subalternos e dependentes de CRISTO.

Com diáfana clareza o Papa Leão XIII na Encíclica “Fidentem piumque” de 20 de setembro de 1896, nos prova esta asserção:

“Há quem ache ousada a grande confiança no patrocínio da Virgem e queira repreender-nos. Em verdade, somente a CRISTO compete o nome e partilha de Medianeiro, a CRISTO que é uma só pessoa DEUS e Homem, e assim restaurou o gênero humano na graça: “Há um só Medianeiro entre DEUS e os homens, o Homem JESUS CRISTO, que se deu a Si mesmo, em Redenção por todos.” ( 1 Tm. 2, 5-6)

Mas, como ensina o “Anjo da Escola”, nada se opõe a que também outros se designem medianeiros entre DEUS e os homens, enquanto como ministros e instrumentos, cooperam na união dos homens com DEUS (Suma Teológica 3, q. 26, a.1,2), como os Anjos e Santos do Céus, os profetas e sacerdotes de ambos os Testamentos.

Esta dignidade gloriosa cabe, em ponto mais elevado, à Santíssima VIRGEM. Pois não se pode imaginar uma só personalidade que operasse na reconciliação dos homens com DEUS como MARIA, ou pudesse jamais operar como ELA. Quando os homens tinham incorrido na eterna perdição, MARIA deu-nos o SALVADOR. Pois foi ELA quem, em lugar de todo o gênero humano deu o Seu consentimento, quando o Anjo anunciou o Mistério da Paz (Suma Teológica 3, q. 30, a. 1). É Dela que nasceu JESUS, e ELA é verdadeiramente SUA MÃE e, por esta causa, Digna e Legítima Medianeira do Medianeiro.

É, pois, este o pensamento do papa Leão XIII: “Há um só Medianeiro, e esse é JESUS CRISTO. Mas há junto de JESUS CRISTO, a Santíssima Virgem, MÃE de DEUS, que por sua íntima cooperação com a Obra da Redenção, foi constituída Medianeira, e nesta Sua posição central, MARIA supera a todos os Anjos e Santos; é Medianeira num sentido, como nenhum Anjo e Santo o pode ser”.

Mas, se de fato, a mediação de JESUS CRISTO foi suficientíssima, superabundante, não carecendo do auxílio de quem quer que fosse, para executa-la, qual a razão, então, de MARIA Santíssima cooperar intimamente nela e merecer o título de Medianeira?

MARIA Santíssima é Medianeira Universal, não porque DEUS dELA necessitasse, mas porque unicamente assim o quis.

DEUS, infinitamente livre, podia querer e não querer a Redenção. E querendo a Redenção, podia escolher aquele modo de remir os homens que mais LHE agradasse. Pois, infinitamente sábio, tinha a sua disposição infinitos planos redentores.

Entre os infinitos planos, então, escolheu e executou aquele em que MARIA Santíssima ocupa, junto ao Divino Redentor, a posição central de MÃE e Medianeira Universal.

Segundo esse plano, na hora estabelecida por DEUS, o VERBO Eterno assume a natureza humana,

Nossa Senhora do Carmo
por Obra do Divino ESPÍRITO SANTO; mas a assume no seio castíssimo da Virgem, e somente após ELA ter dado seu livre, espontâneo e pleno consentimento. A Virgem, portanto, por Sua própria vontade, torna-se MÃE do Salvador, fornecendo-LHE o Sangue Preciosíssimo a ser derramado e o corpo Santíssimo a ser imolado no Santo Sacrifício da Cruz.

Durante os anos que levou a preparação do Santo Sacrifício, MARIA Santíssima vive com o FILHO em perfeita, ininterrupta e íntima comunhão de sentimentos e dores.

Na Sexta Feira Santa, no alto do Calvário, MARIA Santíssima apresenta a DEUS a Vítima Divina. MÃE e FILHO entrelaçados num só sentimento, numa só vontade, oferecem o Sacrifício Redentor à Justiça Divina. Eis, pois, JESUS, o Redentor do gênero humano, satisfazendo plenamente pelos pecados dos homens, e eis a Seu lado a Santíssima MÃE a Co-Redentora, que por Seus sofrimentos, se torna MÃE de todos os remidos.

E agora perguntamos: A missão da Santíssima Virgem estará concluída com a morte do Redentor ou continuará ELA pela distribuição das Graças, conquistadas com Sua cooperação, na dolorosa Obra da Redenção?

