EU VOS AMO! VÓS SOIS A MINHA VIDA.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Louvai o Senhor, sempre!


Louvai o Senhor no seu santuário,
louvai-O no seu majestoso firmamento.
Louvai-O pela grandeza das suas obras,
louvai-O pela sua infinita majestade.

Louvai-O ao som da trombeta,
louvai-O ao som da lira e da cítara.
Louvai-O com o tímpano e com a dança,
louvai-O ao som da harpa e da flauta.

Louvai o Senhor,
louvai-O com címbalos sonoros.
Louvai-O com címbalos retumbantes.
Tudo quanto respira louve o Senhor.

(Salmo 150, 1-2.3-4.5-6)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Santa Isabel Rainha de Portugal


Filha do rei de Aragão (Espanha), Isabel nasceu provavelmente em 1270, em Saragoça ou em Barcelona. Era sobrinha-neta de Santa Isabel da Hungria. Casou com o rei de Portugal, D. Dinis, do qual teve dois filhos.
Após a morte do marido, entregou-se à vida religiosa e caritativa, como terceira franciscana, junto ao mosteiro de Santa Clara, em Coimbra. Morreu em Estremoz, em 1336, quando mediava a resolução do conflito que opunha o filho, D. Afonso IV, rei de Portugal, e o neto, rei de Castela. Está sepultada em Coimbra e foi canonizada em 1625.
Na sua vida cultivou um intenso amor a Deus. Alimentava e exprimia tal amor dedicando-a à oração assídua, meditando na palavra de Deus, fazendo jejuns frequentes, participando em celebrações, visitando igrejas, peregrinando a Santiago de Compostela, construindo mosteiros e praticando a caridade para com os pobres doentes e necessitados. Deus teve efectivamente a primazia na sua vida. A íntima relação com Ele foi o suporte para o desempenho de uma notável missão familiar, politica, social e religiosa ao longo da sua vida.
Outro grande amor que ela viveu foi à sua família, especialmente para com o marido e os filhos. Perdoava as infidelidades do rei e criou os filhos ilegítimos dele. Ensinou os filhos a amarem o pai e mediou os conflitos, com inteligência, firmeza e habilidade, conseguindo restaurar a paz entre D. Dinis e o seu filho D. Afonso. Numa carta, escreve ao marido: “Não permitais que se derrame sangue da vossa geração que esteve nas minhas entranhas. Fazei que as vossas armas parem ou então vereis como em breve morro. Se não o fizerdes, irei prostrar-me diante de vós e do infante, como a loba no parto se alguém se aproxima dos lobinhos recém-nascidos. E os balestreiros hão-de ferir o meu corpo antes que se toque em vós ou no infante. Por Santa Maria e pelo bendito São Dinis vos peço que me respondais depressa, para que Deus vos guie”. No final da vida do marido, ela foi a sua humilde enfermeira , assistindo-o até à morte.Associado ao amor pela família, Santa Isabel manifestou também grande amor a Portugal, que adoptou como seu pelo casamento. Exerceu o seu poder moderador, tanto nas guerras entre os reinos cristãos da Península Ibérica, como nas desavenças intermináveis de D. Diniz com o irmão e com o filho turbulento. Chegou a ser desterrada pelo rei, acusada de tomar partido pelo filho. À volta das partes desavindas havia muitas famílias de cada lado, odiando- se implacavelmente e exercendo violência umas conta as outras. A rainha deslocou-se aos locais das contendas para promover a paz e a reconciliação entre os inimigos, falando a uns e a outros. Foi numa dessas missões que adoeceu e morreu, no Alentejo.
Não menor foi o seu amor pelos pobres, doentes e necessitados. Santa Isabel costumava dizer “Deus tornou-me Rainha para me dar meios de fazer esmolas.” Todas as vezes que saía do Paço era seguida por pobres e andrajosos a quem sempre ajudava. Visitava os doentes, pondo neles as mãos sem ter nojo, e entregava-os ao cuidado de médicos. Beijava os pés das mulheres leprosas. Junto de si criou muitas filhas de fidalgos, cavaleiros e gente mais humilde.

Orientou- as e ajudava-as quer seguissem para o casamento quer para a vida religiosa. Em (Convento da Trindade, em Lisboa, claustro em Alcobaça, capelas em Leiria e Óbidos). Deixou em testamento grandes legados a muitas destas instituições. Pela doçura, generosa bondade, dedicada caridade e notável piedade, o povo, desde cedo, a considerou santa, atribuindo-lhe inúmeros milagres, sendo o das rosas o mais famoso. Sobre ela, escreveu o padre António Vieira: “O mundo a conhece com o nome de Isabel; e a nossa pátria, que lhe não sabe outro nome, a venera com a antonomásia de Rainha Santa. Com este título que excede todos os títulos, a canonizou, em vida, o pregão das suas obras; a este pregão se seguiram as vozes de seus vassalos; e a estas vozes a adoração, os altares, os aplausos do mundo”.
P. Jorge Guarda /Canção Nova

Oração a Jesus Nosso Salvador


Perseverai na oração, mantendo-vos, por ela, vigilantes na ação de graças” (Col 4,2).

Muitas vezes, precisamos derramar lágrimas, mas, independentemente disso, não desperdicemos nenhuma dor; que todas elas se derramem no Coração Divino de Nosso Senhor. Exulte de gratidão e louvor, pois o Senhor conforta a sua vida e guia seu caminho. Em meio às tribulações, às grandes lutas que travamos, até mesmo no silêncio de nossa alma, Ele sempre manifesta Sua ternura e cuidado.

Quando, em nossa fraqueza, pensamos que o Senhor nos abandonou e se esqueceu de nós, é o momento de levantar a cabeça e confiar em Sua Palavra, pois Ele proverá todas as coisas para o nosso bem.

Não podemos firmar os olhos nas dificuldades e nos inúmeros problemas como se estivéssemos perdidos, sem ninguém para nos ajudar e amparar. Precisamos ficar atentos aos pequenos gestos de amor que o bom Deus realiza em nossa vida diariamente e aclamá-Lo com ação de graças.

Problemas sempre existirão, como o próprio Cristo afirmou, mas, se estivermos com os olhos no Senhor, veremos Seu socorro e amparo, independentemente da situação e dos resultados.

Deus jamais nos abandonará!

Jesus, eu confio em Vós!

In: canção nova

domingo, 28 de novembro de 2010

O nome de Jesus é poderoso


"Onde quer que estejamos, o amor de Deus pode e deve ser anunciado. Estamos em espírito de Natal e esta é a coisa mais linda e importante q podemos ter. Quando um casal acaba de casar, por exemplo, a maior alegria que eles podem receber após o casamento são os filhos. Da mesma maneira, a Igreja está em festa pelo nascimento de Deus encarnado, o Menino Jesus.
Nestes dias, nós não podemos tirar os olhos do presépio, pois, ali estão simbolizados o Menino Jesus e as figuras de Maria e José. É preciso contemplar as riquezas que o presépio traz. Presépio é lugar de conversão, de humilhação. Deus, o Criador do Universo, se torna um pobre Menino. Quando contemplamos o presépio em sua profundidade, dobramos o coração, fazendo-o pobre como Jesus foi. O Natal de Jesus ensina-nos a ser humildes.
Que Jesus possa visitar as pessoas que estão tristes, que ainda não encontraram nenhum sentido para o seu Natal. Vem, Senhor Jesus, levantar os que estão prostrados, os que não têm alegria de viver. Tu és a alegria do nosso coração. Quando pronunciamos o Teu nome, Jesus, o nosso corpo se volta para o Senhor, porque teu nome é Santo. Adorado seja o nome de Jesus. Que todo o nosso ser seja revestido da autoridade e do poder de nosso Senhor Jesus Cristo.
"Depois que os anjos os deixaram e voltaram para o céu, disseram os pastores uns aos outros: Vamos até Belém e vejamos o que lá se realizou e o que o Senhor nos manifestou. Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura. Vendo-o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino. Todos os que os ouviam admiravam-se das coisas que lhes contavam os pastores. Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração. Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito. Completados que foram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes de ser concebido no seio materno." (Lucas 2,15-21)
O Presépio é o lugar da conversão, lugar da mudança de vida, lugar onde deixamos o nosso orgulho, nele onde Deus se fez um pobre Menino. Ali temos oportunidade do nosso coração se converter, quando meditamos e contemplamos a grandeza de Deus, que se fez pequeno por amor a nós.
O Natal ensina-nos a ser pequenos, ensina-nos a ser humildades.
No Natal, em tua casa, o mais importante não são os presentes, as comidas e bebidas, mas é Jesus. Por isso, não deixes de proclamar o nome do Senhor Jesus.

fonte: JAM

Cinco características principais quem em nós reveste a força de Jesus


“Tu, pois, filho, fortifica-te na graça que está em Jesus Cristo” (2 Tim 2,1). A graça é a participação na vida do Homem-Deus. Jesus é a força por essência. Nele reside, em toda a plenitude, a força do Pai, a omnipotência da acção divina, e o seu Espírito é chamado Espírito de Força.

“Ó Jesus – exclama São Gregório de Nazianzo – somente em Vós reside toda a minha força”. “Fora de Cristo – dizia por sua vez São Jerónimo – eu sou de todo impotente”.

O Doutor seráfico, no 4° livro do seu Compêndio de Teologia, enumera os cinco caracteres principais que em nós reveste a força de Jesus:

O primeiro é empreender coisas difíceis e enfrentar, resolutamente, os obstáculos: “animai-vos e sede fortes de coração” (Sl 30,25).

O segundo é o desprezo das coisas da terra: “Por seu amor quis perder tudo, avaliando-o como esterco, a fim de ganhar Cristo” (Fil 3,8).

O terceiro, a paciência nas tribulações: “O amor é forte como a morte” (Cant 8,6).

O quarto, a resistência às tentações: “O diabo anda em redor de vós como um leão furioso… resisti-lhe fortes na fé” (1Pe 5,8-9).

O quinto é o martírio interior, o testemunho, não do sangue, mas da própria vida, que se consome no desejo de pertencer a Jesus. Consiste em combater a concupiscência, dominar os vícios e trabalhar, com energia, na aquisição das virtudes: “Combati o bom combate” (2 Tim 4,7).

