EU VOS AMO! VÓS SOIS A MINHA VIDA.
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A Bíblia fala de oração pelos mortos


Se alguém perguntasse qual o fundamento bíblico do purgatório, responderíamos que a existência do purgatório póstumo já era reconhecida pelos judeus do Antigo Testamento, como atesta 2Mc 12,38-45; neste texto narra-se que Judas Macabeu verificou que alguns soldados israelitas haviam morrido em batalha para defender as suas tradições religiosas; por incoerência, porém, haviam guardado debaixo de suas vestes, estatuetas pagãs. Isto quer dizer que haviam sido fieis ao seu patrimônio religioso javista, mas tinham cometido uma incoerência (incoerência que não anulou a sua adesão incondicional a Deus).

Judas Macabeu mandou então fazer uma coleta para enviá-la a Jerusalém, a fim de que se oferecesse um sacrifício por esses falecidos; eles teriam a recompensa eterna, mas ainda deveriam expiar os resquícios de pecado com que haviam morrido, e os seus irmãos na Terra pediam a Deus que lhes fortalecesse o amor para que, quanto antes, se livrassem de qualquer sombra de pecado.

No Novo Testamento encontramos uma alusão indireta ao purgatório póstumo em 1Cor 3,10-15.

Em conclusão: vivamos de tal modo que nos libertemos de qualquer incoerência ou contradição; procuremos amar a Deus em tudo e acima de tudo. Assim estaremos fazendo o nosso purgatório na Terra, como é normal.

Extraído do livro: “Católicos perguntam”. Estevão Tavares Bettencourt, O.S.B+
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sábado, 30 de outubro de 2010

As aparições de almas do Purgatório


Que são as aparições?

Contam-se fatos prodigiosos e muitas aparições de almas do purgatório. Isto poderia talvez impressionar a alguns e julgarem que podemos desejar ou procurar, com certa curiosidade, indagar a sorte dos mortos ou facilmente ter comunicação com as almas do purgatório. Quanta ilusão perigosa e quanta superstição e crendice em torno disto! É mister discernirmos bem as verdadeiras das falsas aparições, e mostrarmos o pensamento da Igreja e dos santos Doutores para que se evitem confusões e ilusões numa matéria tão grave e delicada„ porque tão sujeita a enganos e erros.

Que é uma aparição? É uma manifestação do outro mundo, de alguém que nos vem dizer o que lá se passa. Podemos acreditar nas aparições?

Há dois extremos igualmente prejudiciais. Um dos que facilmente aceitam toda sorte de aparições sem exame e não têm a prudência de estudar e esperar a, opinião de pessoas criteriosas, teólogos ou autoridades eclesiásticas e superiores, que possam discernir com segurança a verdade de tais aparições. É uma leviandade. Assim diz a Escritura: qui cito credit, levis est corde (Ecl. XIV, 4), quem facilmente em tudo crê, é leviano de coração, é um espírito leviano. Todavia, rejeitar sistematicamente e obstinadamente toda aparição, todos os fatos sobrenaturais, mesmo que tenham os sinais de verdadeiros, é prova de muito ceticismo, e de orgulho, e pode levar à infidelidade à graça, como insinua a Escritura: “qui incredulus est, infidelifer agit” (Isaías, XXI, 2. Quem é duro em acreditar, procede contra a piedade.

É mister um equilíbrio neste caso entre os dois extremos. Uma alma verdadeiramente humilde e obediente nunca poderá se enganar. Outra questão é se as almas do outro mundo podem se comunicar com os vivos. Podem voltar à terra quando queiram ou quando desejem os vivos? Respondemos sem hesitar, com a boa doutrina da Igreja e dos teólogos: — não e não! Isto só se dá por uma especialíssima permissão de Deus, raras vezes, e por milagre, para ensina-mento e confirmação da imortalidade da alma, para lição dos vivos ou para pedir socorro e sufrágios.

Desde que nossa alma se separou do corpo pela morte, não tem mais órgãos para se comunicar com os homens, é puro espírito, e só por milagre se pode tornar sensível. E demais, quando a alma deixou o corpo, já foi entregue à divina justiça, e está no lugar que mereceu: o céu, o inferno ou o purgatório. Não pode, sem milagre, entrar em comunicação com os homens.

Este milagre das aparições nós o encontramos na Sagrada Escritura. Samuel apareceu à Pitoniza de Endor e repreendeu a Saul porque havia perturbado o repouso dos mortos. Mostrou o castigo que lhe estava reservado por esta curiosidade vã.

Na morte de Nosso Senhor, conta São Mateus que os túmulos se abriram e muitos mortos apareceram e foram vistos em Jerusalém.

