EU VOS AMO! VÓS SOIS A MINHA VIDA.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

São Miguel é o Príncipe de todos os anjos


São Miguel Arcanjo, catedral de Bruxelas Comemora-se a 29 de setembro a festa do glorioso São Miguel, cuja invicta combatividade em defesa do Deus onipotente é assim descrita no Apocalipse:

“Houve uma batalha no Céu: Miguel e os seus Anjos guerrearam contra o Dragão. O Dragão batalhou, juntamente com os seus Anjos, mas foi derrotado e não se encontrou mais um lugar para eles no Céu” (Apoc. 12, 7-8).

E o Profeta Daniel refere-se a São Miguel nos seguintes termos:

“Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande Príncipe, constituído defensor dos filhos do seu povo [isto é, o povo fiel católico, herdeiro, no Novo Testamento, do povo de Israel], e será tempo de angústia como jamais houve” (Dan. 12, 1).

São Miguel é comumente designado como Arcanjo. Entretanto, tal qualificação pode ser genérica e não significar que ele pertença ao oitavo coro de Anjos (os Arcanjos).

A esse respeito, merece ser reproduzida significativa citação do grande exegeta jesuíta Pe. Cornélio A Lapide, nascido em Bocholt, província belga de Limburgo, em 1567, e falecido em Roma, a 11 de março de 1637.

A extensa obra desse insigne autor, que comentou todos os livros do Antigo e do Novo Testamento, é até hoje universalmente admirada. Merecem especial destaque a grande erudição, a escrupulosa diligência e o luminoso engenho com que ele trata da Sagrada Escritura.

Embora num ou noutro ponto do texto bíblico tenham surgido novas questões, é incontestável que seus magníficos comentários e eruditas citações ainda hoje gozam de autoridade. Eis suas palavras:

“Muitos julgam que Miguel, tanto pela dignidade de natureza, como de graça e de glória é absolutamente o primeiro e o Príncipe de todos os anjos.

“E isso se prova, primeiro, pelo Apocalipse (12, 7), onde se diz que Miguel lutou contra Lúcifer e seus anjos, resistindo à sua soberba com o brado cheio de humildade: ‘Quem (é) como Deus?’ Portanto, assim como Lúcifer é o chefe dos demônios, Miguel o é dos anjos, sendo o primeiro entre os Serafins.

“Segundo, porque a Igreja o chama de Príncipe da Milícia Celeste, que está posto à entrada do Paraíso.

“E é em seu nome que se celebra a festa de todos os anjos. Terceiro, porque Miguel é hoje cultuado como o protetor da Igreja como outrora o foi da Sinagoga.

“Finalmente, em quarto lugar, prova-se que São Miguel é o Príncipe de todos os anjos, e por isso o primeiro entre os Serafins, porque o diz São Basílio na Homilia De Angelis: ‘A ti, ó Miguel, general dos espíritos celestes, que por honra e dignidade estais posto à frente de todos os outros espíritos celestiais, a ti suplico…’”
(Cornélio A Lapide, Commentaria in Scripturam Sacram, t 13, pp. 112-114. Apud “Catolicismo”, setembro de 2000).

São Miguel Arcanjo foi cultuado especialíssimamente na Idade Média. Esta era dedicou-lhe alguns de seus máximos monumentos religiosos como o Monte Saint-Michel na Fra a catedral de Bruxelas, ou o famoso Monte Gargano na Itália.

Fonte: Orações e milagres medievais/ADF

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

CHIARA LUCE - uma santa do século XXI




Beatificada pelo Papa BentoXVI, no dia 25 de Setembro de 2010.
Beata CHIARA LUCE rogai por nós!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A Mediação universal de Maria Santíssima


Nossa Senhora Medianeira Antes de apresentarmos a Doutrina desta Mediação da Mãe, cumpre-nos explicar e expor o Ofício Medianeiro de CRISTO.

Ao falar da Mediação de CRISTO, santo Tomás de Aquino ensina: “O Ofício de Medianeiro entre DEUS, e os homens consiste em uni-los”. (Suma Teológica3, q.26, a.1). A essência, pois, e a finalidade da Mediação de CRISTO está em unir os homens com DEUS.

O Medianeiro, segundo Santo Tomás, apresenta a DEUS as orações dos homens, oferece o Sacrifício, que é o ato principal da virtude da religião, e distribui aos homens os Dons Divinos que santificam as almas.

Este Ofício de Medianeiro, elevado a suprema perfeição, cabe e pertence exclusivamente a CRISTO Homem-DEUS, o único que nos pode reconciliar com DEUS, oferecendo-LHE um Sacrifício de valor infinito, que é perpetuado substancialmente no Sacrifício da Santa Missa. Somente CRISTO, Cabeça da humanidade, nos conquistou, com direito de Justiça, todas as graças necessárias a nossa salvação. É precisamente neste sentido que São Paulo ensina:

“Há um só Medianeiro entre DEUS e os homens, o Homem JESUS CRISTO, que se deu a Si mesmo em Redenção por todos.” (1 Tm. 2, 5-6)

Com estas palavras o Apóstolo quer dizer que nenhuma outra pessoa, tem, em si mesma, autoridade própria, nem merecimentos próprios, para se apresentar diante de DEUS, como Medianeiro dos homens, e neste sentido, a Mediação de CRISTO é única e exclusiva.

Mas esta Mediação absolutamente necessária, superabundante e suficientíssima, e que não carece absolutamente do auxílio de quem quer que seja, não exclui medianeiros subalternos e dependentes de CRISTO.

Com diáfana clareza o Papa Leão XIII na Encíclica “Fidentem piumque” de 20 de setembro de 1896, nos prova esta asserção:

“Há quem ache ousada a grande confiança no patrocínio da Virgem e queira repreender-nos. Em verdade, somente a CRISTO compete o nome e partilha de Medianeiro, a CRISTO que é uma só pessoa DEUS e Homem, e assim restaurou o gênero humano na graça: “Há um só Medianeiro entre DEUS e os homens, o Homem JESUS CRISTO, que se deu a Si mesmo, em Redenção por todos.” ( 1 Tm. 2, 5-6)

Mas, como ensina o “Anjo da Escola”, nada se opõe a que também outros se designem medianeiros entre DEUS e os homens, enquanto como ministros e instrumentos, cooperam na união dos homens com DEUS (Suma Teológica 3, q. 26, a.1,2), como os Anjos e Santos do Céus, os profetas e sacerdotes de ambos os Testamentos.

Esta dignidade gloriosa cabe, em ponto mais elevado, à Santíssima VIRGEM. Pois não se pode imaginar uma só personalidade que operasse na reconciliação dos homens com DEUS como MARIA, ou pudesse jamais operar como ELA. Quando os homens tinham incorrido na eterna perdição, MARIA deu-nos o SALVADOR. Pois foi ELA quem, em lugar de todo o gênero humano deu o Seu consentimento, quando o Anjo anunciou o Mistério da Paz (Suma Teológica 3, q. 30, a. 1). É Dela que nasceu JESUS, e ELA é verdadeiramente SUA MÃE e, por esta causa, Digna e Legítima Medianeira do Medianeiro.

É, pois, este o pensamento do papa Leão XIII: “Há um só Medianeiro, e esse é JESUS CRISTO. Mas há junto de JESUS CRISTO, a Santíssima Virgem, MÃE de DEUS, que por sua íntima cooperação com a Obra da Redenção, foi constituída Medianeira, e nesta Sua posição central, MARIA supera a todos os Anjos e Santos; é Medianeira num sentido, como nenhum Anjo e Santo o pode ser”.

Mas, se de fato, a mediação de JESUS CRISTO foi suficientíssima, superabundante, não carecendo do auxílio de quem quer que fosse, para executa-la, qual a razão, então, de MARIA Santíssima cooperar intimamente nela e merecer o título de Medianeira?

MARIA Santíssima é Medianeira Universal, não porque DEUS dELA necessitasse, mas porque unicamente assim o quis.

DEUS, infinitamente livre, podia querer e não querer a Redenção. E querendo a Redenção, podia escolher aquele modo de remir os homens que mais LHE agradasse. Pois, infinitamente sábio, tinha a sua disposição infinitos planos redentores.

Entre os infinitos planos, então, escolheu e executou aquele em que MARIA Santíssima ocupa, junto ao Divino Redentor, a posição central de MÃE e Medianeira Universal.

Segundo esse plano, na hora estabelecida por DEUS, o VERBO Eterno assume a natureza humana,

Nossa Senhora do Carmo
por Obra do Divino ESPÍRITO SANTO; mas a assume no seio castíssimo da Virgem, e somente após ELA ter dado seu livre, espontâneo e pleno consentimento. A Virgem, portanto, por Sua própria vontade, torna-se MÃE do Salvador, fornecendo-LHE o Sangue Preciosíssimo a ser derramado e o corpo Santíssimo a ser imolado no Santo Sacrifício da Cruz.

Durante os anos que levou a preparação do Santo Sacrifício, MARIA Santíssima vive com o FILHO em perfeita, ininterrupta e íntima comunhão de sentimentos e dores.

Na Sexta Feira Santa, no alto do Calvário, MARIA Santíssima apresenta a DEUS a Vítima Divina. MÃE e FILHO entrelaçados num só sentimento, numa só vontade, oferecem o Sacrifício Redentor à Justiça Divina. Eis, pois, JESUS, o Redentor do gênero humano, satisfazendo plenamente pelos pecados dos homens, e eis a Seu lado a Santíssima MÃE a Co-Redentora, que por Seus sofrimentos, se torna MÃE de todos os remidos.

E agora perguntamos: A missão da Santíssima Virgem estará concluída com a morte do Redentor ou continuará ELA pela distribuição das Graças, conquistadas com Sua cooperação, na dolorosa Obra da Redenção?

A mesma Vontade Santíssima que escolheu a Virgem para MÃE do Redentor, que LHE pediu assistência Maternal para os 33 anos de vida e para a hora do Sacrifício Supremo, esta mesma Vontade quer e determina que ELA seja, junto do FILHO, a Dispensadora de todas as Graças. Pois, o Plano Redentor, abrange não só a conquista de todas as Graças, realizadas aqui na Terra, mas também a distribuição das mesmas que se faz nos Céus.

Seria até de estranhar, se Deus convidasse a Virgem para acompanhar o SALVADOR na Sua crudelíssima jornada, começada na Encarnação e concluída no Calvário, e não A associasse a CRISTO nas alegrias da distribuição de todas as graças, fruto preciosíssimo também do sofrimento da MÃE Celeste.

Portanto, a Santíssima Virgem, unida a CRISTO, aqui na Terra nos sofrimentos cruéis da Redenção, está agora unida a CRISTO nos Céus, na distribuição dos frutos da Redenção.