Enquanto o homem exterior confia nas suas forças naturais, o homem interior apenas vê nelas auxiliares úteis, embora insuficientes.

O conhecimento da sua fraqueza e a fé na omnipotência de Deus dão-lhe, como a São Paulo, a medida exacta das suas forças. À vista dos obstáculos que se seguem diante dele, exclama com humilde altivez: “quando sou fraco, então é que sou forte” (2 Cor 12,10)

Extraído do livro: “A Alma de todo o Apostolado” J B Chautard/AASCJ

sábado, 27 de novembro de 2010

Fé e Obras


São Paulo: “Manda… que se façam ricos em boas obras” (1Tim 6,18). E ainda: “Deus retribuirá a cada um segundo suas obras” (Rom. 2, 6). Em “boas obras“, porque, completa São Tiago, “o homem é justificado pelas obras e pela fé” (Tgo 2, 24) ou pelas obras que nascem da fé, porque a “fé sem obras é morta” (17) e só uma fé viva pode dar a vida.

É pois bem claro que o homem é salvo pelas boas obras nascidas da fé, e não pelas “obras da lei“, ou simples execução material daquilo que é mandado pela lei

As boas obras são feitas para agradar a Deus por amor e são as conseqüências da verdadeira fé, posta em prática.

Diz ainda São Paulo sobre a diferença entre obedecer a “Lei das Obras“, que não tem valor, mas a lei posta em prática pela fé: “Porquanto nós sustentamos que o homem é justificado pela fé, sem as obras da Lei. (…) Então eliminamos a Lei através da Fé? De modo algum! Pelo contrário, a consolidamos” (Rom 3, 28 – 31)

E mais, se não fossem necessárias “boas obras“, mas apenas a Fé (segundo a tese protestante), acaba-se justificando que uma pessoa pode levar uma vida de pecado, bastando ter fé para ser salva. Diz São Paulo: “Que diremos então? Que devemos permanecer no pecado a fim de que a graça atinja sua plenitude? De modo algum!“(Rom 6, 1-2).

Um pecador, com fé, deve pedir perdão de seus pecados e mudar de vida, conforme nos manda Nosso Senhor: “Ide e não peques mais!”

“Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino dos Céus, mas aquele que pratica a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt. 7, 21). Ora, o que é essa “pratica” da “vontade de Deus” se não as “boas obras“?

São Tiago (2, 14 – 26): 14 – De que serviria, meus irmãos, dizer alguém que tem fé, se não tem obras? Porventura poderá a fé salvá-lo? (…) 17 Assim também a fé, se não tiver obras, em si própria, está morta. (…) 21 Abraão, nosso pai, não foi, porventura, justificado pelas obras, oferecendo seu filho Isaac sobre o altar? 22 Já vês que nele a fé cooperava com as obras, e pelas obras foi consumada a fé. 24 Vedes, pois, que o homem é justificado pelas obras; e não pela fé somente. 26 Porque, assim como seu o espírito o corpo está morto, morta é a fé sem as obras“.

“Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte. Nem se acende uma lâmpada e se coloca debaixo do alqueire (pequeno móvel), mas no candelabro e assim ela brilha para todos os que estão na casa. Brilhe do mesmo modo a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem vosso Pai que está nos céus“. (Mt 5, 14-16)

O homem deve dar glória a Deus na terra através de suas obras. Podendo fazer obras, e não as fazendo, peca o homem contra Deus e não se justifica pela Fé, visto que sua Fé é morta ao não produzir os frutos esperados: “Outra parte [das sementes], finalmente, caiu em terra fértil, germinou e deu fruto ao cêntuplo.” E dizendo isso, exclamava: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!” (Lc 8, 8).

Fonte: Lepanto/AASCJ
imagens para orkut

DIFICULDADES NA ORAÇÃO


Sono e desânimo
Muitas pessoas nos escreveram sobre este assunto ou telefonaram dizendo que estão na mesma situação. Asism, o texto que segue é de um alma experiente em múltiplas batalhas. Serve de ânimo para todos aqueles que estão tendo dificuldade em rezar, abatidos pelo cansaço, vencidos pelo sono e pelo desânimo, ou que facilmente se justificam por não terem rezado o que deveriam).

Quando alguém conhece um novo grupo… uma outra forma de rezar… aquilo que nos diz como que algo de novo… quando alguém ouve uma pregação importante, que lhe toca o coração… lê um livro que explana ideias importantes e piedosas… quando alguém passa de uma atitude de indiferença ou quase indiferença em matéria religiosa… quando enfim alguém se sente tocado pela graça de Deus de uma forma mais direta e mais íntima… é normal sentir-se tomado pelo fervor e desejar converter toda a gente, rezar horas a fio e estar em todos os lugares onde pode aprender mais a esse respeito.
É normal. É o que acontece a qualquer um de nós nestas circunstâncias.
Então tudo o que se reza é saboroso e vivemos com Deus como que numa lua-de-mel, em que tudo é amor sentido, e em que nada custa o sacrifício, tudo se dá com amor e esse amor ilumina e dulcifica todas as dores.
É frequente também nessas alturas olharmos para outras pessoas que rezam menos, com olhos de crítica. Parece-nos que esses irmãos deviam encetar outra vida como nós e não compreendemos por que é que o não fazem.
Sem darmos por isso começamos a sentirmos num degrau superior àqueles que não rezam, que não são religiosos ou que são de outras religiões. Nós somos os privilegiados no Amor de Deus, e eles são os pobres coitados, aqueles por quem nós temos de rezar, porque senão…
Coitados de nós, tão cegos pela luz ofuscante do nosso amor próprio que tem a desfaçatez de se sentir superior aos irmãos!...
Coitados de nós! Quando assim pensamos precisamos que rezem por nós, para que a verdadeira Luz de Deus nos seja dada e vejamos a nossa soberba espiritual.
Como estamos então parecidos com o fariseu referido por Jesus, que fazia muitos jejuns, rezava e pagava todos os dízimos… e não saiu do templo justificado!
Mas vendo a nossa pobreza espiritual e a nosso desejo de progredir, Deus vem em nosso auxílio e inunda-nos com a Sua Luz, mostrando-nos as nossas falhas, a nossa miséria, que facilmente se deixa dominar por tudo aquilo que ocorre, principalmente pelo amor próprio, que para se esconder toma as formas mais refinadas.
É então que começam as dificuldades, porque nos assustamos com o que vimos em nós e fechamos os olhos, ofuscados com a Luz. Conhecemos então o cansaço, a amarga aridez e as profundas noites espirituais. Mas tudo isso é graça de Deus, que nos quer tirar de sentimentos mais ou menos grosseiros de amor sensível, para a pureza do Seu Amor imensurável.
Conhecemos agora todas as dificuldades que nos acometem nas horas de oração. Umas vezes não nos apetece, e perguntamos onde está afinal aquele amor jovem que possuíamos ainda há pouco tempo… onde está aquele sentimento de felicidade que sentíamos ao rezar… aquela pujança, aquela força que nos levava a rezar horas seguidas… aquele desejo de Deus e de Lhe pertencer… Onde está isso tudo? Para onde foi? Será que existiu alguma vez, ou foi tudo uma ilusão nossa?
Sentimos então aquilo que sentem aqueles que nós acusávamos de não rezarem, de não serem piedosos… Estamos na posição deles, aptos agora para os compreendermos, inundados pela graça inestimável da humilhação perante toda a Corte Celeste.
Ao mesmo tempo, somos joeirados pelo inimigo, que aproveita todos os nossos sinais de fraqueza para fazer alguma maldade e nos tornar o caminho mais difícil. E deixar de rezar é aquilo que ele mais deseja que nós façamos.
Ora a falta de desejo de rezar, o sono, distrações e outras dificuldades, não nos tornam piores, mostram apenas a nossa fraqueza. Mostram apenas que somos capazes de fazer tudo aquilo que censuramos nos outros, se o Senhor não os amparar com graça sensível. Mas a graça sensível, não é a melhor das graças de Deus. É antes das menores graças. Muito maior graça é sentir o desamparo espiritual. Isso é uma graça que Deus dá aos filhos que Ele quer que caminhem, que avancem no caminho estreito de Jesus.
Essas dificuldades, todos os Santos tiveram. Todos se queixaram da sua miséria interior, e não foi por isso que foram menos santos. Todos viram melhor os seus pecados, à medida que iam sendo inundados por mais Luz. Todos eles conheceram aridez e a noite espiritual, à medida que Deus os atraía mais e lhes dava mais graça de suportar a purificação do amor.
Não é o amor sensível que nos faz santos. Não é o desejo de rezar ou rezar sem distrações que nos torna melhores. Tudo isso são doces que Deus dá aos seus filhos mais pequenos, não por serem santos ou melhores que os outros, mas por serem pobrezinhos e não ter outra forma de os atrair dado o estado de miséria em que se encontram. Depois de algum tempo, vai-lhes tirando os doces e dando outra comida mais substancial que lhes permite o desenvolvimento, como a mãe que não dá o seu peito senão à criancinha de colo e aos filhos crescidos dá comida no prato, comida essa que em breve eles terão de comer pela sua mão e mais tarde, que trabalhar para a adquirirem.
Santa Teresinha não compreendia o que era não ter fé. Ela não percebia porque é que algumas pessoas não tinham fé, até que se viu em profunda tentação contra a fé e compreendeu esse problema de que sofrem tantos irmãos. Até à hora da morte ela não vislumbrou fé, mas acreditava no que queria acreditar. E foi assim que se santificou.
Aqui está a chave para entrarmos na resolução dos nossos problemas de oração, de fé ou de qualquer outra virtude que nos custe a praticar.
Como Santa Teresinha, essa grande doutora da Igreja, acreditava no que queria acreditar, nós rezamos, porque queremos rezar. E não nos vamos preocupar com essas dificuldades, porque diante de Deus o que interessa não é o que se sente, mas o que se consente.
Se nos dá o sono, desde que não durmamos de propósito, desde que não tenhamos culpa, aceitamos a nossa miséria, essa humilhação, que nos mostra a nossa pobreza, que nos põe diante dos olhos como somos fracos e agradecemos a Deus que assim não nos deixa ensoberbecer.
E também não nos importemos se nos parece que não sentimos nada. Santa Teresinha também deu este conselho a alguém que lhe expôs essa dificuldade: “Não deixeis de dizer a Jesus que o amais, mesmo que interiormente não o sintais. Diante de Deus, que vos importa?” E ainda: “Não importa que não sintais valor, desde que procedais como se o sentísseis”.
E, quando, apesar de todas as considerações e bons propósitos que fazemos, viermos a cair, saibamos humilhar-nos diante de Deus três vezes Santo, mostrar-Lhe a nossa miséria e dizer-Lhe que queremos continuar com Ele sejam quais forem as dificuldades que ainda vierem.
Muitas mais dificuldades virão, mas se estivermos conscientes da nossa miséria, será Ele que nos socorrerá nos momentos difíceis, mesmo que não demos por isso, mesmo que não sintamos nada. Ele não nos deixará cair, se pusermos a nossa confiança não no que nós sentimos ou no que podemos, mas apenas nEle, sentindo-nos sempre uma pequenina migalha na Sua mão.
Continuemos neste caminho custe o que custar. Havemos de chegar à Pátria não pelo que nós sentimos, mas porque Ele nos ama e morreu por nós.
Não precisamos de sentir o Amor. Precisamos deixar-nos amar por Ele, aceitando todas as situações que o Seu Amor nos quiser colocar, mesmo que tais situações não nos agradem. Ele sabe o que é realmente melhor para nós.
Nós não sabemos nada, senão que ele nos ama e que também O queremos amar.

