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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Provérbios, 1


1.Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel,
2.para conhecer a sabedoria e a instrução, para compreender as palavras sensatas,
3.para adquirir as lições do bom senso, da justiça, da eqüidade e da retidão;
4.para dar aos simples o discernimento, ao adolescente a ciência e a reflexão.
5.Que o sábio escute, e aumentará seu saber, e o homem inteligente adquirirá prudência
6.para compreender os provérbios, as alegorias, as máximas dos sábios e seus enigmas.
7.O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução.
8.Ouve, meu filho, a instrução de teu pai: não desprezes o ensinamento de tua mãe.
9.Isto será, pois, um diadema de graça para tua cabeça e um colar para teu pescoço.
10.Meu filho, se pecadores te quiserem seduzir, não consintas;
11.se te disserem: Vem conosco, faremos emboscadas, para (derramar) sangue, armaremos ciladas ao inocente, sem motivo,
12.como a região dos mortos devoremo-lo vivo, inteiro, como aquele que desce à cova.
13.Nós acharemos toda a sorte de coisas preciosas, nós encheremos nossas casas de despojos.
14.Tu desfrutarás tua parte conosco, uma só será a bolsa comum de todos nós!
15.Oh, não andes com eles, afasta teus passos de suas sendas,
16.porque seus passos se dirigem para o mal, e se apressam a derramar sangue.
17.Debalde se lança a rede diante daquele que tem asas.
18.Eles mesmos armam emboscadas contra seu próprio sangue e se enganam a si mesmos.
19.Tal é a sorte de todo homem ávido de riqueza: arrebata a vida àquele que a detém.
20.A Sabedoria clama nas ruas, eleva sua voz na praça,
21.clama nas esquinas da encruzilhada, à entrada das portas da cidade ela faz ouvir sua voz: e até quando os que zombam se comprazerão na zombaria?
22.Até quando, insensatos, amareis a tolice, e os tolos odiarão a ciência?
23.Convertei-vos às minhas admoestações, espalharei sobre vós o meu espírito, ensinar-vos-ei minhas palavras.
24.Uma vez que recusastes o meu chamado e ninguém prestou atenção quando estendi a mão,
25.uma vez que negligenciastes todos os meus conselhos e não destes ouvidos às minhas admoestações,
26.também eu me rirei do vosso infortúnio e zombarei, quando vos sobrevier um terror,
27.quando vier sobre vós um pânico, como furacão; quando se abater sobre vós a calamidade, como a tempestade; e quando caírem sobre vós tribulação e angústia.
28.Então me chamarão, mas não responderei; procurar-me-ão, mas não atenderei.
29.Porque detestam a ciência sem lhe antepor o temor do Senhor,
30.porque repelem meus conselhos com desprezo às minhas exortações;
31.comerão do fruto dos seus erros e se saciarão com seus planos,
32.porque a apostasia dos tolos os mata e o desleixo dos insensatos os perde.
33.Aquele que me escuta, porém, habitará com segurança, viverá tranqüilo, sem recear dano algum.


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