A mesma Vontade Santíssima que escolheu a Virgem para MÃE do Redentor, que LHE pediu assistência Maternal para os 33 anos de vida e para a hora do Sacrifício Supremo, esta mesma Vontade quer e determina que ELA seja, junto do FILHO, a Dispensadora de todas as Graças. Pois, o Plano Redentor, abrange não só a conquista de todas as Graças, realizadas aqui na Terra, mas também a distribuição das mesmas que se faz nos Céus.

Seria até de estranhar, se Deus convidasse a Virgem para acompanhar o SALVADOR na Sua crudelíssima jornada, começada na Encarnação e concluída no Calvário, e não A associasse a CRISTO nas alegrias da distribuição de todas as graças, fruto preciosíssimo também do sofrimento da MÃE Celeste.

Portanto, a Santíssima Virgem, unida a CRISTO, aqui na Terra nos sofrimentos cruéis da Redenção, está agora unida a CRISTO nos Céus, na distribuição dos frutos da Redenção.

Como vemos, aqui temos enfeixado, em poucas palavras, o Plano da Redenção do gênero humano, e neste Plano está contida a Mediação da Santíssima Virgem. Distinguimos duas fases da Mediação Universal de MARIA Santíssima:

A primeira compreende a participação de MARIA SANTÍSSIMA nos mistérios da salvação humana: a começar da Encarnação do VERBO, por ELA livremente aceita, continuada durante os 33 anos da Vida do SENHOR e concluída com o Sacrifício da Cruz. Esta primeira parte da Mediação confere a MARIA Santíssima o glorioso título de Co-Redentora do gênero humano, e disso tratará as três próximas partes.

A segunda fase da Mediação universal de MARIA Santíssima diz respeito à distribuição de todas as Graças, iniciada no Dia da Gloriosa Assunção da Santíssima Virgem e a perpetuar-se até o fim do mundo, e que Lhe dá o consolador título de Dispensadora de Todas as Graças. Fatos que abordaremos a partir da quinta parte. Pois, enquanto a aquisição das Graças pela Mediação da Virgem é um fato já realizado e consumado, a Distribuição das mesmas é um fato a consumar-se diariamente, até o Juízo Final.

Mais adiante falaremos ainda da devoção que devemos ter à Medianeira de Todas as Graças e de exemplos Marianos, onde poderemos admirar as infinitas maneiras pelas quais a Santíssima Virgem exerce Sua missão Celestial de Medianeira do Medianeiro.

“Transcrito do site: derradeiras e últimas graças“./ADF

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Visita de S.S. Bento XVI, a conversão dos anglicanos e o mal-estar de certa mídia


Recepção na Escócia: rainha, personalidades e crianças Em virtude das excepcionais condições em que acontece a visita de S.S. Bento XVI à Inglaterra, reproduzimos um post relativo à futura conversão daquele país anunciada em La Salette, extraída do blog “A Aparição de La Salette e suas profecias“.

Quando Maximin, vidente de La Salette, redigiu o Segredo que lhe confiou Nossa Senhora em 1851 escreveu: “um grande país no norte da Europa, hoje protestante, se converterá. Pelo apoio desta nação todos os outros países se converterão”.

Na redação de seu Segredo, feita em 1853, Maximin registrou que esse país protestante seria a Inglaterra.

Dita conversão seria um dos sinais da proximidade dos terríveis castigos que purificariam o mundo, preparando o advento do Reino de Maria.

Peregrinação das relíquias de Santa Terezinha, Cardiff, outubro de 2009 Esta previsão adquiriu cogente atualidade após a notícia oficial de que a Igreja Católica se apresta a receber grandes blocos de anglicanos ‒ sobretudo ingleses ‒ agastados com a nomeação de “sacerdotisas”, “bispos” e “bispas” homossexuais.

As notícias da mídia inglesa especulam que esses blocos poderiam conter milhões. Entre eles 30-50 “bispos” e 1.000 “sacerdotes” (ao contrário do Catolicismo os anglicanos não têm o sacramento da Ordem, e entre eles esses títulos não

possuem o mesmo significado que têm na Igreja Católica).

Para o influente diário de Londres “The Times”, no fim do processo a igreja anglicana poderia ficar reduzida a uma insignificância residual.

A simples perspectiva da conversão de grande número de anglicanos ao catolicismo causou, obviamente, forte mal-estar nos ambientes anticatólicos, em certa mídia e nos ambientes “progressistas” intoxicados por um falso ecumenismo.

