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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A maior vitória do diabo consiste em convencer os homens de que ele não existe


Mons Andrea Gemma
No livro “Eu, bispo exorcista”, o então diocesano de Isernia-Venafro, Itália, descreve suas experiências de exorcista e as surpreendentes conclusões a que foi levado durante uma década de prática do Exorcistado.

As palavras de São Mateus, “as portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16,18), ecoavam em seu espírito com um atrativo sobrenatural. E lhe inspiravam graves considerações:

1) a ação do demônio não só não diminuiu, mas multiplicou-se;

2) o demônio é consciente de que dispõe de pouco tempo;

3) Nosso Senhor Jesus Cristo deu à Igreja enorme poder contra Satanás;

um deles é a Medalha de São Bento.

4) para não ser derrotado, o demônio faz tudo para agir no silêncio;

5) chegou o momento de desmascarar a ação insidiosa de Lúcifer e enfrentá-lo de viseira erguida, com as armas de que a Igreja dispõe. (pp. 11-12).

Laicismo e materialismo abrem as portas da possessão

“A maior vitória do diabo consiste em convencer os homens de que ele não existe”. Esta verdade indiscutida levou o prelado à conclusão de que o ambiente moderno serve de luva ideal para as garras infernais.

A todo momento, esse ambiente sugere que não há Deus nem demônio, nem Céu nem inferno. E os espíritos malignos atacam e invadem os corpos das suas vítimas de inúmeras formas.

Há cultos satânicos explícitos. Mas também implícitos, como certas técnicas de meditação e algumas terapias alternativas, superstições ou modas tipo Nova Era ou músicas tipo rock and roll.

Armas para derrotar os demônios
D. Andrea exorta os fiéis a recorrerem às armas que vencem o demônio: a Fé, os Livros Sagrados, o jejum, os sacramentos. E, sobretudo, a oração por meio de Nossa Senhora, a “inimiga eterna de Satanás” (p. 16).

Entre as orações específicas, ele recomenda a renúncia formal a Satanás, como se faz na renovação das promessas do batismo, e o exorcismo breve:

“São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate; cobri-nos com vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos, e vós, Príncipe da Milícia Celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém” (p. 17).

Faça esta oração usando a Medalha de São Bento, que também proteje contra doenças. Veja aqui como receber a sua

E recomenda também não se deixar seduzir pelo ambiente revolucionário hodierno nem pelas falsas novidades nas formas de religiosidade — inclusive no âmbito católico —, que tanto e tão bem servem de ocasião para os malefícios e possessões por parte do pai da mentira.

Com essas cautelas e armas espirituais, o católico resistirá e sairá vitorioso, confiando sempre na promessa divina: “As portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16,18).

Fonte: Ciência confirma Igreja

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A IGREJA NO MUNDO


“Os nossos irmãos perseguidos são a elite da Igreja; sermos solidários para com eles é uma questão de honra.”

Padre Werenfried (1913-2003)

Queridos Amigos,

São 35 km a pé. E outros 35 para voltar, agora carregado com duas figuras que foi comprar a Lyon. São dois anjos que o Santo Cura de Ars quer colocar junto ao tabernáculo da sua modesta igreja. Ano após ano, foi melhorando o espaço e embelezando as vestes litúrgicas. O melhor que ele tinha era o mínimo que concebia dar a Deus.

Isto lembra-me a história de um missionário a quem colocaram uma dolorosa pergunta: “Como é que hei-de acreditar que o teu Cristo é o Deus verdadeiro se me convidas a adorá l’O numa garagem? Vem comigo… vou mostrar-te o que considero ser uma verdadeira casa de Deus na terra.” O missionário percebeu logo. Como jovem padre, tinha visitado algumas comunidades aimaras no cimo da cordilheira dos Andes. Um terramoto tinha destruído as igrejas de várias povoações. Nalgumas delas, as igrejas foram reconstruídas com muito esforço. Noutras, as pessoas deixaram passar o tempo e, onde não havia uma igreja de pedra e madeira, foi morrendo, a pouco e pouco, a Igreja feita de corações vivos. Assim, brevemente surgiram seitas. Noutras aldeias ainda, restou apenas uma vaga religiosidade.

No último dia de Fevereiro de 2010, o Chile foi assolado por um devastador terramoto. A sua violência deixou milhões de pessoas sem casa, sem escolas, sem hospitais e também sem igrejas. A Igreja Católica deu resposta imediata. A nossa Obra no Chile dispôs-se a assumir o financiamento de um novo modelo de igreja de emergência, projectado por um arquitecto de renome. A solução demonstrou ser prática, económica e harmoniosa. Nesta igreja de emergência, uma estrutura metálica suporta uma tenda com a forma do manto deMaria, Mãe de Deus. O interior tem muita luz, é acolhedor e oferece protecção. Em menos de oito meses, a AIS no Chile juntou os meios necessários para construir 42 destas igrejas nas localidades mais atingidas. Ainda há muito para fazer a fim de evitar que o cataclismo tenha consequências pastorais graves. “Esta nova igreja prova-nos que não estamos sós nem abandonados. Estou fascinado e agradecido por esta ajuda eficaz”, diz o Pároco de Yáquil. “Celebrei missas na rua e funerais em casa dos falecido . Com esta capela recuperámos a dignidade do culto sagrado”, afirma o Pároco de El Olivar.