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OBS: Como viram, estas coisas nos são dadas por Deus para que nos sintamos realmente pequeninos e necessitados. Ai de quem se achar forte neste momento: ele poderá cair e nunca mais levantar. É então hora de nos apegarmos ainda mais em Deus, de nos colocarmos mais aconchegados nos Seus poderosos braços, porque somente assim nós iremos vencer a últimas das grandes batalhas. Que chegará em breve!

E somente quem reza conseguirá manter seu nariz acima do nível da água. Porque a falta de oração nos torna pesados, e facilmente somos vencidos pelo inimigo. E não pensem que ele nos dará sossego: será assim, até o fim!

Mas Jesus venceu antes, e com Ele venceremos também! É só não desistir! Afinal, quem é que vai dar o gostinho de ver satanás rindo da sua cara?

UMA DICA: Não assuma orações demais e lembre que o trabalho diário feito por amor a Deus e aos irmãos é uma das mais poderosas formas de oração. O corpo também precisa de descanso, senão o inimigo se aproveita disso. Acho que este é o caso de alguns dos nossos valentes!
In: blog Recados de Aarão

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O Escudo do Sagrado Coração de Jesus em ocasiões de grande perigo


Em nossos tempos em que, devido à violência avassaladora e generalizada, os perigos nos ameaçam de todos os lados, é de primordial importância o uso do Escudo do Sagrado Coração de Jesus.

Levando-o connosco — pode-se também colocá-lo em nossa casa, junto ao material escolar dos filhos, no automóvel, local de trabalho, sob o travesseiro de um enfermo etc. — estaremos, no interior de nossas almas, como que repetindo o que disse o Apóstolo São Paulo: “Se Deus está conosco, quem estará contra nós?” (Rom 8,31). Pois não há perigo de que Ele não possa nos livrar. E mesmo em meio às dificuldades que a Providência envie para nos provar, estaremos confiantes na proteção divina, que nunca abandona aqueles que recorrem pedindo amparo e proteção.

Evidentemente, se nosso pedido de auxílio for feito por meio da Santíssima Mãe de nosso Divino Redentor, Ele nos ouvirá com muito mais agrado e mais rapidamente nos atenderá. Pois Ele a constituiu Medianeira de todas as graças, dando-nos assim uma prova ainda maior de amor, ao nos dar por Mãe sua própria Mãe.

fonte/AASCJ

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

!

Desilusão





Oração: Sagrado Coração do Amor da minha Alma, que em toda Acção, Oração e segundo de vida, possa eu sarar, beijar Tuas Feridas!

Sagrado coração do meu amado,
da única razão ser da minha existência terrena,
pois de que vale a vida senão de prova
em que demonstremos o quanto te amamos
e aspiremos humildemente a ser eleitos
à tua contemplação eterna!
Sagrado Coração de Jesus,
não pode minha alma ver-te chorar sangue ainda,
ver que os espinhos da tua coroa nunca te libertaram,
pois ainda que subido em Glória,
o teu sofrimento é atroz!
Contemplo-o, não nesta imagem, mas no laço que sinto a esse sangue que derramas,
neste amor que em mim colocaste e ao qual não sei responder,
sobretudo do modo como Ele deveria ser respondido,
ultrapassando as falsas fronteiras do humano,
e entregando-me à transcendência por completo,
prostrado dia e noite em adoração!
São falsas as fraquezas, meu Jesus, meu Amor,
são falsas as desculpas que assentam nas fraquezas,
são pobres porque me dizem que o humano tem de dormir e comer, e beber,
e o humano não é nada, e não precisa de nada disso!,
apenas de te adorar continuamente,
noite e dia inteiro de vigília,
e de mãos erguidas no rosário em penitência,
e intercessão contínua a tua Mãe gloriosa,
para que por nós seja medianeira no meio deste marasmo de pecado!
Meu Jesus, quanto amor nas gotas de sangue, que o teu lado trespassado solta,
quanto amor no sangue que vertem as feridas que a coroa de espinhos causa!,
quanto amor no Sagrado Coração de quem era Homem, gerado pelo Espírito de Deus,

e como Homem se deu ao sofrimento perpétuo,
a essa Cruz da qual verdadeiramente o Homem, Jesus, ressuscitou,
mas a Sua Alma continua presa e em dor,
por toda a ofensa maliciosa,
por toda a intenção maléfica,
que move as minhas condutas,
e as condutas dos homens!
Jesus, meu querido Jesus, quanto desespero me causa a imagem,
do sangue que escorre ainda em ti,
porque todas as horas se torna preciso completar a redenção,
todas as horas se torna preciso renovar o sacrifício do Cordeiro de Deus,
todas as horas se torna preciso que Maria recolha o teu corpo tombado,
e se assuma como nossa Mãe Eterna de Novo,
para que os Céus contem com o teu sacrifício e a Tua intercessão!
Que Deus pode ser mais amor,
do que aquele que como tu,
vive pregado na Cruz em dor perpétua,
que é perpétua redenção,
porque a todos os momentos, é Deus ofendido,
e nos ama de tal modo, que a todos os momentos aceita
o nosso pedido de perdão contrito!
Mata-me Jesus, destrói o meu barro de vez,
mas não me deixes ferir-te mais!
PERDÃO!!

Perdão, não te posso pedir isto, é cobardia,
o desejo da União final a ti é grande, mas neste caso é cobardia,
é confessar-me incapaz de me regenerar,
perdoa Jesus se desejei a morte ao ver sangrar o teu sagrado coração,
dá-me antes tempo de me redimir,
não apenas de te pedir o mais contrito perdão,
mas de te mostrar que sou capaz de passar neste mundo o tempo que quiseres,
como servo, lacaio, escravo mesmo,
porque não sou digno de ser servo,
pois serva de Deus era Maria Santíssima,
e eu a ela não me posso comparar!,
quero livremente ser teu escravo,
escravizando-me por todos os homens,
não me mates ainda Senhor,
deixa-me mostrar-te que te amo de tal modo,
que a visão do teu sangue derramado por mim,
esse amor infindo que é o teu sangue em Dor suprema,
me faz servir-te por completo!
Arrependo-me de tudo, contricção de todos os meus erros,
e entrego-me, despojo-me, nada tenho que valha a pena,
mas dou o meu corpo e a minha força,
põr oração, ao serviço a todos os homens,
ajuda-me Jesus, dá-me esse tempo,
e perdoa a cobardia de ter querido fugir,
para não causar mais dor,
a morte é uma desculpa, amar-te é viver para Ti,
e não querer morrer para não te ofender em pecado!

A minha alma anseia por Ti Jesus,
se eu pudesse estar perto,
se eu pudesse ao morrer ser eleito,
e beijar as feridas do teu Sagrado coração,
se eu pudesse morrer purificado,
como morreram aqueles de quem nem sou digno de dizer o nome,
tantos santos e santas que me precederam,
e com quem nada aprendemos,
se eu pudesse morrer e merecer esse lugar no teu Reino que és tu,
dedicaria a eternidade a beijar o teu coração,
a remover com todo o meu AMOR essa coroa de espinhos que o cerca,
essa coroa que fere mais que a que te puseram na cabeça,
pois esses eram ignorantes, mas nós conhecemos-te,
permite-me Senhor, tirar de ti os espinhos que te ferem,
beijar até sarar a chaga que te prespassou,
conter o sangue que derramas,
JESUS!!!