O fato tem projeção política, social e cultural. O anglicanismo é a religião oficial de Estado e a rainha Elisabeth II é a chefe nominal dela.

Uma lei proíbe aos católicos de herdar o trono. Houve, porém, casos recentes de príncipes e princesas da Casa real inglesa que se tornaram católicos.

Segundo boatos nunca confirmados, mas também nunca infirmados, a rainha teria, ela própria, ocultas simpatias pelo catolicismo e participa do desgosto de inúmeros anglicanos com a decomposição moral do “clero” dessa denominação.

Há sérias iniciativas parlamentares visando remover a lei que proíbe um príncipe católico de herdar o trono.

A passagem em massa de anglicanos para o catolicismo fez lembrar não só La Salette, mas outras profecias particulares relativas à conversão da Inglaterra.

A visão de São Domingos Sávio


Além do segredo de La Salette, a mais famosa é o “sonho” de São Domingos Sávio. Tratou-se na verdade de um êxtase que o santo menino chamou de “distração”.

Este “sonho” é especialmente digno de nota, pois envolve também a São João Bosco e ao Beato Pio IX. A vida e a obra dos três foram objeto dos severos crivos dos processos de beatificação e canonização, tendo seus escritos e falas sido analisados com lupa pelos advogados vaticanos que os declararam isentos de todo erro contra a fé ou contra a moral.

A visão, ocorrida durante um êxtase de São Domingos Sávio, foi descrita pelo próprio São João Bosco no capítulo XX do livro “Vita del giovanetto Savio Domenico” (“Vida do jovem Domingos Sávio”) .

Dom Bosco conta que, estando perto de São Domingos Sávio agonizante, perguntou-lhe o que ele diria ao Papa se pudesse falar-lhe. Daí nasceu entre os dois santos o seguinte diálogo:

“‒ Se eu pudesse falar ao Papa, quereria lhe dizer que em meio às tribulações que o aguardam não deixe de trabalhar

com especial solicitude pela Inglaterra; Deus prepara um grande triunfo do catolicismo naquele reino.

“‒ No que é que V. baseia essas palavras?

“‒ Vou contar-lhe, mas não mencione isso aos outros, pois podem achar ridículo. Mas se o senhor for a Roma, diga-o a Pio IX por mim. (…)

“Certa manhã, durante minha ação de graças após a comunhão, voltei a ter uma distração, que me pareceu estranha; eu julguei ver uma grande parte de um país envolvida em grossas brumas, e estava cheia com uma multidão de pessoas. Estavam se movendo, mas como homens que, tendo perdido seu caminho, não estavam certos onde pisavam.

“Alguém próximo disse: ‘Esta é a Inglaterra.’

“Eu estava para fazer algumas perguntas a respeito disso quando vi Sua Santidade Pio IX, representado da mesma maneira que vi nas figuras.

“Ele estava majestosamente vestido, e carregava uma tocha brilhante com a qual ele se aproximou da multidão, como que para iluminar sua escuridão.

“À medida que se aproximava, a luz da tocha parecia dispersar a névoa, e as pessoas foram trazidas à plena luz do dia.

“Esta tocha,” disse meu informante, “é a religião Católica que está para iluminar a Inglaterra”.

No Boletim Salesiano (Turim, abril de 1924, nº 4), ainda encontramos as seguintes confidências ouvidas por São João Bosco da boca do santo menino:

‒ “Quantas almas aguardam nossa ajuda na Inglaterra! Oh se eu tivesse força e virtude, quereria ir para lá neste instante e conquistá-las todas para o Senhor com pregações e com o bom exemplo”.

No mesmo boletim (1° de março de 1950, nº 5) lemos ainda:

São João Bosco “No dia seguinte ele fez todos os exercícios para uma boa morte, despediu-se um por um dos companheiros, pagou uma dívida de dois tostões que tinha para com um deles, falou aos sócios da Companhia da Imaculada, e por fim saudou a Dom Bosco dizendo:

‒ “O senhor indo a Roma lembre-se do recado para o Papa pela Inglaterra. Reze por mim, para que eu possa ter uma boa morte, e adeus até o Paraíso…”

Dom Bosco cumpriu com o combinado, e assim narrou:

“No ano de 1858, quando eu fui a Roma, contei essas coisas ao Sumo Pontífice, que ouviu com bondade e aprazimento.

“‒ Isto, disse o Papa, me confirma no propósito de trabalhar energicamente em favor da Inglaterra, pela qual eu já engajo as minhas mais vivas solicitudes. Esse relato, para não dizer mais, chega-me como o conselho de uma boa alma.”

