EU VOS AMO! VÓS SOIS A MINHA VIDA.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

BEATO JOÃO PAULO II



Eu vos venero, rogai por nós!

Rute, 1


1. No tempo que governavam os juízes, sobreveio uma fome na terra. Um homem partiu de Belém de Judá, com sua mulher e seus dois filhos, indo morar nos campos de Moab.
2. Chamava-se Elimelec, e sua mulher Noêmi; seus dois filhos chamavam-se Maalon e Quelion; eram efrateus de Belém de Judá. Chegados à terra de Moab, estabeleceram-se ali.
3. Elimelec, marido de Noêmi, morreu, deixando-a com seus dois filhos.
4. Estes casaram com mulheres moabitas, chamadas uma Orfa e outra Rute. Viveram lá aproximadamente dez anos.
5. Maalon e Quelion morreram ficando Noêmi só, sem seus dois filhos e sem seu marido.
6. Então, levantou-se Noêmi e partiu da região de Moab com suas duas noras, porque ouviu dizer que o Senhor tinha visitado o seu povo e lhe tinha dado pão.
7. Deixou, pois, aquele lugar onde habitara com suas duas noras e pôs-se a caminho de volta para a terra de Judá.
8. Ide, voltai para a casa de vossa mãe, disse ela às suas noras. O Senhor use convosco de misericórdia, como vós usastes com os que morreram e comigo!
9. Que ele vos conceda paz em vossos lares, cada uma em casa de seu marido! E beijou-as. Elas puseram-se a chorar:
10. Nós iremos contigo para o teu povo, disseram elas.
11. Ide, minhas filhas, replicou Noêmi. Por que haveis de vir comigo? Porventura tenho eu ainda em meu seio filhos que possam tornar-se vossos maridos?
12. Voltai, minhas filhas, porque já estou demasiado velha para casar-me de novo. E ainda que eu tivesse alguma esperança, e que esta noite mesmo me fosse dado ter marido, e viesse a gerar filhos,
13. esperá-los-íeis crescer, sem vos casardes de novo, até que se tornassem grandes? Não, minhas filhas, minha dor é muito maior do que a vossa, porque a mão do Senhor pesou sobre mim.
14. Então elas desataram de novo a chorar. Orfa beijou a sua sogra, porém Rute não quis separar-se dela.
15. Eis que tua cunhada voltou para o seu povo e para os seus deuses, disse-lhe Noêmi; vai com ela.
16. Não insistas comigo, respondeu Rute, para que eu te deixe e me vá longe de ti. Aonde fores, eu irei; aonde habitares, eu habitarei. O teu povo é meu povo, e o teu Deus, meu Deus.
17. Na terra em que morreres, quero também eu morrer e aí ser sepultada. O Senhor trate-me com todo o rigor, se outra coisa, a não ser a morte, me separar de ti!
18. Ante tal resolução, Noêmi não insistiu mais.
19. Seguiram juntas o seu caminho até Belém; ali chegando, comoveu-se toda a cidade; as mulheres diziam.: Eis aí Noêmi!
20. Não me chameis mais Noêmi, replicou ela, mas chamai-me Mara; porque o Todo-poderoso me encheu de amargura.
21. Parti com as mãos cheias, e o Senhor fez-me voltar com as mãos vazias. Por que me chamais Noêmi, se o Senhor se declarou contra mim e o Onipotente me inundou de aflição?
22. Foi assim que voltaram dos campos de Moab, Noêmi e sua nora Rute, a moabita. Chegaram a Belém quando se começava a segar a cevada.
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domingo, 30 de outubro de 2011

Êxodo, 34


1. O Senhor disse a Moisés: “Talha duas tábuas de pedra semelhantes às primeiras: escreverei nelas as palavras que se encontravam nas primeiras tábuas que quebraste.
2. Estejas pronto pela manhã para subir ao monte Sinai. Apresentar-te-ás diante de mim no cume do monte.
3. Ninguém subirá contigo, e ninguém se mostre em parte alguma do monte: não haja nem mesmo ovelhas ou bois pastando em seus flancos.”
4. Moisés talhou, pois, duas tábuas de pedra semelhantes às primeiras e, no dia seguinte, pela manhã, subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe havia ordenado, segurando nas mãos as duas tábuas de pedra.
5. O Senhor desceu na nuvem e esteve perto dele, pronunciando o nome de Javé.
6. O Senhor passou diante dele, exclamando: “Javé, Javé, Deus compassivo e misericordioso, lento para a cólera, rico em bondade e em fidelidade,
7. que conserva sua graça até mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a rebeldia e o pecado, mas não tem por inocente o culpado, porque castiga o pecado dos pais nos filhos e nos filhos de seus filhos, até a terceira e a quarta geração”.
8. Moisés inclinou-se incontinente até a terra e prostrou-se,
9. dizendo: “Se tenho o vosso favor, Senhor, dignai-vos marchar no meio de nós: somos um povo de cabeça dura, mas perdoai nossas iniqüidades e nossos pecados, e aceitai-nos como propriedade vossa”.
10. O Senhor disse: “Vou fazer uma aliança contigo. Diante de todo o teu povo farei prodígios como nunca se viu em nenhum outro país, em nenhuma outra nação, a fim de que todo o povo que te cerca veja quão terríveis são as obras do Senhor, que faço por meio de ti.
11. Sê atento ao que te vou ordenar hoje. Vou expulsar diante de ti os amorreus, os cananeus, os hiteus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus.
12. Guarda-te de fazer algum pacto com os habitantes da terra em que vais entrar, para que sua presença no meio de vós não se vos torne um laço.
13. Derrubareis os seus altares, quebrareis suas estelas e cortareis suas asserás.
14. Não adorarás nenhum outro deus, porque o Senhor, que se chama o zeloso, é um Deus zeloso.
15. Guarda-te de fazer algum pacto com os habitantes do país, pois, quando se prostituírem a seus deuses e lhes oferecerem sacrifícios, poderiam convidar-te e tu comerias de seus banquetes sagrados;
16. poderia acontecer também que tomasses entre suas filhas esposas para teus filhos, e essas mulheres que se prostituem a seus deuses, poderiam arrastar a isso também os teus filhos.
17. Não farás deuses de metal fundido.
18. Guardarás a festa dos Ázimos: como te prescrevi, no tempo fixado do mês das espigas (porque foi nesse mês que saíste do Egito) só comerás, durante sete dias, pães sem fermento.
19. Todo primogênito me pertence, assim como todo macho primogênito de teus rebanhos, tanto do gado maior como do menor.
20. Resgatarás com um cordeiro o primogênito do jumento; do contrário, quebrar-lhe-ás a nuca. Resgatarás sempre o primogênito de teus filhos; e não te apresentarás diante de minha face com as mãos vazias.
21. Trabalharás durante seis dias, mas descansarás no sétimo, mesmo quando for tempo de arar e de ceifar.
22. Celebrarás a festa das semanas, no tempo das primícias da ceifa do trigo, e a festa da colheita, no fim do ano.
23. Três vezes por ano, todos vossos varões se apresentarão diante do Senhor Javé, Deus de Israel.
24. Porque expulsarei as nações diante de ti, e alargarei tuas fronteiras, e ninguém cobiçará tua terra, enquanto subires três vezes por ano para te apresentares diante do Senhor teu Deus.
25. Quando sacrificares uma vítima, não oferecerás o seu sangue com pão fermentado. O animal sacrificado para a festa de Páscoa não será conservado até o dia seguinte.
26. Trarás à casa do Senhor teu Deus as primícias dos frutos de teu solo. “Não farás cozer um cabrito no leite de sua mãe.”
27. O Senhor disse a Moisés: “Escreve estas palavras, pois são elas a base da aliança que faço contigo e com Israel”.
28. Moisés ficou junto do Senhor quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão nem beber água. E o Senhor escreveu nas tábuas o texto da aliança, as dez palavras.
29. Moisés desceu do monte Sinai, tendo nas mãos as duas tábuas da lei. Descendo do monte, Moisés não sabia que a pele de seu rosto se tornara brilhante, durante a sua conversa com o Senhor.
30. E, tendo-o visto Aarão e todos os israelitas, notaram que a pele de seu rosto se tornara brilhante e não ousaram aproximar-se dele.
31. Mas ele os chamou, e Aarão com todos os chefes da assembléia voltaram para junto dele, e ele se entreteve com eles.
32. Aproximaram-se, em seguida, todos os israelitas, a quem ele transmitiu as ordens que tinha recebido do Senhor no monte Sinai.
33. Tendo Moisés acabado de falar, pôs um véu no seu rosto.
34. Mas, entrando Moisés diante do Senhor para falar com ele, tirava o véu até sair. E, saindo, transmitia aos israelitas as ordens recebidas.
35. Estes viam irradiar a pele de seu rosto; em seguida Moisés recolocava o véu no seu rosto até a próxima entrevista com o Senhor.
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Êxodo, 33