Como vemos, aqui temos enfeixado, em poucas palavras, o Plano da Redenção do gênero humano, e neste Plano está contida a Mediação da Santíssima Virgem. Distinguimos duas fases da Mediação Universal de MARIA Santíssima:

A primeira compreende a participação de MARIA SANTÍSSIMA nos mistérios da salvação humana: a começar da Encarnação do VERBO, por ELA livremente aceita, continuada durante os 33 anos da Vida do SENHOR e concluída com o Sacrifício da Cruz. Esta primeira parte da Mediação confere a MARIA Santíssima o glorioso título de Co-Redentora do gênero humano, e disso tratará as três próximas partes.

A segunda fase da Mediação universal de MARIA Santíssima diz respeito à distribuição de todas as Graças, iniciada no Dia da Gloriosa Assunção da Santíssima Virgem e a perpetuar-se até o fim do mundo, e que Lhe dá o consolador título de Dispensadora de Todas as Graças. Fatos que abordaremos a partir da quinta parte. Pois, enquanto a aquisição das Graças pela Mediação da Virgem é um fato já realizado e consumado, a Distribuição das mesmas é um fato a consumar-se diariamente, até o Juízo Final.

Mais adiante falaremos ainda da devoção que devemos ter à Medianeira de Todas as Graças e de exemplos Marianos, onde poderemos admirar as infinitas maneiras pelas quais a Santíssima Virgem exerce Sua missão Celestial de Medianeira do Medianeiro.

“Transcrito do site: derradeiras e últimas graças“./ADF

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

SOU A MAIS AMADA POR JESUS


Um padre deparou-se, certa vez, com uma menina de treze anos que estava com um cancro terminal e andava numa cadeira de rodas. Esta menina era muito feliz e, por incrível que pareça, sabia da sua situação; e tinha no seu coração as palavras do médico, o qual lhe tinha dito que ela teria somente mais quatro ou cinco meses de vida. Mas isto tudo não tirava a alegria daquela menina de viver.
Numa determinada ocasião, o sacerdote fez mais uma visita à família da menina, e, impressionado pela alegria da menina enferma, resolve perguntar-lhe a causa de tamanha alegria. A surpresa foi que a menina só responderia a tal pergunta se ele a levasse para o seu quarto, pois estava com muita dor. Quando chegam ao quarto, ela pede ao sacerdote que a coloque na sua cama, pois quer repousar um pouco. O padre pede-lhe que ela responda à pergunta acerca do motivo da sua felicidade apesar da situação que ela enfrentava e que ela bem conhecia. Ela pede que o sacerdote olhe para um quadro que está na parede do seu quarto; o quadro era de Jesus Bom Pastor, ou seja, Jesus cercado de ovelhas, tendo uma nos Seus braços. Então a menina explica a causa de tamanha alegria:
“Todas as ovelhas que estão à volta de Jesus, são muito amadas por Ele; mas há uma que é a mais amada: é aquela que está nos Seus braços, pois está doente. Esta ovelha, que está nos braços de Jesus, sou eu – disse a menina –; sou a mais amada por Ele”.

Esta menina não olhou para o cancro, mas para além do cancro, ou seja, olhou para Jesus, para a Cruz Redentora e por isso contemplou a salvação.
IN:JAM

domingo, 26 de setembro de 2010

Uma entrevista com Deus


Sonhei que tive
uma entrevista com Deus.

Contemplei as grandes montanhas
e
admirei a maravilha da sua criação.
Vi a beleza incrível do pôr de sol,
e interroguei-me como seria Deus.
Tinha uma pergunta importante para Lhe fazer.
Virei-me para Ele,
mas não podia olhar para Deus
porque Ele habitava numa luz inacessível
Por isso, apenas clamei
Porque existe sofrimento e morte?
Ele respondeu-me da Sua palavra:
Como por um homem o pecado entrou no mundo, e a morte através do pecado, então a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram.
Depois Ele disse,
A alma que pecar, morrerá.
Perguntei-Lhe o que era pecado,
e Ele disse-me:
Pecado é transgressão da Lei.
Então Ele bradou a Sua Lei:
Não terás outros deuses diante de mim.
Não farás para ti qualquer ídolo.
Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão;
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
Honra a teu pai e a tua mãe
Não matarás.
Não adulterarás.
Não furtarás.
Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
Não cobiçarás.
Depois vi as palavras de Jesus:
"Aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela."
E as palavras das escrituras:
"Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas..."
e
"Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte." Apocalipse 21.8
De repente apercebi-me
de que tinha quebrado a Lei de Deus muitas vezes
e seria condenado para o Inferno no dia do Juízo Final
Não apenas Deus tinha visto todos os meus pecados,
mas a minha própria consciência me condenava.
Quando perguntei a Deus o que eu precisava fazer,
Ele disse:
"Não enviei o meu Filho para condenar…"
então eu percebi
que Deus me amava tanto
que Ele providenciou o meu perdão:
Jesus sofreu e morreu por mim.
Ele levou o castigo sobre si mesmo:
Isto é o amor: não que nós amámos a Deus, mas que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.
Nós quebrámos as Leis de Deus (os Dez Mandamentos),
e Jesus pagou o nosso castigo por completo.
"Deus prova o seu amor para connosco,
em que,
quando éramos ainda pecadores,
Cristo morreu por nós."
Depois Ele ressuscitou dos mortos e venceu a morte.
Acordei subitamente do sonho
e percebi que tinha uma escolha para fazer.
Podia continuar a sonhar que Deus não estava zangado com o meu pecado.
e acabar no inferno para sempre.
ou
Podia arrepender-me e confiar em Jesus Cristo
como meu Senhor e Salvador
e receber de Deus o dom da vida eterna.

Tu tens a mesma escolha.

sábado, 25 de setembro de 2010


Amores perfeitos, como o amor de Jesus por nós!

Violências islâmicas contra os católicos no Paquistão: “diálogo” não adianta


“Em Waris Pura a polícia está por todo lado. Depois do ataque na noite passada, a situação está ainda muito tensa e as famílias cristãs estão fechadas em casa, com medo. Com outros três sacerdotes passamos a noite em branco girando pelo bairro, pedindo aos cristãos para não reagir à violência com violência": foi o que disse à Agência Fides, Pe. Pascal Paulus, dominicano, pároco da Igreja do Santo Rosário em Waris Pura, subúrbio de Faisalabad, depois da note agitada, em que a comunidade católica viveu a emergência, o medo, o terror de um massacre, o desejo de "fazer o possível para evitar uma tragédia". Ao chegar da noite – conta à Fides o religioso – “um grupo de mais de 2.000 militantes islâmicos armados, divididos em grupos atacou o bairro cristão de Waris Pura. Eram grupos incontroláveis: devastaram estradas e lojas, atiraram, destruíram, saquearam e incendiaram. Há alguns cristãos feridos, mas o resultado poderia ter sido bem mais grave”.
Ontem foi um dia trágico para a Igreja de Faisalabad: os dois irmãos Rashid e Sajid Emmanuel, de família católica, acusados e presos por “blasfêmia”, fora barbaramente assassinados na saída do tribunal onde haviam participado da audiência que os inocentou. Estavam para ser postos em liberdade definitivamente, quando um comando de homens armados surpreendeu-os a tiros, ferindo o policial que os acompanhava.
O episódio gerou desconforto nos cristãos que foram para as ruas, manifestando dor, pranto, protesto: “Em clima de grande tensão emotiva, gritaram e houve reação isolada e lançamento de pedras contra lojas muçulmanas”, conta à Fides pe. Khalid Rashid Asi, Vigário geral da diocese de Faisalabad.

A reação dos extremistas islâmicos não demorou: alguns pregadores das mesquitas vizinhas a Waris pura exortaram muçulmanos a “combater os infiéis”: à noite, uma multidão de mais de 2.000 militantes deixaram Waris pura a ferro e fogo. Pe. Khalid continua: “Eu e mais três sacerdotes fomos de porta em porta, durante toda a noite, para falar com os cristãos, pedindo-lhes que não reagissem para não desencadear uma perigosa espiral de violência e vingança. Dissemos a eles: nós somos de Cristo, amamos a paz, perdoamos os nossos agressores”.
Depois da intervenção da polícia, que a muito custo restabeleceu a ordem, esta manhã, o Bispo de Faisalabd, Dom Joseph Coutts, celebrou os funerais dos dois irmãos assassinados. Estava presente, entre outros, pe. Emmanuel Mani, Diretor nacional da Comissão “Justiça e Paz” dos Bispos paquistaneses e uma multidão de mais de 500 fiéis. “Muitos fiéis permaneceram em suas casas por medo. Também vieram alguns líderes islâmicos para manifestar solidariedade e condenar a violência”, conta à Fides pe. Khalid. A família dos dois irmãos era católica e ambos receberam o batismo católico. Rashid só recentemente frequentou um curso com um grupo cristão protestante para a pregação da Bíblia.
“Eram dois inocentes. São os nossos mártires. Nós pedimos somente respeito, paz, igualdade e direitos. Até quando estiver em vigor essa lei da blasfêmia no Paquistão acontecerão ainda mais episódios como este”, conclui pe. Khalid. (PA) (Agência Fides 20/7/2010
Bandos de fanáticos islâmicos vem semeado a morte e o terror nos bairros cristãos de Faisalabad, no Paquistão, contou à Agência Fides, o Pe. Pascal Paulus OP, pároco da Igreja do Santo Rosário.
“Eram grupos incontroláveis: devastaram estradas e lojas, atiraram, destruíram, saquearam e incendiaram”, disse o sacerdote.
Em julho, os jovens católicos Rashid e Sajid Emmanuel foram falsamente acusados e presos por “blasfêmia” contra o Corão.
A Justiça os inocentou e liberou, mas foram barbaramente assassinados na saída do tribunal.
De nada adiantaram as tentativas de “diálogo inter-religioso” com os líderes religiosos muçulmanos locais, reconheceu o Pe. Aftab James Paul, chefe da Comissão para o Diálogo da diocese.
No mundo islâmico, esse “diálogo” relativista é visto como um sinal de debilidade dos católicos, fato que os encoraja para novas violências.