Deixa-me amar-te junto a ti,
acolhe-me em teu peito, coloca a minha alma, se digna de um dia ser salva, no teu Coração,
e o amor que nela correr por esse Sangue derramado,
deixa-o tentar sarar as feridas que eu abri!
Meu Amor e Meu Deus,
deixa a minha alma viver desse fogo de Amor
do Espírito Santo que exala do teu coração,
mas ela tem de ser pura para merecer esse destino...
e algum dia será pura Senhor?
Jesus, eu sei o que me dizes,
eu ouço dentro de mim as tuas doces palavras mudas,
que são o maior dos desafios,
não é depois que te posso sarar as feridas é agora,
e que os beijos no teu Sagrado coração,
só agora os posso dar,
pelas minhas acções.
Por entregar a minha vida a ti,
ao teu serviço,
ao serviço da Tua Igreja,
ao serviço desse Teu Corpo Místico,
ao serviço dessa Filha de Maria Santíssima,
não para me servir da Igreja,
mas para a servir -

SERVIAM!,

servindo-a com todos os meus sacrifícios,
que são poucos para os que precisavam de ser,
mas que serão mais e mais!,
com as minhas renúncias e jejum,
oferecendo tudo por Ti,
pelo Mal que te fiz,
pelo Mal que fiz ao Teu Sagrado Coração!
Meu eterno Amor,
com as minhas orações, fortificadas, contínuas,
repetindo apenas horas sem fim, o louvor à Trindade Santa que Sofre,
pois é comunhão de Amor e por isso da Dor,
que os Homens causam a Deus!
Que eu causo a Deus!
Servindo-te meu Jesus, como me chamares,
abrindo os braços em sacerdócio,
mas em sacerdócio na Cruz,
pois ser Alter Christus,
implica aceitar a Dor da Cruz de Cristo
Senhor eu quero tomar essa dor,
ser Teu, Anunciar-te, levar-te a Todos,
mas com a Alma crucificada,
pois só a Alma que passa pela dor da Cruz
pode amar-te na tua Dádiva,
e não tendo eu passado o suficente, aumenta a Carga da minha Cruz, Senhor,
Deixa-me completar diariamente a Tua Redenção!
Faz-me participar todos os dias,
da comunhão dos Santos, para que as minhas dores
ajudem a redimir os homens do pecado,
ajudem as almas que sofrem no Purgatório,

para que elas sejam libertas,
para que toda a minha vida seja doação e serviço ao outro,
onde eu veja sempre na sua dor,
o teu sagrado coração a Sangrar!,
e por isso queira viver a aplacar a dor de todos os homens,
que sofrem de modo a que tu Sangres!
Eu amo-te Jesus,
amo o Teu Sagrado Coração,
Sei que é a hipocrisia de palavras dizê-lo,
sm beijar em cada acção uma ferida tua,
sem me dar por Amor a Ti,
sem por Ti, me dar a Todos,
mas do Teu Sagrado Coração eu só quero retirar as feridas,
impedir que sangrem pelos meus pecados,
o que só posso conseguir fazendo o bem todos os segundos do resto da minha vida,
fazendo-o por ver em todos a Tua face sofredora na Cruz,
e ao aliviar todos os que conseguir,
e ao rezar todo o tempo,
me possa doar de tal modo, que te sare algumas feridas Senhor!
Jesus, Amo-te, mas encosta-me a esse fogo do teu coração,
para que o Espírito Santo me ilumine,
e eu viva no Amor que Ele é,
e praticando esse Amor,
incendei-me de tal forma Jesus,
que eu só possa propagar Amor,
porque o Fogo do Amor despoja o maligno,
e as gotas do Sangue do teu Sagrado Coração,
uma única dessas gotas, cura mil almas, porque é Sangue de Amor Oblativo!
Amor redentor, de que o maligno foge eternamente!
Jesus, enche-me de Amor oblativo!
Toma-me,
Usa-me,
Serve-te de mim,
Não quero viver sem ser para cumprir o destino da vida,
Aquele para o qual a Vida foi criada,
e para o qual me foi dada uma alma:

ADORAR-TE!

E nessa adoração rezar em permanência,
espalhar a tua palavra em permanência,
e amar os outros em permanência, com gestos e obras!
E nessa adoração amar a dor, bendizer a dor,
toda a dor que possa oferecer,
para na comunhão dos Santos participar da minha redenção e da de todos,
sobretudo os que de mim não gostem,
pois por esses devo rezar ainda mais
Santa Maria, Minha Mãe Amada, Leva-me pelo caminho,
segurando a minha mão com esse Teu Amor de Mãe de Deus,
que olhando o coração Sagrado de Teu Filho,
eu tenho a Certeza que quero percorrer,
para me redimir, e para redimir todos os que puder,
diminuindo a Sua dor,
que é Tua,
queridíssima e puríssima Virgem Imaculada!
Amo-te Mãe! Amo e Adoro o Senhor Jesus! Que tudo em mim seja Para GLória Dele!

Amén



IN: facebook/Carlos Santos

Oração a Cristo Rei Universal



Ó Cristo Jesus, reconheço-vos Rei Universal. Tudo o que foi feito, para vós foi criado. Exercei em mim vossos direitos.

Renovo minhas promessas do batismo, renunciando a Satanás, às suas pompas e às suas obras, e prometo viver como bom cristão.

Muito particularmente comprometo-me a fazer triunfar, por todos os meios que puder, os direitos de Deus e de vossa Igreja.

Divino Coração de Jesus, ofereço-vos minhas pobres ações, para alcançar que todos os corações reconheçam vossa realeza e assim se estabeleça no universo inteiro o vosso Reino.

Assim seja.

S. Afonso Maria Ligório/AASCJ

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Reflexão



REFLEXÃO


Cada um de nós é riquíssimo no seu ser. Fomos feitos à imagem de Deus; o que mais poderíamos desejar? O Todo-poderoso entrou dentro de Si mesmo para, lá, ir buscar o nosso molde.

Como, então, você pode ficar reclamando das qualidades que você não tem? Não seria isso ser ingrato com o Senhor?

Antes de lamentar e lamuriar o que você não tem, agradeça o que você já tem e tudo o que recebeu gratuitamente de Deus Pai. Olhe primeiro para as suas mãos perfeitas… e diga: "Muito obrigado, Senhor!" Pense nos seus olhos que enxergam longe; seus ouvidos que ouvem o cantar dos pássaros, e diga mais uma vez: "Obrigado, Senhor!" Da mesma forma, olhe para a beleza e o vigor da sua juventude e agradeça ao bom Pai, de quem procede toda dádiva boa.

A pior qualidade de um filho é a ingratidão diante do pai. Jesus ficou muito aborrecido quando curou dez leprosos (uma doença incurável na época!), mas só um (samaritano) voltou para agradecer. E este não era judeu, isto é, o único que não era considerado pertencente ao povo de Deus.

Você recebeu uma grande herança de Deus, que está dentro de você: sua inteligência, sua liberdade, vontade, capacidade de amar, sua memória, consciência, etc., enfim, seus talentos, que o Senhor espera que você os faça crescer para o seu bem e o dos outros. A primeira coisa a fazer, para que você possa multiplicar esses talentos, é aceitar-se como você é, física e espiritualmente.

Não fique apenas olhando para os seus problemas, numa espécie de introspecção mórbida, porque senão você acabará não vendo as suas qualidades; e isso o tornará escravo do seu complexo de inferioridade.

São Paulo disse que somos como que "vasos de barro", mas que trazemos um tesouro de Deus escondido aí dentro (cf. I Cor 4, 7).

Eu não estou dizendo que você deva se esconder dos seus problemas nem fazer de conta que eles não existem; não é isso. Reconheça-os e aceite-os; e, com fé em Deus, e confiança em você, lute para superá-los, sem ficar derrotado e lamuriando a própria sorte.

Saiba que é exatamente quando vencemos os nossos problemas e quando superamos os nossos limites, que crescemos como pessoas humanas.

Não tenha medo dos seus problemas, eles existem para serem resolvidos. Um amigo me dizia que todo problema tem solução; e que, quando um deles não a tem [solução], então, deixa de ser problema. “O que não tem remédio, remediado está”, diz o povo. Não adianta ficar chorando o leite derramado.

É na crise e na luta que o homem cresce. É só no fogo que o aço ganha têmpera. É sob as marteladas do ferreiro que a lâmina vira um espada. Por isso, é importante eliminar as suas atitudes negativas.

Deus tem um desígnio para você e para cada um de nós; uma bela missão a ser cumprida, e você pode estar certo de que Ele lhe deu os talentos necessários para cumpri-la.

Deus Pai quer que você seja um aliado d'Ele, um cooperador d'Ele, na obra da construção do mundo. O Senhor não nos entregou o mundo acabado, exatamente para poder nos dar a honra e a alegria de sermos Seus colaboradores nesta bela obra. Ele precisa de nossas mãos e de nossa inteligência, pois quer usar os nossos talentos. Por essa razão, o homem mais infeliz é aquele que se fecha em si mesmo e não usa os seus talentos para o bem dos outros. Este se torna deprimido.

Na "Parábola dos Talentos", Jesus mostrou que só foi pedido um talento a mais àquele que tinha ganhado um; mas que foi pedido dez novos talentos ao que tinha dado dez. Deus é coerente.

Você sabe que é “único” aos olhos d'Ele, irrepetível; logo, você recebeu talentos que só você tem; então, o Senhor espera que você desenvolva esta bela herança, sendo aquilo que você é.

É um ato de maturidade ter a humildade de reconhecer os seus limites e aceitá-los; isso não é ser menor ou menos importante; é ser real.

Aceite suas limitações, seus problemas, seu físico, sua família, sua cor, sua casa, também seus pais e seus irmãos, por mais difíceis que sejam… e comece a trabalhar com fé e paciência, para melhorar o que for possível.

Se você não começar por aceitar o seu físico, aquilo que você vê, também não aceitará os defeitos que você não vê. Você corre o risco de não gostar de você se não aceitar o seu corpo. Muitos se revoltam contra si mesmos e contra Deus por causa disso. Você só poderá gostar de você - amar a si mesmo - se aceitar-se como é física e espiritualmente. Caso contrário não será feliz.

É claro que é bom aprender as coisas boas com os outros, mas não podemos querer imitá-los em tudo. Você não pode ficar se comparando com outra pessoa, e quem sabe, ficar até deprimido porque não tem o mesmo sucesso dela. Cada um é um diante de Deus Pai. Também não se deixe levar pelo julgamento que as pessoas fazem de você. Saiba de uma coisa: você não será melhor porque as pessoas o elogiam, mas também não será pior porque elas o criticam. Como dizia São Francisco, “sou, o que sou diante de Deus.”

Certa vez, iam por uma estrada um velho, um menino e um burro.

O velho puxava o burro e o menino estava sobre o animal.

Ao passarem por uma cidade, ouviram alguém dizer:

“Que menino sem coração, deixa o velho ir a pé. Devia ir puxando o burro e colocar o velho sobre este!”

Imediatamente o menino desceu do burro e colocou o velho lá em cima, e continuaram a viagem.

Ao passar por outro lugar, escutaram alguém dizer:

“Que velho folgado, deixa o menino ir a pé, e vai sobre o burro!”

Então, eles pararam e começaram a pensar no que fazer:

O velho disse ao menino:

"Só nos resta uma alternativa: irmos a pé carregando o burro nos nossos braços!…"

Moral da história: é impossível agradar a todos!
IN:Canção Nova

O convívio verdadeiramente maravilhoso



Não importa se grandiosa ou humilde, Nosso Senhor Jesus Cristo se faz presente onde é celebrada a Santa Eucarista Ora, um convívio verdadeiramente maravilhoso se faz exatamente por meio da Sagrada Eucaristia. Em todos os lugares da terra – tanto nas catedrais opulentas quanto nas igrejinhas mais podres – em todos os momentos, Ele está presente.

