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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Falando em tatuagens


Já é recurso de comunicação há vários milhares de anos. Essas inscrições têm contra si que são permanentes, por haver invasão de tintas em camadas mais profundas da pele. Os nossos índios ganham dessa “modernidade” (de escasso bom gosto?), porque suas pinturas e ameaças de guerra são laváveis.

Eles podem mudar de idéia, e começar nova etapa na vida. Os nossos jovens e adultos civilizados não podem. Então isso de dizer que o mundo moderno não admite nada de definitivo, é desmentido pelos usuários desse recurso pictórico.
Não vale o axioma da pilha: “gastou, jogou fora”. Por isso, erroneamente se quer argumentar que o casamento não pode ser definitivo, por estar fora da mentalidade moderna
Os sentimentos, as promessas amorosas, a classificação de personalidade, a estigmatização das tatuagens, são para sempre. Não há mais possibilidade de voltar atrás.

A Igreja, por uma certa época, proibiu o seu uso. É que os romanos “carimbavam” os seus inimigos com esta humilhação. E também durante muito tempo, os governos marcavam os bandidos considerados irrecuperáveis com essas pinturas. Hoje as gangues, e outros, têm a sua linguagem esotérica, para se identificarem e fazerem suas comunicações.

Nós costumamos usar uma linguagem normal para o nosso corpo. Assim, as roupas que usamos, as jóias que as pessoas portam, os enfeites, os calçados, os penteados, falam aos outros do que somos e o que queremos.

Quando vemos uma pessoa bem vestida e bem penteada, concluímos que ela deseja ser bem vista, e tem bons planos para a vida. Mas quando encontramos um homem maltrapilho, sujo, e com barba desgrenhada, concluímos que se trata de alguém que não tem planos para a vida.

E se queremos expressar nossa pertença a Deus, podemos usar medalhas, que transmitem aos outros nossas convicções. Não é preciso tatuar e nem modificar a nossa pele. Deus, quando nos quer marcar como escolhidos, não nos carrega de inscrições corporais. Mas nos marca na alma, como no batismo e na crisma. “Eu conheço aqueles que escolhi” (Jo 13, 18).

Extraído do original de Dom Aloísio Roque Oppermann
Arcebispo de Uberaba (MG)/AASCJ

2 comentários:

Diêgo J. disse...

Passei aqui lendo. Achei você na irmandade dos blog católicos. Gostei do que vi aqui. Por isso, estou lhe convidando a visitar o meu blog. E se possivel, seguirmos juntos por eles. Estarei lá, muito grato esperando por você. Um abraço e fique com DEUS.

http://paroquiatibiri02.blogspot.com/

Maria disse...

Muito obrigada pela sua simpatia.
Volte sempre.
Vou visitar o seu blog.
Paz e bem!
Maria