E São Domingos Sávio não foi o único nem o primeiro santo a receber luzes proféticas sobre a conversão futura da Inglaterra e os grandes fatos decorrentes do retorno inglês à Fé católica, única verdadeira.

Fonte: IPCO/ADF

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Uma aparição mariana no século III


Desde os primórdios da Igreja, Nossa Senhora auxiliava os fiéis, amparando-os em suas necessidades e esclarecendo suas dúvidas.

Não é fácil para um católico dos dias de hoje compreender as dificuldades que enfrentaram os bispos e sacerdotes no início da Igreja, na defesa da verdadeira doutrina.

Com efeito, após 20 séculos de História, a Igreja Católica tem proclamado dogmas magníficos, estudado e resolvido inúmeros problemas teológicos, refutado heresias, esclarecido dúvidas que pareciam insuperáveis, tudo sob a inspiração do Espírito Santo. Da mesma forma que trabalhamos atualmente com tranqüilidade em terras que nossos antepassados tiveram enorme dificuldade para desmatar. É o valor inestimável da Tradição.

Coisas que hoje um menino de seis anos aprende sem dificuldade no catecismo preocuparam outrora os Padres da Igreja. Época em que se definiam as naturezas humana e divina de Nosso Senhor, existentes em uma só Pessoa, definia-se o verdadeiro alcance dos sacramentos, o mundo angélico ou o inferno etc.

Ora, foi justamente para tranqüilizar a reta consciência de um bispo santo, dos primeiros séculos do cristianismo, que se deu a aparição narrada a seguir.

Santo biógrafo de outro santo

Em muitas ocasiões, na História da Igreja, surgiram santos que relatam os fatos maravilhosos da vida de outros santos. Assim, São Gregório Magno narrando a vida de São Bento; o Bem-aventurado Raimundo de Cápua escrevendo a de Santa Catarina de Siena; São João Bosco descrevendo a de São Domingos Sávio etc.

São Gregório de Nissa

São Gregório de Nissa conta a vida de São Gregório, o Taumaturgo (isto é, o que opera milagres). O primeiro viveu no século IV, e seu biografado no século III — um século de diferença.

São Gregório, o Taumaturgo, tinha sido nomeado Bispo de Neocesaréia, cidade localizada na atual Turquia. Mas, segundo a biografia escrita por São Gregório de Nissa, “ele não queria iniciar a pregação antes que a verdade lhe tivesse sido revelada por alguma aparição. Havia aqueles que falsificavam o ensino piedoso com argumentos rebuscados, e assim tornavam a verdade duvidosa. Ora, durante a noite, quando ele repousava em santos pensamentos, um venerável ancião lhe apareceu, revestido de ornamentos sacerdotais. Surpreso, Gregório levanta-se e pergunta-lhe quem ele é e por que lhe apareceu. O ancião tranqüiliza seus temores com uma doce voz. Anuncia que vem, por ordem de Deus, esclarecer suas dificuldades [teológicas] e revelar-lhe a verdade da Fé. Gregório cobra coragem com estas palavras e olha o ancião com uma alegria mesclada de estupefação. A aparição estende a mão e o convida a olhar para um lado. Então Gregório percebe outra aparição: uma mulher, com um aspecto superior a tudo quanto é humano. De novo a emoção o domina, abaixa sua fronte e não ousa fixar esta luz tão forte para seus olhos [...]. Mas ele escutava as duas pessoas que apareceram conversando sobre os assuntos teológicos que o preocupavam. Assim, ele não apenas aprendeu a doutrina da Fé, mas descobriu quem eram os personagens da visão pelos nomes que eles se davam um ao outro. Com efeito, conta ele que ouviu a mulher convidar São João Evangelista a manifestar ao jovem bispo os mistérios da verdadeira Fé. Por sua vez, este respondia que o faria com gosto, para agradar a Mãe do Senhor e seguir seus desejos. Então [aquele apóstolo] pronunciou um discurso sóbrio, e desfez-se a aparição.