Fonte: Luz de Cristo

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sagrado Coração de Jesus


Como surgiu a Devoção ao Sagrado Coração de Jesus (S. Margarida Maria Alacoque)
É inevitável neste percurso das Devoções, não mencionar a Devoção e a Consagração ao Sagrado Coração de Jesus no final do século XIX, que resultou em uma série de outras devoções, enriquecendo ainda mais a espiritualidade da Santa Igreja, como também, uma aproximação maior aos Sacramentos e às novas ordens religiosas.
Tendo Jesus um coração cercado de espinhos, manifesta ao mundo o seu amor sofredor pelos pecadores e fiéis que, haviam esquecido, o seu gesto incopiável da Cruz, maior prova de amor que Deus tem por nós.
Foi a uma pequenina e humilde freira visitandina, que o Senhor escolheu para revelar ao mundo a devoção ao seu Sagrado Coração. As aparições se deram entre o ano de 1673 à 1675, à Santa Margarida Maria Alacoque, que como os Pastorinhos de Fátima também teve dificuldades de espalhar ao mundo a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, que Ele próprio tinha revelado. Conta-nos Santa Margarida; “Meu Divino Coração está tão apaixonado pela humanidade e por ti em particular, que não podendo por mais tempo reter em si as chamas de sua ardente caridade, necessita comunicá-las por teu meio, e manifestarem-nos para enriquecê-los com seus preciosos tesouros que te descubro, que contêm as graças santificantes e salutares necessárias para retirá-los do abismo da perdição; e eu te escolhi como um abismo de indignidade e de ignorância para a re
alização deste grande plano, a fim de que tudo seja feito por Mim.” (autobiografia de S. Margarida Maria Alacoque, nº 53).
Do Coração Divino de Jesus e no pequeno coração humilde de Margarida nasce a Consagração ao Sagrado Coração de Jesus: “Eu,…, Vos dou e consagro, ó Sagrado Coração de Jesus, minha pessoa e minha vida, minhas ações, penas e sofrimentos, para não querer mais servir-me de nenhuma parte do meu ser, senão para Vos honrar, amar e glorificar. É esta a minha vontade irrevogável: ser todo Vosso e tudo fazer por Vosso amor, renunciando de todo o meu coração a tudo quanto Vos possa desagradar. Tomo-Vos, pois, ó Sagrado Coração, por único bem de meu amor, protetor de minha vida, segurança de minha salvação, remédio de minha fragilidade e de minha inconsciência, reparador de todas as imperfeições de minha vida e meu asilo seguro na hora da morte. Sede, ó Coração de bondade, minha justificação diante de Deus, Vosso Pai, para que desvie de mim sua justa cólera. Ó Coração de amor! Deposito toda a minha confiança em Vós, pois tudo temo de minha malícia e de minha fraqueza, mas tudo espero de Vossa bondade! Extingui em mim tudo o que possa desagradar-Vos ou se oponha à Vossa vontade. Seja o Vosso puro amor tão profundamente impresso em meu coração, que jamais possa eu esquecer-Vos, nem separar-me de Vós. Suplico por todas as Vossas finezas que meu nome seja escrito em Vosso Coração, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e toda a minha glória em viver e morrer como Vosso escravo. Amém”.

O mesmo Jesus explica os frutos desta devoção; “O Sagrado Coração é uma fonte inesgotável que não pretende senão comunicar-se aos corações humildes para que, mais livres e disponíveis, orientem a sua vida na entrega total à sua vontade. Deste Divino coração, brotam sem cessar três canais de graça. O primeiro é a da misericórdia para com os pecadores, sobre os quais infunde o espírito de contrição e de penitência. O segundo é a da caridade, para auxílio de quantos padecem tribulações e em especial dos que aspiram à perfeição, a fim de que superem todas as dificuldades. O terceiro é de amor e luz para os seus amigos perfeitos que deseja unir a Si para a fim de que eles se consagrem inteiramente a promover a sua glória, cada um a sua maneira”. (S. Margarida Maria Alacoque, Vie et Oeuvres)
O ato de consagração, só foi feito mesmo, no dia 11 de Junho de 1899, pelo papa Leão XIII, em união com toda a Igreja é consagrou-se toda a Raça Humana ao Sagrado Coração de Jesus.
Certamente, Nossa Senhora vem pedir reparação ao Santíssimo Coração de Jesus, porque também ela sofre ao ver o seu filho sendo tratado com tanto desprezo e indiferença pelos homens que continuam a não ouvirem a voz de Deus e da Mãe que pedem reparação

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

ÚLTIMO FOLHETO


Todos os domingos de manhã, depois do Grupo de Oração na Igreja,
o coordenador do grupo e o filho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos falando do Amor de Deus por nós.

Numa tarde de domingo, quando chegou a hora do pai e o filho
saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito.
O menino agasalhou-se e disse:

-'Ok, pai, estou pronto.'
E o pai perguntou:
-'Pronto para quê?'
-'Pai, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos. '
O pai respondeu:
-'Filho, está muito frio lá fora e também está a chover muito. '
O menino olhou para o pai surpreso e perguntou:
-'Mas, pai, as pessoas não vão para o trabalho também nos dias de chuva?'
O pai respondeu:
-'Filho, eu não vou sair com este frio.'
Triste, o menino perguntou:
-'Pai, eu posso ir?'
O pai hesitou por um momento e disse:
-'Podes ir. Aqui estão os folhetos. Toma cuidado.'
Então ele saiu no meio daquela chuva.
Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta
entregando folhetos a todos os que via.
Depois de caminhar por horas na chuva,
estava todo molhado, mas faltava um último folheto.
Parou na esquina e procurou alguém para
entregar o folheto, mas as ruas estavam desertas.
Então virou-se em direcção à primeira casa que viu e caminhou pela calçada até à porta e tocou a campainha.
Mas ninguém respondeu.
Tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a porta.
O menino preparava-se para se ir embora, mas algo o deteve.
Mais uma vez, tocou a campainha e bateu na porta com força.
Esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda e finalmente a porta abriu-se muito devagar.
Apareceu uma senhora idosa, com um olhar triste.
E perguntou :
-'O que desejas, meu filho?'
Com um sorriso que iluminou o mundo dela, o menino disse:
-'Senhora, desculpe se eu estou a perturbar o seu descanso,
mas só gostaria de dizer que JESUS A AMA MUITO
e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto
que lhe dirá tudo sobre JESUS e o seu grande AMOR. '
Então entregou o seu último folheto e virou-se para ir embora.
Ela chamou-o e disse:
-'Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!'
No domingo seguinte, na Igreja,
o Coordenador do Grupo de Oração, após a sua pregação perguntou:
- 'Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?'
Lentamente, na última fila da Igreja, uma senhora idosa pôs-se de pé. E começou a falar.
- 'Ninguém me conhece neste Grupo, eu nunca estive aqui.
Até domingo passado eu não era cristã.
O meu marido faleceu há algum tempo e eu fiquei sozinha neste mundo.
No domingo passado, um dia frio e chuvoso,
eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver.

Então peguei numa corda e numa cadeira e subi para o sótão da minha casa,
amarrei a corda numa trave do telhado,
subi para a cadeira e coloquei a corda em volta do meu pescoço.
De pé naquela cadeira, só e de coração estava pronta para saltar, quando,
de repente, o toque da campainha me assustou.
Eu pensei, quem será?
-'Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora. '
Eu esperei, mas a campainha era insistente;
depois a pessoa a bateu forte.
E pensei:
-'Quem pode ser?
Ninguém toca a campainha da minha casa há tempos, ainda mais num dia destes.'
Afrouxei a corda do meu pescoço e fui à porta ver quem era,
enquanto a campainha soava cada vez mais alto.
Quando eu abri a porta e vi quem era,mal pude acreditar,
pois na minha varanda estava o menino mais radiante que já vi na minha vida.
O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo!
As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito SALTASSE PARA A VIDA quando ele disse:

-'Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS A AMA MUITO. '

Então ele entregou-me este folheto que eu tenho nas minhas mãos.
Conforme aquele menino desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e li cada palavra deste folheto.

Então subi para o sótão, peguei na corda e na cadeira.
Pois eu não iria precisar delas.
Como vêem - eu agora eu estou aquí!
Já que o endereço do seu Grupo de Oração estava no verso deste folheto,
vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADO a este menino de Deus
que no momento certo livrou a minha alma. '

Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos no Grupo de Oração.
O coordenador do Grupo, foi em direcção à primeira fila onde
o 'seu' menino estava sentado.
Tomou o filho nos braços e chorou

Provavelmente nenhum Grupo de Oração teve um momento tão grande como este e provavelmente este universo nunca viu um pai tão transbordante de amor e honra por causa do seu filho...

Excepto um.
Este Pai também permitiu que o Seu Filho viesse a um mundo frio e tenebroso.
Ele recebeu o Seu Filho de volta com uma alegria indescritível,
o Pai assentou-O num trono acima de todo o principado e deu-Lhe
um nome que está acima de todo nome: JESUS.

JESUS AMA-TE!
Deixa-te amar por Jesus.
Já levaste alguém para ser amado e salvo por Jesus?

"Porque Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu o seu filho Unigénito, para que todo aquele que nele crer, não pereça mas tenha a vida eterna". João 3.16

fonte: JAM

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Um coração sincero agrada a Deus


Em todos os momentos devemos elevar o nosso coração a Deus e suplicar a Sua graça de acordo com o que estamos vivemos.

É interessante perceber esta oração no livro dos Provérbios 30,7-9: “Duas coisas eu te pedi, não me recuses, antes de eu morrer: afasta de mim a falsidade e a mentira, não me dês pobreza nem riqueza, mas concede-me o pão que me é necessário. Não aconteça que, saciado, eu te renegue e diga: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecido, eu me ponha a roubar e profane o nome de meu Deus”.

Um coração sincero agrada a Deus, portanto, peçamos hoje ao Senhor que nos conceda esta graça e guie os nossos passos no caminho da verdade e do bem.

Obrigada, Senhor, porque a Tua Palavra é uma luz para os nossos passos.

Jesus, eu confio em Vós!
In: Canção Nova

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Visita de S.S. Bento XVI, a conversão dos anglicanos e o mal-estar de certa mídia


Recepção na Escócia: rainha, personalidades e crianças Em virtude das excepcionais condições em que acontece a visita de S.S. Bento XVI à Inglaterra, reproduzimos um post relativo à futura conversão daquele país anunciada em La Salette, extraída do blog “A Aparição de La Salette e suas profecias“.

Quando Maximin, vidente de La Salette, redigiu o Segredo que lhe confiou Nossa Senhora em 1851 escreveu: “um grande país no norte da Europa, hoje protestante, se converterá. Pelo apoio desta nação todos os outros países se converterão”.

Na redação de seu Segredo, feita em 1853, Maximin registrou que esse país protestante seria a Inglaterra.

Dita conversão seria um dos sinais da proximidade dos terríveis castigos que purificariam o mundo, preparando o advento do Reino de Maria.

Peregrinação das relíquias de Santa Terezinha, Cardiff, outubro de 2009 Esta previsão adquiriu cogente atualidade após a notícia oficial de que a Igreja Católica se apresta a receber grandes blocos de anglicanos ‒ sobretudo ingleses ‒ agastados com a nomeação de “sacerdotisas”, “bispos” e “bispas” homossexuais.