1. O Senhor disse a Moisés: “Vai, parte daqui com o povo que tiraste do Egito; ide para a terra que prometi a Abraão, a Isaac e a Jacó, com o juramento de dá-la à sua posteridade.
2. Enviarei um anjo adiante de ti, e expulsarei os cananeus, os amorreus, os hiteus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus.
3. Ide para essa terra que mana leite e mel. Mas não subirei convosco, porque sois um povo de cabeça dura; eu vos aniquilaria em caminho.”
4. Ouvindo o povo estas duras palavras, pôs-se a chorar e cada um tirou os seus enfeites.
5. Então o Senhor disse a Moisés: “Dize aos israelitas: vós sois um povo de cabeça dura; se eu viesse um só instante no meio de vós, eu vos aniquilaria. Arrancai, pois, todos os vossos enfeites e verei o que posso fazer por vós.”
6. Os israelitas despojaram-se de seus enfeites ao partir do monte Horeb.
7. Moisés foi levantar a tenda a alguma distância fora do acampamento. (E chamou-a tenda de reunião.) Quem queria consultar o Senhor, dirigia-se à tenda de reunião, fora do acampamento.
8. Quando Moisés se dirigia para a tenda, todo mundo se levantava, cada um diante da entrada de sua tenda, para segui-lo com os olhos até que entrasse na tenda.
9. E logo que ele acabava de entrar, a coluna de nuvem descia e se punha à entrada da tenda, e o Senhor se entretinha com Moisés.
10. À vista da coluna de nuvem, todo o povo, em pé à entrada de suas tendas, se prostrava no mesmo lugar.
11. O Senhor se entretinha com Moisés face a face, como um homem fala com seu amigo. Voltava depois Moisés ao acampamento, mas seu ajudante, o jovem Josué, filho de Nun, não se apartava do interior da tenda.
12. Moisés disse ao Senhor: “Vós dizeis-me que faça subir o povo, mas não me fazeis saber quem haveis designado para acompanhar-me. E, entretanto, dissestes-me: ‘Conheço-te pelo teu nome’ e: ‘Tens todo o meu favor.’
13. Se é verdade que tenho todo o vosso favor, dai-me a conhecer os vossos desígnios, para que eu saiba que tenho todo o vosso favor; e considerai que esta nação é o vosso povo.”
14. O Senhor respondeu: “Minha face irá contigo, e serei o teu guia.”
15. “Se vossa face não vier conosco, disse Moisés, não nos façais partir deste lugar.
16. Por onde se saberá que temos todo o vosso favor, eu e o vosso povo? Porventura, não é necessário para isso justamente que marcheis conosco? É o que nos distinguirá, eu e o vosso povo, de todas as outras nações da terra.”
17. “O que pedes, replicou o Senhor, fá-lo-ei, porque tens todo o meu favor, e te conheço pelo teu nome.”
18. Moisés disse: “Mostrai-me vossa glória.”
19. E Deus respondeu: “Vou fazer passar diante de ti todo o meu esplendor, e pronunciarei diante de ti o nome de Javé. Dou a minha graça a quem quero, e uso de misericórdia com quem me apraz.
20. Mas, ajuntou o Senhor, não poderás ver a minha face, pois o homem não me poderia ver e continuar a viver.
21. Eis um lugar perto de mim, disse o Senhor; tu estarás sobre a rocha.
22. Quando minha glória passar, te porei na fenda da rocha e te cobrirei com a mão, até que eu tenha passado.
23. Retirarei depois a mão, e me verás por detrás. Quanto à minha face, ela não pode ser vista”.
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Egipto: “Cristãos estão a viver a pior época dos últimos anos”, denuncia bispo à Fundação AIS


“Os cristãos estão a viver a pior época dos últimos anos”, afirmou o bispo copta-ortodoxo Anba Stephanos, da diocese de Beba e Elfashn, à Fundação AIS. Segundo o seu testemunho, os cristãos “têm vindo a ser violentamente agredidos e mortos e, pela primeira vez em muitos anos, as igrejas estão a ser sistematicamente destruídas e queimadas”. A par de tudo isto, segundo D. Anba Stephanos, a polícia nada faz e ninguém é levado perante a justiça. O bispo afirma ainda que os meios de comunicação social do Egipto “fazem uma cobertura parcial destes acontecimentos, de forma a não chamarem a atenção dos media internacionais e, dessa forma, se poder fazer alguma pressão sobre o regime”. De qualquer forma, e numa tentativa de romper com este cerco mediático, o massacre dos manifestantes de 9 de Outubro tem vindo a ser exibido por três estações de televisão ligadas à Igreja Copta.

O bispo relatou à Fundação AIS que existe, na sociedade egípcia, uma tentativa de isolamento dos cristãos, que se verifica até em convites à população para boicotar os comerciantes cristãos, não lhes vendendo nem comprando nada, o que já começa a fazer surtir algum efeito com o estrangulamento económico de alguns empresários. Também ao nível do emprego se nota alguma discriminação.

Conhecedor como poucos da realidade egípcia, o bispo Anba Stephanos alertou ainda a comunidade internacional, através da Fundação AIS, para não se depositar demasiadas expectativas nas eleições agendadas já para o mês de Novembro. “O futuro – disse – é absolutamente incerto”. No entanto, os coptas poderão vir a desempenhar um papel importante nesse acto eleitoral por serem uma comunidade numerosa.

D. Stephanos apela à solidariedade dos cristãos em todo o mundo, para que olhem pelos egípcios que vivem como que num limbo e num tempo de incerteza. Por isso, diz, “são urgentes as orações pela liberdade e pela paz, não apenas para o Egipto mas por todo o mundo”. Quanto ao futuro, o prelado garante que “os cristãos estão preparados para o martírio tal como as primeiras comunidades cristãs”. Actualmente, o Egipto tem uma população estimada em cerca de 76 milhões de pessoas, sendo que apenas 12 milhões são cristãos, a maioria pertencentes à Igreja copta-ortodoxa, havendo cerca de 200 mil católicos.

Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Frase do Dia

"A aventura da santidade começa com um «sim» a Deus."

João Paulo II

Êxodo, 32


1. Vendo que Moisés tardava a descer da montanha, o povo agrupou-se em volta de Aarão e disse-lhe: “Vamos: faze-nos um deus que marche à nossa frente, porque esse Moisés, que nos tirou do Egito, não sabemos o que é feito dele.”
2. Aarão respondeu-lhes: “Tirai os brincos de ouro que estão nas orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas, e trazei-mos.”
3. Tiraram todos os brincos de ouro que tinham nas orelhas e trouxeram-nos a Aarão,
4. o qual, tomando-os em suas mãos, pôs o ouro em um molde e fez dele um bezerro de metal fundido. Então exclamaram: “Eis, ó Israel, o teu Deus que te tirou do Egito.”
5. Aarão, vendo isso, construiu um altar diante dele e exclamou: “Amanhã haverá uma festa em honra do Senhor.”
6. No dia seguinte pela manhã, ofereceram holocaustos e sacrifícios pacíficos. O povo assentou-se para comer e beber, e depois levantaram-se para se divertir.
7. O Senhor disse a Moisés: “Vai, desce, porque se corrompeu o povo que tiraste do Egito.
8. Desviaram-se depressa do caminho que lhes prescrevi; fizeram para si um bezerro de metal fundido, prostraram-se diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: eis, ó Israel, o teu Deus que te tirou do Egito.
9. Vejo, continuou o Senhor, que esse povo tem a cabeça dura.
10. Deixa, pois, que se acenda minha cólera contra eles e os reduzirei a nada; mas de ti farei uma grande nação.”
11. Moisés tentou aplacar o Senhor seu Deus, dizendo-lhe: “Por que, Senhor, se inflama a vossa ira contra o vosso povo que tirastes do Egito com o vosso poder e à força de vossa mão?
12. Não é bom que digam os egípcios: com um mau desígnio os levou, para matá-los nas montanhas e suprimi-los da face da terra! Aplaque-se vosso furor, e abandonai vossa decisão de fazer mal ao vosso povo.
13. Lembrai-vos de Abraão, de Isaac e de Israel, vossos servos, aos quais jurastes por vós mesmo de tornar sua posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e de dar aos seus descendentes essa terra de que falastes, como uma herança eterna.”
14. E o Senhor se arrependeu das ameaças que tinha proferido contra o seu povo.
15. Moisés desceu da montanha segurando nas mãos as duas tábuas da lei, que estavam escritas dos dois lados, sobre uma e outra face.
16. Eram obra de Deus, e a escritura nelas gravada era a escritura de Deus.
17. Ouvindo o barulho que o povo fazia com suas aclamações, Josué disse a Moisés: “Há gritos de guerra no acampamento!”
18. “Não, respondeu Moisés, não são gritos de vitória, nem gritos de derrota: o que ouço são cantos.”
19. Aproximando-se do acampamento, viu o bezerro e as danças. Sua cólera se inflamou, arrojou de suas mãos as tábuas e quebrou-as ao pé da montanha.
20. Em seguida, tomando o bezerro que tinham feito, queimou-o e esmagou-o até reduzi-lo a pó, que lançou na água e a deu de beber aos israelitas.
21. Moisés disse a Aarão: “Que te fez este povo para que tenhas atraído sobre ele um tão grande pecado?”
22. Aarão respondeu: “Não se irrite o meu senhor. Tu mesmo sabes o quanto este povo é inclinado ao mal.
23. Eles disseram-me: faze-nos um deus que marche à nossa frente, porque este Moisés, que nos tirou do Egito, não sabemos o que é feito dele.
24. Eu lhes disse: Todos aqueles que têm ouro, despojem-se dele! E mo entregaram: joguei-o ao fogo e saiu esse bezerro.”
25. Moisés viu que o povo estava desenfreado, porque Aarão tinha-lhe soltado as rédeas, expondo-o assim à mofa de seus adversários.
26. Pôs-se de pé à entrada do acampamento e exclamou: “Venham a mim todos aqueles que são pelo Senhor!” Todos os filhos de Levi se ajuntaram em torno dele.
27. Ele disse-lhes: “Eis o que diz o Senhor, o Deus de Israel: cada um de vós meta a espada sobre sua coxa. Passai e repassai através do acampamento, de uma porta à outra, e cada um de vós mate o seu irmão, seu amigo, seu parente!”
28. Os filhos de Levi fizeram o que ordenou Moisés, e cerca de três mil homens morreram naquele dia entre o povo.
29. Moisés disse: “Consagrai-vos desde hoje ao Senhor, porque cada um de vós, ao preço de seu filho e de seu irmão, tendes atraído sobre vós hoje uma bênção.”
30. No dia seguinte, Moisés disse ao povo: “Cometestes um grande pecado. Mas vou subir hoje ao Senhor; talvez obtenha o perdão de vossa culpa.”
31. Moisés voltou junto do Senhor e disse: “Oh, esse povo cometeu um grande pecado: fizeram para si um deus de ouro.
32. Rogo-vos que lhes perdoeis agora esse pecado! Senão, apagai-me do livro que escrevestes.”
33. O Senhor disse a Moisés: “Aquele que pecou contra mim, este apagarei do meu livro.
34. Vai agora e conduze o povo aonde eu te disse: meu anjo marchará diante de ti. Mas, no dia de minha visita, eu punirei seu pecado.”
35. Feriu o Senhor o povo, por ter arrastado Aarão a fabricar o bezerro.
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Êxodo, 30