Quantas vezes, viajando em estrada de rodagem, encontramos, umas capelinhas minúsculas, dispersas ao longo de descampados tremendos. Passa-se por lá e a gente se comove, pensando: Nosso Senhor Jesus Cristo esteve ou está ou estará realmente presente nessa capela.

Presente com toda a glória do Tabor, com toda a sublimidade do Gólgota, com todo o esplendor da divindade, nessa minúscula capelinha. De tal maneira Ele multiplicou pela terra a Sua presença adorável!

Pode-se olhar para as pessoas que na rua, e pensar: este comunga, aquele comunga, aquele outro comunga também, digna ou indignamente; Nosso Senhor Jesus Cristo esteve presente naquela pessoa! Olhar e pensar: aqui está um homem no qual Nosso Senhor Jesus Cristo esteve presente ontem, estará presente amanhã, estará presente tantas e tantas vezes. Um homem que vai ser transformado, embora por minutos, num sacrário vivo! Muito mais do que num sacrário, porque o sacrário contém as espécies, mas não comunga as espécies.

Nós comungamos as sagradas espécies!

Extraído de : “A instituição da Sagrada Eucaristia-Milagres Eucarísticos

Extraído de : “A instituição da Sagrada Eucaristia-Milagres Eucarísticos/AASCJ

O milagre da travessia do Mar Vermelho estudado por cientistas – 2


Travessia do Mar Vermelho, Ivan Aivazovsky. Há muita discussão científica séria sobre qual foi o local exato da travessia.

A maioria dos cientistas que estudam o texto bíblico, e que são citados pelos autores Carl Drews e Weiqing Han, julgam que a melhor tradução para o nome hebraico “Yam Suph” não é “mar Vermelho”, mas sim “mar de Caniços”.

Esta denominação geográfica designa uma área pantanosa (daí os caniços, plantas aquáticas) onde o Nilo encontra o mar Mediterrâneo.

E, de fato, as rochas e sedimentos da região do delta do Nilo nessa época apontam a presença de um grande braço do rio que se conectava com uma lagoa salobra, chamada “lago de Tânis”.

O vento do oriente descrito no Êxodo, segundo esta tese científica, teria feito recuar as águas rasas (com cerca de 2 m de profundidade) do braço do Nilo e do lago. Isso teria permitido a passagem de Moisés e seu povo para longe dos guerreiros do faraó.

Há uma certa hostilidade contra o professor Drews porque é cristão e tem um site no qual defende a compatibilidade entre ciência e fé. Mas esta hostilidade não é parte da ciência e se insere num debate filosófico-teológico.

Han e Drews não pretendem ter provado o milagre do ponto de vista sobrenatural e religioso. É razoável, pois não é esta tarefa do cientista. Eles sustentam que os fatos naturais referidos na narração bíblica não contrariam a ordem da natureza e mostram como poderiam ter acontecido.

Os cientistas citam a ocorrência de fenômenos parecidos em épocas mais ou menos recentes. Um vento conseguiu façanha parecida em 2006 e 2008 no lago Erie, nos EUA. No fim do século 19, oficiais britânicos viram algo do tipo acontecer no próprio Nilo.

O recuo das águas pelo vento no Nilo foi testemunhado pelo major-general Alexander Tulloch, do Exército britânico, em 1882 no lago Manzala, norte do Egito. Ele escreveu em artigo:


“Certo dia, uma rajada de vento leste se tornou tão forte que tive de parar de trabalhar. Na manhã seguinte, descobri que o lago Manzala tinha desaparecido totalmente. O vento na água rasa havia levado o lago para além do horizonte, e os nativos estavam caminhando na lama, num local onde, no dia anterior, havia barcos de pesca flutuando n’água.”

O próprio Tulloch ficou impressionado pela similitude entre o que viu e o relato do Êxodo.

“Ao notar esses efeitos extraordinários, passou pela minha cabeça que eu testemunhara um evento similar ao que aconteceu entre 3.000 e 4.000 anos atrás, na época da travessia do chamado mar Vermelho pelos israelitas”, escreveu o oficial.

É de se notar apenas que o fenômeno foi semelhante mas não idêntico: os judeus atravessaram a pé enxuto enquanto que os nativos caminhavam na lama.

O milagre consistiu em que Deus fez acontecer esse fenômeno natural ‒ “um vento impetuoso vindo do oriente, que soprou toda a noite” que “pôs o mar a seco” ‒ raríssimo ‒ se não é único ‒ através dos séculos e dos milênios, no exato momento em que os judeus iam serem capturados ou mortos pelos egípcios. E as águas fecharam-se no exato momento em que o exército do faraó estava no meio.

O gesto de Mosés estendendo as mãos sobre as águas ‒ um gesto de mando e oração ‒ do ponto de vista humano é absolutamente incapaz de produzir os fenômenos de abrir as águas e depois fechá-las, aliás num momento tão específico como se lhe obedecessem.

Deus quis a oração do profeta para mostrar que:

1) só Deus podia desencadear esse jogo de forças da natureza com pasmosa coincidência,

2) Moisés era o enviado dEle e sem a mediação do profeta Deus não teria feito o milagre.

Há outras hipóteses cientificas sobre o local exato do milagre que ainda estão sendo discutidas.

O trabalho dos cientistas Carl Drews e Weiqing Han tem o mérito de confimar o relato bíblico em seu aspecto natural, que para alguns fracos de fé podia parecer fantasia.

Se nesse ponto prático a Bíblia, mais uma vez, tem razão, então, em sã lógica deve se supor que o milagre aconteceu, como a Revelação e a Fé nos ensinam.

Fonte: Ciência Confirma Igreja/AASCJ

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O mundo tem jeito


Nas circunstâncias atuais, muitas vezes dizemos que o mundo não tem jeito, mas isto não corresponde à verdade, não é uma atitude cristã. A história tem uma linha segura nas mãos do Criador e caminha para a construção do Reino de Deus.

O plano de Deus na história da humanidade, apesar dos medos naturais que dele temos, tem como finalidade a vida e a salvação, isto é, vida com dignidade, fundamentada na justiça divina. Temos medo porque parece que o justo sofre enquanto o malvado prospera.

É fundamental confiar em Deus e acreditar num futuro melhor. O justo será premiado e vencerá o malvado, porque a promessa de Deus não falha. Ele não abandona seu povo. Estará sempre do lado de quem pratica a justiça e trabalha pela sua realização e pelo seu sucesso. É bom lembrar que em Fátima, Nossa Senhora assegurou: “Por fim, meu Imaculado Coração triunfará”.

Por isto não podemos desesperar com os problemas de nosso tempo. Embora parecem caminhar para a ruína. Pois, a droga, os vícios, a violência, as gangues, não passam de fator de destruição. Eles destroem as obras da civilização, que são totalmente voltadas para a glória de Deus e o bem dos povos.

Não temos noção de quando será o fim do mundo. É importante ter confiança e agir com ânimo, mesmo diante das forças contrárias. O cristão perseguido está nas mãos de Deus e terá a recompensa eterna. A fidelidade a Deus é uma grandeza, que leva a sobrepujar os sofrimentos.

Vamos começar um novo ano da Igreja. Devemos ter a marca da espiritualidade cristã, mantendo em nós a esperança de vida cada vez melhor, fundada nos ensinamentos dados por Nosso Senhor, transmitidos pelos apóstolos, mantidos pela Igreja e ilustrados pelos santos.

Fonte: Baseado em www.catequisar.com.br, por Dom Paulo Mendes Peixoto/AASCJ

Papa presidirá vigília pela vida do nascituro e estende convite a todos os bispos do mundo


O Papa presidirá a vigília pela vida do nascituro (bebê ainda no ventre materno), em 27 de novembro próximo, na Basílica de São Pedro.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, afirma, numa nota, que Bento XVI celebrará as Primeiras Vésperas do I Domingo do Advento e que este ano as vésperas serão inseridas no âmbito de uma vigília pela vida do nascituro, na perspectiva do Tempo de Advento e do Natal que se aproxima.

O prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Cardeal Antonio Canizares Llovera, e o presidente do Pontifício Conselho para a Família, Cardeal Ennio Antonelli, enviaram através dos núncios apostólicos, uma carta aos presidentes das Conferências Episcopais convidando os bispos a promoverem em suas Igrejas locais celebrações e iniciativas de oração a fim de estabelecer uma união espiritual com o Santo Padre e promover o compromisso e o testemunho eclesial por uma cultura da vida e do amor. (MJ)./ADF

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Estamos salvos?


Para cada um de nós, resta sempre a grande interrogação: será que eu vou me salvar? O Catecismo nos ensina: “Deus criou-nos para o conhecermos, amarmos e servirmos nesta vida, e para o gozarmos depois na outra, no Paraíso”.

Assim, ao criar-nos Deus teve dois fins:

1º.) ser por nós conhecido, amado e servido nesta vida;

2º.) tornar-nos eternamente felizes no paraíso. Numa carta a Timóteo, São Paulo diz: “Deus quer que todos os homens se salvem e chequem ao conhecimento da verdade” (1 Tim 2,4).

Portanto, só a nossa persistência no mal pode nos afastar da salvação eterna. Pelo contrário, quem segue os mandamentos, procura se purificar do mal, lutar contra o pecado, tem devoção à Santíssima Virgem, etc., esse porta em si o sinal de que será salvo. “Se obedecerdes aos meus mandamentos, permanecereis no meu amor” (Jo 15, 10). E também está escrito: “O meu sacrifício é um espírito contrito; Deus não desprezará um coração contrito e humilhado” (Salmo 50,19).

Da mesma forma, receber dignamente a Sagrada Comunhão é garantia de salavação: “O que come a minha carne, e bebe o meu sangue, tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (São João, 6,54).

Por sua vez, São Luiz Maria G. de Montfort afirma que a devoção à Santíssima Virgem é o meio mais poderoso e admirável para se perseverar na virtude e ser fiel. (Tratado da Verdadeira Devoção, art. VIII).