“Imediatamente Gregório colocou no papel esta doutrina celeste, e foi de acordo com ela que ele pregou logo mais em sua igreja. Ele legou-a a seus sucessores como uma herança vinda de Deus, e o povo, ensinado segundo tal doutrina, tem permanecido sempre puro de toda maldade herética. Eis aqui as palavras reveladas do Símbolo [dos Apóstolos, ou seja o Credo]: Eu creio num só Deus [...]. Se alguém quer se assegurar da verdade deste símbolo, que consulte a Igreja na qual o Taumaturgo pregava esta doutrina. Em seus arquivos, conserva-se ainda hoje o manuscrito feito por esta bem-aventurada mão: verdadeiras tábuas escritas por Deus e comparáveis, pela grandeza de sua graça, às tábuas da Lei, nas quais fora antigamente gravada a lei divina”.*

Uma situação especial

Constatamos neste texto vários fatos que merecem um comentário. Chama a atenção que, nessa visão, estando presente Nossa Senhora, não tenha sido Ela quem explicou o problema teológico, mas tenha convidado São João Evangelista (Bispo da Igreja) para falar. Cabe aos Bispos ensinar a doutrina, pois a eles confiou Nosso Senhor essa missão. E Nossa Senhora, sempre respeitosa das hierarquias — mesmo tendo muito mais virtude e conhecimento —, não quis violar esta regra dada por Deus. Admirável tema de meditação sobre a verdadeira humildade! Como dói saber que hoje em dia há Bispos que se desviaram dessa sublime missão, para ensinar as doutrinas da moda, como a teologia da libertação e outras do gênero!

Outro aspecto curioso da visão: São Gregório, o Taumaturgo, não conseguiu fixar seus olhos em Nossa Senhora. Aliás, é um fato que se constata em numerosas aparições de Maria Santíssima: os videntes sentem dificuldade em fixar detidamente seu rosto, tão luminoso é ele. Vários videntes, ao serem inquiridos, conseguem descrevê-lo só genericamente, pois não puderam fixar seus traços.

Chama a atenção ainda o modo maternal como Nossa Senhora tratou o jovem Bispo. Este não quis, de forma alguma, ensinar algo contrário à verdade. Mas, naquela época, era muito difícil consultar outros bispos fiéis para elucidar as verdades da Fé, em meio às perseguições pagãs e com distâncias enormes a percorrer.

Entretanto, o Santo Bispo não podia deixar seus súditos privados de sólida formação doutrinária. Podemos imaginar, então, as angústias causadas por tal situação. Para avaliarmos o problema, lembremos que somente 50 anos após a morte de São Gregório de Nissa, no Concílio de Nicéia foi elaborado um Credo oficial, com a finalidade de estabelecer a autêntica e única verdade de Fé.

* * *

Como vimos, Nossa Senhora resolveu o angustiante problema de um modo muito especial e materno. Assim como Ela o solucionou e protegeu a Fé incipiente dos primeiros cristãos, peçamos-Lhe que nos preserve dos erros contemporâneos, em meio à terrível confusão dos dias atuais.

Nota:

(*) Le ciel sur la Terre, les apparitions de la Vierge au Moyen âge, Sylvie Barnay, Ed. les Editions du Cerf, Milano, 1999, pg. 16-18.

Fonte: Lepanto/ADF

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Visões de Nossa Senhora e as suas conseqüências

O homem adquire características daquilo que admira. E, à medida que conhece melhor o que admira, mais se acentua o desejo de tornar-se semelhante ao que admirou. Valdis Grinsteins

Catedral de Cracóvia onde se deu a aparição de Nossa Senhora ao Bem-aventurado Stanislao Kazimierczyk Imaginemos um artista que reside no interior do Brasil. Ele ouve falar das maravilhas artísticas que apresentam as cidades da Europa – por exemplo, Roma. Amigos seus descrevem a igreja de São Pedro, a Fontana de Trevi ou a igreja do Gesù. Ele procura fotografias desses locais, e fica encantado. Nada o atrai mais do que viajar a Roma e ver com seus próprios olhos todas essas maravilhas, a fim de dedicar-se de modo crescente à arte. As proporções, os contrastes, a iluminação que muda durante o dia, etc – são fatos que podem ser descritos, mas nada é melhor do que presenciá-los. A visão concreta, neste caso, é algo que tende a proporcionar a plenitude do conhecimento.

O mesmo acontece com pessoas às quais é descrita a maravilhosa natureza brasileira. Ouvem falar das cataratas do Iguaçu, podem ver fotografias ou filmes, ouvir descrições delas, mas nada os confirma tanto na admiração dessa natureza como visitar pessoalmente aquelas quedas d´água. O ribombo da impressionante massa líquida que se precipita no abismo, o aroma e as cores da natureza que a rodeia, efeitos como os arcos-íris quase permanentes — ver e sentir tudo isso é incomparável. E com grande freqüência o turista que lá esteve volta a seu país transformado em propagandista do local.