1. “Construirás um altar para queimares sobre ele o incenso. Fá-lo-ás de madeira de acácia;
2. seu comprimento será de um côvado, e sua largura de um côvado; será quadrado e terá dois côvados de altura. Seus cornos farão corpo com ele.
3. Cobrirás de ouro puro a sua parte superior, os seus lados ao redor e os seus cornos; e lhe farás uma bordadura de ouro em volta.
4. Farás para ele duas argolas de ouro, abaixo da bordadura, dos dois lados. Colocarás essas argolas dos dois lados para receberem os varais que servirão ao seu transporte.
5. Farás os varais de madeira de acácia e recobri-los-ás de ouro.
6. Colocarás o altar diante do véu que oculta a arca da aliança, em frente do propiciatório que se encontra sobre a arca, no lugar onde virei a ti.
7. Aarão queimará sobre o altar incenso aromático a cada manhã,
8. quando preparar as lâmpadas; queimá-lo-á também entre as duas tardes, quando acender as lâmpadas. Haverá desse modo incenso diante do Senhor perpetuamente nas gerações futuras.
9. Não oferecereis sobre esse altar nem perfume profano, nem holocausto, nem oferta, e não derramareis sobre ele libação.
10. Uma vez por ano, Aarão fará a expiação sobre os cornos do altar. Com o sangue da vítima pelo pecado, fará a expiação uma vez por ano, em todas as gerações futuras. Esse altar será uma coisa santíssima, consagrada ao Senhor.”
11. O Senhor disse a Moisés:
12. “Quando fizeres os recenseamentos dos israelitas, cada um pagará ao Senhor o resgate de sua vida, para que esse alistamento não atraia sobre ele algum flagelo.
13. Cada um daqueles que forem recenseados pagará meio siclo (segundo o valor do siclo do santuário, que é de vinte gueras), meio siclo como contribuição devida ao Senhor.
14. Todo homem recenseado de vinte anos para cima pagará a contribuição devida ao Senhor.
15. O rico não dará mais e o pobre não dará menos de meio siclo para pagar a contribuição devida ao Senhor em resgate de vossas vidas.
16. Cobrarás dos israelitas o dinheiro do resgate, e o aplicarás ao serviço da tenda de reunião; ele será um memorial diante do Senhor, de como os israelitas asseguraram o resgate de suas vidas.”
17. O Senhor disse a Moisés:
18. “Farás uma bacia de bronze para as abluções, com um pedestal de bronze; colocá-la-ás entre a tenda de reunião e o altar, e deitarás água nela.
19. Aarão e seus filhos tirarão daí a água para lavar as mãos e os pés.
20. Quando entrarem na tenda de reunião, deverão lavar-se com essa água, para que não morram. Igualmente quando se aproximarem do altar para o serviço, para oferecer um sacrifício ao Senhor.
21. Lavarão os pés e as mãos, para que não morram. Essa será para eles, Aarão e sua posteridade, uma lei perpétua, de geração em geração.”
22. O Senhor disse a Moisés:
23. “Escolhe os mais preciosos aromas: quinhentos siclos de mirra virgem, a metade, ou seja, duzentos e cinqüenta siclos de cinamomo, duzentos e cinqüenta siclos de cana odorífera,
24. quinhentos siclos de cássia (segundo o siclo do santuário), e um hin de óleo de oliva.
25. Farás com tudo isso um óleo para a sagrada unção, uma mistura odorífera composta segundo a arte do perfumista. Tal será o óleo para a sagrada unção.
26. Ungirás com ele a tenda de reunião e a arca da aliança,
27. a mesa e seus acessórios, o candelabro e seus acessórios, o altar dos perfumes,
28. o altar dos holocaustos e todos os seus utensílios, e a bacia com seu pedestal.
29. Depois que os tiveres consagrado, eles tornar-se-ão objetos santíssimos, e tudo o que os tocar será consagrado.
30. Ungirás Aarão e seus filhos, e os consagrarás, para que me sirvam como sacerdotes.
31. Dirás então aos israelitas: este óleo vos servirá para a unção santa, de geração em geração.
32. Não se derramará dele sobre o corpo de homem algum; e não fareis outro com a mesma composição: é uma coisa sagrada, e deveis considerá-la como tal.
33. Se alguém fizer uma imitação, ou ungir com ele um estrangeiro, será cortado do meio de seu povo.”
34. O Senhor disse a Moisés: “Toma aromas: resina, casca odorífera, gálbano, aromas e incenso puro em partes iguais.
35. Farás com tudo isso um perfume para a incensação, composto segundo a arte do perfumista, temperado com sal, puro e santo.
36. Depois de tê-lo reduzido a pó, pô-lo-ás diante da arca da aliança na tenda de reunião, lá onde virei ter contigo. Essa será para vós uma coisa santíssima.
37. Não fareis para vosso uso outro perfume da mesma composição: considerá-lo-ás como uma coisa consagrada ao Senhor.
38. Se alguém fizer uma imitação desse perfume para respirar o seu odor, será cortado do meio de seu povo.”

Biblia Avé Maria

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Mensagem

"A Tua Palavra é Luz para os meus passos"

(Sl 119, 105)

Êxodo, 26


1. “Farás o tabernáculo com dez cortinas de linho fino retorcido de púrpura violeta, púrpura escarlate e de carmesim, sobre as quais alguns querubins serão artisticamente bordados.
2. Cada cortina terá vinte e oito côvados de comprimento e quatro côvados de largura: terão todas as mesmas dimensões.
3. Cinco dessas cortinas serão juntas uma à outra, e as cinco outras igualmente.
4. Na orla da cortina que está na extremidade do primeiro grupo, porás laços de púrpura violeta; farás a mesma coisa na orla da cortina que remata o segundo grupo.
5. Farás cinqüenta laços para a primeira cortina, e cinqüenta para a extremidade da última cortina do segundo grupo, de modo que se correspondam.
6. Farás também cinqüenta colchetes de ouro, com os quais juntarás as duas cortinas, a fim de que o tabernáculo forme um todo.
7. Farás também cortinas de peles de cabra para servirem de tenda sobre o tabernáculo: farás onze dessas cortinas.
8. O comprimento de uma dessas cortinas será de trinta côvados, e sua largura de quatro côvados. As onze cortinas terão todas as mesmas dimensões.
9. Juntarás de uma parte cinco dessas cortinas, e seis de outra parte, estando a sexta dobrada na parte dianteira da tenda.
10. Porás cinqüenta laços na orla de cada uma das duas cortinas que estão na extremidade de cada grupo.
11. Farás cinqüenta colchetes de bronze que introduzirás nos laços, e ajuntarás assim a tenda de modo que ela forme uma só peça.
12. E como essas cortinas terão um excedente de comprimento, o resto que sobrar cairá sobre o lado posterior do tabernáculo.
13. E o côvado excedente dos dois lados, no comprimento das cortinas da tenda, cairá sobre cada um dos dois lados do tabernáculo para cobri-lo.
14. Farás para a tenda uma cobertura de peles de carneiro, tingidas de vermelho, e por cima uma cobertura de peles de golfinho.
15. “Farás também para o tabernáculo tábuas de madeira de acácia, que serão colocadas verticalmente.
16. O comprimento de uma tábua será de dez côvados, e a largura de um côvado e meio.
17. Cada tábua terá dois encaixes, unidos um ao outro. Assim farás com todas as tábuas do tabernáculo.
18. Farás, pois, para o tabernáculo vinte tábuas para o lado meridional, ao sul.
19. Porás sob essas vinte tábuas quarenta suportes de prata, dois sob cada tábua, para os seus dois encaixes.
20. Para o segundo lado do tabernáculo, ao norte, farás vinte tábuas,
21. com quarenta suportes de prata, à razão de dois por tábua.
22. Para o fundo do tabernáculo, ao ocidente, farás seis tábuas.
23. Para os ângulos do tabernáculo, farás duas tábuas;
24. serão emparelhadas desde a base, formando juntas uma só peça até o cimo, na primeira argola. Assim se fará com as duas tábuas colocadas nos ângulos.
25. Haverá, pois, oito tábuas, com seus suportes de prata em número de dezesseis, dois sob cada tábua.
26. Farás depois cinco travessas de madeira de acácia para as tábuas de um dos lados do tabernáculo,
27. cinco para as tábuas do segundo lado, e cinco para as tábuas que estão do lado posterior do tabernáculo, ao ocidente.
28. A travessa central passará pelo meio das tábuas, de uma extremidade à outra.
29. Recobrirás de ouro essas tábuas, e pôr-lhes-ás argolas de ouro, por onde passarão as travessas que recobrirás também de ouro.
30. Levantarás o tabernáculo segundo o modelo que te foi mostrado sobre o monte.
31. Farás um véu de púrpura violeta, de púrpura escarlate, de carmesim e de linho retorcido, sobre o qual serão artisticamente bordados querubins.
32. Suspendê-lo-ás sobre quatro colunas de madeira de acácia revestidas de ouro, com pregos de ouro, sobre quatro pedestais de prata.
33. Colocarás o véu debaixo dos colchetes, e é ali, atrás do véu, que colocarás a arca da aliança. Esse véu servirá para separar o ‘santo’ do ‘santo dos santos’.
34. É no santo dos santos que colocarás a tampa sobre a arca da aliança.
35. Porás a mesa diante do véu, e o candelabro defronte da mesa, do lado meridional do tabernáculo; colocarás a mesa do lado norte.
36. Farás para a entrada da tenda um véu de púrpura violeta, de púrpura escarlate, de carmesim e de linho retorcido, artisticamente bordado.
37. E farás, para suspender aí esse véu, cinco colunas de acácia recobertas de ouro, munidas de colchetes de ouro; e para essas colunas fundirás cinco pedestais de bronze”.
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mensagem

"A Tua Palavra é Luz para os meus passos"

(Sl 119, 105)