Ó certeza confortadora!

Adaptado de Vocacionados Menores/AASCJ

domingo, 21 de novembro de 2010

DEZ CONSELHOS DE BENTO XVI AOS JOVENS


1 - Conversar com Deus
“Algum de vós poderia, talvez, identificar-se com a descrição que Edith Stein fez da sua própria adolescência, ela, que viveu depois no Carmelo de Colónia: ‘Tinha perdido, consciente e deliberadamente, o costume de rezar’. Durante estes dias podereis recuperar a experiência vibrante da oração como diálogo com Deus, porque sabemos que nos ama e, a quem, por sua vez, queremos amar”.

2 - Contar-lhe as penas e alegrias
“Abri o vosso coração a Deus. Deixe-vos surpreender por Cristo. Dai-lhe o ‘direito de vos falar’ durante estes dias. Abri as portas da vossa liberdade ao seu amor misericordioso. Apresentai as vossas alegrias e as vossas penas a Cristo, deixando que ele ilumine, com a Sua luz, a vossa mente e toque com a sua graça o vosso coração”.

3 - Não desconfiar de Cristo
“Queridos jovens, a felicidade que buscais, a felicidade que tendes o direito de saborear tem um nome, um rosto: o de Jesus de Nazaré, oculto na Eucaristia. Só ele dá plenitude de vida à humanidade. Dizei, com Maria, o vosso ’sim’ ao Deus que quer entregar-se a vós. Repito-vos, hoje, o que disse no princípio de meu pontificado: ‘Quem deixa entrar Cristo na sua vida não perde nada, nada, absolutamente nada do que faz a vida livre, bela e grande. Não! Só com esta amizade se abrem de par em par as portas da vida. Só com esta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos liberta’. Estai plenamente convencidos: Cristo não tira nada do que há de formoso e grande em vós, mas leva tudo à perfeição para a glória de Deus, a felicidade dos homens e a salvação do mundo”.

4 - Estar alegres: querer ser santos
“Para além das vocações de consagração especial, está a vocação própria de todo o baptizado: também é esta uma vocação que aponta para um ‘alto grau’ da vida cristã ordinária, expressa na santidade. Quando encontramos Jesus e acolhemos o seu Evangelho, a vida muda e somos impelidos a comunicar aos outros a experiência própria. A Igreja necessita de santos. Todos estamos chamados à santidade, e só os santos podem renovar a humanidade. Convido-vos a que vos esforceis nestes dias por servir sem reservas a Cristo, custe o que custar. O encontro com Jesus Cristo vos permitirá apreciar interiormente a alegria da sua presença viva e vivificante, para testemunhá-la depois no vosso ambiente”.

5 - Deus: tema de conversa com os amigos
“São tantos os nossos companheiros que ainda não conhecem o amor de Deus, ou procuram encher o coração com sucedâneos insignificantes. Portanto, é urgente ser testemunhos do amor que se contempla em Cristo. Queridos jovens, a Igreja necessita de autênticos testemunhos para a nova evangelização: homens e mulheres cuja vida tenha sido transformada pelo encontro com Jesus; homens e mulheres capazes de comunicar esta experiência aos outros”.

6 - Ir à Missa no Domingo
“Não vos deixeis dissuadir de participar na Eucaristia dominical e ajudai também os outros a descobri-la. Certamente, para que dela emane a alegria que necessitamos, devemos aprender a compreendê-la cada vez mais profundamente, devemos aprender a amá-la. Comprometamo-nos com isso, vale a pena! Descubramos a íntima riqueza da liturgia da Igreja e a sua verdadeira grandeza: não somos os que fazemos uma festa para nós, mas, pelo contrário, é o próprio Deus vivo que prepara uma festa para nós. Com o amor à Eucaristia, redescobrireis, também, o sacramento da Reconciliação, no qual a bondade misericordiosa de Deus permite sempre que a nossa vida comece novamente.”

7 - Demonstrar que Deus não é triste
“Quem descobriu Cristo deve levar os outros para Ele. Uma grande alegria não se pode guardar para si mesmo. É necessário transmiti-la. Em numerosas partes do mundo existe hoje um estranho esquecimento de Deus. Parece que tudo anda igualmente sem Ele. Mas, ao mesmo tempo, existe também um sentimento de frustração, de insatisfação de tudo e de todos. Dá vontade de exclamar: Não é possível que a vida seja assim! Verdadeiramente não.”

8 - Conhecer a fé
“Ajudai os homens a descobrir a verdadeira estrela que nos indica o caminho: Jesus Cristo. Tratemos, nós mesmos, de conhecê-lo cada vez melhor para poder conduzir também os outros, de modo convincente, a Ele. Por isso é tão importante o amor à Sagrada Escritura e, em consequência, conhecer a fé da Igreja que nos mostra o sentido da Escritura.”

9 - Ajudar: ser útil
“Se pensarmos e vivermos inseridos na comunhão com Cristo, os nossos olhos se abrem. Não nos conformaremos mais em viver preocupados somente connosco mesmo, mas veremos como e onde somos necessários. Vivendo e actuando assim dar-nos-emos conta rapidamente que é muito mais belo ser úteis e estar à disposição dos outros do que preocupar-nos somente com as comodidades que nos são oferecidas. Eu sei que vós, como jovens, aspirais a coisas grandes, que quereis comprometer-vos com um mundo melhor. Demonstrai-o aos homens, demonstrai-o ao mundo, que espera exactamente este testemunho dos discípulos de Jesus Cristo. Um mundo que, sobretudo mediante o vosso amor, poderá descobrir a estrela que seguimos como crentes.”

10 - Ler a Bíblia
“O segredo para ter um ‘coração que entenda’ é edificar um coração capaz de escutar. Isto é possível meditando sem cessar a palavra de Deus e permanecendo enraizados nela, mediante o esforço de conhecê-la sempre melhor. Queridos jovens, exorto-vos a adquirir intimidade com a Bíblia, a tê-la à mão, para que seja para vós como uma bússola que indica o caminho a seguir. Lendo-a, aprendereis a conhecer Cristo. São Jerónimo observa a este respeito: ‘O desconhecimento das Escrituras é o desconhecimento de Cristo’”

Em resumo:
“Construir a vida sobre Cristo, acolhendo com alegria a palavra e pondo em prática a doutrina: eis aqui, jovens do terceiro milénio, o que deve ser o vosso programa! É urgente que surja uma nova geração de apóstolos enraizados na palavra de Cristo, capazes de responder aos desafios do nosso tempo e dispostos a difundir o Evangelho por toda a parte. Isto é o que o Senhor vos pede, a isto vos convida a Igreja, isto é o que o mundo - ainda que não saiba - espera de vós! E se Jesus vos chama, não tenhais medo de responder-lhe com generosidade, especialmente quando vos propõe segui-lo na vida consagrada ou na vida sacerdotal. Não tenhais medo; confiai n’Ele e não ficareis decepcionados.”

fonte: JAM

sábado, 20 de novembro de 2010

Orações para se fazer em família


Senhor, concedei a mim e família, a graça de Vos buscar antes de todas as coisas, pois somente assim poderemos viver na unidade.

Vinde com Vosso Espírito sobre meu lar e removei os problemas que em nós existam: males do corpo, da alma, do espírito, do coração.

Que ajamos como se tudo dependesse de nós, mas certos de que somente por Vossa graça poderemos – mesmo em meio a sofrimentos, permanecer na Vossa paz.

Que sejamos profundamente amigos, ajudemo-nos mutuamente a crescer na prática da fé e reavivemos sempre mais o amor que selamos diante de Vós, num compromisso sagrado e para sempre.

Nada mais angustiante para os coraçõezinhos das crianças do que a insegurança diante de um pai e uma mãe, a quem tanto amam, discutindo, ofendendo-se mutuamente.

Dai-nos saber amar profundamente, como amastes e amais Vossa Igreja.

Que nos lembremos que o maior presente que nossos filhos podem receber, é o amor que exista entre nós, seus pais.

Vinde, Senhor Jesus, restaurai minha família e as famílias do mundo inteiro. Amém.

fonte: AASCJ

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

“A Aranha”


Uma vez um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo.
homem, correndo, virou em um atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato e,
no desespero, elevou uma oração a Deus da seguinte
maneira:
- Deus Todo Poderoso fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem!!!
Nesse momento escutou que os homens se aproximavam da trilha onde ele se escondia e viu que na entrada da trilha apareceu uma minúscula aranha.
A aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha.
O homem se pôs a fazer outra oração cada vez mais angustiado
- Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha.
Senhor, por favor, com tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar…
Então ele abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a aranha tecendo a teia.
Os malfeitores estavam entrando na trilha, na qual ele se encontrava, e ele estava esperando apenas a morte.
Quando passaram em frente da trilha o homem escutou:
- Vamos, entremos nesta trilha.
- Não, não está vendo que tem até teia de aranha?
Nada entrou por aqui. Continuemos procurando nas próximas trilhas.
Fé é crer no que não se vê, é perseverar diante do impossível.
Às vezes pedimos muros para estarmos seguros,
mas Deus pede que tenhamos confiança Nele para deixar que Sua Glória se manifeste e faça algo como uma teia, que nos dá a mesma proteção de uma muralha.
Nunca desanime em meio às lutas, siga em frente, pois Deus disse:
“diga ao fraco que Eu sou forte”.
São nos momentos mais difíceis que encontramos em Deus a nossa força.

BEATO FREI TITO BRANDSMA


ORAÇÃO FEITA DIANTE DA IMAGEM DE CRISTO NA PRISÃO
“Ó Jesus, quando Te contemplo, Eu redescubro, a sós contigo,
Que te amo e que Teu coração me ama como a um dileto amigo
Ainda que a descoberta exija coragem, faz-me bem a dor Contigo
Por ela me assemelho a ti , que ela é o caminho redentor
Na minha dor me rejubilo: já não a julgo sofrimento,
Mas sim predestinada escolha que me une a ti neste momento
Deixa-me, pois, nessa quietude, malgrado o frio que me alcança
Presença humana não permitas, que a solidão já não me cansa,
Pois de mim sinto-te tão próximo como jamais antes senti,
Doce Jesus, fica comigo, que tudo é bom junto de ti”
Esta oração foi escrita por Frei Tito, na passagem do dia 12 para 13 de fevereiro de 1942, na prisão de Scheveningen. Tradução de
Lacyr Schettino, terceira carmelita

O que a Virgem Maria teria a dizer à humanidade em nossos dias?