As notícias da mídia inglesa especulam que esses blocos poderiam conter milhões. Entre eles 30-50 “bispos” e 1.000 “sacerdotes” (ao contrário do Catolicismo os anglicanos não têm o sacramento da Ordem, e entre eles esses títulos não

possuem o mesmo significado que têm na Igreja Católica).

Para o influente diário de Londres “The Times”, no fim do processo a igreja anglicana poderia ficar reduzida a uma insignificância residual.

A simples perspectiva da conversão de grande número de anglicanos ao catolicismo causou, obviamente, forte mal-estar nos ambientes anticatólicos, em certa mídia e nos ambientes “progressistas” intoxicados por um falso ecumenismo.

O fato tem projeção política, social e cultural. O anglicanismo é a religião oficial de Estado e a rainha Elisabeth II é a chefe nominal dela.

Uma lei proíbe aos católicos de herdar o trono. Houve, porém, casos recentes de príncipes e princesas da Casa real inglesa que se tornaram católicos.

Segundo boatos nunca confirmados, mas também nunca infirmados, a rainha teria, ela própria, ocultas simpatias pelo catolicismo e participa do desgosto de inúmeros anglicanos com a decomposição moral do “clero” dessa denominação.

Há sérias iniciativas parlamentares visando remover a lei que proíbe um príncipe católico de herdar o trono.

A passagem em massa de anglicanos para o catolicismo fez lembrar não só La Salette, mas outras profecias particulares relativas à conversão da Inglaterra.

A visão de São Domingos Sávio


Além do segredo de La Salette, a mais famosa é o “sonho” de São Domingos Sávio. Tratou-se na verdade de um êxtase que o santo menino chamou de “distração”.

Este “sonho” é especialmente digno de nota, pois envolve também a São João Bosco e ao Beato Pio IX. A vida e a obra dos três foram objeto dos severos crivos dos processos de beatificação e canonização, tendo seus escritos e falas sido analisados com lupa pelos advogados vaticanos que os declararam isentos de todo erro contra a fé ou contra a moral.

A visão, ocorrida durante um êxtase de São Domingos Sávio, foi descrita pelo próprio São João Bosco no capítulo XX do livro “Vita del giovanetto Savio Domenico” (“Vida do jovem Domingos Sávio”) .

Dom Bosco conta que, estando perto de São Domingos Sávio agonizante, perguntou-lhe o que ele diria ao Papa se pudesse falar-lhe. Daí nasceu entre os dois santos o seguinte diálogo:

“‒ Se eu pudesse falar ao Papa, quereria lhe dizer que em meio às tribulações que o aguardam não deixe de trabalhar

com especial solicitude pela Inglaterra; Deus prepara um grande triunfo do catolicismo naquele reino.

“‒ No que é que V. baseia essas palavras?

“‒ Vou contar-lhe, mas não mencione isso aos outros, pois podem achar ridículo. Mas se o senhor for a Roma, diga-o a Pio IX por mim. (…)

“Certa manhã, durante minha ação de graças após a comunhão, voltei a ter uma distração, que me pareceu estranha; eu julguei ver uma grande parte de um país envolvida em grossas brumas, e estava cheia com uma multidão de pessoas. Estavam se movendo, mas como homens que, tendo perdido seu caminho, não estavam certos onde pisavam.

“Alguém próximo disse: ‘Esta é a Inglaterra.’

“Eu estava para fazer algumas perguntas a respeito disso quando vi Sua Santidade Pio IX, representado da mesma maneira que vi nas figuras.

“Ele estava majestosamente vestido, e carregava uma tocha brilhante com a qual ele se aproximou da multidão, como que para iluminar sua escuridão.

“À medida que se aproximava, a luz da tocha parecia dispersar a névoa, e as pessoas foram trazidas à plena luz do dia.

“Esta tocha,” disse meu informante, “é a religião Católica que está para iluminar a Inglaterra”.

No Boletim Salesiano (Turim, abril de 1924, nº 4), ainda encontramos as seguintes confidências ouvidas por São João Bosco da boca do santo menino:

‒ “Quantas almas aguardam nossa ajuda na Inglaterra! Oh se eu tivesse força e virtude, quereria ir para lá neste instante e conquistá-las todas para o Senhor com pregações e com o bom exemplo”.

No mesmo boletim (1° de março de 1950, nº 5) lemos ainda:

São João Bosco “No dia seguinte ele fez todos os exercícios para uma boa morte, despediu-se um por um dos companheiros, pagou uma dívida de dois tostões que tinha para com um deles, falou aos sócios da Companhia da Imaculada, e por fim saudou a Dom Bosco dizendo:

‒ “O senhor indo a Roma lembre-se do recado para o Papa pela Inglaterra. Reze por mim, para que eu possa ter uma boa morte, e adeus até o Paraíso…”

Dom Bosco cumpriu com o combinado, e assim narrou:

“No ano de 1858, quando eu fui a Roma, contei essas coisas ao Sumo Pontífice, que ouviu com bondade e aprazimento.

“‒ Isto, disse o Papa, me confirma no propósito de trabalhar energicamente em favor da Inglaterra, pela qual eu já engajo as minhas mais vivas solicitudes. Esse relato, para não dizer mais, chega-me como o conselho de uma boa alma.”

E São Domingos Sávio não foi o único nem o primeiro santo a receber luzes proféticas sobre a conversão futura da Inglaterra e os grandes fatos decorrentes do retorno inglês à Fé católica, única verdadeira.

Fonte: IPCO/ADF

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A PRESENÇA DE DEUS


O salmo 42 diz: “Como suspira o veado pela corrente das águas, assim minha alma suspira por vós, Senhor”. Durante séculos este desejo ardente foi expresso com a expresssão latina vacare Deo, uma disponibilidade total para com Deus, para estar sempre e cada vez mais consciente da Sua presença na nossa vida
Fonte: Carmelitas

domingo, 19 de setembro de 2010

VIVER COMO POVO SACERDOTAL

Há pelo menos dois cânticos cujo refrão menciona a Igreja como “povo sacerdotal”. Num esta característica está associada à afirmação dos fiéis como “pedras vivas do templo do Senhor”. E fala deste “templo” chamando-lhe “Igreja santa de Deus”. No outro, a Igreja é referida como “povo de reis, assembleia santa, povo sacerdotal, povo de Deus” e é convidada a bendizer o seu Senhor. A qualidade sacerdotal está associada num e noutro caso ao culto prestado a Deus e à acção de louvor pelo que Ele é e pelas suas obras admiráveis que enchem de júbilo os seus filhos.

Pode parecer estranho, mas é verdade: na Igreja, todos os fiéis são sacerdotes e como tal devem viver e agir. Isto quer dizer que receberam a graça e o convite a aproximarem-se de Deus e a viverem, pessoal e comunitariamente, em permanente comunhão com Ele. Não apenas quando rezam, participam na missa ou pensam em Deus. Sempre, todos os dias e durante o dia todo, façam o que fizerem e onde quer que estejam. Trata-se, na verdade, de acolher o amor incondicional de Deus e viver a relação filial com Ele, mediante Cristo e animados pelo Espírito Santo.

O modelo é Jesus Cristo. É também n’Ele que cada cristão encontra ajuda para viver o seu sacerdócio baptismal. A Carta aos Hebreus, que desenvolve amplamente o sacerdócio de Cristo, explicitando a diferença radical em relação ao sacerdócio como era entendido e exercido até então, exorta os cristãos a considerarem Jesus “como o Sumo Sacerdote da fé” que professam (3,1). Ele derramou o seu sangue e “ofereceu-se a si mesmo a Deus”. Assim, aproximou de Deus os homens (7,25), introduziu-os na relação filial com Ele e ajuda-os na sua caminhada para a morada eterna, a fim de que em tudo obedeçam a Deus e levem uma vida santa. Este é o culto verdadeiro que prestam ao Deus vivo.

Viver como sacerdote, nesta grande dignidade concedida a todos os baptizados, significa, antes de mais, reconhecer e aceitar Deus na própria vida. É saber-se amado imensamente por Deus, confiar n’Ele em todas as circunstâncias e orientar-se por Ele nas opções e caminhos da vida. Nesta relação, o cristão encontra em tudo sinais do amor de Deus e apelos a amá-lo sempre mais, numa adesão generosa à vocação à santidade, a realizar em si de modo sempre mais pleno a imagem e semelhança de Deus. O caminho é o empenho por imitar Jesus, aprendendo com Ele a viver. A ajuda infalível é o Espírito Santo, como guia e mestre interior. O mesmo Espírito impele também à relação e à comunhão com os demais cristãos; e concede dons especiais com que enriquece o espírito e a personalidade de cada cristão, tornando-o apto para as boas obras e capaz de enriquecer e colaborar na comunidade cristã.

Cada cristão vive o sacerdócio baptismal também quando participa na Eucaristia e nos demais sacramentos. Participa! Nas celebrações, todos os fiéis são chamados a tomar parte activa e não apenas a assistir a uma acção que outros realizam. Esta é uma mudança recente a que muitos ainda não aderiram. A participação faz-se com a atitude interior de fé, de amor a Deus, de entrega de si mesmo e de adesão. Escutam activamente, rezam e cantam. Entregam ofertas, saúdam os irmãos e interessam-se uns pelos outros. Comungam do corpo de Cristo. E saem com a missão de iluminar e dar novo sabor à vida de cada dia com a graça de Deus, tanto no ambiente familiar como no trabalho e na vida social. Assim toda a sua vida se torna santa e agradável a Deus. E eles orientam para Ele a vida do mundo.

Nesta relação sacerdotal dos fiéis, quer na vida de todos os dias quer nas celebrações litúrgicas e na oração, aqueles que receberam a missão de exercer o ministério sacerdotal, os padres (chamados também presbíteros), pelo seu poder sagrado, formam e conduzem o povo sacerdotal e os seus membros, realizam o sacrifício eucarístico fazendo as vezes de Cristo e oferecem-no a Deus em nome de todo o povo (cf LG 10). Deus comunica os seus dons aos fiéis quer directamente quer mediante os ministros sagrados. Estes são muito importantes para o serviço do povo de Deus, mas não são tudo. Há graças de Deus que são concedidas aos fiéis sem passarem pelas mãos dos sacerdotes ministros. Os fiéis podem e devem também cultivar uma relação pessoal com Deus sem estarem dependentes dos ministros sagrados, embora em alguns aspectos não possam passar sem o serviço sacerdotal.