Nas vidas dos santos encontramos inúmeras aparições, e a santa Igreja, ao elevar à honra dos altares os servos de Deus, submete a um rigoroso processo todos os fatos e prodígios que deles narraram, embora não se pronuncie sobre eles. Portanto, há verdadeiras aparições.

Fonte: Extraído do livro “O manuscrito do purgatório” /AASCJ

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

No Purgatório: o “tormento delicioso” ou a “tormentosa delícia” da purificação


Então, a alma que se salva tem, ao mesmo tempo, duas noções.

Primeiro, a noção da posse de Deus, já que ela sabe que vai possuí-lo por toda a eternidade. Ela sente, muito melhor do que nessa terra, a insondável felicidade de possuir a Deus.

Segundo, ao mesmo tempo em que ela se sente atraída para Deus, ela percebe estar fora das condições de se apresentar a Ele.

E então a alma passa por dois movimentos, ao mesmo tempo: um movimento de alegria e outro movimento de pesar. O movimento cheio de alegria leva-a a querer unir-se a Deus. O movimento cheio de pesar vem do contraste entre aquela mancha que ela nota em si e a pureza infinita de Deus.

Daí vem nela, nascido do desejo da união, um desejo de purificação por onde a alma está tão embevecida em Deus que suportaria mil infernos para poder unir-se a Deus. E precipita-se na chama do purgatório com uma verdadeira sofreguidão de purificar-se para, afinal, poder unir-se a Deus. Ali, ela sofre. Mas ela sofre o “tormento delicioso” ou a “tormentosa delícia” de ir sentindo que aquilo que a separa de Deus vai se tornando mais adelgaçado ao longo das purificações. E, ao mesmo tempo, ela vai cada vez mais querendo chegar mais próximo de Deus.

De maneira que ela tem uma fundamental alegria, junto a uma tristeza, que não deixa de ser uma verdadeira tristeza. Mas é uma tristeza que a vai depurando, e que a vai aproximando de Deus.

Santa Catarina de Gênova e suas visões do Purgatório/AASCJ

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O Santo Padre Pio e as Almas do Purgatório


Muito do que, por vezes, se conta sobre aparições de almas do Purgatório, pode atribuir-se as ilusões, ou ter uma explicação natural, de ordem parapsicológica.
Isso porém não invalida que Deus possa servir-se de "aparições" dignas de crédito (do mesmo modo que algumas aparições de anjos ou de Nossa Senhora), por exemplo, algumas narradas pelo Santo P. Pio, na linha de outras narradas por Santa Margarida Maria e outros Santos:
Numa tarde, o padre Pio estava num quarto, na parte baixa do convento, destinada a receber hóspedes. Estava só, a descansar sobre o sofá, quando de repente, lhe apareceu um homem envolto numa capa escura.
O padre Pio, surpreso, ergueu-se e perguntou quem era e o que queria. O estranho respondeu que era uma alma do Purgatório: "Eu sou Pietro Di Mauro. Morri num incêndio neste convento, em 18 de Setembro de 1.908".
(Na realidade este convento, depois da desapropriação dos bens eclesiásticos, tinha sido transformado numa casa de repouso para anciãos). «Morri entre as chamas enquanto dormia, no meu colchão feito de palha, exactamente neste quarto.
Estou no Purgatório, mas o bom Deus, deixou-me vir aqui a pedir-lhe q celebre por mim a santa missa de amanhã pelo meu descanso eterno. Graças a ela, eu poderei entrar no Paraíso".
O P. Pio disse que sim, que celebraria a santa missa pela sua alma.
"Eu, quis acompanhá-lo - diz ele - até à porta do convento para me despedir, como se fosse uma qualquer, mas repentinamente, ele desapareceu.
Compreendi q havia falado com 1 pessoa morta e reentrei no convento bastante amedrontado.
O Padre Superior do convento, Paolino de Casacalenda, notou o meu nervosismo, e então contei-lhe o q havia acontecido, pedindo-lhe permissão para celebrar a Santa Missa da manhã seguinte por aquela alma necessitada".
O Padre Paolino, despertado pela curiosidade, foi consultar o registo de óbitos da comunidade de St. Giovanni Rotondo, e pôde verificar que a história do Padre Pio era verdadeira, pois no registo encontrou o nome, o apelido e a razão da morte: No dia 18 de Setembro de 1908, no incêndio da casa de repouso, morrera o Sr. Pietro Di Mauro.
A Sra. Cleonice Morcaldi, era devota do santo padre Pio. Depois de um mês da morte de sua mãe, o Padre Pio aproximou-se dela após a confissão, e disse: "Nesta manhã, a sua mãe foi para o Céu. Vi-a enquanto celebrava a Santa Missa".
O Santo Padre Pio contou também ao Padre Anastásio: "Uma tarde, enquanto estava a rezar sozinho, vi um monge jovem que se mexia próximo do altar parecendo espanar os candelabros e regar os vasos das flores.
Pensei q fosse o Padre Leone, q andasse a preparar o altar, e como era a hora do jantar, aproximei-me dele e disse: "P. Leone vá jantar, ñ está na hora de espanar e preparar o altar".
Mas uma voz q não era a voz do padre Leone respondeu-me: "Eu não sou o Padre Leone." Sou um irmão seu q fez o noviciado aqui. A minha missão era limpar o altar durante o ano do noviciado. Desgraçadamente, durante todo esse tempo, não reverenciei a Jesus Sacramentado em nenhuma das vezes em q passava em frente ao altar. Por esse descuido ainda estou no Purgatório. Agora, Deus, na sua bondade infinita, enviou-me aqui para que determine o dia em que eu passarei a gozar o Paraíso."
- Amanhã celebrarei a Santa Missa - respondeu o P. Pio. E contou: "Aquela alma chorou e disse: 'Ai de mim, q malvado eu fui'. «E concluiu o santo P. Pio: Aquela exclamação produziu-me uma ferida no coração, que sentirei toda a vida».