Êxodo, 25


1. O Senhor disse a Moisés:
2. “Dize aos israelitas que me façam uma oferta. Aceitareis essa oferenda de todo homem que a fizer de bom coração.
3. Eis o que aceitareis à guisa de oferta: ouro, prata, cobre,
4. púrpura violeta e escarlate, carmesim, linho fino, peles de cabra,
5. peles de carneiro tintas de vermelho, peles de golfinho, madeira de acácia,
6. azeite para candeeiro, aromas para o óleo de unção e para os incensos odoríferos,
7. pedras de ônix e outras pedras para os cabochões do efod e do peitoral.
8. Far-me-ão um santuário e habitarei no meio deles.
9. Construireis o tabernáculo e todo o seu mobiliário exatamente segundo o modelo que vou mostrar-vos”.
10. “Farão uma arca de madeira de acácia; seu comprimento será de dois côvados e meio, sua largura de um côvado e meio, e sua altura de um côvado e meio.
11. Tu a recobrirás de ouro puro por dentro, e farás por fora, em volta dela, uma bordadura de ouro.
12. Fundirás para a arca quatro argolas de ouro, que porás nos seus quatro pés, duas de um lado e duas de outro.
13. Farás dois varais de madeira de acácia, revestidos de ouro,
14. que passarás nas argolas fixadas dos lados da arca, para se poder transportá-la.
15. Uma vez passados os varais nas argolas, delas não serão mais removidos.
16. Porás na arca o testemunho que eu te der.
17. Farás também uma tampa de ouro puro, cujo comprimento será de dois côvados e meio, e a largura de um côvado e meio.
18. Farás dois querubins de ouro; e os farás de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado e outro de outro,
19. fixando-os de modo a formar uma só peça com as extremidades da tampa.
20. Terão esses querubins suas asas estendidas para o alto, e protegerão com elas a tampa, sobre a qual terão a face inclinada.
21. Colocarás a tampa sobre a arca e porás dentro da arca o testemunho que eu te der.
22. Ali virei ter contigo, e é de cima da tampa, do meio dos querubins que estão sobre a arca da aliança, que te darei todas as minhas ordens para os israelitas.”
23. “Farás uma mesa de madeira de acácia, cujo comprimento será de dois côvados, a largura de um côvado e a altura de um côvado e meio.
24. Recobri-la-ás de ouro puro e farás em volta dela uma bordadura de ouro.
25. Farás em volta dela uma orla de um palmo de largura com uma bordadura de ouro corrente ao redor.
26. Farás para essa mesa quatro argolas de ouro, que fixarás nos quatro ângulos de seus pés.
27. Essas argolas, colocadas à altura da orla, receberão os varais destinados a transportar a mesa.
28. Farás, de madeira de acácia, varais revestidos de ouro, que servirão para o transporte da mesa.
29. Farás de ouro puro os seus pratos, seus incensários, seus copos e suas taças, que servirão para as libações.
30. Porás sobre essa mesa os pães da proposição, que ficarão constantemente diante de mim.”
31. “Farás um candelabro de ouro puro; e o farás de ouro batido, com o seu pedestal e sua haste: seus cálices, seus botões e suas flores formarão uma só peça com ele.
32. Seis braços sairão dos seus lados, três de um lado e três de outro.
33. Num braço haverá três cálices em forma de flor de amendoeira, com um botão e uma flor; noutro haverá três cálices em forma de flor de amendoeira, com um botão e uma flor e assim por diante para os seis braços do candelabro.
34. No próprio candelabro haverá quatro cálices em forma de flor de amendoeira, com seus botões e suas flores:
35. um botão sob os dois primeiros braços do candelabro, um botão sob os dois braços seguintes e um botão sob os dois últimos: e assim será com os seis braços que saem do candelabro.
36. Esses botões e esses braços formarão um todo com o candelabro, tudo formando uma só peça de ouro puro batido.
37. Farás sete lâmpadas, que serão colocadas em cima, de maneira a alumiar a frente do candelabro.
38. Seus espevitadores e seus cinzeiros serão de ouro puro.
39. Empregar-se-á um talento de ouro puro para confeccionar o candelabro e seus acessórios.
40. Cuida para que se execute esse trabalho segundo o modelo que te mostrei no monte.”
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domingo, 23 de outubro de 2011

China: governo continua a ameaçar defensores direitos humanos


Activista chinês Hu Jia, libertado em Junho após cumprir mais de três anos de prisão e agraciado em 2008 pelo Parlamento Europeu com o prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, foi ameaçado novamente ser detido caso continue com a sua militância política e a dar entrevistas à imprensa estrangeira, informaram grupos humanitários.

Hu, de 38 anos, foi ameaçado na sexta-feira passada, por agentes da polícia, que o proibiram de visitar Liu Xia, mulher do Prémio Nobel da Paz, Liu Xiaobo, que está em prisão domiciliária desde Outubro de 2010, soube-se esta semana por elementos de uma ONG, a CHRD Defensores dos Direitos Humanos da China.

Os agentes da polícia ameaçaram ainda prender Hu caso este insistisse em viajar até à província de Shandong para visitar outro activista, o advogado Chen Guangcheng, que está também em prisão domiciliária desde há mais de um ano, por denunciar a prática de abortos forçados na sua província.

Tal como Hu, muitos outros activistas dos direitos humanos, entre os quais o da liberdade religiosa, têm sido ameaçados com detenções administrativas e estão proibidos de dar entrevistas a jornais estrangeiros, medidas que permitem que os cidadãos chineses sejam presos sem acusações e sem julgamento até duas semanas.

Este ano, centenas de dissidentes têm sido alvo de repressão por parte do Estado, que está a procurar sufocar qualquer tentativa no país asiático de repetir os protestos civis da chamada “Primavera Árabe”.

Entretanto, ontem, uma monja tibetana de 20 anos, da região chinesa de Sichuan, ter-se-á imolado pelo fogo hoje em protesto contra a dominação chinesa, segundo noticia a BBC. A confirmar-se, é a nona pessoa - e a primeira mulher - a fazê-lo nos últimos meses.

Activistas do movimento Free Tibet disseram à BBC que outros dois tibetanos foram ainda alvejados pela polícia chinesa durante protestos noutra parte da província. Sichuan, recorde-se, é uma província chinesa vizinha do Tibete e com grande concentração de elementos da etnia tibetana.

Departamento de Informação da Fundação AIS

Êxodo, 24


1. Deus disse a Moisés: “Sobe para o Senhor, com Aarão, Nadab e Abiú e setenta anciãos de Israel, e prostrai-vos à distância.
2. Só Moisés se aproximará do Senhor, e não os outros, e o povo não subirá com ele.”
3. Moisés veio referir ao povo todas as palavras do Senhor, e todas as suas leis; e o povo inteiro respondeu a uma voz: “Faremos tudo o que o Senhor disse.”
4. E Moisés escreveu todas as palavras do Senhor. No dia seguinte, de manhã, edificou um altar ao pé da montanha e levantou doze estelas para as doze tribos de Israel.
5. Enviou jovens dentre os israelitas, os quais ofereceram holocaustos e sacrifícios ao Senhor e imolaram touros em sacrifícios pacíficos.
6. Moisés tomou a metade do sangue para metê-lo em bacias, e derramou a outra metade sobre o altar.
7. Tomou o livro da aliança e o leu ao povo, que respondeu: “Faremos tudo o que o Senhor disse e seremos obedientes.”
8. Moisés tomou o sangue para aspergir com ele o povo: “Eis, disse ele, o sangue da aliança que o Senhor fez convosco, conforme tudo o que foi dito.”
9. Moisés subiu, com Aarão, Nadab e Abiú, e setenta anciãos de Israel.
10. Eles viram o Deus de Israel. Sob os seus pés havia como um lajeado de safiras transparentes, tão límpido como o próprio céu.
11. Sobre os eleitos dos israelitas, Deus não estendeu a mão. Viram Deus, e depois comeram e beberam.
12. O Senhor disse a Moisés: “Sobe para mim no monte. Ficarás ali para que eu te dê as tábuas de pedra, a lei e as ordenações que escrevi para sua instrução.”
13. Moisés levantou-se com Josué, seu auxiliar, e subiu o monte de Deus.
14. E disse aos anciãos: “Esperai-nos aqui até que voltemos. Tendes convosco Aarão e Hur. Se alguém tiver um litígio, dirigir-se-á a eles.”
15. Moisés subiu ao monte. A nuvem cobriu o monte
16. e a glória do Senhor repousou sobre o monte Sinai, que ficou envolvido na nuvem durante seis dias. No sétimo dia, o Senhor chamou Moisés do seio da nuvem.
17. Aos olhos dos israelitas a glória do Senhor tinha o aspecto de um fogo consumidor sobre o cume do monte.
18. Moisés penetrou na nuvem e subiu a montanha. Ficou ali quarenta dias e quarenta noites.
Bíblia Ave Maria - Todos os direitos reservados

sábado, 22 de outubro de 2011

Mensagem


Queridos amigos

O homem à beira da estrada parecia preocupado. Uma das mãos segurava uma mala de viagem, a outra tinha o polegar espetado a pedir boleia. Vendo-o já ao longe, o camionista Luís travou. O homem entrou. “Está sozinho?”, perguntou. Luís ia responder que sim, mas reparou na imagem do Padre Pio. “Bom”, disse, “na verdade, nunca vou sozinho”. O homem olhou para trás, mas não estava ninguém. Perplexo, olhou para Luís. Este deu uma curva, um toque na buzina e disse: “Nunca estou sozinho. Deus está sempre comigo. Basta que O queiramos ver. E quando passo por uma igreja como agora dou um toque na buzina para O cumprimentar. Para Ele não se sentir tão abandonado no sacrário”. O homem assustou-se. Por segundos, fixou o olhar em Luís. “Pare”, disse com a voz trémula. “Pare, tenho que voltar. Sou o padre desta localidade e estava a querer fugir daqui”.

O camionista Luís vive na presença de Deus, independentemente de onde está e para onde vai. A sua fidelidade simples nas pequenas coisas salvou a vocação deste padre. O chamamento de Deus seguiu-o até à estrada. “Deus tem necessidade de homens”, afirmou o Papa Bento XVI, na Baviera, em 2006. “Precisa de pessoas que digam: Sim, estou disposto a tornar-me Teu trabalhador na messe, a contribuir para que este fruto que está a amadurecer nas pessoas entre realmente nos celeiros da eternidade,” É a colheita do amor.Mas a semente que brota pode ser abafada. O padre no camião de Luís estava sobrecarregado com as cinco paróquias a seu cargo, com as discussões mesquinhas entre os fiéis, com a solidão. Tinha deixado de rezar, a fonte da sua força estava soterrada. Com a nossa fidelidade na oração, com a nossa alegria de filhos de Deus, podemos ajudar, tal como Luís, a manter vivo o primeiro amor, o receoso e alegre ‘sim‘ no coração dos padres. Quantas vezes também aqui a Igreja sofre!

A nossa Organização é, no seu âmago, uma obra sacerdotal. A sua criação foi impulsionada pelos Papas. O Padre Werenfried concretizou-a no mundo inteiro com o seu ‘sim’. Era, antes de mais, a situação do padre que ele tinha em vista, por ser “aquele por quem passa a força do Senhor“ (Bento.XVI). Ao princípio, a Organização chamava-se Ajuda aos Sacerdotes de Leste. Não deixemos os padres sós. Dêmos-lhes períodos de convivência, de retiros conjuntos, de oração em conjunto. Ajudemolos na sua preparação. E, sobretudo, estejamos com eles na celebração do acto mais sagrado a que Deus os chamou: a celebração da Eucaristia. Peçamo-lhes que rezem missas pelas intenções do Santo Padre, pelas nossas próprias intenções, pelo trabalho desta Organização.

Com as minhas mãos de sacerdote, vazias, mas recheadas por Deus, abençoo-vos todos com gratidão,

Abençoo-vos.