Padre Jorge Guarda/Canção Nova

sábado, 18 de setembro de 2010

Abençoados sejam os nossos pais


Todos os dias devem ser dedicados aos pais e à valorização do ingente papel paterno na família, constituída pelo casamento do homem com a mulher, dentro da convocação da Igreja, para terem filhos e os educarem na fé. Na comunidade família, o pai é chamado a viver o seu dom.
A paternidade começa no compromisso de vida do marido para com a sua esposa, baseando-se no amor desinteressado e generoso. Descobrir a beleza de colaborar no plano da criação e se responsabilizar pelo futuro é por demais belo para que não contemplemos essa bonita missão recebida de Deus!
Os filhos e filhas devem ter a oportunidade de reconhecer no pai a presença do amor, da escuta e do apoio oportuno para o seu crescimento, para se tornarem pessoas que experimentem o amor e vivam com equilíbrio a vida humana e com conhecimento dos seus direitos e responsabilidades. Também receberão o apoio para alcançar a auto-estima, a autêntica autonomia e independência para compartilhar e celebrar os seus sucessos, e dar conforto quando confrontado com o fracasso.
Os pais não serão julgados pelo valor dos bens materiais que eles possam ou devam proporcionar a seus filhos: o que realmente importa é a forma como o Pai orienta seus filhos para Jesus Cristo e qual o papel de modelo de fidelidade de valores ele realmente apresenta no seio de sua família. Neste sentido, o pai é chamado a assegurar o desenvolvimento harmonioso e de união entre todos os membros da sua família e partilha com a esposa a formação dos filhos.
Porém compartilhamos também as angústias de muitos pais, que hoje, frente às frustrações da procura por emprego, ou de desejo de dar o melhor pela sua família, sem poder fazê-lo olham com preocupação a vida de sua família e o futuro de seus filhos. Aqui temos a necessidade de uma sociedade mais justa e solidária que devemos construir com a nossa participação.
Deus é a fonte da vida e do amor em que a família vive no mundo de hoje. O Papa Paulo VI já nos recordava na Encíclica Humanae Vitae que o casamento “não é efeito do acaso ou do produto da evolução de forças naturais inconscientes: é uma instituição sapiente do Criador para realizar na humanidade o seu desígnio de amor” (HV 8).
Daí que na missão de pai este é convidado a frutificar e ter a vida ao máximo, exercendo sua função específica biológica e psicológica no contexto da família. Mais do que nunca hoje notamos a necessidade desse equilíbrio familiar e o papel do Pai na formação humana de seus filhos. Não se pode abdicar dessa obrigação fundamental da célula da sociedade que é a família e a missão que esta tem no presente e futuro da sociedade. Para os cristãos isso se reveste de uma vocação e conta com a graça de Deus para que possa corresponder ao chamado de Deus para bem desempenhá-la.
Em resumo poderíamos dizer que a missão do Pai é uma vocação, em última instância, do próprio matrimónio. Este significa uma união de pessoa com todos os seus valores, e tudo o que deve representar a medida de sua própria dignidade. Todo homem e toda mulher devem doar-se mutuamente em dom sincero de si, através das expressões de sua masculinidade e de feminilidade, o que trespassará certamente para o seu relacionamento com os filhos que virão de sua união.
A família é desafiada com variados problemas urgentes e inúmeros ataques e crises que são, na verdade, provocados pelas tendências de uma sociedade em mudança. Portanto, é importante lembrar que os cônjuges têm uma importante missão na educação dos seus filhos, passando-lhes valores e nobres ideais.
Neste contexto, surge o conceito de Pai como serviço no amor, conforme nos recorda o Papa Paulo VI: “na tarefa de transmitir a vida, os pais não são livres para procederem à vontade, como se pudessem determinar de forma totalmente autónoma as vias honestas a seguir, mas devem conformar a sua actividade de acordo com a intenção criadora de Deus, expressa na própria natureza do matrimónio e de seus actos”.
A criança não pode exercer certas fases de sua maturidade psicológica sem a ajuda paterna, que a ajuda a ousar e a enfrentar as adversidades da vida. O pai educa principalmente pela sua conduta pessoal, que consigo também carrega os variados aspectos da sua própria identidade. Os filhos e também filhas olham para a figura paterna muito mais do que apenas uma extensão de seus conhecimentos limitados. Olham para seus gestos, suas expressões e para o seu testemunho. Procuram neste um valor e um sentido de suas vidas, que encontrarão, certamente, na realidade das coisas, na vida que se apresentará diante deles, um dia.
Em suma, a paternidade é um “link” para as consciências dos filhos, que os orienta na condução moral e nos princípios éticos de suas existências.
Rogamos hoje a São José, como modelo de pai, que abraçou por inteiro as suas responsabilidades e que ressalta sempre em nós a sua firmeza e sua perseverança, confiando sempre em Deus. Imagens de São José com frequência o retratam segurando uma régua de carpinteiro, mas que podem muito bem simbolizar não só o seu ofício, mas também a sua capacidade de governar e medir as suas posições como homem de família e como pessoa de fé.
São Bento, grande mestre da espiritualidade, diz que o abade de um mosteiro tem que mostrar a atitude dura de um mestre e a ternura de um pai. O mesmo se deveria aplicar aos pais de família. Devem ser tanto carinhosos com seus filhos, enquanto agem com firmeza na sua educação.
Rezemos para que os pais possam transmitir as verdades da nossa fé católica aos seus filhos e dar um bonito testemunho de discipulado e missionariedade, para que a sua família, rezando e celebrando unidos a sua fé, seja a autêntica Igreja doméstica, parcela da Igreja de Cristo.
Que Deus abençoe todos os pais

Fonte: JAM

Oração pedindo a graça da paciência


Doce soberanda, inocente criatura, Vós sofrestes com tanta paciência, e eu, que mereci o inferno, recusarei sofrer? Não, minha Mãe, a graça que vos peço hoje é não ser isento de cruzes, mas levá-las com paciência. Pelo amor de Jesus, obtende-me de Deus esta graça, que Vos suplico: de Vós é que espero.

Extraído do livro: “As mais belas orações a Nossa Senhora”.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

EDITH STEIN


Edith nasceu em 1891, no seio de uma família judia alemã. Dos doze irmãos, era a mais nova. Aos dois anos ficou órfã de pai. A sua mãe, uma mulher forte e disciplinada, encarrega-se da educação dos filhos.Em 1921, com 30 anos, quando passava as férias grandes em casa de uns amigos, descobriu um livro que lhe mudou a vida.

Narra ela: “Certo dia, por acaso, veio-me à mão um livro bastante volumoso intitulado: “Vida de santa Teresa escrita por ela mesma. Comecei a ler. Fiquei logo cativada e não deixei o livro sem o terminar. Quando o fechei, disse para comigo: Aqui está a verdade!” A seguir compra um catecismo católico e um missal e entra pela primeira vez numa igreja para assistir à missa. No final vai pedir o baptismo ao sacerdote que a interroga sobre a doutrina cristã, passando ela perfeitamente o exame’. Assim, recebe o baptismo a 1 de Janeiro de 1922, impondo-se o nome de Teresa. Comunga a seguir e desde então é fiel à comunhão quotidiana.

Pensa entrar no Carmelo mas o director espiritual dissuade-a, pois no mundo poderia prestar maior serviço ao Reino de Deus. Dá conferências por toda a parte, quer de índole filosófica quer cristã (gostava de falar da vocação e papel da mulher na Igreja). O grande filósofo Husserl escolhe-a como assistente universitária. Mas já vivia totalmente para Deus (frequentava sobretudo a abadia de Beuron dando-se ao silêncio e à oração) e acaba por entrar no Carmelo a 15 de Outubro, festa de S. Teresa, de 1933, com 42 anos, apesar da oposição firme da mãe que também não tinha aceitado a sua conversão ao catolicismo, o que mais fazia sofrer Edith, dando esse passo “nas trevas da fé”.

Todavia, após a conversão, mais sentiu as suas raízes hebraicas, consciente de que Jesus e Maria “eram do seu próprio sangue” e oferecendo a vida pelo seu povo. No Carmelo encontrou a “solidão sonora” cheia da presença de Deus Esposo da alma: “a essência do ser cristão não é o saber mas o amor - Deus é amor”. Ela ia compreendendo cada vez mais profundamente o mistério da cruz e do amor através de longas horas de oração e de sacrifícios.
Para escapar à perseguição nazista fugiu em 1940 da Alemanha para o convento de Echt, na Holanda. Mas a 2 de Agosto de 1942 a Gestapo entrou de rompante no convento e levou as duas irmãs Stein (uma sua irmã também aí se tinha refugiado).

Ela tinha terminado justamente o seu livro “Ciência da Cruz” sobre a vida e doutrina de S. João da Cruz. No campo de concentração continuou a usar o hábito de carmelita, procurando a todos ajudar, por todos rezar e particularmente sofrer.

Conseguiu escrever à superiora onde dizia: “A Ciência da Cruz só se aprende quando se começa por sofrer verdadeiramente o peso da Cruz”. Porém, como ela escreveu: “O madeiro da Cruz tornou-se luz de Cristo”. E levou a cruz até ao calvário, como Jesus. Uma companheira que conseguiu escapar do campo de concentração recorda-a como mulher do silêncio, como “uma virgem das dores, uma Pietà sem o Cristo”.
Morreu a 9 de Agosto de 1942 (um ano após o P. Maximiliano Kolbe) no campo de concentração de Auschwitz (Polónia) na câmara de gás, sendo o seu corpo reduzido a cinzas no forno crematório, como tantos outros judeus (morreu solidária com o seu povo, pois nunca perdeu a consciência viva da sua pertença).

João Paulo II beatificou-a a 1 de Maio de 1987 e canonizou-a a 11 de Outubro de 1998, exaltando o amor à verdade desta “eminente filha de Israel e filha fiel da Igreja”. O mesmo Papa declarou-a, juntamente com S. Brígida e S. Catarina de Sena, Padroeira da Europa (juntamente com S. Bento e S. Cirilo e Metódio já anteriormente designados).

Lições que tiramos da sua vida

1) Entrega total ao Senhor, vivendo em intimidade com Ele, unida particularmente à Sua paixão, impondo-se o nome de Teresa da Cruz
e compreendendo bem a “Ciência da Cruz”;
2) Amor a Maria, procurando imitá-la, ciente de que tal imitação é imitação de Cristo, “porque Maria foi a primeira a imitar Cristo”;
3) Intelectual (filósofa) brilhante, sempre em busca da Verdade (“a minha sede de verdade era já em si mesma uma oração”) que encontrou plenamente em Deus-Amor que contemplava na oração (que definia como “relação da alma com Deus”);
4) A conversão ao catolicismo mais a fez tomar consciência das suas raízes judaicas, oferecendo a vida pelo seu povo.