Se isto acontece freqüentemente na vida quotidiana, com quanto mais razão acontece na vida espiritual. Sendo a parte espiritual do homem superior à parte material, tudo o que move o espírito tem conseqüências mais profundas e duráveis no nosso ser. Ver algo, entendê-lo mais, nos modificará de forma mais radical. Podem nos falar da beleza de um ato de caridade, mas nada nos moverá mais a ser caritativos do que presenciar um ato desses.

Foi justamente uma aparição de Nossa Senhora ao Bem-aventurado Stanislao Kazimierczyk que o levou a se aperfeiçoar mais do que antes. Trata-se de uma aparição pouco conhecida, mas as suas conseqüências estenderam-se muito além do que se poderia pensar. Vejamos como se deu. (…)

A acção de presença de Nossa Senhora


Bem-aventurado Stanislao Kazimierczik Ele era um sacerdote da Ordem dos Canônicos Regulares Lateranenses, os quais possuem uma magnífica basílica gótica em Kazimierz, hoje uma atração turística da cidade de Cracóvia. Nessa basílica viveu e morreu Stanislao, que era doutor em Teologia e Filosofia e ficou conhecido por sua devoção à Sagrada Eucaristia. Era muito devoto do seu padroeiro, o santo bispo Estanislau de Cracóvia, martirizado vários séculos antes pela sua firmeza na defesa da moral católica. Costumava ir da basílica até o local onde ocorrera o martírio, que fica próximo. Numa dessas visitas, teve ele uma visão do santo bispo, que lhe apareceu ao lado da Virgem com o Menino Jesus nos braços. Não consta que tivessem dito algo ao Bem-aventurado Stanislao Kazimierczik, mas a tradição registra o aumento da sua devoção e o seu aperfeiçoamento espiritual posterior.

Ele mantinha contato com todos os outros santos que moravam na cidade, e também com numerosas pessoas virtuosas que costumam buscar a companhia dos mais perfeitos. E ocorreu que o seu bom exemplo contagiava numerosas pessoas. Foi uma espécie de efeito em cadeia: aperfeiçoando-se um, convenceu e incentivou outros a seguir o mesmo caminho. Ao morrer, numerosas pessoas foram ao túmulo dele na basílica de Corpus Christi, e só no primeiro ano após o falecimento foram registrados 176 milagres.

Alguém poderia ficar perplexo diante do fato de possivelmente Nossa Senhora nada ter dito a ele. Mas são várias as aparições na história da Igreja em que tal tem sucedido. Pois não é preciso que Nossa Senhora fale, basta sua presença para fazer sentir tudo o que Ela é. Exemplo bem conhecido é o da aparição que levou à conversão do judeu Afonso Ratisbona, em Roma. Ele próprio relata que “Nossa Senhora nada disse, mas eu entendi tudo”. A placa colocada na igreja da aparição registra que dali ele se levantou cristão.

Outras pessoas poderiam ficar chocadas pelo fato de ele não ter nada escrito a respeito. Mas também há na história da Igreja vários exemplos de pessoas cujas aparições ou visões de Nossa Senhora se deram para seu proveito espiritual. Tornaram-se úteis para muitos outros, pelo fato de eles próprios se terem aperfeiçoado, mas não foi relatado o que a Virgem lhes disse. Por exemplo, Nossa Senhora apareceu várias vezes a Santo Antonio Maria Claret, mas em seu diário consta apenas uma frase comentando o fato, sem dar nenhum detalhe.

Devemos ter em conta que Nossa Senhora cuida de cada um de nós e nos dá aquilo de que mais necessitamos, especialmente para nossa vida espiritual, mas também para a vida temporal. No caso concreto, Ela sabia que aparecendo ao Bem-aventurado Stanislao Kazimierczik ele tornar-se-ia melhor, e o efeito dessa melhora acabaria influenciando toda a cidade, e mesmo todo o país.

Que nos sirva esta aparição como meditação, para de nossa parte empenharmo-nos em melhorar. Nossa Senhora não deixará que se perca esse esforço, para a maior glória de Deus.

Fonte: Catolicismo

domingo, 15 de agosto de 2010

15 de agosto – Dia de Nossa Senhora da Assunção


A solenidade da Assunção da Virgem Maria existe desde os primórdios do catolicismo.


Não há maior glória do que a que recebeu Maria, escolhida para ser a mãe de Jesus, o Filho de Deus. De seu ventre virginal nasceu o Salvador da humanidade.

