EU VOS AMO! VÓS SOIS A MINHA VIDA.
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quinta-feira, 29 de março de 2012

Cristo disfarçado


Num mosteiro reinava o egoísmo. Os monges não eram amigos nem felizes.
O abade, muito preocupado com esta situação, interrogava-se acerca desta falta de vida santa. Não sabia que fazer para mudar a situação.
Um dia, decidiu ir pedir conselho a um santo homem, que lhe disse:
- Diga aos seus frades que um deles é Cristo disfarçado e ninguém sabe quem é.
Ao regressar ao mosteiro, o abade contou isto aos monges. E todos começaram a interrogar-se: “Quem será Cristo disfarçado? Será o porteiro? O cozinheiro?”
Como não sabiam qual deles era o Cristo disfarçado, começaram a tratar-se uns aos outros com o todo o respeito e amizade.
E foi assim que o ambiente do mosteiro mudou completamente.

Se cada um de nós tratasse os outros como trataria Cristo, as relações humanas seriam certamente muito diferentes e todos seríamos mais felizes.

domingo, 29 de maio de 2011

Sorriso, Agonia e Morte do Filho de Deus


Certa vez — corria o ano de 1630 — Frei Inocêncio de Palermo, humilde frade franciscano, resolveu esculpir em ébano um Crucifixo. Começou pelo corpo, a que conseguiu dar a forma desejada. E deixou para o fim a face, isto é, a parte mais difícil da tarefa. Que aspecto dar-lhe? Era funda e brumosa a perplexidade do frade. Uma noite, recostou-se com a alma pesada de incógnitas a respeito. E quando de manhã se acercou da obra que deixara inacabada, encontrou-a inesperadamente concluída, dotada de maravilhosa face, feita por um artista ignoto.

Era uma face em que harmoniosamente se fundiam a delicadeza, a varonilidade e uma sobrenatural unção, que a tornavam bem digna de ter sido obra noturna e misteriosa de um Anjo. Rica em aspectos, conforme o ângulo em que se situe o observador vê o Divino Crucificado sorrindo, agonizante ou já morto.

Conservado há três séculos no Santuário de São Damiano, em Assis, o Crucifixo maravilhoso de Frei Inocêncio vem sendo objecto constante da piedade dos peregrinos.

Que Vos levaria, Senhor, a sorrir do alto da Cruz?

Que abismo de contradição entre as dores, que da cabeça aos pés vos atormentam o Corpo sagrado, e esse sorriso que aflora doce, suave, meigo, entreabrindo-vos os lábios e iluminando-vos o rosto! Sobretudo, Senhor, que contradição entre o abismo de dores morais, que enche vosso Coração, e essa alegria tão delicada e tão autêntica que transluz em vossa Face! Contra Vós, todo o oceano da ignomínia e da miséria humana se atirou. Não houve ingratidão nem calúnia que Vos fosse poupada. Pregastes o Reino do Céu, e vossa pregação foi rejeitada pelo vil apetite das coisas da terra. O Demônio, o Mundo, a Carne, em infame revolta contra Vós, Vos levaram ao patíbulo, e aí estais à espera da morte.

E entretanto sorris! Por quê?

Vossas pálpebras estão quase cerradas. Quase… Mas ainda podeis ver algo. E o que vedes é, Senhor, a maior maravilha da criação, a obra-prima do Pai Celeste, uma alma — e quanta beleza pode haver em uma alma, embora o ignore o materialismo de nosso século — riquíssima e íntegra em sua natureza, cumulada por todos os dons da graça e santificada por uma correspondência contínua e perfeitíssima a todos esses dons! Vedes Maria. Vedes vossa Mãe. E no meio de todos os horrores em que estais imerso, tal é a maravilha que vedes, que sorris afetuosamente para a alentar, para lhe comunicar algo de vossa alegria, para lhe dizer vosso infinito e sublime amor.

Vós vedes Maria. E, ao lado da Virgem Fiel, vedes os heróis da fidelidade: o Apóstolo-Virgem, as Santas Mulheres — a fidelidade da inocência e a fidelidade da penitência. Vosso olhar, para o qual tudo é presente, vê mais, pois se alonga pelos séculos, e Vos faz ver todas as almas fiéis que hão de Vos adorar ao pé da Cruz até o dia do Juízo. Vedes a Santa Igreja Católica, vossa Esposa. E por tudo isto sorris, com o sorriso mais triste e mais jubiloso, o mais doce e mais compassivo sorriso de toda a História.

O Evangelho nunca Vos apresenta rindo, Senhor. E só as almas que ignoram a gargalhada frascária e baixa, e que lhe têm horror, possuem o segredo de sorrisos análogos a este!