P. Joaquín Alliende, Presidente da AIS Internacional

Egipto: Bispos europeus solidários com os irmãos coptas


Depois da sangrenta repressão de 9 de Outubro, no Cairo, contra os cristãos coptas ortodoxos, que protestavam pacificamente por causa do ataque a uma igreja em Assuã, o cardeal Peter Erdő, presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), cujo secretariado tem sede na cidade suíça de São Galo, enviou-lhes uma mensagem de solidariedade.

“Certos de pertencer à mesma comunhão em Cristo, morto e ressuscitado, como bispos da Europa, queremos reafirmar a nossa proximidade a todos os cidadãos do Egipto”.
Os bispos europeus expressaram a sua solidariedade “aos irmãos da comunidade copta, afectados por uma violência assassina contra a paz, a convivência entre as religiões, a liberdade e a dignidade humana”, pode ler-se na carta enviada pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa.

“No Egipto, a amizade existente e demonstrada nos diversos factos recentes entre pessoas de diferentes confissões religiosas é o sinal de uma esperança real”, pode ler-se ainda. “Pedimos aos governos europeus a defesa de todos que, como os cristãos, sofrem agressões por causa da fé, etnia ou classe social”.

O cardeal Erdő exortou ainda à oração, “para que todos os cristãos do Egipto recebam a força de continuar a ser testemunhas autênticas de Cristo e da fraternidade entre todos os homens, sem a qual não haverá um futuro melhor nem para os países nem para a humanidade”.

Departamento de Informação da Fundação AIS

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Uma Menina


Acelerando o seu Vectra, um empresário dirigia-se à cidade como fazia frequentemente para trabalhar.
Nunca prestara atenção àquela casa humilde, quase escondida do desvio da estrada e, naquele dia, experimentou a insistente curiosidade. Quem morava ali?
Cedendo ao impulso aproximou-se, contornou a residência e sem descer do carro, olhou por uma janela aberta, e viu uma menina de aproximadamente 10 anos, ajoelhada, de mãos postas, olhos lacrimejantes.
Não se contendo, perguntou então o empresário:
- Que fazes aí, minha filha?
- Estou a orar a DEUS, pedindo socorro! O meu pai morreu, a minha mãe está muito doente e os meus quatro irmãos têm fome.
- Que treta, o céu não ajuda ninguém, está muito distante. Temos que nos arranjar sozinhos.
Embora irreverente e um tanto rude, era um homem de bom coração. Compadecendo-se, tirou do bolso uma boa soma de dinheiro e entregou-a à menina.
- Aí tens. Vai comprar comida para os teus irmãos e remédio para a tua mãe e esquece a oração.
Isto feito, voltou à estrada. Antes de completar 200 metros, decidiu verificar se a sua orientação estava a ser observada, mas para sua surpresa, a pequena devota continuava de joelhos.
- Ora essa, menina. Porque não vais fazer o que te recomendei. Não te disse que não adianta pedir?
Então a menina feliz respondeu:
- Já não estou a pedir. Estou apenas a agradecer. Pedi a Deus e Ele enviou-me o senhor para me ajudar.

Êxodo, 21


1. “Estas são as leis que exporás (aos israelitas):
2. quando comprares um escravo hebreu, ele servirá seis anos; no sétimo sairá livre, sem pagar nada.
3. Se entrou sozinho, sozinho sairá; se tiver mulher, sua mulher partirá com ele.
4. Mas, se foi o seu senhor que lhe deu uma mulher, e esta deu à luz filhos e filhas, a mulher e seus filhos serão propriedade do senhor, e ele partirá sozinho.
5. Porém, se o escravo disser: ‘Eu amo meu senhor, minha mulher e meus filhos; não quero ser alforriado’,
6. seu senhor o levará então diante de Deus e o fará aproximar-se do batente ou da ombreira da porta, e furar-lhe-á a orelha com uma sovela; desta sorte o escravo estará para sempre a seu serviço.
7. Se um homem tiver vendido sua filha para ser escrava, ela não sairá em liberdade nas mesmas condições que o escravo.
8. Se desagradar ao seu senhor, que a havia destinado para si, ele a fará resgatar; mas não poderá vendê-la a estrangeiros depois de lhe ter sido infiel.
9. Se a destinar ao seu filho, tratá-la-á segundo o direito das filhas.
10. Se tomar outra mulher, não diminuirá nada à primeira, quanto à alimentação, aos vestidos e ao direito conjugal.
11. Se lhe recusar uma destas três coisas, ela poderá partir livre, gratuitamente, sem pagar nada.”
12. “Aquele que ferir mortalmente um homem, será morto.
13. Porém, se nada premeditou, e Deus o fez cair em suas mãos, eu lhe fixarei um lugar onde possa refugiar-se.
14. Mas, se alguém, por maldade, armar ciladas para matar o seu próximo, tirá-lo-ás até mesmo do meu altar, para matá-lo.
15. Aquele que ferir seu pai ou sua mãe, será morto.
16. Aquele que furtar um homem, e o tiver vendido, ou se este for encontrado em suas mãos, será morto.
17. Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe, será punido de morte.
18. Quando, em uma contenda entre dois homens, um dos dois ferir o outro com uma pedra ou com o punho, sem matá-lo, mas o obrigar a ficar de cama,
19. aquele que feriu não será punido, se o outro se levantar e puder passear fora com seu bastão. Mas indenizá-lo-á pelo tempo que perdeu e os remédios que gastou.
20. Se um homem ferir seu escravo ou sua escrava com um bastão, de modo que ele morra sob sua mão, será punido.
21. Se o escravo, porém, sobreviver um dia ou dois, não será punido, porque ele é propriedade do seu senhor.
22. Se homens brigarem, e acontecer que venham a ferir uma mulher grávida, e esta der à luz sem nenhum dano, eles serão passíveis de uma indenização imposta pelo marido da mulher, e que pagarão diante dos juízes.
23. Mas, se houver outros danos, urge dar vida por vida,
24. olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé,
25. queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.
26. Se um homem, ferindo seu escravo ou sua escrava, atinge-lhe o olho e o faz perdê-lo, deixá-lo-á ir livre em compensação de seu olho.
27. E, se lhe deitar fora um dente, deixá-lo-á ir livre em compensação do dente.
28. Se um boi ferir mortalmente um homem ou uma mulher com as pontas dos chifres, será apedrejado e não se comerá a sua carne; mas o dono do boi não será punido.
29. Porém, se o boi era já acostumado a dar chifradas, e o dono, tendo sido avisado, não o vigiou, o boi será apedrejado, se matar um homem ou uma mulher, e seu dono também morrerá.
30. Se, para resgatar sua vida, lhe for imposta uma quitação, ele deverá dar todo o preço que lhe tiver sido imposto.
31. Se o boi ferir um filho ou uma filha, aplicar-se-á a mesma lei.
32. Mas, se ferir um escravo ou uma escrava, pagar-se-á ao seu senhor trinta siclos de prata, e o boi será apedrejado.
33. Se alguém deixar uma cisterna aberta ou cavar uma sem cobri-la, e nela cair um boi ou um jumento, o proprietário da cisterna pagará uma indenização:
34. reembolsará em dinheiro o proprietário do animal morto, e este será seu.
35. Se o boi de alguém der uma chifrada no boi de um outro, e este vier a morrer, venderão o boi vivo e repartirão o valor: repartirão igualmente o boi morto.
36. Mas, se o boi era já acostumado a dar chifradas, seu dono, que não o vigiou, pagará boi por boi, e receberá o animal morto.”

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Êxodo, 20


1. Então Deus pronunciou todas estas palavras:
2. “Eu sou o Senhor teu Deus, que te fez sair do Egito, da casa da servidão.
3. Não terás outros deuses diante de minha face.
4. Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou em baixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra.
5. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto. Eu sou o Senhor, teu Deus, um Deus zeloso que vingo a iniqüidade dos pais nos filhos, nos netos e nos bisnetos daqueles que me odeiam,
6. mas uso de misericórdia até a milésima geração com aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.
7. “Não pronunciarás o nome de Javé, teu Deus, em prova de falsidade, porque o Senhor não deixa impune aquele que pronuncia o seu nome em favor do erro.
8. Lembra-te de santificar o dia de sábado.
9. Trabalharás durante seis dias, e farás toda a tua obra.
10. Mas no sétimo dia, que é um repouso em honra do Senhor, teu Deus, não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teu animal, nem o estrangeiro que está dentro de teus muros.
11. Porque em seis dias o Senhor fez o céu, a terra, o mar e tudo o que contêm, e repousou no sétimo dia; e por isso. o Senhor abençoou o dia de sábado e o consagrou.
12. Honra teu pai e tua mãe, para que teus dias se prolonguem sobre a terra que te dá o Senhor, teu Deus.
13. Não matarás.
14. Não cometerás adultério.
15. Não furtarás.
16. Não levantarás falso testemunho contra teu próximo.
17. Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem nada do que lhe pertence.”
18. Diante dos trovões, das chamas, da voz da trombeta e do monte que fumegava, o povo tremia e conservava-se à distância.
19. E disseram a Moisés: “Fala-nos tu mesmo, e te ouviremos; mas não nos fale Deus, para que não morramos.”
20. Moisés respondeu-lhes: “Não temais, porque é para vos provar que Deus veio e para que o seu temor, sempre presente aos vossos olhos, vos preserve de pecar”.
21. E o povo conservou-se à distância, enquanto Moisés se aproximava da nuvem onde se encontrava Deus.
22. O Senhor disse a Moisés: “Eis o que dirás aos israelitas: vistes que vos falei dos céus.
23. Não fareis deuses de prata, nem deuses de ouro para pôr ao meu lado.
24. Tu me levantarás um altar de terra, sobre o qual oferecerás teus holocaustos e teus sacrifícios pacíficos, tuas ovelhas e teus bois. Em todo lugar onde eu fizer recordar o meu nome, virei a ti para te abençoar.
25. Se me levantares um altar de pedra, não o construirás de pedras talhadas, pois levantando o cinzel sobre a pedra, tê-la-ás profanado.
26. Não subirás ao meu altar por degraus, para que se não descubra a tua nudez.”
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Êxodo, 19


