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sábado, 5 de março de 2011

Conselhos para nossa vida como católicos


Logo bem cedo uma pessoa vai ter com o Santo Cura d’Ars para pedir-lhe conselho, dizendo:

- Senhor Cura, estou cansado de ser objeto de calúnias e de perseguições; minha paciência já está esgotada.

- Meu amigo, responde-lhe o Santo, fazei como eu! Deixai todo o mundo que diga o que quiser. Quando tiverem dito tudo, não terão mais nada que dizer, e então se calarão.

Um dia certo paroquiano de Ars foi ter com o Santo Cura, São João Vianney. Gordo, rechonchudo e obeso, contrastava com a esquelética figura mística do Santo.

Meu Padre, diz o homem, quando V. Revma entrar no céu, quero ir também agarrado à batina de V. Revma.

O Santo com uma pontinha de malícia foi logo respondendo:

- Meu amigo, a porta do céu é estreita, como diz a Escritura, e creio que juntos por lá não passamos e nos arriscamos a ficar para fora…

Certa ocasião uma senhora se queixava ao mesmo Santo Cura D’Ars:

- Por que é que V. Revma. na igreja reza tão baixinho que mal se ouve, e prega tão alto que até da rua se percebe?

- É, minha filha, responde mansamente o santo, que quando rezo, falo com Deus, e Deus não é surdo, ouve as minhas preces às quais tem sempre ouvidos atentos; ao passo que, quando prego, falo a um auditório que, às vezes, dorme, se distrai e nem sempre está bem atento ao que digo.

(COLEÇAO DE EXEMPLOS PARA A DOUTRINA CATOLICA – Frei Benvindo Destefani – Editora Vozes Ltda., Petrópolis, RJ – 2ª. edição, 1961, p. )./AASCJ

domingo, 30 de maio de 2010

Como devemos andar perante Deus em verdade e humildade?



1. Jesus: Filho, anda diante de mim em verdade e procura-me sempre com simplicidade de coração. Quem anda diante de mim na verdade será defendido dos ataques inimigos, e a verdade o livrará dos enganos e das murmurações dos maus. Se te libertar a verdade, serás verdadeiramente livre e não farás caso das vãs palavras dos homens.
2. A alma: Verdade é, Senhor, o que dizeis; peço-vos que assim se faça comigo. A vossa verdade me ensine, me defenda e me conserve até meu fim salutar. Ela me livre de toda má afeição e amor desregrado e assim poderei andar convosco, com grande liberdade de coração.
3. Jesus: Eu te ensinarei, diz a Verdade, o que é justo e agradável a meus olhos. Relembra teus pecados com grande dor e pesar e jamais te desvaneças por tuas boas obras. Com efeito, és pecador, sujeito a muitas paixões e preso em seus laços. De ti pendes sempre para o nada; depressa cais, logo és vencido, logo perturbado, logo desanimado. Nada tens de que possas gloriar-te; muito, porém, para te humilhar; pois és muito mais fraco do que podes imaginar.
4. Nada, pois, do que fazes te pareça grande, nada precioso e admirável, nada digno de apreço, nada nobre, nada verdadeiramente louvável e desejável, senão o que é eterno. Acima de tudo te agrade a eterna verdade, e te desagrade a tua extrema vileza. Nada temas, nada vituperes e fujas tanto como os teus vícios de pecados, que te devem entristecer mais do que quaisquer prejuízos materiais.
Alguns não andam diante de mim com simplicidade, mas, curiosos e arrogantes, pretendem saber meus segredos e compreender os sublimes mistérios de Deus, descurando-se de si próprios e de sua salvação. Estes, por sua soberba e curiosidade, não raro caem em grandes tentações e pecados, porque me afasto deles.
5. Teme os juízos de Deus, treme da ira do Onipotente. Não queiras discutir as obras do Altíssimo; examina antes as tuas iniqüidades, quanto mal cometestes e quanto bem deixastes de fazer por negligência. Alguns põem toda a sua devoção nos livros, outros nas imagens, outros em sinais e exercícios exteriores. Alguns me trazem na boca, mas mui pouco no coração.
Outros há, porém, que, alumiados no entendimento e purificados no afeto, sempre suspiram pelos bens eternos; não gostam de ouvir das coisas da terra e com repugnância satisfazem as exigências da natureza; estes percebem o que lhe diz o Espírito da Verdade. Pois lhes ensina a desprezar as coisas terrenas e amar as celestiais, a esquecer o mundo e almejar o céu dia e noite.

Fonte: Últimas e derradeiras graças