Entre as miríades de almas que seguindo a Maria estão ao pé da Cruz, e para as quais sorris, também está a minha, Senhor?

Humilde, genuflexo, sabendo-me indigno, entretanto eu Vos peço que sim. Vós, que não expulsastes do Templo o publicano (cfr. Lc 18, 6-20), pelas preces de Maria não rejeitareis para longe de Vós um pecador contrito e acabrunhado. Dai-me do alto da Cruz um pouco de vosso sorriso inefável, ó bom Jesus.

Fonte: Lepanto/AASCJ

Declarar-se por Cristo diante dos homens


Todos os dias podes ser testemunha de Cristo. Foste tentado pelo espírito da impureza, mas [...] pareceu-te que não devias macular a castidade do espírito e do corpo: és mártir, ou seja, testemunha de Cristo. [...] Foste tentado pelo espírito do orgulho, mas, vendo o pobre e o indigente, foste tomado de uma terna compaixão e preferiste a humildade à arrogância: és testemunha de Cristo. Mais que isso: não deste o teu testemunho apenas com palavras, mas também com obras.

Qual é o testemunho mais autêntico? «Todo o espírito que confessa Jesus Cristo, que veio em carne mortal» (1Jo 4, 2), e que observa os preceitos do Evangelho. [...] Quantos serão, em cada dia, estes mártires escondidos de Cristo, que confessam o Senhor Jesus! O apóstolo Paulo conheceu esse martírio e o testemunho de fé dado a Cristo, ele que disse: «Este é o nosso motivo de glória: o testemunho da nossa consciência» (2Cor 1, 12). Quantos confessam a fé exteriormente mas a negam interiormente! [...] Por conseguinte, sede fiéis e corajosos nas perseguições interiores, para triunfardes também nas perseguições exteriores. Também nas perseguições interiores há «reis e governadores», juízes de poder temível. Tendes o exemplo nas tentações sofridas pelo Senhor (Mt 4, 1ss.).

Fonte: Evangelho Cotidiano/AASCJ

domingo, 19 de dezembro de 2010

É da vontade de vosso Pai que está no Céu que não se perca um só destes pequeninos


«Vede: é o Senhor em pessoa que vem de longe» diz o profeta (Is 30, 27). Quem poderia duvidar disso? Era preciso que houvesse, no início, qualquer coisa grandiosa, para que a majestade de Deus Se dignasse descer de tão longe para um lugar tão indigno Dela. Sim, efetivamente, havia nessa vinda qualquer coisa de grandioso: a Sua grande misericórdia, a Sua imensa compaixão, a Sua abundante caridade.
Com efeito, com que objetivo julgamos nós que Cristo veio? Encontrá-lo-emos sem dificuldade, pois as Suas próprias palavras e os Seus próprios atos nos revelam claramente a razão da Sua vinda. Ele veio das alturas para procurar a centésima ovelha desgarrada.Ele veio por nossa causa, para que as misericórdias do Senhor aparecessem com maior evidência, bem como as Suas maravilhas a favor dos filhos dos homens (Sl 106, 8).

Admirável condescendência de Deus que nos procura, e grande dignidade do homem que é assim procurado! Se este se quer glorificar, pode fazê-lo sem loucura, não que por si mesmo possa ser o que quer que seja, mas porque Aquele que o criou o fez assim grande.
Com efeito, todas as riquezas, toda a glória deste mundo e tudo o que se pode desejar, tudo isso é pouca coisa e mesmo nada em comparação com esta outra glória. «Que é o homem, Senhor, para que faças caso dele e ponhas nele a Tua atenção?» (Jb 7, 17).
Fonte: Evangelho Quotidiano

sábado, 11 de dezembro de 2010

TRANSPARÊNCIA DO MISTÉRIO DA IGREJA


A celebração do dia da vida consagrada pôs em realce o dom que é para a Igreja a forma de vida e o testemunho dos homens e mulheres cristãs que corresponderam fiel e generosamente ao chamamento para se entregarem totalmente a Deus e viverem plenamente ao seu serviço, à imitação de Cristo, na obediência, castidade e pobreza. Desse modo desenvolvem de um modo especial a graça da vida cristã recebida pelos sacramentos do Baptismo, Confirmação e Eucaristia. E unem-se de modo especial à Igreja ao seu mistério, contribuindo para o bem de toda ela (cf LG 44). A maioria dos consagrados está na condição de religioso ou religiosa, mas outros permanecem como fiéis leigos, vivendo de modo discreto a sua entrega total a Deus.

Que significado tem para a Igreja esta vocação? Ela é transparência do mistério da Igreja, isto é, da sua estreita ligação a Deus. Participa por isso da vida divina e testemunha o amor e a generosidade divinas em relação aos homens. São três os aspectos característicos da vida consagrada: ela é sinal do absoluto de Deus na vida humana, testemunho da fraternidade cristã e empenho nas boas obras. Como a vida consagrada se incarna em diferentes modalidades ou formas de vida assim umas manifestam mais o primeiro aspecto, outras o segundo e outras o terceiro.