1. No terceiro mês depois de sua saída do Egito, naquele dia, os israelitas entraram no deserto do Sinai.
2. Tendo partido de Rafidim, chegaram ao deserto do Sinai, onde acamparam. Ali se estabeleceu Israel em frente ao monte.
3. Moisés subiu em direção a Deus, e o Senhor o chamou do alto da montanha nestes termos: “Eis o que dirás à família de Jacó, eis o que anunciarás aos filhos de Israel:
4. vistes o que fiz aos egípcios, e como vos tenho trazido sobre asas de águia para junto de mim.
5. Agora, pois, se obedecerdes à minha voz, e guardardes minha aliança, sereis o meu povo particular entre todos os povos. Toda a terra é minha,
6. mas vós me sereis um reino de sacerdotes e uma nação consagrada. Tais são as palavras que dirás aos israelitas.”
7. Veio Moisés e, convocando os anciãos do povo, comunicou-lhes as palavras que o Senhor lhe ordenara repetir.
8. E todo o povo respondeu a uma voz: “Faremos tudo o que o Senhor disse.” Moisés referiu ao Senhor as palavras do povo.
9. Então o Senhor lhe disse: “Eis que me vou aproximar de ti na obscuridade de uma nuvem, a fim de que o povo ouça quando eu te falar, e para que também confie em ti para sempre.” E Moisés referiu as palavras do povo ao Senhor,
10. o qual lhe disse: “Vai ter com o povo, e santifica-o hoje e amanhã. Que lavem as suas vestes
11. e estejam prontos para o terceiro dia, porque, depois de amanhã, o Senhor descerá à vista de todo o povo sobre o monte Sinai.
12. Fixarás ao redor limites ao povo, e dir-lhe-ás: guardai-vos de subir o monte ou de tocar a sua base! Se alguém tocar o monte, será morto.
13. Não se lhe tocará com a mão, mas ele será apedrejado ou perecerá pelas flechas: homem ou animal, não ficará vivo. Quando soar a trombeta, (somente então) subirão eles ao monte”.
14. Moisés desceu do monte para junto do povo e o santificou; e lavaram as suas vestes.
15. Em seguida, disse-lhes: “Estai prontos para depois de amanhã, não vos aproximeis de mulher alguma”.
16. Na manhã do terceiro dia, houve um estrondo de trovões e de relâmpagos; uma espessa nuvem cobria a montanha e o som da trombeta soou com força. Toda a multidão que estava no acampamento tremia.
17. Moisés levou o povo para fora do acampamento ao encontro de Deus, e pararam ao pé do monte.
18. Todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor tinha descido sobre ele no meio de chamas; o fumo que subia do monte era como a fumaça de uma fornalha, e toda a montanha tremia com violência.
19. O som da trombeta soava ainda mais forte; Moisés falava e os trovões divinos respondiam-lhe.
20. O Senhor desceu sobre o cume do monte Sinai; e chamou Moisés ao cume do monte. Moisés subiu,
21. e o Senhor lhe disse: “Desce e proíbe expressamente o povo de precipitar-se para ver o Senhor, para que não morra um grande número deles.
22. Também os sacerdotes, que são autorizados a se aproximar do Senhor, santifiquem-se, para que o Senhor não os fira.”
23. Moisés respondeu ao Senhor: “O povo não poderia subir o monte Sinai, pois vós no-lo ordenastes expressamente, dizendo: fixa limites ao redor do monte, e declara-o sagrado.”
24. “Vai, disse-lhe o Senhor, desce. Subirás em seguida com Aarão; porém, não ultrapassem os limites os sacerdotes e o povo ao subir junto do Senhor, para não acontecer que ele os fira.”
25. Moisés desceu então ao povo e falou-lhe.

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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Êxodo, 18


1. Jetro, sacerdote de Madiã, sogro de Moisés, soube de tudo o que Deus tinha feito por Moisés e por Israel, seu povo; e soube que o Senhor tinha feito sair Israel do Egito.
2. Jetro, sogro de Moisés, tomou consigo Séfora, mulher de Moisés, que tinha sido mandada para casa,
3. assim como seus dois filhos, dos quais um se chamava Gerson, porque Moisés tinha dito: “Sou um peregrino em uma terra estrangeira.”
4. e o outro chamava-se Eliezer, porque ele tinha dito: “O Deus de meu pai socorreu-me e fez-me escapar à espada do faraó.”
5. Jetro, sogro de Moisés, com os dois filhos e a mulher deste, veio procurá-lo no deserto, onde estava acampado, perto da montanha de Deus.
6. E mandou-lhe dizer: “Teu sogro Jetro vem te ver, acompanhado de tua mulher e de teus dois filhos”.
7. Moisés saiu ao encontro de seu sogro, prostrou-se e beijou-o. Informaram-se mutuamente sobre a sua saúde e entraram na tenda.
8. Moisés contou ao seu sogro tudo o que o Senhor tinha feito ao faraó e aos egípcios por causa de Israel, todas as tribulações que lhes tinham sobrevindo no caminho, e das quais o Senhor os livrara.
9. Jetro alegrou-se com todo o bem que o Senhor tinha feito aos israelitas, livrando-os da mão dos egípcios.
10. “Bendito seja o Senhor, disse Jetro, que vos livrou da mão dos egípcios e da mão do faraó; que livrou o povo da mão dos egípcios!
11. Agora sei que o Senhor é maior que todos os deuses, porque o demonstrou quando (seu povo) era tiranizado”.
12. Em seguida Jetro, sogro de Moisés, ofereceu a Deus um holocausto e sacrifícios. Aarão e todos os anciãos de Israel vieram ter com o sogro de Moisés para tomar parte no banquete em presença de Deus.
13. No dia seguinte, Moisés assentou-se para fazer justiça ao povo, que se conservou de pé diante dele desde a manhã até a tarde.
14. O sogro de Moisés, vendo todo o trabalho a que ele se dava pelo povo, disse-lhe: “Que é isso que fazes com o povo? Por que te sentas só no tribunal com toda essa gente que se conserva em torno de ti da manhã à tarde?”
15. “É que, respondeu Moisés, o povo vem a mim para consultar Deus.
16. Quando têm alguma questão, vêm procurar-me para que eu julgue entre eles, fazendo-lhes saber as ordens de Deus e suas leis”.
17. O sogro de Moisés disse-lhe: “Não está certo o que fazes!
18. Tu te esgotarás seguramente, assim como todo esse povo que está contigo, porque o fardo é pesado demais para ti, e não poderás levá-lo sozinho.
19. Escuta-me: vou dar-te um conselho, e que Deus esteja contigo! Tu serás o representante do povo junto de Deus, e levarás as questões diante de Deus:
20. ensinar-lhes-ás suas ordens e suas leis, e lhes mostrarás o caminho a seguir e como terão de comportar-se.
21. Mas escolherás do meio do povo homens prudentes, tementes a Deus, íntegros, desinteressados, e os porás à frente do povo, como chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dezenas.
22. Eles julgarão o povo todo o tempo. Levarão a ti as causas importantes, mas resolverão por si mesmos as causas de menor importância. Assim aliviarão a tua carga, levando-a consigo.
23. Se fizeres isso, e Deus o ordenar, poderás dar conta do trabalho, e toda esta gente voltará em paz para suas habitações.
24. Moisés ouviu o conselho de seu sogro e fez tudo o que ele lhe tinha dito.
25. Escolheu em todo o Israel homens prudentes e os pôs à frente do povo como chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dezenas.
26. Eles julgavam o povo todo o tempo, levando diante de Moisés as questões difíceis e resolvendo por si mesmos os litígios menores.
27. Depois disso, Moisés despediu-se de seu sogro, e este voltou para sua terra.
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Êxodo, 17


1. Segundo uma ordem do Senhor, toda a assembléia dos israelitas partiu, por etapas, do deserto de Sin. Acamparam em Rafidim, onde não havia água para o povo beber.
2. E vieram então contender com Moisés: “Dá-nos água para beber” disseram eles. Moisés respondeu-lhes: “Por que procurais contendas comigo? Por que provocais o Senhor?”
3. Entretanto, o povo que ali estava privado de água e devorado pela sede, murmurava contra Moisés: “Por que nos fizeste sair do Egito? Para nos fazer morrer de sede com nossos filhinhos e nossos rebanhos?”
4. Então dirigiu Moisés esta prece ao Senhor: “Que farei a este povo? Mais um pouco e irão apedrejar-me.”
5. O Senhor respondeu a Moisés: “Passa adiante do povo, e leva contigo alguns dos anciãos de Israel; toma na mão tua vara, com que feriste o Nilo, e vai.
6. Eis que estarei ali diante de ti, sobre o rochedo do monte Horeb ferirás o rochedo e a água jorrará dele: assim o povo poderá beber.” Isso fez Moisés em presença dos anciãos de Israel.
7. Chamaram esse lugar Massá e Meribá, por causa da contenda que os israelitas tiveram com ele, e porque tinham provocado o Senhor, dizendo: “O Senhor está ou não no meio de nós?”
8. Amalec veio atacar Israel em Rafidim.
9. Moisés disse a Josué: “Escolhe-nos homens e vai combater Amalec. Amanhã estarei no alto da colina com a vara de Deus na mão.”
10. Josué obedeceu Moisés e foi combater Amalec, enquanto Moisés, Aarão e Hur subiam ao alto da colina.
11. E, quando Moisés tinha a mão levantada, Israel vencia, mas logo que a abaixava, Amalec triunfava.
12. Mas como se fatigassem os braços de Moisés, puseram-lhe uma pedra por baixo e ele assentou-se nela, enquanto Aarão e Hur lhe sustentavam as mãos de cada lado: suas mãos puderam assim conservar-se levantadas até o pôr-do-sol,
13. e Josué derrotou Amalec e seu povo ao fio da espada.
14. O Senhor disse a Moisés: “Escreve isto para lembrar, e dize a Josué que eu apagarei a memória de Amalec de debaixo dos céus”.
15. Moisés construiu um altar que chamou de Javé-Nessi.
16. “Já que a mão, disse ele, foi levantada contra o trono do Senhor, o Senhor está em guerra perpétua contra Amalec”.
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domingo, 16 de outubro de 2011