Estas capelas de emergência são apenas um primeiro passo. Serão precisas décadas para reconstruir as igrejas e casas paroquiais necessárias. E o Chile é apenas um entre muitos países. Deus merece mais do que garagens e corações vazios. Não deixemos passar o tempo. Colaboremos na construção do reino de Deus.

Agradeço-vos e abençoo-vos.

Padre Joaquín Alliende, Presidente
fonte: FAIQS

domingo, 17 de outubro de 2010

Bispo do Paquistão chega a Portugal para falar dos riscos de ser católico


A Igreja no Paquistão necessita de suas orações. Acenda a Vela das graças pelos católicos que sofrem perseguições no Oriente Médio
Entre os dias 14 a 21 de Outubro, o Bispo de Lahore, no Paquistão, D. Sebastian Shaw, vem visitar Portugal, a convite da Fundação AIS. A passagem pelo país europeu pretende dar relevo ao extremismo e o aumento da violência contra a Igreja Católica no Paquistão, que se somam aos dramas do terrorismo e da crise humanitária provocada pelas recentes cheias.

Uma equipe da Fundação AIS visitou recentemente o país e testemunhou que o grande sofrimento dos cristãos paquistaneses é cada vez pior: são discriminados nos seus locais de trabalho, são fortemente pressionados para abandonar a sua fé, há cada vez mais ataques ao seu modo de vida e, o pior de tudo, estes ataques e ameaças são cada vez mais violentos.

No Paquistão, os cristãos são pouco mais de dois milhões numa população de 175 milhões de habitantes, na sua maioria muçulmanos. A Igreja Católica está organizada em sete dioceses onde mais de 270 sacerdotes trabalham na pastoral, ajudados por 735 religiosas de 27 congregações e um grande número de catequistas leigos.

Uma das grandes ameaças à liberdade religiosa é a lei anti-blasfêmia, que estabelece que qualquer ofensa por palavras ou actos contra Alá, Maomé ou o Corão, denunciada por um muçulmano e sem necessidade de testemunhos ou provas adicionais, pode determinar o julgamento imediato e a condenação à prisão de qualquer pessoa.

A Fundação AIS uniu a sua voz às vozes da sociedade civil, da Igreja no Paquistão, do Conselho Mundial de Igrejas e outras instituições internacionais, pedindo a abolição de uma lei que viola a liberdade civil e religiosa, sendo ainda “a maior fonte de perseguição das minorias religiosas”.

No Paquistão os cristãos são marginalizados por causa da pobreza e muitas famílias não podem financiar os estudos dos filhos, sendo estes muitas vezes obrigados a freqüentar escolas corânicas.

Fonte: ACI Digital/ADF

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Pequenino rebanho


É frequente hoje, nas comunidades e grupos cristãos, ouvir o desabafo: “somos tão poucos, sempre os mesmos”. Nestas palavras transparece desalento e impotência. Estes sentimentos são ainda reforçados pelo ambiente de indiferença e senão mesmo de hostilidade que na sociedade se nota contra a Igreja Católica. A agravar a situação vem ainda a humilhação de que ela tem sido alvo por causa da doutrina incómoda que ensina e dos escândalos de pedofilia e outros desmandos de alguns dos seus membros.

Nesta situação, soam espantosas as palavras de Jesus aos discípulos: “Não temais, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o Reino” (Lc 12,32). Eles eram poucos, pobres, simples, sem forças nem meios adequados para fazer face ao mundo. Jesus encoraja-os, garantindo-lhes que são amados pelo Pai celeste, o qual decidiu fazê-los participar do Seu Reino. Este Reino significa a presença e a acção divina naqueles que acreditam e estão disponíveis para cumprirem a vontade de Deus e cooperarem com Ele. Dar o Seu reino ao “pequenino rebanho” quer dizer habitar no meio dele, ser a sua vida e força, irradiar a Sua luz e o amor para os oferecer a todos. Daí a exortação à confiança no providência divina que antecede as palavras mencionadas.