A primeira e fundamental característica é testemunhar o absoluto de Deus, o “só Deus basta”, de Santa Teresa de Ávila. O cristão que descobre a vocação para uma especial consagração vislumbra uma grandeza em Deus, encontra nele o tesouro mais preciso da sua vida, o bem maior, o amor mais pleno, a possibilidade de uma fecundidade mais abundante que se entrega a Ele com a mesma ou maior paixão que uma amante ao seu amado. Deixa então espantado quem observa a sua entrega resoluta ou a sua vida encantada por Deus. A vida dos consagrados é um sinal forte do mistério de Deus. Nestas pessoas e através delas a Igreja é constantemente lembrada a manter acesa e cintilante a chama do amor que a une ao seu Senhor, à Trindade Santíssima. Estas pessoas são uma interrogação e interpelação constante para o mundo, que não as compreende nas suas renúncias e formas de vida. Mas sempre os consagrados deverão poder testemunhar: Só Deus preenche totalmente o coração humano nos seus anseios de plenitude, santidade, beleza, amor e infinito.

A segunda característica é a fraternidade cristã. Chamando a si, Deus une entre si os que a Ele se entregam. Assim aconteceu com os discípulos de Jesus e se repete ao longo da história da Igreja, especialmente com os múltiplos carismas que o Espírito Santo derrama. À volta de um homem ou mulher em quem a graça de Deus se manifesta de modo especial agregam-se outras pessoas e surgem novas comunidades de fiéis. O sinal divino atraiu e suscitou vínculos de fraternidade. É um aspecto que está muito presente nos religiosos, pois da sua forma de vida faz parte a vida comum. Assim, a vida consagrada mostra como a fé gera fraternidade e testemunha esta dimensão da Igreja. Todos os cristãos são chamados a experimentar, em maior ou menor intensidade e em várias modalidades a fraternidade na Igreja. Ela é na verdade uma comunidade de irmãos e irmãs unidos no amor de Cristo. É uma luz de humanização que deve brilhar no mundo.

A terceira característica são as boas obras. As pessoas consagradas a Deus colocam-se ao serviço dos outros. Realizam a palavra de Jesus aos discípulos: “Brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu” (Mt 5.16). Que obras realizam? Elas estão presentes em muitas frentes: no ensino, na saúde, na actividade missionária, na assistência aos pobres e necessitados, na educação cristã, na comunicação social, no testemunho e promoção da vida espiritual, na oração e contemplação… Nestas várias obras e através delas, a Igreja revela cada vez mais Cristo aos fiéis, dando continuidade à sua vida e missão. Através dos discípulos que se consagram ao seu serviço, Cristo continua a subir ao monte para fazer oração, anuncia às multidões o reino de Deus, cura os doentes e feridos, traz os pecadores à conversão, abençoa as crianças e faz bem a todos, obediente em tudo à vontade do Pai que o enviou (cf LG 46).

Oxalá todos os baptizados, incluindo os consagrados, compreendam sempre melhor o seu vínculo de comunhão e a co-responsabilidade na participação activa na vida e missão da Igreja.

Padre Jorge Guarda/Canção Nova

sexta-feira, 19 de março de 2010

MORTO NO MADEIRO DA CRUZ


Também hoje e ainda hoje: Cristo destruído na Bósnia, China, India, Paquistão, Iraque, Irão, Sudão, Ruanda, Nigéria, América latina etc. etc. Todos os anos, centenas de cristãos pagam com a vida a sua fidelidade a Cristo.
Cerca de 7 em cada 10 cristãos, são perseguidos!
Mais de 200.000 cristãos, em todo o mundo, não podem praticar livremente a sua fé!
Todos eles arriscam a sua vida em nome de Jesus Cristo.
Fica o repto. E NÓS arricaríamos a nossa vida por ELE?

Mas a vítória de Cristo na Cruz é definitiva. Ele é a nossa esperança. Mesmo quando as formas de perseguição se tornam mais subtis e os perseguidores aumentam, a fidelidade e o sofrimento dos cristãos aprofundam cada vez mais as raizes da nossa fé, neste mundo. "Pois quando me sinto fraco, então é que sou forte" (Cor 12,10). Perserveremos nessa fidelidade, e rezemos pelos nossos irmãos e irmãs e estejamos gratos pela sua vida.
Fonte: Fundação Ajuda à Igreja que Sofre.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Cristo a abraçar o mundo


Meu Jesus eu Vos amo, fazei que Vos ame cada vez mais!
Maria