1) Entrega total ao Senhor, vivendo em intimidade com Ele, unida particularmente à Sua paixão, impondo-se o nome de Teresa da Cruz
e compreendendo bem a “Ciência da Cruz”;
2) Amor a Maria, procurando imitá-la, ciente de que tal imitação é imitação de Cristo, “porque Maria foi a primeira a imitar Cristo”;
3) Intelectual (filósofa) brilhante, sempre em busca da Verdade (“a minha sede de verdade era já em si mesma uma oração”) que encontrou plenamente em Deus-Amor que contemplava na oração (que definia como “relação da alma com Deus”);
4) A conversão ao catolicismo mais a fez tomar consciência das suas raízes judaicas, oferecendo a vida pelo seu povo.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O Santo Padre Pio e as Almas do Purgatório


Muito do que, por vezes, se conta sobre aparições de almas do Purgatório, pode atribuir-se as ilusões, ou ter uma explicação natural, de ordem parapsicológica.
Isso porém não invalida que Deus possa servir-se de "aparições" dignas de crédito (do mesmo modo que algumas aparições de anjos ou de Nossa Senhora), por exemplo, algumas narradas pelo Santo P. Pio, na linha de outras narradas por Santa Margarida Maria e outros Santos:
Numa tarde, o padre Pio estava num quarto, na parte baixa do convento, destinada a receber hóspedes. Estava só, a descansar sobre o sofá, quando de repente, lhe apareceu um homem envolto numa capa escura.
O padre Pio, surpreso, ergueu-se e perguntou quem era e o que queria. O estranho respondeu que era uma alma do Purgatório: "Eu sou Pietro Di Mauro. Morri num incêndio neste convento, em 18 de Setembro de 1.908".
(Na realidade este convento, depois da desapropriação dos bens eclesiásticos, tinha sido transformado numa casa de repouso para anciãos). «Morri entre as chamas enquanto dormia, no meu colchão feito de palha, exactamente neste quarto.
Estou no Purgatório, mas o bom Deus, deixou-me vir aqui a pedir-lhe q celebre por mim a santa missa de amanhã pelo meu descanso eterno. Graças a ela, eu poderei entrar no Paraíso".
O P. Pio disse que sim, que celebraria a santa missa pela sua alma.
"Eu, quis acompanhá-lo - diz ele - até à porta do convento para me despedir, como se fosse uma qualquer, mas repentinamente, ele desapareceu.
Compreendi q havia falado com 1 pessoa morta e reentrei no convento bastante amedrontado.
O Padre Superior do convento, Paolino de Casacalenda, notou o meu nervosismo, e então contei-lhe o q havia acontecido, pedindo-lhe permissão para celebrar a Santa Missa da manhã seguinte por aquela alma necessitada".
O Padre Paolino, despertado pela curiosidade, foi consultar o registo de óbitos da comunidade de St. Giovanni Rotondo, e pôde verificar que a história do Padre Pio era verdadeira, pois no registo encontrou o nome, o apelido e a razão da morte: No dia 18 de Setembro de 1908, no incêndio da casa de repouso, morrera o Sr. Pietro Di Mauro.
A Sra. Cleonice Morcaldi, era devota do santo padre Pio. Depois de um mês da morte de sua mãe, o Padre Pio aproximou-se dela após a confissão, e disse: "Nesta manhã, a sua mãe foi para o Céu. Vi-a enquanto celebrava a Santa Missa".
O Santo Padre Pio contou também ao Padre Anastásio: "Uma tarde, enquanto estava a rezar sozinho, vi um monge jovem que se mexia próximo do altar parecendo espanar os candelabros e regar os vasos das flores.
Pensei q fosse o Padre Leone, q andasse a preparar o altar, e como era a hora do jantar, aproximei-me dele e disse: "P. Leone vá jantar, ñ está na hora de espanar e preparar o altar".
Mas uma voz q não era a voz do padre Leone respondeu-me: "Eu não sou o Padre Leone." Sou um irmão seu q fez o noviciado aqui. A minha missão era limpar o altar durante o ano do noviciado. Desgraçadamente, durante todo esse tempo, não reverenciei a Jesus Sacramentado em nenhuma das vezes em q passava em frente ao altar. Por esse descuido ainda estou no Purgatório. Agora, Deus, na sua bondade infinita, enviou-me aqui para que determine o dia em que eu passarei a gozar o Paraíso."
- Amanhã celebrarei a Santa Missa - respondeu o P. Pio. E contou: "Aquela alma chorou e disse: 'Ai de mim, q malvado eu fui'. «E concluiu o santo P. Pio: Aquela exclamação produziu-me uma ferida no coração, que sentirei toda a vida».

Pai Nosso das Almas (Mateus 6,9)
“Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar”. (Jo 14,1-2).
No dia de memória dos fiéis defuntos, lembramos os nossos entes queridos que já faleceram.
Esta Palavra de Jesus conforta muito o nosso coração, pois a morte é algo doloroso e a nossa maior esperança é a RESSURREIÇÃO! E saber que estas almas agora não podem fazer mais nada por elas mesmas, mas nós na comunhão dos santos, podemos rezar por elas. Por isso, vamos rezar o Pai Nosso das almas.

- Um dia, enquanto Santa Matilde comungava pelas almas do purgatório, Jesus apareceu-lhe e disse: “Reza por elas um Pai Nosso”. E compreendeu ela que deveria fazê-lo do modo abaixo indicado. Depois de ter rezado, ela viu que multidões de almas subiam ao céu.

Pai nosso que estais no céu.
Eu Vos peço, dignai-Vos perdoar, PAI Eterno, as almas do purgatório por não Vos terem amado, por não terem rendido o culto de adoração que Vos é devido, a Vós PAI, bom e misericordioso, por Vos terem afastado dos seus corações, onde desejáveis habitar.
- Para suprir estas faltas, ofereço-Vos o amor e a honra que o Vosso amado Filho Vos rendeu sobre a terra e a imensa satisfação com que pagou a dívida de todos os seus pecados. Amém.
Senhor JESUS, perdão e misericórdia. (dez vezes).

Santificado seja o Vosso nome.
Eu Vos suplico, ó terno PAI, que perdoeis às almas do Purgatório por não terem honrado dignamente o Vosso Nome, por O terem raras vezes invocado com devoção, por O terem tomado muitas vezes em vão e, pela sua vida pouco edificante, terem se tornado indignas do nome de CRISTO.
- Para satisfação deste pecado, ofereço-Vos a santidade de Vosso amado Filho que nas Suas pregações e em todas as suas palavras honrou e glorificou o Vosso Nome.
Senhor JESUS, perdão e misericórdia. (dez vezes).

Venha a nós o Vosso Reino.
Eu Vos rogo, ó Eterno PAI, que perdoeis as almas do purgatório por não terem desejado ardentemente, nem procurado com bastante zelo a expansão do Vosso Reino, onde está o verdadeiro repouso e a glória eterna.
- Para expiar esta indiferença, que tiveram por todos os bens da alma, ofereço-Vos os santos desejos que JESUS teve de que fôssemos co-herdeiros do Seu Reino.
Senhor JESUS, perdão e misericórdia. (dez vezes).

Seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no Céu.
Eu Vos suplico, ó Eterno PAI, que perdoeis as almas do purgatório, sobretudo às dos religiosos, por terem preferido a vontade própria à Vossa e por não terem tido em maior estima, em tudo, a Vossa vontade, para viverem e procederem, a maioria das vezes, conforme a própria satisfação.
- Para reparar esta desobediência, ofereço-Vos o dulcíssimo Coração de JESUS, bem como a submissão com que Ele Vos obedeceu até à morte na Cruz. Amém.
Senhor JESUS, perdão e misericórdia. (dez vezes).

O pão nosso de cada dia, nos dai hoje.
Eu Vos peço, ó Eterno Pai, que perdoeis as almas do purgatório, por não terem recebido o Pão dos anjos com vivos desejos, devida devoção e amor, por terem um grande número delas, sido indignas de O receber, por O terem recebido pouca ou nenhuma vez.
- Em expiação deste pecado, ofereço-Vos a santidade e devoção de Vosso Filho, assim como o amor e o inefável desejo que O levou a dar-nos este precioso tesouro. Amém.
Senhor JESUS, perdão e misericórdia. (dez vezes).

Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
Eu Vos suplico, ó Eterno PAI que perdoeis as almas do purgatório pelos pecados mortais cometidos, principalmente por não perdoarem àqueles que as ofenderam e por não terem amado os seus inimigos. Por estes pecados, ofereço-Vos a sublime oração que JESUS fez na Cruz pelos seus algozes. Amém.
Senhor JESUS, perdão e misericórdia. (dez vezes).

Não nos deixeis cair em tentação.
Eu Vos suplico, ó Eterno PAI, que perdoeis as almas do purgatório por não terem resistido aos vícios e concupiscências, por se terem muitas vezes deixado cair nas ciladas do demónio e da carne, por se terem visto, por culpa própria, metidas em grande número de más acções.
- Por essa multidão de pecados, ofereço-Vos a vitória gloriosa com a qual JESUS CRISTO venceu o mundo e o demónio. Ofereço também, a Sua santíssima vida com os Seus trabalhos e fadigas; com a dolorosíssima Paixão, morte na Cruz e gloriosa Ressurreição. Amém.
Senhor JESUS, perdão e misericórdia. (dez vezes).

Mas livrai-nos do mal.
Senhor, livra-as também de todo mal e de toda a pena pelos merecimentos do Vosso amado Filho e conduzi todos ao reino da Vossa glória, que sois Vós mesmo.
Amém.

“Eis aí tua mãe”


“Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar,” (Gêneis 3,15)

“Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas.” (Apocalipse 12,1)

Basta ver a atuação das seitas que em seu ódio contra Nossa Senhora negam sua virgindade perpétua, sua maternidade divina, sua Imaculada Conceição, sua mediação entre seu Filho (Jesus) e nós, sua Assunção e na loucura deles a chamam de pecadora, de uma mulher como outra qualquer.

A negação da verdadeira natureza humana de Cristo conduz, como conseqüência a negação da verdadeira maternidade divina de Maria – a negação da verdadeira divindade de Cristo leva inevitavelmente a negar que Maria foi a Mãe de Deus.

Na verdade a dignidade e excelência da Virgem como mãe de Deus excede a de todas as pessoas criadas, sejam anjos ou homens, porque a dignidade de uma criatura é tanto maior quanto mais próxima está de Deus. E Nossa Mãe do céu é a criatura mais próxima de Deus, depois da natureza humana de Cristo unido misteriosamente com a Pessoa do Verbo.

Como mãe corporal, leva em suas veias o mesmo sangue que o Filho de Deus enquanto a sua natureza humana.

O mesmo sangue que derramou no Calvário para nossa Redenção.

A Virgem Maria é a única criatura de Deus que pode olhar para Deus Filho e dizer: “Carne da minha carne, sangue do meu sangue”.