Pai Nosso das Almas (Mateus 6,9)
“Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar”. (Jo 14,1-2).
No dia de memória dos fiéis defuntos, lembramos os nossos entes queridos que já faleceram.
Esta Palavra de Jesus conforta muito o nosso coração, pois a morte é algo doloroso e a nossa maior esperança é a RESSURREIÇÃO! E saber que estas almas agora não podem fazer mais nada por elas mesmas, mas nós na comunhão dos santos, podemos rezar por elas. Por isso, vamos rezar o Pai Nosso das almas.

- Um dia, enquanto Santa Matilde comungava pelas almas do purgatório, Jesus apareceu-lhe e disse: “Reza por elas um Pai Nosso”. E compreendeu ela que deveria fazê-lo do modo abaixo indicado. Depois de ter rezado, ela viu que multidões de almas subiam ao céu.

Pai nosso que estais no céu.
Eu Vos peço, dignai-Vos perdoar, PAI Eterno, as almas do purgatório por não Vos terem amado, por não terem rendido o culto de adoração que Vos é devido, a Vós PAI, bom e misericordioso, por Vos terem afastado dos seus corações, onde desejáveis habitar.
- Para suprir estas faltas, ofereço-Vos o amor e a honra que o Vosso amado Filho Vos rendeu sobre a terra e a imensa satisfação com que pagou a dívida de todos os seus pecados. Amém.
Senhor JESUS, perdão e misericórdia. (dez vezes).

Santificado seja o Vosso nome.
Eu Vos suplico, ó terno PAI, que perdoeis às almas do Purgatório por não terem honrado dignamente o Vosso Nome, por O terem raras vezes invocado com devoção, por O terem tomado muitas vezes em vão e, pela sua vida pouco edificante, terem se tornado indignas do nome de CRISTO.
- Para satisfação deste pecado, ofereço-Vos a santidade de Vosso amado Filho que nas Suas pregações e em todas as suas palavras honrou e glorificou o Vosso Nome.
Senhor JESUS, perdão e misericórdia. (dez vezes).

Venha a nós o Vosso Reino.
Eu Vos rogo, ó Eterno PAI, que perdoeis as almas do purgatório por não terem desejado ardentemente, nem procurado com bastante zelo a expansão do Vosso Reino, onde está o verdadeiro repouso e a glória eterna.
- Para expiar esta indiferença, que tiveram por todos os bens da alma, ofereço-Vos os santos desejos que JESUS teve de que fôssemos co-herdeiros do Seu Reino.
Senhor JESUS, perdão e misericórdia. (dez vezes).

Seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no Céu.
Eu Vos suplico, ó Eterno PAI, que perdoeis as almas do purgatório, sobretudo às dos religiosos, por terem preferido a vontade própria à Vossa e por não terem tido em maior estima, em tudo, a Vossa vontade, para viverem e procederem, a maioria das vezes, conforme a própria satisfação.
- Para reparar esta desobediência, ofereço-Vos o dulcíssimo Coração de JESUS, bem como a submissão com que Ele Vos obedeceu até à morte na Cruz. Amém.
Senhor JESUS, perdão e misericórdia. (dez vezes).