A Igreja experimenta hoje, em muitas situações, ser um “pequenino rebanho”: nas pequenas, definhadas e envelhecidas comunidades de fiéis perdidos no mundo secularizado, na impotência para atrair as novas gerações para Cristo, na dificuldade em envolver pessoas nos grupos apostólicos e nos serviços pastorais, na crise de novas vocações sacerdotais e para a vida religiosa… A qualquer sensação de “pequenez” eclesial respondem as palavras e a promessa de Jesus antes citadas. Mas Jesus fez mais: prometeu estar presente em qualquer grupo de seus discípulos, onde quer que se reúnam “dois ou três em seu nome”, e disse que estaria com a sua Igreja “até ao fim dos tempos”. Assim, é no reconhecimento da presença de Cristo e na relação e comunhão estreitas com Ele que a Igreja, a qualquer nível, encontra a sua vida e a sua força.

No Concílio Vaticano II, quando se reviu e se renovou, segundo o espírito das suas origens e do Evangelho, a Igreja compreendeu que devia viver na humildade, pobreza, amor e serviço, segundo o exemplo do seu Senhor: “Assim como Cristo realizou a obra da redenção na pobreza e na perseguição, assim a Igreja é chamada a seguir pelo mesmo caminho para comunicar aos homens os frutos da salvação. Cristo Jesus «que era de condição divina… despojou-se de si próprio tomando a condição de escravo» (Fil 2, 6-7) e por nós, «sendo rico, fez-se pobre» (2 Cor 8,9): assim também a Igreja, embora necessite dos meios humanos para o prosseguimento da sua missão, não foi constituída para alcançar a glória terrestre, mas para divulgar a humildade e abnegação, também com o seu exemplo. Cristo foi enviado pelo Pai «a evangelizar os pobres, a sarar os contritos de coração» (Lc 4,18), «a procurar e salvar o que perecera» (Lc 19,10). De igual modo, a Igreja abraça com amor todos os afligidos pela enfermidade humana; mais ainda, reconhece nos pobres e nos que sofrem a imagem do seu fundador pobre e sofredor, procura aliviar as suas necessidades, e intenta servir neles a Cristo. Enquanto Cristo «santo, inocente, imaculado» (Heb 7,26), não conheceu o pecado (cfr 2 Cor 5,21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (Heb 2,17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação. A Igreja «prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus», anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (cfr 1 Cor 11,26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz” (LG 8).

Diz o ditado popular que “há males que vê por bem”. Assim, na consciência do pecado e dos de Deus existentes no seu seio, na perda de influência, prestígio, reconhecimento e apreço por parte do mundo, na diminuição do número dos seus membros e dos que se identificam com ela, no crescimento das dificuldades em cumprir a missão de oferecer aos homens o conhecimento de Cristo de modo a atraí-los para Ele, a Igreja pode redescobrir a verdade sobre si mesma e a força evangélica que lhe permite crescer: o dom do Reino de Deus, isto é, a fé, a esperança e o amor que lhe vêm de Jesus Cristo. Assim viverá de modo mais autêntico e dará testemunho cativante dos bens espirituais de que é portadora.

Fonte: canção nova

domingo, 12 de setembro de 2010

O JARDIM FLORIDO DA IGREJA


No tempo actual, a Igreja parece ter-se tornado uma estrutura pesada, um corpo cansado, uma multidão desalentada. Há sinais que confirmam esta impressão. Todavia, se observarmos melhor o que se passa nas comunidades católicas, seremos surpreendidos por outra realidade. No discurso aos bispos em Fátima, Bento XVI confessou a sua admiração pelo fenómeno dos movimentos e novas comunidades eclesiais, testemunhando: “Observando-os, tive a alegria e a graça de ver como, num momento de fadiga da Igreja, num momento em que se falava de «inverno da Igreja», o Espírito Santo criava uma nova primavera, fazendo despertar nos jovens e adultos a alegria de serem cristãos, de viverem na Igreja que é o Corpo vivo de Cristo. Graças aos carismas, a radicalidade do Evangelho, o conteúdo objectivo da fé, o fluxo vivo da sua tradição comunicam-se persuasivamente e são acolhidos como experiência pessoal, como adesão da liberdade ao evento presente de Cristo.”

Sobre este sopro do Espírito, ainda antes de ser Papa, disse: “Parecia que, depois do grande florescimento do Concílio, tinha entrado gelo em vez de primavera, cansaço em vez de novo dinamismo. E a Igreja, depois de tantas discussões e fadigas na procura de novas estruturas, não estava realmente diminuída e escondida? Mas eis que inesperadamente, surge alguma coisa que ninguém tinha projectado. Eis que o Espírito Santo, se assim podemos dizer, tinha pedido novamente a palavra. Em jovens homens e jovens mulheres rejuvenescia a fé, sem “se” nem “mas”, sem subterfúgios nem escapatórias e vivida na sua integralidade como dom e como dádiva preciosa que a todos faz viver”.