Sagrada família Parece tão distante o tempo que nos separa daquela jovem que vivia numa pequena cidade de Nazaré, desposada com um homem casto, bom e justo. Dois mil e poucos anos, muitos avanços, muitas descobertas, o progresso, a cura de doenças, a exterminação de alguns males, a transformação das cidades, o aumento da expectativa de vida…

Tantas coisas, tantas histórias e tanta História. Mas a Virgem de Nazaré continua a nos interpelar. O que teria ela a nos dizer? Certamente o que já dizia à humanidade de seu tempo. Temos hoje apenas melhorias materiais, mas muito pouco a humanidade avançou em termos de construção ao verdadeiro reino de Deus.

Os devotos de Fátima tem a importante missão de rezar pela regeneração da humanidade. Foi a própria Nossa Senhora quem disse aos pastorinhos que não devemos parar de rezar.

Poderia sua cidade – ou mesmo todo o povo judeu – acreditar que daquela jovem que não era rica, não era princesa, nasceria o Messias? O impacto disso em uma sociedade que esperava um Messias lutador, um rei que os salvaria pela espada, certamente não acreditaria – e, verdadeiramente não acreditou – que no silêncio da manjedoura em Belém nos era chegado o Filho de Deus.

Poderíamos hoje acreditar em tais acontecimentos? Provavelmente não. Poderíamos acreditar que uma virgem concebesse apenas por graça de Deus? Claro que não! Com tantos conhecimentos científicos que temos, seríamos até capazes de “provar” que isso é impossível.

Esses são apenas dois pequenos aspectos que podem nos mostrar o que Maria Imaculada teria a dizer à humanidade hoje: Ela diria aquilo que pode ser dito senão através da fé incondicional em um Deus que tudo pode. Ela diria que é preciso ter desejo de servir a Deus e ao próximo para podermos reconhecer os “anjos” que até hoje continuam a nos anunciar que no meio das condições mais difíceis, Deus continua a falar às almas. Ela diria que é na humildade e no desapego aos bens terrenos que Deus fala.

Os valores da sociedade contemporânea incorporam ainda aqueles que o povo judeu vivia naquela época: inveja, intriga, injustiças… o amor sufocado, o serviço ao outro ironizado. Tudo isso sob nova roupagem, alimentado por teorias filosóficas e antropológicas que tentam explicar por que caminhos a humanidade se enveredou.

Nossa Senhora, retire de nós todo sentimento de inveja e descrença. Queremos olhar somente para Ti, ó Mãe de Deus.

Ainda assim, Ela continua a nos falar. E nos fala como mãe – aquela que muitas vezes não queremos ouvir porque nos repreende e tenta nos educar. Quer ver seus filhos irmãos, quer que todos tenham os ouvidos atentos aos apelos de Deus e os corações disponíveis para o “sim” – como aquele que um dia Ela própria dera ao enviado de Deus Pai.

Maria Santíssima não é, pois, apenas a “resolvedora” de nossos problemas. Conosco caminha, acompanha-nos, inspira-nos. E como escutá-la? Lendo e meditando sua vida, percebendo que Ela, com a sensibilidade própria do gênero feminino, realizou sua vida de afazeres domésticos, de oração, de esposa e de mãe.

Uma vida que não foi fácil: amando a Deus sem cessar, cuidar da casa, ficar viúva, caminhar com seu Filho por aquelas estradas, ver seu Filho morrer numa cruz. E, depois, edificar a Igreja, cuidar dos apóstolos, receber e dar carinho. Maria Santíssima trabalhou e trabalha, pois continua a nos mostrar que é possível mantermos a união com Deus fazendo o mesmo em nossas vidas.

(Fonte: Baseado em Amai-vos)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A devoção a Nossa Senhora é necessária para a salvação?


- Sem a devoção a Nossa Senhora podemo-nos salvar?

Eis o que está escrito no livro de Luís Maria Grignion de Montfort - A Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem - nos itens 40 a 42:

§ 1. A devoção à Santa Virgem é necessária a todos os homens para conseguirem a salvação.

40. “O douto e piedoso Suárez, da Companhia de Jesus, o sábio e devoto Justo Lípsio, doutor da universidade de Lovaina, entre outros, provaram incontestavelmente, apoiados na opinião dos Santos Padres, entre os quais, Santo Agostinho, Santo Efrém, diácono de Edessa, São Cirilo de Jerusalém, São Germano de Constantinopla, São João Damasco, Santo Anselmo, São Bernardo, São Bernardino, Santo Tomás e São Boaventura, que a devoção à Santíssima Virgem é necessária à salvação e também um sinal infalível de condenação – opinião do próprio Ecolampádio e outros hereges, – não ter estima e amor à Santíssima Virgem. O contrário é indício certo de predestinação ser-lhe inteira e verdadeiramente devotado.

41. As figuras e palavras do Antigo e do Novo Testamento o provam; a opinião e os exemplos dos santos o confirmam; a razão e a experiência o ensinam e demonstram; o próprio demónio, premido pela força da verdade, viu-se muitas vezes constrangido a confessá-lo.
“Ser vosso devoto, ó Virgem Santíssima, é uma arma de salvação que Deus dá, àqueles que quer salvar (São João Damasceno).

42. Nas crónicas de São Francisco, faz-se referência que o santo viu, em êxtase, uma escada enorme, em cujo topo, apoiado no céu, avultava a Santíssima Virgem. E o santo compreendeu que devia subir aquela escada para chegar ao céu.

E nas crónicas de São Domingos: quando o santo pregava o rosário nas proximidades de Carcassona, quinze mil demónios, que possuíam a alma de um infeliz herege, foram obrigados, por ordem da Santíssima Virgem, a confessar muitas verdades grandes e consoladoras, referentes à devoção a Maria. E eles, para sua própria confusão, fizeram-no com tanto ardor e clareza que não se pode ler essa autêntica narração e o panegírico, que o demónio, embora a contragosto, fez da devoção mariana, sem derramar lágrimas de alegria, ainda que pouco devoto se seja da Santíssima Virgem” (São Luís Maria Grignion de Montfort, “Tratado da Verdadeira devoção à Santíssima Virgem”, pág. 40-45. 31. ed. Vozes. Petrópolis, 2002).

Respostas dos demónios, mesmo contra a vontade deles (*)

Quando São Domingos estava a pregar sobre o Rosário perto de Carcassona, trouxeram à sua presença um albigense que estava possesso pelo demónio. Consta que mais de doze mil pessoas tinham vindo ouvi-lo pregar. Os demónios que possuíam este infeliz foram obrigados a responder às perguntas de São Domingos, com muito constrangimento. Eles testemunharam que:

1 - Havia quinze mil deles no corpo desse pobre homem, porque ele atacou os quinze mistérios do Rosário;

2 - Continuaram a testemunhar que, quando São Domingos pregava sobre o Rosário, impunha medo e horror nas profundezas do inferno e que ele era o homem que eles mais odiavam em todo o mundo; isso por causa das almas que ele arrancou dos demónios por intermédio da devoção do Santo Rosário; revelaram ainda várias outras coisas.

São Domingos colocou o seu Rosário em volta do pescoço do albigense e pediu que os demónios lhe dissessem a quem, de todos os santos nos céus eles mais temiam, e quem deveria ser, portanto, mais amado e reverenciado pelos homens. Nesse momento eles soltaram um gemido inexprimível no qual a maioria das pessoas caiu por terra desmaiando de medo… e eles disseram:

“Domingos, nós te imploramos, pela paixão de Jesus Cristo e pelos méritos de sua Mãe e de todos os santos, deixa-nos sair deste corpo sem que falemos mais, pois os anjos responderão à tua pergunta a qualquer momento (…). São Domingos ajoelhou-se e rezou a Nossa Senhora para que ela forçasse os inimigos a proclamarem a verdade completa e nada mais que a verdade. Mal tinha terminado de rezar viu a Santíssima Virgem perto de si, rodeada por uma multidão de anjos. Ela bateu no homem possesso com um cajado de ouro que segurava e disse: “Responde ao meu servo Domingos imediatamente”. Então os demónios começaram a gritar:

“Oh, vós, que sois nossa inimiga, nossa ruína e nossa destruição, porque desceste dos céus só para nos torturar tão cruelmente? Oh, Advogada dos pecadores, vós que os tirais das presas do inferno, vós que sois o caminho certeiro para os céus, devemos nós, para o nosso próprio pesar, dizer toda a verdade e confessar diante de todos quem é que é a causa da nossa vergonha e nossa ruína? Oh, pobres de nós, príncipes da escuridão: então, ouçam bem, vós cristãos: a Mãe de Jesus Cristo é todo-poderosa e ela pode salvar os seus servos de caírem no Inferno. Ela é o Sol que destrói a escuridão da nossa astúcia e subtileza. É ela que descobre os nossos planos ocultos, quebra as nossas armadilhas e faz com que as nossas tentações fiquem inúteis e sem efeito. Nós temos que dizer, porém de maneira relutante, que nem sequer uma alma que realmente perseverou no seu serviço foi condenada connosco; um simples suspiro que ela oferece à Santíssima Trindade é mais precioso que todas as orações, desejos e aspirações de todos os santos.

Nós a tememos mais que todos os santos dos céus juntos e não temos nenhum sucesso com os seus fiéis servos. Muitos cristãos que a invocam quando estão na hora da morte e que seriam condenados, de acordo com os nossos padrões ordinários, são salvos por sua intercessão. Oh, se pelo menos essa Maria (assim era na sua fúria que eles a chamaram) não se tivesse oposto aos nossos desígnios e esforços, teríamos conquistado a Igreja e a teríamos destruído há muito tempo atrás; e teríamos feito com que todas as Ordens da Igreja caíssem no erro e na desordem.

Agora, que somos forçados a falar, também te diremos isto: ninguém que persevere a rezar o Rosário será condenado, porque ela obtém para os seus servos a graça da verdadeira contrição pelos seus pecados e por meio dele, eles obtêm o perdão e a misericórdia de Deus”.