Por isso, Deus lhe reservou a melhor das recompensas. Terminado seu tempo de vida terrestre, Maria foi "assunta" isto é, levada ao céu em corpo e alma. O que a tradição cristã diz é que Ela nem mesmo morreu, apenas "dormiu". Narra também que foram os anjos Gabriel e Miguel que a levaram ao céu. Deus queria conservar a integridade do corpo daquela que gerou seu Filho.

A solenidade da Assunção da Virgem Maria existe desde os primórdios do catolicismo. No início era celebrada a Dormição de Nossa Senhora. Esta festa veio a ser oficializada para os católicos orientais no século VII com um edito do imperador bizantino Maurício. No mesmo século a festa da Dormição foi introduzida também em Roma pelo Papa Sérgio I, de origem oriental. Foi em 687, quando, em procissão, foi até a basílica de Santa Maria Maior, celebrar o Santo Ofício. Mas foi preciso transcorrer um outro século para que o nome "dormição" cedesse o lugar àquele mais explicito de assunção, usado até os nossos dias.

Em 1950 foi solenemente definido este dogma de Maria, pelo Papa Pio XII. Pela singular importância de sua missão como Mãe de Jesus, Maria não só foi proclamada Rainha do céu, quando levada para viver ao lado de Deus, mas proclamada Mãe da Igreja, portanto de todos nós.

Na Assunção da Virgem Maria, vemos a nossa esperança de ressurreição já realizada. Nela a Igreja atinge a plenitude do triunfo final, a vitória definitiva sobre a morte e o mal. Por isso esta festa é uma das solenidade mais comemoradas pelos católicos.

Depois da Assunção, Nossa Senhora com maternal benevolência participa com sua oração e intercessão na obra de seu Filho: a salvação da humanidade. Ela que é a mediadora de todas as graças.

Fonte: Quiosque Azul

sábado, 14 de agosto de 2010

A Mulher do Apocalipse e o simbolismo da lua sob os pés de Nossa Senhora


Nossa Senhora levando o Menino Jesus é símbolo da Igreja. A Igreja (=Ecclesia) aparece em pé sobre a lua minguante para sublinhar que seus fundamentos são o Antigo Testamento. Sem dúvida, é também um símbolo da vitória da Igreja sobre a Sinagoga (cfr. Dayton University, Mary Page).

Na iconografia, Nossa Senhora passou a representar também a Igreja herdando seus atributos. O Gradual Katharinenthal de 1312 apresenta uma imagem de transição, onde a mesma figura feminina contém ou têm os atributos simultaneamente da Igreja, de Maria e da Mulher do Apocalipse.

As primeiras representações da Ecclesia (=Igreja) nos séculos X-XII a apresentam como a mulher apocalíptica enfrentando o dragão. O motivo da mulher apocalíptica é aplicado em uma variedade de formas a Maria.

Por volta de 1348 espalhou-se um tipo de escultura mariana chamada Madonna que pisa a lua crescente (Mondsichel-Madonna), onde a representação da mulher do Apocalipse dispensa o uso do símbolo da lua (por exemplo, na escultura de Trier, 1480).

Por vezes, como por exemplo nas representações do Platytera (ícone que pinta a Nossa Senhora orante), faz-se a oposição do sol (o Salvador) que nasce de Maria de um lado, e da raça humana que precisa de salvação (lua) de outro (Katharinenthal, 1312).

A lua crescente também é usada nas representações da conceição milagrosa de Maria e de seu nascimento (São Joaquim e Sant’Ana na Porta Dourada, Camerino, Tadino, 1470).

A lua crescente aparece acalcada sob os pés de Maria em pinturas da Assunção (Meister de Luzien-Legende, 1485) e significa a sua glória e vitória sobre o tempo e o espaço.

A aplicação mais importante do símbolo da lua ocorreu nas representações da Imaculada Conceição.

A importância óbvia da vitória sobre o pecado é enriquecida com as idéias de beleza e pureza. “Pulchra ut luna”, “bela como a Lua” recita o Ofício Parvo; ou também na Ladainha Lauretana (por exemplo, Francesco Vanni, Altar da Imaculada Conceição, Montalcino, 1588).

Durante a época barroca, é freqüente encontrar a Imaculada representada como Nossa Senhora da Vitória, contra os turcos ou contra os protestantes e, em geral, contra as forças do mal a serviço do Anticristo e de seus asseclas na História.