Protagonista e testemunha deste acontecimento espiritual, Andrea Riccardi, fundador da Comunidade de Santo Egídio, explica-o assim: “Na história difícil, conturbada e secularizada do século vinte, a vida cristã refloresceu. E refloresceu em situações difíceis. Refloresceu quando, tomados pelo bem-estar, parecia que se pudesse viver sem a fé. Este século, belo e terrível, tinha uma grande necessidade de Evangelho e de amor. Como aconteceu este florescimento? Frequentemente na pobreza e na prova de tantas situações dolorosas. Brilhou o aspecto sacramental e espiritual da Igreja. Num mundo “afastado de Deus” refloresceu o aspecto carismático da vida da Igreja representado pelos Movimentos e pelas novas Comunidades. Certamente o crescimento de um novo elemento na família provoca dificuldades, tensões, mas esta estação carismática levou a um florescimento da Igreja de maneira mais rica e complexa, a um alargamento da família e, por isso, a um intercâmbio de maior amor. A Igreja entra com simpatia nos caminhos de um mundo que parece afastado de Deus. Cristãos comuns mas radicados no carisma do apostolado entram na vida quotidiana do mundo através da palavra, do testemunho e dos comportamentos”.

Chiara Lubich, fundadora dos Focolares, confirma a beleza dos dons do Espírito: “A Igreja é um imenso jardim, onde exalam perfume pequenos canteiros de flores, as mais raras e as mais comuns, as mais ricas e as mais simples. São as famílias e as Ordens religiosas, são os Movimentos que têm uma dupla missão: reconstituir, no tempo em que vivem, a vida das primitivas comunidades cristãs; recordar ao mundo, com a sua existência, uma palavra de Jesus, um Seu modo de agir, um facto da Sua vida, porque aquele tempo tem necessidade especial de que alguém o repita. São modos diferentes de vida cristã, mas sempre autêntica e íntegra; são homens e mulheres que, como especialistas do Evangelho, oferecem ao mundo os remédios espirituais”.

Todos aqueles que na Igreja querem ser fiéis a Deus são capazes de reconhecer e acolher com gratidão os dons que Ele oferece ao nosso tempo. No mesmo discurso aos Bispos, o Papa exorta-os a valorizarem tais dons e a ajudarem a inserirem-se na comunhão eclesial: “Assim, por um lado, devemos sentir a responsabilidade de aceitar estes impulsos que são dons para a Igreja e lhe dão nova vitalidade, mas, por outro, devemos também ajudar os movimentos a encontrarem a estrada justa, com correcções feitas com compreensão – aquela compreensão espiritual e humana que sabe unir guia, gratidão e uma certa abertura e disponibilidade para aceitar aprender”.

Oxalá nenhum membro da Igreja despreze os variados dons que o Espírito distribuiu e estão presentes nos movimentos e novas comunidades. Tais carismas constituem um precioso impulso para a renovação eclesial e, diz Bento XVI, “para o anúncio e testemunho do Evangelho da esperança e da caridade em cada canto da terra”. Com eles, todos os fiéis, leigos, religiosos, sacerdotes e bispos, podem beneficiar pessoal e pastoralmente.

Padre Jorge Guarda
In: Canção Nova

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O QUE É UM PAPA?


é o título dado ao Bispo e Patriarca de Roma, supremo líder espiritual da Igreja Católica Apostólica Romana e também chefe do Estado do Vaticano.

O primeiro chefe da Igreja Católica, o primeiro Papa, foi São Pedro, a quem, Jesus Cristo disse: “Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja” (Mt 26,18-19).

O evangelho reflecte a vontade de Jesus Cristo de que os seus discípulos permanecessem unidos sob a direcção de Pedro, a quem Cristo deu o nome num momento solene, levando os seus apóstolos a uma cidade edificada junto a uma falésia, Cesareia de Filipo: "Tu és Pedro e sobre esta pedra, edificarei a minha Igreja. A ti darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus" (Mt, 16, 13-20).
O governo hierárquico da Igreja Católica baseia-se posteriormente na autoridade dos sucessores dos Apóstolos, chamados Bispos, reunidos em concílio sob a autoridade do primaz de todos os Bispos, o Bispo de Roma, porque tanto São Pedro como São Paulo morreram em Roma, e daí a igreja da cidade ser reconhecida como cabeça das demais. Para o caso de São Paulo, além do testemunho das suas cartas da prisão em Roma, há testemunhos arqueológicos e escritos do seu martírio em Roma.
Mais importante é o caso de São Pedro, de quem propriamente se considera que sucedem os outros 264 Papas. Nas escavações arqueológicas realizadas na segunda metade do século XX por baixo do altar-mor da Basílica de São Pedro no Vaticano provou-se que o túmulo principal ali situado, com várias inscrições com o nome "Petrus", contém vestígios do século I.

Em homenagem ao Papa João Paulo II

Fonte: JAM