Olhai com benevolência para os infelizes que imploram a vossa poderosa protecção!

Virgem Santíssima que agradastes ao Senhor, a ponto de tornar-vos sua Mãe, Virgem Imaculada em vosso corpo, em vossa alma, em vossa fé, em vosso amor, olhai com bondade para os infelizes que imploram a vossa poderosa protecção.
A serpente infernal, contra a qual foi lançada a primeira maldição, continua a combater e a tentar os pobres filhos de Eva.
Vós, nossa Mãe abençoada, nossa rainha, nossa advogada, vós que esmagastes a cabeça do inimigo desde o primeiro instante da vossa Conceição, recebei as nossas orações e, nós vos suplicamos, unidos num único coração, apresentai-as diante do trono de Deus, para que nunca nos deixemos cair nas armadilhas que nos são preparadas, mas que cheguemos todos ao porto da Salvação e que, no meio de tantos perigos, a Igreja e a sociedade cristã cantem mais uma vez o hino da liberdade, da vitória e da paz. Amém"

Oração composta por São Pio X

fonte: JAM

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

VELAS


Por que se acende uma vela a Deus ou a um santo? Para comprá-los a fim de alcançar uma graça? Ou para apaziguá-los a fim de ficarmos livres de um mal que nos atormenta ou de uma desgraça que nos ameaça? Nem um nem outro.

O sentido da vela acesa é muito mais nobre e mais profundo.

Símbolo de consumação

Deus é nosso Criador e nós, suas criaturas; quer dizer que tudo o que somos e tudo o que temos nos foi dado de graça por Deus. Por conseguinte, seu poder sobre nós é absoluto e seus direitos ilimitados. Pode até exigir a nossa própria vida em sacrifício. Até os povos pagãos reconheciam esse direito a seus falsos deuses. Por isso ofereciam-lhe sacrifícios humanos (crianças, geralmente, por causa de sua inocência), para acalmar a sua ira ou conseguir o que desejavam.

A Bíblia Sagrada nos diz também que o Deus verdadeiro pediu a Abraão que lhe sacrificasse seu filho único Isaac. Abraão obedeceu. Mas no instante em que segurava a faca para matar o filho em cima da fogueira, Deus enviou seu Anjo que reteve a mão do pai e substituiu o filho por um carneiro (Gn 22). Deus mostrava, assim, que os sacrifícios humanos não são agradáveis a seus olhos e que só quis pôr à prova a fidelidade e a obediência de seu servo.

Na história da humanidade houve um só sacrifício de seu próprio Filho feito homem, Nosso Senhor Jesus Cristo, na cruz, para a salvação e a redenção do gênero humano. Esse sacrifício continua renovando-se misticamente, de modo incruento, onde houver um sacerdote e um altar.

Que relação pode haver entre um sacrifício e uma vela acesa? A vela acesa substitui, perante de Deus, a pessoa que a acende: consome-se, como se fosse um holocausto oferecido a Deus. O holocausto era, na Antiguidade e na lei mosaica, o sacrifício mais perfeito, porque por ele a vítima era oferecida a Deus e queimada, por inteiro, em reconhecimento a seu poder e direito absolutos sobre quem a oferecia. A vela acesa é um holocausto em miniatura.

A pessoa adquire a vela, que passa a lhe pertencer, a ser sua. Acende-a para ser consumida em seu lugar.

Uma vela acesa a Deus simboliza, portanto, a adoração e a entrega total de quem a acende ao Deus Todo Poderoso, Senhor e Criador de todos os seres. Uma vela acesa a um santo tem o mesmo simbolismo, só que este sacrifício é oferecido a Deus por intermédio daquele santo. É claro que está longe de ter o mesmo valor do sacrifício eucarístico, cujo valor é infinito, visto que por ele é o próprio Homem-Deus que se oferece a seu Pai. Mas nem por isso deve ser desprezado ou abolido. Deve-se, sim, evitar a má interpretação e o exagero, isto é, evitar dar-lhe maior valor do que ele tem. Vela acesa é, pois, símbolo de consumação.

Símbolo de Cristo, Luz do mundo

A vela acesa tem também outro simbolismo. Irradiando luz iluminadora, simboliza Cristo “Luz do mundo”, conforme ele próprio se qualificou. Por isso, nos ofícios litúrgicos, usam-se velas acesas, sobretudo durante a semana santa e o tempo pascal.

Por que Acender Velas?

O costume de acender velas tem origem nas prescrições do Antigo Testamento: “O Senhor disse a Moisés: “Ordena aos israelitas que te tragam óleo puro de olivas esmagadas para manter, continuamente acesas as lâmpadas do candelabro. Disporás as lâmpadas no candelabro de ouro puro para que queimem continuamente diante do Senhor”. Lev 24, 1-4.

A vela acesa, enquanto rezamos, tem como idéia básica a “LUZ” como oposição às “trevas” está nas suas raízes: Por exemplo, o profeta Simeão falou da vinda de Cristo como “Luz para iluminar as nações” (São Lucas, 2,20). Simeão refletia consigo mesmo a profecia do profeta Isaías sobre a vinda do Messias: “O povo que andava nas trevas viu uma Grande Luz; sobre aqueles que habitavam na sombra da morte resplandeceu uma Luz” Is 9,1. Esta profecia cumpriu-se no Novo Testamento, quando a Virgem Maria apresentou seu filho Jesus no templo de Jerusalém. (Lc. 2, 22-32:). Também Jesus identificou-se a si mesmo com estas palavras: “Eu Sou a LUZ do mundo, aquele que me segue não andará nas trevas, mas terá a Luz da Vida” Jo 8,12.

Acender velas é um meio poderoso de unir a nossa oração individual com a oração da Igreja e com Nosso Senhor Jesus Cristo, a Luz do mundo. Mas atenção: as velas não devem substituir nossas orações nem devemos esperar efeitos mágicos delas. Mas, como expressão de nossa presença diante do Altíssimo, para louvá-Lo e depois suplicar que Sua luz ilumine as trevas de nossos pecados, fazendo-nos deles tomar consciência para um sincero arrependimento, pedido de perdão, de ajuda e proteção na vida.

Fonte: http://vocacionadosdedeusemaria.blogspot.com/AASCJ

O milagre da travessia do Mar Vermelho estudado por cientistas – 1


Travessia do Mar Vermelho, Cosimo Rosselli. Um dos mais retumbantes milagres da História Sagrada foi analisado por cientistas americanos. Eles refizeram com modelos computacionais as condições em que ele teria podido acontecer.

Trata-se da travessia do Mar Vermelho durante o êxodo do povo eleito, que saiu da escravidão no Egito rumo à Terra Prometida, sob a condução de Moisés o grande profeta e legislador de Israel.

O milagre teve duas grandes dimensões: uma natural, sem dúvida pasmosa, e outra sobrenatural, a mais importante.

Na maior parte dos milagres, Deus age através de causas naturais. E estas causas podem ser estudadas pelo homem. E, no caso, o foram por Carl Drews, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos EUA, e Weiqing Han, da Universidade do Colorado em Boulder, EUA.

Eles chegaram à conclusão que o “milagre” visto pelo lado material, portanto das causas segundas, é compatível com as leis da física. É o que compete à ciência nestes casos. À Igreja cabe se pronunciar sobre o lado sobrenatural, neste caso, revelado por Deus na Bíblia e, portanto, fora de discussão.

Esses cientistas até montaram por via digital um cenário que eles consideram “relativamente próximo” do descrito no livro do Êxodo, o segundo da Bíblia.

O longo e exaustivo trabalho foi publicado pela revista científica “PLoS One” e pode ser lido na Internet. Outro artigo dos mesmos autores menos técnico e mais resumitivo pode ser lido no site NCAR - UCAR News Center (University Corporation for Atmospheric Research).

De fato, na descrição do milagre incluída no livro do Exodus encontram-se descritos os fatores naturais de que Deus se sirviu para o milagre com estas palavras:

Moisés “21. Moisés estendeu a mão sobre o mar. O Senhor fê-lo recuar com um vento impetuoso vindo do oriente, que soprou toda a noite. E pôs o mar a seco. As águas dividiram-se

22. e os israelitas desceram a pé enxuto no meio do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda.

23. Os egípcios os perseguiram: todos os cavalos do faraó, seus carros e seus cavaleiros internaram-se após eles no leito do mar.

24. À vigília da manhã, o Senhor, do alto da coluna de fogo e da de nuvens, olhou para o acampamento dos egípcios e semeou o pânico no meio deles.

25. Embaraçou-lhes as rodas dos carros de tal sorte que, só dificilmente, conseguiam avançar. Disseram então os egípcios: “Fujamos diante de Israel, porque o Senhor combate por eles contra o Egito.”

26 .O Senhor disse a Moisés: “Estende tua mão sobre o mar, e as águas voltar-se-ão sobre os egípcios, seus carros e seus cavaleiros.”

27. Moisés estendeu a mão sobre o mar, e este, ao romper da manhã, voltou ao seu nível habitual. Os egípcios que fugiam foram de encontro a ele, e o Senhor derribou os egípcios no meio do mar.

28. As águas voltaram e cobriram os carros, os cavaleiros e todo o exército do faraó que havia descido no mar ao encalço dos israelitas. Não ficou um sequer.

29. Mas os israelitas tinham andado a pé enxuto no leito do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda.

30. Foi assim que naquele dia o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios. E Israel viu os cadáveres dos egípcios na praia do mar.” Êxodo, cap. 14.

Os cientistas Drews e Han, estimam que para empilhar as águas e abrir uma passagem com alguns quilômetros de largura teria sido necessário um vento de velocidade próxima de 100 km/h, soprando sobre a desembocadura do rio Nilo durante 12 horas. Portanto, se “soprou toda a noite” (n. 21) teria sido suficiente.

Drews e Han chegaram a essa conclusão com simulações, em computador, do comportamento do líquido, e levando em conta como seria a topografia do Egito no fim da Idade do Bronze (por volta de 1250 a.C.). Essa é a época mais aceita para a fuga dos israelitas, liderados pelo profeta Moisés.

Fonte: Ciência confirma Igreja/AASCJ