O pão nosso de cada dia, nos dai hoje.
Eu Vos peço, ó Eterno Pai, que perdoeis as almas do purgatório, por não terem recebido o Pão dos anjos com vivos desejos, devida devoção e amor, por terem um grande número delas, sido indignas de O receber, por O terem recebido pouca ou nenhuma vez.
- Em expiação deste pecado, ofereço-Vos a santidade e devoção de Vosso Filho, assim como o amor e o inefável desejo que O levou a dar-nos este precioso tesouro. Amém.
Senhor JESUS, perdão e misericórdia. (dez vezes).

Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
Eu Vos suplico, ó Eterno PAI que perdoeis as almas do purgatório pelos pecados mortais cometidos, principalmente por não perdoarem àqueles que as ofenderam e por não terem amado os seus inimigos. Por estes pecados, ofereço-Vos a sublime oração que JESUS fez na Cruz pelos seus algozes. Amém.
Senhor JESUS, perdão e misericórdia. (dez vezes).

Não nos deixeis cair em tentação.
Eu Vos suplico, ó Eterno PAI, que perdoeis as almas do purgatório por não terem resistido aos vícios e concupiscências, por se terem muitas vezes deixado cair nas ciladas do demónio e da carne, por se terem visto, por culpa própria, metidas em grande número de más acções.
- Por essa multidão de pecados, ofereço-Vos a vitória gloriosa com a qual JESUS CRISTO venceu o mundo e o demónio. Ofereço também, a Sua santíssima vida com os Seus trabalhos e fadigas; com a dolorosíssima Paixão, morte na Cruz e gloriosa Ressurreição. Amém.
Senhor JESUS, perdão e misericórdia. (dez vezes).

Mas livrai-nos do mal.
Senhor, livra-as também de todo mal e de toda a pena pelos merecimentos do Vosso amado Filho e conduzi todos ao reino da Vossa glória, que sois Vós mesmo.
Amém.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Protecção das santas almas do Purgatório


No livro “Le purgatoire d’ápres les revelations des Saints”, escrito por Mons. Louvet, narra-se um fato impressionante da proteção das almas aos que a elas socorrem com sufrágios.
O padre Luiz Monaci, religioso dos Clérigos Menores, era muito devoto das almas. Em toda parte e em todas as ocasiões procurava meios de ajudar essas almas sofredoras. Em uma noite, em viagem, teve de atravessar sozinho uma planície deserta e perigosa, porque, infestada de bandidos e assaltantes. Haviam já tirado a vida a muita gente para roubar.
Pelo caminho, o bom padre não perdia tempo: ia recitando piedosamente o rosário de Maria pelas almas do purgatório. Ao avistar de longe o sacerdote, sozinho e desprovido de armas, um grupo de ladrões se preparou para o assaltar e puseram-se de emboscada. Qual não foi o espanto quando ouviram o soar de trombetas e um grupo de soldados que marchava armado ao lado do padre. Aterrorizados, esconderam-se, pensando que eram soldados que os vinham prender. Viam entretanto o padre muito tranqüilo a caminhar, recitando o rosário. Entrou este numa hospedaria próxima. Enquanto o padre ceava, dois bandidos curiosos se aproximaram e perguntaram: — Que padre é este que anda acompanhado pelas estradas de soldados que o protegem?
— Aqui não chegou soldado algum e este padre nunca andou assim em viagem…
Os bandidos, curiosos, procuraram entrar em palestra com o sacerdote e perguntaram-lhe do batalhão que o escoltava.
— Meus filhos, eu ando sozinho pelos caminhos. Só tenho um companheiro, o meu rosário, que recito sempre pelas santas almas do purgatório para que elas me protejam.
– Pois bem, padre, confessa um bandido, estas almas vos salvaram. Estávamos na estrada prontos para o despojar e matar. E só não o fizemos porque um batalhão vos seguia pela estrada. Aterrorizados, fugimos e viemos aqui saber do que se trata. Cremos que as almas das quais sois tão devoto vos salvaram da morte…
Os bandidos, tocados pela graça, ali mesmo, de joelhos, pediram perdão dos pecados e confessaram-se humildemente.
Muitos outros autores contam inúmeros casos de proteção das santas almas em favor dos seus benfeitores.
Na verdade, mesmo nas coisas temporais aqueles caridosos que nunca se esquecem de socorrer as benditas almas do purgatório, podem contar com uma proteção segura da divina Providência em todas as circunstâncias difíceis, porque Deus sempre recompensa esta grande caridade.

(Fonte: Socorramos as almas do purgatório – Mons. Ascânio Brandão