(Fonte: Dayton University, Mary Page através de Orações e Milagres Medievais)

In: ADF

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Maria ocupa um lugar único nos Céus


No conjunto dos Santos, Maria ocupa um lugar único, pois foi chamada a ser Mãe do Redentor e Mãe dos homens (cf Jo 19,25-27). Disto se segue que a veneração dedicada pelos católicos a Maria difere da devoção aos demais Santos. Prova disso é que existem verdades de fé (dogmas) concernentes a Maria, mas não os há em relação aos outros Santos.

Verdade é que os três dogmas marianos não são mais do que dogmas cristológicos. Com efeito, o Filho de Deus quis fazer-se homem (donde a Maternidade Divina); para ser digno habitáculo da Divindade, Maria nunca esteve sujeita ao pecado (donde a Imaculada Conceição) nem à conseqüência do pecado, que é o domínio da morte sobre o ser humano (daí a Assunção gloriosa aos céus).

A eminência do culto a Maria foi expressa pelo Concílio de Nicéia II, em 787, mediante o termo “hyperdulia” (super-veneração), ao passo que os demais Santos são cultuados em “dulia” (veneração). Conseqüentemente, devemos dizer que a devoção a Maria não é facultativa, ao passo que a devoção a São Francisco ou São Bento o é.

A necessidade do culto de hiperdulia a Maria se deduz do próprio Cristocentrismo da piedade cristã. Sim, São Paulo afirma que “fomos predestinados a ser conformes à imagem do Filho, a fim de ser ele o Primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8,29).

Assim, quanto mais o cristão se configura à imagem de Cristo, ou quanto mais se identifica com ele, tanto mais terá em seu íntimo os sentimentos de Cristo. Ora, Jesus era todo filho do Pai (como Deus) e todo Filho de Maria (como homem).

Donde se segue que quanto mais centrado em Cristo for o cristão, tanto mais deverá sentir-se filho de Maria. A devoção mariana, portanto, está na lógica mesma do “ser um outro Cristo”, ideal de todo cristão. O cristão deve procurar tornar-se, para Maria, um outro Jesus.

Diz, muito a propósito, o padre E. Schillebeechx: “Para quem está verdadeiramente consciente do papel de Maria, é impossível passar, sem Maria, uma vida que queira ser cristã, uma vida que não contrarie o apelo de Deus, não derrogue a ordem cristã, não negligencie as delicadas atenções de Deus. Os pregadores e as testemunhas de fé devem, por isso, levar a peito a pregação da devoção mariana e valorizá-la, porque ela está na medula do religião cristã” (Maria, Mãe da Redenção, pág. 97).

O mesmo autor desenvolve o papel de Maria na atual história da Igreja e de cada um de nós: “em nossa vida, Maria é o coração que dá. O coração que compreende as nossas necessidades e que, maternalmente, as expõe ao Filho, o Deus que continua sendo seu Filho”.

Ela pode lhe dizer, como em Caná: “Eles não têm mais vinho”. Ah, se pudéssemos ouvir o colóquio de Jesus e Maria a nosso respeito, veríamos como estão sempre a par de nossas necessidades.

Não esqueçamos que a vida terrestre atual, de que se ocupam a gloriosa Mãe e o Filho glorificado, só será realmente abençoada se a relacionarmos com as palavras de Maria aos servidores de Caná: “Fazei tudo o que meu Filho vos disser”. Degustareis então, o que ela vos der em nome do Divino Filho, e direis, como os convidados de Caná: “Guardaram o melhor vinho para o fim!” (Op. Cit. Pag. 121).
Com se compreende, pode haver expressões inadequadas da piedade mariana, mais inspiradas pelo sentimentalismo do que pela reta fé. A esse propósito escreveu o Concílio do Vaticano II: “O Concílio exorta com todo o empenho os teólogos e os pregadores da Palavra Divina a que, na consideração da singular dignidade de Mãe de Deus, abstenham-se com diligência tanto de todo falso exagero quanto da demasiada estreiteza de espírito (…) Com diligência afastem tudo o que, por outros, em erro acerca da verdadeira doutrina da Igreja. Ademais, saibam os fieis que a verdadeira devoção não consiste num estéril e transitório afeto, nem numa certa vã credulidade, mas procede da fé verdadeira, pela qual somos levados a reconhecer a excelência da Mãe de Deus, excitados a um amor filial para com nossa Mãe e à imitação de suas virtudes” (Constituição Lumen Gentium, n° 67).

Eis como se deve conceber a piedade para com Maria Santíssima e para com os demais Santos.

Extraído da revista “O mensageiro de Santo Antonio”