Êxodo, 16


1. Toda a assembléia dos israelitas partiu de Elim e foi para o deserto de Sin, situado entre Elim e o Sinai. Era o décimo quinto dia do segundo mês após sua saída do Egito.
2. Toda a assembléia dos israelitas pôs-se a murmurar contra Moisés e Aarão no deserto.
3. Disseram-lhes: “Oxalá tivéssemos sido mortos pela mão do Senhor no Egito, quando nos assentávamos diante das panelas de carne e tínhamos pão em abundância! Vós nos conduzistes a este deserto, para matardes de fome toda esta multidão.”
4. O Senhor disse a Moisés: “Vou fazer chover pão do alto do céu. Sairá o povo e colherá diariamente a porção de cada dia. Pô-lo-ei desse modo à prova, para ver se andará ou não segundo minhas ordens.
5. No sexto dia, quando prepararem o que tiverem ajuntado haverá o dobro do que recolhem cada dia.”
6. Moisés e Aarão disseram a todos os israelitas: “Esta tarde, sabereis que foi o Senhor quem vos tirou do Egito,
7. e amanhã pela manhã vereis a sua glória, porque ele ouviu as vossas murmurações contra ele. Nós, porém, quem somos nós para que murmureis contra nós?”
8. Moisés disse: “Isso acontecerá quando o Senhor vos der, esta tarde, carne para comerdes e, amanhã pela manhã, pão em abundância, porque ele ouviu as murmurações que proferistes contra ele. Nós, porém, quem somos? Não é contra nós que murmurastes, mas contra o Senhor.”
9. Moisés disse a Aarão: “Dize a toda a assembléia dos israelitas: apresentai-vos diante do Senhor, porque ele ouviu vossas murmurações”.
10. Enquanto Aarão falava a toda a assembléia dos israelitas, olharam para o deserto e eis que apareceu na nuvem a glória do Senhor!
11. E o Senhor disse a Moisés:
12. “Ouvi as murmurações dos israelitas. Dize-lhes: esta tarde, antes que escureça, comereis carne e, amanhã de manhã, vos fartareis de pão; e sabereis que sou o Senhor, vosso Deus”.
13. À tarde, com efeito, subiram codornizes (do horizonte) e cobriram o acampamento; e, no dia seguinte pela manhã, havia uma camada de orvalho em torno de todo o acampamento.
14. E, tendo evaporado esse orvalho, eis que sobre a superfície do deserto estava uma coisa miúda, granulosa, miúda como a geada sobre a terra!
15. Vendo isso, disseram os filhos de Israel uns aos outros: “Que é isso?”, pois não sabiam o que era. Moisés disse-lhes: “Este é o pão que o Senhor vos manda para comer.
16. Eis o que vos ordena o Senhor: ajunte cada um o quanto lhe for necessário para comer; para aqueles que estão em sua tenda, um gomor por cabeça, segundo o número das pessoas.”
17. Assim fizeram os israelitas: ajuntaram uns mais, outros menos.
18. Mas, quando se media com o gomor, aconteceu que o que tinha ajuntado muito não tinha demais e, ao que tinha ajuntado pouco, não lhe faltava: cada um havia recolhido segundo a sua necessidade.
19. Moisés disse-lhes: “Ninguém reserve dele para o dia seguinte.”
20. Alguns não o ouviram e guardaram dele até pela manhã; mas criou vermes e cheirou mal. Moisés irritou-se contra eles.
21. Todas as manhãs fizeram a sua provisão, cada um segundo suas necessidades. E, quando vinha o calor do sol, derretia-se.
22. No sexto dia, recolheram uma dupla quantidade de alimento, dois gomores para cada um. Vieram todos os chefes da assembléia e contaram-no a Moisés.
23. Este lhes disse: “É isso o que o Senhor ordenou. Amanhã é um dia de repouso, o sábado consagrado ao Senhor. Por isso, o que tendes a cozer no forno, cozei-o, e o que tendes a cozer em água, cozei-o; e o que sobrar, ponde-o de lado até pela manhã.”
24. Guardaram-no até o dia seguinte, segundo a ordem de Moisés; e não cheirou mal, nem se acharam vermes nele.
25. “Comei-o hoje, disse Moisés, porque é o dia do sábado do Senhor; hoje não o achareis no campo.
26. Durante seis dias o ajuntareis; mas o sétimo é o sábado: nele não haverá.
27. (No sétimo dia alguns saíram para fazer sua provisão, mas nada encontraram.
28. Então o Senhor disse a Moisés: ‘Até quando vos recusareis a observar meus mandamentos e minhas leis?’)
29. Considerai que, se o Senhor vos deu o sábado, vos dá ele no sexto dia alimento para dois dias. Fique cada um onde está, e ninguém saia de sua habitação no sétimo dia”.
30. Assim o povo repousou no sétimo dia.
31. Os israelitas deram a esse alimento o nome de maná. Assemelhava-se à semente de coentro: era branco e tinha o sabor de uma torta de mel.
32. Moisés disse: “Eis o que ordena o Senhor: que se encha dele um gomor para ser conservado para vossas gerações futuras, a fim de que vejam o pão com que vos sustentei no deserto, depois de vos ter tirado do Egito”.
33. E Moisés disse a Aarão: “Toma uma vasilha e põe nela a quantia de um gomor de maná, e deposita-o diante do Senhor, a fim de conservá-lo para vossos descendentes”.
34. Aarão, segundo a ordem do Senhor a Moisés, depositou-o diante do Testemunho para ser conservado.
35. Os israelitas comeram o maná durante quarenta anos, até a sua chegada a uma terra habitada. Comeram o maná até que chegaram aos confins da terra de Canaã.
36. (O gomor é a décima parte do efá.)

sábado, 15 de outubro de 2011

Êxodo, 15


1. Então Moisés e os israelitas entoaram em honra do Senhor o seguinte cântico: “Cantarei ao Senhor, porque ele manifestou sua glória. Precipitou no mar cavalos e cavaleiros.
2. O Senhor é a minha força e o objeto do meu cântico; foi ele quem me salvou. Ele é o meu Deus – eu o celebrarei; o Deus de meu pai – eu o exaltarei.
3. O Senhor é o herói dos combates, seu nome é Javé.
4. Lançou no mar os carros do faraó e o seu exército; a elite de seus combatentes afogou-se no mar Vermelho;
5. o abismo os cobriu; afundaram-se nas águas como pedra.
6. A vossa (mão) direita, ó Senhor, manifestou sua força. Vossa direita aniquilou o inimigo.
7. Por vossa soberana majestade derrotais vossos adversários; desencadeais vossa cólera, e ela os consome como palha.
8. Ao sopro de vosso furor amontoaram-se as águas; levantaram-se as ondas como muralha, solidificaram-se as vagas no coração do mar.
9. Dizia o inimigo: perseguirei, alcançarei, repartirei o despojo, satisfarei meu desejo de vingança, desembainharei a espada, minha mão os destruirá.
10. Ao sopro de vosso hálito o mar os sepultou; submergiram como chumbo na vastidão das águas.
11. Quem entre os deuses é semelhante a vós, Senhor? Quem é semelhante a vós, glorioso por vossa santidade, temível por vossos feitos dignos de louvor, e que operais prodígios?
12. Apenas estendestes a mão, e a terra os tragou.
13. Conduzistes com bondade esse povo, que libertastes; e com vosso poder o guiastes à vossa morada santa.
14. Ao ouvir isso, estremeceram os povos. Um pavor imenso apoderou-se dos filisteus;
15. os chefes de Edom ficaram aterrados; a angústia tomou conta dos valentes de Moab; tremeram de medo todos os habitantes de Canaã.
16. Caíram sobre eles o terror e a angústia, o poder do vosso braço os petrificou, até que tivesse passado o vosso povo, Senhor até que tivesse passado o povo que adquiristes para vós.
17. Conduzi-lo-eis e o plantareis na montanha que vos pertence, no lugar que preparastes para vossa habitação, Senhor, no santuário, Senhor, que vossas mãos fundaram.
18. O Senhor é rei para sempre, sem fim!”
19. Os cavalos do faraó, com efeito, entraram no mar com seus carros e seus cavaleiros, e o Senhor os envolveu nas águas, enquanto os israelitas passaram a pé enxuto o leito do mar.
20. A profetisa Maria, irmã de Aarão, tomou seu tamborim na mão, e todas as mulheres seguiram-na dançando com tamborins.
21. Maria as acompanhava entoando: “Cantai ao Senhor, porque fez brilhar a sua glória, precipitou no mar cavalos e cavaleiros!”
22. Moisés fez partir os israelitas do mar Vermelho e os dirigiu para o deserto de Sur. Caminharam três dias no deserto, sem encontrar água.
23. Chegaram a Mara, onde não puderam beber de sua água, porque era amarga, de onde o nome de Mara que deram a esse lugar.
24. Então o povo murmurou contra Moisés: “Que havemos de beber?”
25. Moisés clamou ao Senhor, e o Senhor indicou-lhe um madeiro que ele jogou na água. E esta tornou-se doce. Foi nesse lugar que o Senhor deu ao povo preceitos e leis, e ali o provou.
26. Disse-lhe: “Se ouvires a voz do Senhor, teu Deus, e fizeres o que é reto aos seus olhos, se inclinares os ouvidos às suas ordens e observares todas as suas leis, não mandarei sobre ti nenhum dos males com que acabrunhei o Egito, porque eu sou o Senhor que te cura.”
27. E chegaram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali acamparam junto das águas.
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Nossa Senhora das Graças e a conversão do hebreu Ratisbonne (2)


Busto de Ratisbonne lembra a conversão milagrosa

Continuação do post anterior

Por volta de uma hora. Eu tinha de combinar algumas coisas na igreja de S. Andrea delle Fratte para a cerimônia fúnebre do dia seguinte. Mas encontrei Ratisbonne descendo pela Via Condotti. Ele aceitou vir comigo, iria me aguardar alguns minutos e, em seguida, iríamos passear juntos. Entramos na igreja. Ratisbonne percebeu os preparativos para um funeral, e perguntou para quem seria feito.

“Para um amigo que acabo de perder, e que eu amava muito, M. de Laferronnays”, respondi.

Ele então começou a andar pela nave e seu olhar frio e indiferente parecia dizer: “Esta é certamente uma igreja muito feia.” Deixei-o do lado da epístola na igreja, à direita de um pequeno compartimento destinado a receber o caixão, e fui para o mosteiro.

Eu tinha apenas algumas palavras para dizer a um dos frades, porque eu queria uma tribuna preparada para a família do falecido. Eu me demorei não mais do que 10 ou 12 minutos.

Quando voltei para a igreja, de início não achei Ratisbonne. Mas logo o vi ajoelhado em frente ao altar lateral de São Miguel Arcanjo. Fui até ele, toquei-lhe três ou quatro vezes sem que ele percebesse minha presença. Finalmente, ele se virou para mim, o rosto banhado em lágrimas, com as mãos juntas, e me disse com uma expressão que nenhuma palavra vai render: “Oh, como este senhor [M. de Laferronnays] orou por mim!”
Fiquei petrificado de espanto, naquele momento senti aquilo que as pessoas sentem na presença de um milagre. Eu levantei Ratisbonne, acompanhei-o, ou melhor, quase o levei para fora da igreja, e perguntei-lhe qual era o problema, e onde ele queria ir

Igreja do Miracolo
Sant'Andrea delle Frate, Roma

“Leva-me onde quiserdes”, respondeu ele, “depois que eu vi, eu obedeço”.