Os livros sapienciais (Salmos, Provérbios, Eclesiásticos, Sabedoria e Cânticos) cantam a elevada dignidade de Nossa Senhora. Ela é a filha de Sião, a filha de Jerusalém, o tabernáculo de Deus, o templo de Sião, etc, etc.

Leia-se:

Salmos 45,5; Salmos 86,3; Salmos 131,13; Provérbios 8,22ss; Eclesiástico 24,11ss; Cânticos 4,7)

Portanto, ninguém vai ao Filho, sem antes ir até a Mãe!

Fonte: Alma Missionária

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Espalhar o perfume da bondade, da misericórdia e da caridade


O perfume da compaixão, compõe-se, com efeito, dos tormentos da pobreza e das angústias em que vivem os que sofrem perseguição por serem justos, das inquietudes da tristeza por causa das faltas dos pecadores; em resumo, de toda a dor dos homens, mesmo dos nossos inimigos. A misericórdia é um bálsamo que cura: «Felizes os misericordiosos, pois alcançarão misericórdia» (Mt 5,7).

Assim, feliz a alma que cuidou de aprovisionar e espalhar o óleo da compaixão e de pô-los a ferver no fogo da caridade! Quem é, no vosso entender, «o homem feliz que tem piedade e empresta os seus bens» (Sl 111,5), inclinado à compaixão, pronto a socorrer o seu próximo, mais contente com dar do que com receber?

Quem é esse homem que perdoa facilmente, resiste à cólera, não permite a vingança, e em todas as coisas olha como suas as desgraças dos outros? Quem quer que seja essa alma impregnada do orvalho da compaixão, de coração transbordante de piedade, que se dá inteira a todos, que não é, ela mesma, senão um vaso rachado onde nada é invejosamente guardado, essa alma, tão morta para si mesma que vive unicamente para os outros, tem a felicidade de possuir esse terceiro perfume que é o melhor.

As suas mãos destilam um bálsamo infinitamente precioso (cf. Ct 5,5), que não se esgotará na adversidade e que os lumes da perseguição não conseguirão secar. É que Deus lembrar-se-á sempre dos seus sacrifícios”.»

(São Bernardo de Claraval, “Sermões sobre o Cântico dos Cânticos”, número 12)

Fonte: Vida espiritual católica

Rosário de uma mãe


Mistérios Gozosos

1ª dezena: Anunciação

Anjo da guarda de cada um dos meus filhos, anuncia-lhes o nascimento de Jesus. Que eles possam amá-Lo de todo coração, como a Virgem Maria.

(Pai nosso, 10 Aves-Marias, Glória ao Pai)

2ª dezena: Visitação

Nossa Senhora, vai à casa dos meus filhos não só para visitá-los mas para permanecer com eles. Que eles possam, como Santa Isabel, ficar muito felizes e exultar de alegria.

(Pai nosso, 10 Aves-Marias, Glória ao Pai)

3ª dezena: Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo

Jesus Cristo, Nosso Senhor, renasça no coração dos meus filhos cada dia, para que a vida deles seja um eterno Natal.

(Pai nosso, 10 Aves-Marias, Glória ao Pai)

4ª dezena: Apresentação do Senhor no templo

Maria Santíssima, ajuda-me a reapresentar meus filhos no templo. Para o Batismo e Comunhão eu os levei, mas para a Crisma é preciso que eles queiram.

(Pai nosso, 10 Aves-Marias, Glória ao Pai)

5ª dezena: Encontro do Menino Jesus no templo

Menino Jesus querido, faça que meus filhos possam encontrar-Vos. Mostra-lhes o caminho. Permite que eles Vos encontrem, porque Vós sois o caminho. E, quando Vos encontrarem, que nunca mais Vos abandonem.

(Pai nosso, 10 Aves-Marias, Glória ao Pai)

Mistérios Dolorosos

1ª dezena: Agonia de Nosso Senhor Jesus Cristo

Que o coração dos meus filhos, Senhor, não se angustie. Que no coração de cada um deles possam estar somente a Vossa alegria, paz, amor e os frutos de Vosso Espírito.

(Pai nosso, 10 Aves-Marias, Glória ao Pai)

2ª dezena: Flagelação

Pela Vossa flagelação, Jesus Cristo Nosso Senhor, alivia-os em suas dores espirituais e físicas. Que o corpo deles não lhes pertença, mas seja Vosso. Que eles sejam o templo do Vosso Espírito.

(Pai nosso, 10 Aves-Marias, Glória ao Pai)

3ª dezena: Coroação de espinhos

Tira, Jesus, cada espinho que possa estar afligindo a cabeça dos meus filhos. Que seus pensamentos sejam puros e retos. Lava-os, Senhor, com Vosso Sangue, e por Vossas chagas eles sejam curados.

(Pai nosso, 10 Aves-Marias, Glória ao Pai)

4ª dezena: Jesus com a cruz nas costas

Ajuda-os, Jesus, a carregar suas cruzes. Sê para eles um Simão Cirineu. Que cada uma de suas quedas não seja uma derrota, mas uma vitória e um novo ânimo para continuar convosco no caminho da salvação.

(Pai nosso, 10 Aves-Marias, Glória ao Pai)

5ª dezena: Jesus morre na cruz

Jesus amado, que meus filhos morram para o pecado e renasçam para a vida da graça. “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.”

(Pai nosso, 10 Aves-Marias, Glória ao Pai)

Mistérios Gloriosos

1ª dezena: Ressurreição de Jesus

Que eles possam convosco ressurgir para uma vida nova. Que eles saibam que estás vivo no meio deles, por meio de Vossa graça, e que em Vosso túmulo está escrito: “Ele não está mais aqui.”

(Pai nosso, 10 Aves-Marias, Glória ao Pai)

2ª dezena: Ascensão de Jesus

Que um dia eles possam ao céu subir, porque lá é o lugar dos pecadores arrependidos.

(Pai nosso, 10 Aves-Marias, Glória ao Pai)

3ª dezena: A vinda do Espírito Santo

Que o Espírito Santo desça sobre cada um deles, tirando-lhes o medo de aceitar e anunciar Jesus, nosso Senhor.

(Pai nosso, 10 Aves-Marias, Glória ao Pai)

4ª dezena: Assunção de Nossa Senhora

Maria Santíssima, Mãe querida, tu que amas meus filhos mais do que eu, faze que eles possam um dia encontrar-te no céu. Sê sempre a advogada deles perante Deus.

(Pai nosso, 10 Aves-Marias, Glória ao Pai)

5ª dezena: Coroação de Nossa Senhora

Que eles possam coroar-te nesta e na outra vida como Rainha do seu coração.

(Pai nosso, 10 Aves-Marias, Glória ao Pai)

Amém.

Fonte: Amai-vos/ADF

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Uma aparição mariana no século III


Desde os primórdios da Igreja, Nossa Senhora auxiliava os fiéis, amparando-os em suas necessidades e esclarecendo suas dúvidas.

Não é fácil para um católico dos dias de hoje compreender as dificuldades que enfrentaram os bispos e sacerdotes no início da Igreja, na defesa da verdadeira doutrina.

Com efeito, após 20 séculos de História, a Igreja Católica tem proclamado dogmas magníficos, estudado e resolvido inúmeros problemas teológicos, refutado heresias, esclarecido dúvidas que pareciam insuperáveis, tudo sob a inspiração do Espírito Santo. Da mesma forma que trabalhamos atualmente com tranqüilidade em terras que nossos antepassados tiveram enorme dificuldade para desmatar. É o valor inestimável da Tradição.

Coisas que hoje um menino de seis anos aprende sem dificuldade no catecismo preocuparam outrora os Padres da Igreja. Época em que se definiam as naturezas humana e divina de Nosso Senhor, existentes em uma só Pessoa, definia-se o verdadeiro alcance dos sacramentos, o mundo angélico ou o inferno etc.

Ora, foi justamente para tranqüilizar a reta consciência de um bispo santo, dos primeiros séculos do cristianismo, que se deu a aparição narrada a seguir.

Santo biógrafo de outro santo

Em muitas ocasiões, na História da Igreja, surgiram santos que relatam os fatos maravilhosos da vida de outros santos. Assim, São Gregório Magno narrando a vida de São Bento; o Bem-aventurado Raimundo de Cápua escrevendo a de Santa Catarina de Siena; São João Bosco descrevendo a de São Domingos Sávio etc.

São Gregório de Nissa

São Gregório de Nissa conta a vida de São Gregório, o Taumaturgo (isto é, o que opera milagres). O primeiro viveu no século IV, e seu biografado no século III — um século de diferença.

São Gregório, o Taumaturgo, tinha sido nomeado Bispo de Neocesaréia, cidade localizada na atual Turquia. Mas, segundo a biografia escrita por São Gregório de Nissa, “ele não queria iniciar a pregação antes que a verdade lhe tivesse sido revelada por alguma aparição. Havia aqueles que falsificavam o ensino piedoso com argumentos rebuscados, e assim tornavam a verdade duvidosa. Ora, durante a noite, quando ele repousava em santos pensamentos, um venerável ancião lhe apareceu, revestido de ornamentos sacerdotais. Surpreso, Gregório levanta-se e pergunta-lhe quem ele é e por que lhe apareceu. O ancião tranqüiliza seus temores com uma doce voz. Anuncia que vem, por ordem de Deus, esclarecer suas dificuldades [teológicas] e revelar-lhe a verdade da Fé. Gregório cobra coragem com estas palavras e olha o ancião com uma alegria mesclada de estupefação. A aparição estende a mão e o convida a olhar para um lado. Então Gregório percebe outra aparição: uma mulher, com um aspecto superior a tudo quanto é humano. De novo a emoção o domina, abaixa sua fronte e não ousa fixar esta luz tão forte para seus olhos [...]. Mas ele escutava as duas pessoas que apareceram conversando sobre os assuntos teológicos que o preocupavam. Assim, ele não apenas aprendeu a doutrina da Fé, mas descobriu quem eram os personagens da visão pelos nomes que eles se davam um ao outro. Com efeito, conta ele que ouviu a mulher convidar São João Evangelista a manifestar ao jovem bispo os mistérios da verdadeira Fé. Por sua vez, este respondia que o faria com gosto, para agradar a Mãe do Senhor e seguir seus desejos. Então [aquele apóstolo] pronunciou um discurso sóbrio, e desfez-se a aparição.

“Imediatamente Gregório colocou no papel esta doutrina celeste, e foi de acordo com ela que ele pregou logo mais em sua igreja. Ele legou-a a seus sucessores como uma herança vinda de Deus, e o povo, ensinado segundo tal doutrina, tem permanecido sempre puro de toda maldade herética. Eis aqui as palavras reveladas do Símbolo [dos Apóstolos, ou seja o Credo]: Eu creio num só Deus [...]. Se alguém quer se assegurar da verdade deste símbolo, que consulte a Igreja na qual o Taumaturgo pregava esta doutrina. Em seus arquivos, conserva-se ainda hoje o manuscrito feito por esta bem-aventurada mão: verdadeiras tábuas escritas por Deus e comparáveis, pela grandeza de sua graça, às tábuas da Lei, nas quais fora antigamente gravada a lei divina”.*

Uma situação especial

Constatamos neste texto vários fatos que merecem um comentário. Chama a atenção que, nessa visão, estando presente Nossa Senhora, não tenha sido Ela quem explicou o problema teológico, mas tenha convidado São João Evangelista (Bispo da Igreja) para falar. Cabe aos Bispos ensinar a doutrina, pois a eles confiou Nosso Senhor essa missão. E Nossa Senhora, sempre respeitosa das hierarquias — mesmo tendo muito mais virtude e conhecimento —, não quis violar esta regra dada por Deus. Admirável tema de meditação sobre a verdadeira humildade! Como dói saber que hoje em dia há Bispos que se desviaram dessa sublime missão, para ensinar as doutrinas da moda, como a teologia da libertação e outras do gênero!

Outro aspecto curioso da visão: São Gregório, o Taumaturgo, não conseguiu fixar seus olhos em Nossa Senhora. Aliás, é um fato que se constata em numerosas aparições de Maria Santíssima: os videntes sentem dificuldade em fixar detidamente seu rosto, tão luminoso é ele. Vários videntes, ao serem inquiridos, conseguem descrevê-lo só genericamente, pois não puderam fixar seus traços.

Chama a atenção ainda o modo maternal como Nossa Senhora tratou o jovem Bispo. Este não quis, de forma alguma, ensinar algo contrário à verdade. Mas, naquela época, era muito difícil consultar outros bispos fiéis para elucidar as verdades da Fé, em meio às perseguições pagãs e com distâncias enormes a percorrer.

Entretanto, o Santo Bispo não podia deixar seus súditos privados de sólida formação doutrinária. Podemos imaginar, então, as angústias causadas por tal situação. Para avaliarmos o problema, lembremos que somente 50 anos após a morte de São Gregório de Nissa, no Concílio de Nicéia foi elaborado um Credo oficial, com a finalidade de estabelecer a autêntica e única verdade de Fé.

* * *

Como vimos, Nossa Senhora resolveu o angustiante problema de um modo muito especial e materno. Assim como Ela o solucionou e protegeu a Fé incipiente dos primeiros cristãos, peçamos-Lhe que nos preserve dos erros contemporâneos, em meio à terrível confusão dos dias atuais.

Nota:

(*) Le ciel sur la Terre, les apparitions de la Vierge au Moyen âge, Sylvie Barnay, Ed. les Editions du Cerf, Milano, 1999, pg. 16-18.

Fonte: Lepanto/ADF

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Participe da Cruzada do Rosário pelo Quinto Dogma Mariano

Nesses mais de 2 mil anos em que a Igreja Católica prevalece, os Santos Padres declararam quatro Dogmas Marianos, demonstrando toda a devoção e respeito dignos de tão Santa mulher, escolhida para ser a Mãe de Deus. São eles:


Maternidade Divina
Perpétua Virgindade
Imaculada Conceição
Assunção

Agora, cabe a nossa geração, clamar ao Santo Padre Bento XVI que anuncie, o quinto e último Dogma Mariano: que a Imaculada Virgem Maria é verdadeiramente a Mãe espiritual de toda a humanidade.

Embora a Maternidade Espiritual de Maria sobre toda a humanidade já faz parte dos ensinamentos oficiais do Magistério da Igreja, a definição solene desta verdade por nosso amado Papa Bento XVI irá permitir a Nossa Senhora de exercer plenamente e de uma forma sem precedentes, a verdade incontestável : que Deus Lhe deu poderes de intercessão para o ser humano em nosso presente estado de grave crise global.

A fé em Nossa Senhora sempre esteve presente nas grandes conquistas da humanidade, tendo as orações do Rosário como principal fonte para pedir graças a Nosso Senhor Jesus Cristo, através de Sua Mãe Santíssima.

Por isso, novamente iremos nos unir através do Rosário, fazendo orações diárias pela Igreja Católica, O Santo Papa e todas as autoridades eclesiásticas, para que continuem dirigindo de forma sábia a Santa Madre Igreja.

Acenda agora a sua Vela do Rosário!

Esta cruzada do Rosário pelo Quinto Dogma Mariano, promovido pelo Vox Populi Mariae Mediatrici é mundial e a Associação Devotos de Fátima louva esta iniciativa.

A Cruzada durará um ano e já começou. Vai do dia 15 de agosto de 2010 a 15 de agosto de 2011.
Você pode começar agora mesmo a rezar o seu Rosário, pedindo para que o Papa Bento XVI anuncie ao mundo este dogma, que já é verdade para todos nós, e que Nossa Senhora interceda sempre pela humanidade, até que a promessa feita em Fátima se cumpra, onde a Mãe Santíssima disse: “Por fim, Meu Imaculado Coração triunfará”.

Fonte: ADF

domingo, 12 de setembro de 2010

Dia de São Guido, Confessor

(+ Brabante, Bélgica, 1012)

Nascido numa família de camponeses, distribuiu seus poucos bens aos pobres e se consagrou inteiramente ao serviço de Deus. Peregrinou durante sete anos, visitando os principais santuários da Europa, Roma e a Terra Santa. Depois retornou à sua região de origem e se santificou no humilde ofício de sacristão de uma igreja. Depois de morto, milagres e prodígios ocorreram em sua sepultura, e somente então foi glorificado aquele que, durante toda a vida, permanecera oculto e apagado.

Extraído do livro: “Cada dia tem seu santo… “

O JARDIM FLORIDO DA IGREJA


No tempo actual, a Igreja parece ter-se tornado uma estrutura pesada, um corpo cansado, uma multidão desalentada. Há sinais que confirmam esta impressão. Todavia, se observarmos melhor o que se passa nas comunidades católicas, seremos surpreendidos por outra realidade. No discurso aos bispos em Fátima, Bento XVI confessou a sua admiração pelo fenómeno dos movimentos e novas comunidades eclesiais, testemunhando: “Observando-os, tive a alegria e a graça de ver como, num momento de fadiga da Igreja, num momento em que se falava de «inverno da Igreja», o Espírito Santo criava uma nova primavera, fazendo despertar nos jovens e adultos a alegria de serem cristãos, de viverem na Igreja que é o Corpo vivo de Cristo. Graças aos carismas, a radicalidade do Evangelho, o conteúdo objectivo da fé, o fluxo vivo da sua tradição comunicam-se persuasivamente e são acolhidos como experiência pessoal, como adesão da liberdade ao evento presente de Cristo.”

Sobre este sopro do Espírito, ainda antes de ser Papa, disse: “Parecia que, depois do grande florescimento do Concílio, tinha entrado gelo em vez de primavera, cansaço em vez de novo dinamismo. E a Igreja, depois de tantas discussões e fadigas na procura de novas estruturas, não estava realmente diminuída e escondida? Mas eis que inesperadamente, surge alguma coisa que ninguém tinha projectado. Eis que o Espírito Santo, se assim podemos dizer, tinha pedido novamente a palavra. Em jovens homens e jovens mulheres rejuvenescia a fé, sem “se” nem “mas”, sem subterfúgios nem escapatórias e vivida na sua integralidade como dom e como dádiva preciosa que a todos faz viver”.

Protagonista e testemunha deste acontecimento espiritual, Andrea Riccardi, fundador da Comunidade de Santo Egídio, explica-o assim: “Na história difícil, conturbada e secularizada do século vinte, a vida cristã refloresceu. E refloresceu em situações difíceis. Refloresceu quando, tomados pelo bem-estar, parecia que se pudesse viver sem a fé. Este século, belo e terrível, tinha uma grande necessidade de Evangelho e de amor. Como aconteceu este florescimento? Frequentemente na pobreza e na prova de tantas situações dolorosas. Brilhou o aspecto sacramental e espiritual da Igreja. Num mundo “afastado de Deus” refloresceu o aspecto carismático da vida da Igreja representado pelos Movimentos e pelas novas Comunidades. Certamente o crescimento de um novo elemento na família provoca dificuldades, tensões, mas esta estação carismática levou a um florescimento da Igreja de maneira mais rica e complexa, a um alargamento da família e, por isso, a um intercâmbio de maior amor. A Igreja entra com simpatia nos caminhos de um mundo que parece afastado de Deus. Cristãos comuns mas radicados no carisma do apostolado entram na vida quotidiana do mundo através da palavra, do testemunho e dos comportamentos”.

Chiara Lubich, fundadora dos Focolares, confirma a beleza dos dons do Espírito: “A Igreja é um imenso jardim, onde exalam perfume pequenos canteiros de flores, as mais raras e as mais comuns, as mais ricas e as mais simples. São as famílias e as Ordens religiosas, são os Movimentos que têm uma dupla missão: reconstituir, no tempo em que vivem, a vida das primitivas comunidades cristãs; recordar ao mundo, com a sua existência, uma palavra de Jesus, um Seu modo de agir, um facto da Sua vida, porque aquele tempo tem necessidade especial de que alguém o repita. São modos diferentes de vida cristã, mas sempre autêntica e íntegra; são homens e mulheres que, como especialistas do Evangelho, oferecem ao mundo os remédios espirituais”.

Todos aqueles que na Igreja querem ser fiéis a Deus são capazes de reconhecer e acolher com gratidão os dons que Ele oferece ao nosso tempo. No mesmo discurso aos Bispos, o Papa exorta-os a valorizarem tais dons e a ajudarem a inserirem-se na comunhão eclesial: “Assim, por um lado, devemos sentir a responsabilidade de aceitar estes impulsos que são dons para a Igreja e lhe dão nova vitalidade, mas, por outro, devemos também ajudar os movimentos a encontrarem a estrada justa, com correcções feitas com compreensão – aquela compreensão espiritual e humana que sabe unir guia, gratidão e uma certa abertura e disponibilidade para aceitar aprender”.

Oxalá nenhum membro da Igreja despreze os variados dons que o Espírito distribuiu e estão presentes nos movimentos e novas comunidades. Tais carismas constituem um precioso impulso para a renovação eclesial e, diz Bento XVI, “para o anúncio e testemunho do Evangelho da esperança e da caridade em cada canto da terra”. Com eles, todos os fiéis, leigos, religiosos, sacerdotes e bispos, podem beneficiar pessoal e pastoralmente.

Padre Jorge Guarda
In: Canção Nova