Insisti para que me explicasse o que queria dizer, mas não conseguia por causa de uma emoção forte demais. Ele tirou de seu peito a Medalha Milagrosa, e a cobriu de beijos e lágrimas. Eu tentei trazê-lo de volta para si, e não obstante as minhas insistentes perguntas, não recebia dele senão exclamações interrompidas por soluços:


“Oh, como eu sou feliz! Oh, como é bom o Senhor! Que plenitude de graça e felicidade! Como é lamentável o lote daqueles que não sabem!” Então ele começou a chorar ao pensar em hereges e descrentes.

Finalmente, ele se perguntou se não estava louco. “Mas não”, acrescentou ele, “eu estou em meu perfeito juízo. Meu Deus, meu Deus, eu não estou louco, não. Todo mundo sabe que eu não sou louco!”

Quando a delirante agitação foi se acalmando, com um olhar sereno e eu diria quase transfigurado, Ratisbonne estendeu seus braços em volta de mim e me abraçou, me pediu para levá-lo a um confessor; queria saber quando ele poderia receber o Santo Batismo sem o qual ele não podia viver, suspirava de felicidade pelos mártires, cujos tormentos ele tinha visto retratados nas paredes da igreja de S. Stefano Rotondo.

Ele me disse que não poderia dar explicação alguma sem a permissão de um padre, “porque aquilo que eu tenho a dizer”, acrescentou, “é algo que não posso dizer nem devo dizer senão de joelhos”.

Levei-o imediatamente à igreja do Gesù para ver o Pe. Villefort, que he pediu para se explicar. Então Ratisbonne, estendeu a medalha, beijou-a, mostrou-nos, e exclamou: “Eu a vi, eu a vi!”

E a emoção voltou a embargá-lo. Mas logo ele recuperou a calma e se exprimiu nestes termos:

Eu passei um breve tempo na igreja, quando de repente eu senti uma agitação de espírito indescritível. Ergui os olhos: diante de mim o prédio todo tinha desaparecido, só tinha uma capela, por assim dizer, onde se concentrou toda a luz. E no meio desse esplendor apareceu para mim em pé sobre o altar, grande, cheio de majestade e de doçura, a Virgem Maria, tal como ela é representada na minha Medalha.

Uma força irresistível me atraiu para ela. A Virgem me fez sinal com a mão que deveria ajoelhar e, em seguida, ela parecia dizer: assim esta bem! Ela não falou uma palavra, mas eu entendi tudo.

Ratisbonne fez esta breve narração parando com freqüência como para tomar fôlego e reprimir a emoção que tomava conta dele. Ouvimos com uma reverência sagrada, misturada com alegria e gratidão, maravilhados com a profundidade das vias do Senhor e os tesouros inefáveis de Sua misericórdia.

Uma frase nos impressionou mais do que as outras pela profundidade do mistério: “Ela não falou uma palavra, mas eu entendi tudo”.

Aliás, agora basta ouvir a Ratisbonne. A fé católica emana de seu coração como um perfume precioso do vaso que a contém, mas não pode confiná-la. Ele falou da Presença Real como um homem que acreditava que com toda a energia de seu ser, mas a expressão é muito fraca, ele falava como aquele que teve uma percepção direta.

Continua no próximo post

Paquistão: crianças cristãs raptadas e forçadas à conversão


No Paquistão é vulgar. Todos os anos há o registo de cerca de mil casos de meninas e jovens cristãs e também hindus, que são raptadas, muitas vezes violadas e depois forçadas à conversão para a religião islâmica.

A agência Fides dá-nos conta da história de Ana (nome fictício), uma menina cristã de apenas 12 anos, que foi raptada e violada repetidamente, durante oito meses, por "um bando de militantes islâmicos". Mais tarde, aniquilada e traumatizada, converteu-se e foi forçada ao casamento islâmico. Os muçulmanos em Punjab, empenhados em prestar assistência a estas jovens raparigas, “consideram-nas como objectos, mercadoria, e tratam-nas como animais”.

Esta história mais recente, de Ana, está a provocar uma forte indignação na comunidade cristã do Paquistão. Segundo fontes da agência Fides, “os raptores e violadores de Ana continuam em liberdade porque pertencem ao grupo radical islâmico Lashkar-e-Tayyab”.

O magistrado da região registou uma denúncia contra alguns homens muçulmanos, mas não dispôs nenhuma medida restritiva contra eles. A polícia convidou os pais de Ana a entregar a menina ao “marido legal” (o violador), senão poderiam sofrer ainda um processo penal.

Ana tem 12 anos e é filha de Arif Masih, varredor de rua em Shahdra, pequena cidade nos arredores de Lahore, capital da província de Punjab. Ana foi raptada por dois homens muçulmanos em 24 de Dezembro de 2010, enganada por uma amiga. Violentada e agredida durante dias, foi forçada a assinar alguns documentos que atestam a sua conversão e o casamento com um dos criminosos, Muhammad Irfan.

No Paquistão é prática comum dos grupos extremistas islâmicos raptar e violar as meninas pertencentes às minorias religiosas cristãs e hindus. Segundo Amarnath Motumal, advogado e membro da Comissão para os Direitos Humanos do Paquistão, uma ONG conhecida em todas as províncias do país, todos os meses cerca de duas dezenas de jovens são raptadas e convertidas à força.

As organizações cristãs e a sociedade civil reuniram diversos casos e histórias onde a polícia se omitiu de investigar, e hoje pedem uma intervenção decidida do governo, pedindo às Nações Unidas que pressionem as autoridades do país para que cessem estes abusos flagrantes dos direitos humanos.

Departamento de Informação da Fundação AIS

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Êxodo, 14


1. O Senhor disse a Moisés:
2. “Dize aos israelitas que mudem de direção e venham acampar diante de Fiairot, entre Magdalum e o mar, defronte de Beelsefon: acampareis defronte desse lugar, perto do mar.
3. O faraó vai pensar: os israelitas perderam-se no país, e o deserto os encerrou.
4. Endurecerei o coração do faraó, e ele os perseguirá; mas eu triunfarei gloriosamente sobre o faraó e sobre todo o seu exército, e os egípcios saberão que eu sou o Senhor.” Os israelitas obedeceram.
5. Quando se anunciou ao rei do Egito que o povo tinha fugido, o coração do faraó e de seus servos voltou-se contra o povo: “Que fizemos, disseram eles, deixando partir Israel e renunciando assim ao seu serviço!”
6. O faraó mandou preparar seu carro e levou com ele suas tropas.
7. Escolheu seiscentos carros dos melhores e todos os carros egípcios com homens de guerra em cada um deles.
8. O Senhor endureceu o coração do faraó, rei do Egito, e este se pôs a perseguir os filhos de Israel. Eles haviam partido de cabeça erguida.
9. Puseram-se os egípcios a persegui-los e alcançaram-nos em seu acampamento à beira do mar: todos os cavalos dos carros do faraó, seus cavaleiros e seu exército alcançaram-nos perto de Fiairot, defronte de Beelsefon.
10. Aproximando-se o faraó, os israelitas, ao levantarem os olhos, viram os egípcios que vinham ao seu encalço. Foram tomados de espanto e invocaram o Senhor, clamando em alta voz.
11. E disseram a Moisés: “Não havia, porventura, túmulos no Egito, para que nos conduzisses a morrer no deserto? Por que nos fizeste isso, tirando-nos do Egito?
12. Não te dizíamos no Egito: deixa-nos servir os egípcios! É melhor ser escravos dos egípcios do que morrer no deserto.”
13. Moisés respondeu ao povo: “Não temais! Tende ânimo, e vereis a libertação que o Senhor vai operar hoje em vosso favor. Os egípcios que hoje vedes, não os tornareis a ver jamais.
14. O Senhor combaterá por vós; quanto a vós, nada tereis a fazer.”
15. O Senhor disse a Moisés: “Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que se ponham a caminho.
16. E tu, levanta a tua vara, estende a mão sobre o mar e fere-o, para que os israelitas possam atravessá-lo a pé enxuto.
17. Vou endurecer o coração dos egípcios, para que se ponham ao teu encalço, e triunfarei gloriosamente sobre o faraó e sobre todo o seu exército, seus carros e seus cavaleiros.
18. Os egípcios saberão que eu sou o Senhor quando tiver alcançado esse glorioso triunfo sobre o faraó, seus carros e seus cavaleiros.”
19. O anjo de Deus, que marchava à frente do exército dos israelitas, mudou de lugar e passou para trás; a coluna de nuvens que os precedia pôs-se detrás deles,
20. entre o acampamento dos egípcios e o de Israel. Era obscura, e alumiava a noite. E não puderam aproximar-se um do outro, durante a noite inteira.
21. Moisés estendeu a mão sobre o mar. O Senhor fê-lo recuar com um vento impetuoso vindo do oriente, que soprou toda a noite. E pôs o mar a seco. As águas dividiram-se
22. e os israelitas desceram a pé enxuto no meio do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda.
23. Os egípcios os perseguiram: todos os cavalos do faraó, seus carros e seus cavaleiros internaram-se após eles no leito do mar.
24. À vigília da manhã, o Senhor, do alto da coluna de fogo e da de nuvens, olhou para o acampamento dos egípcios e semeou o pânico no meio deles.
25. Embaraçou-lhes as rodas dos carros de tal sorte que, só dificilmente, conseguiam avançar. Disseram então os egípcios: “Fujamos diante de Israel, porque o Senhor combate por eles contra o Egito.”
26. O Senhor disse a Moisés: “Estende tua mão sobre o mar, e as águas voltar-se-ão sobre os egípcios, seus carros e seus cavaleiros.”
27. Moisés estendeu a mão sobre o mar, e este, ao romper da manhã, voltou ao seu nível habitual. Os egípcios que fugiam foram de encontro a ele, e o Senhor derribou os egípcios no meio do mar.
28. As águas voltaram e cobriram os carros, os cavaleiros e todo o exército do faraó que havia descido no mar ao encalço dos israelitas. Não ficou um sequer.
29. Mas os israelitas tinham andado a pé enxuto no leito do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda.
30. Foi assim que naquele dia o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios. E Israel viu os cadáveres dos egípcios na praia do mar.
31. Viu Israel o grande poder que o Senhor tinha exercido contra os egípcios. Por isso, o povo temeu o Senhor e confiou nele e em seu servo Moisés.

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