EU VOS AMO! VÓS SOIS A MINHA VIDA.

terça-feira, 29 de março de 2011

Ester, 1


1. No segundo ano do reinado do rei Assuero, no primeiro dia do mês de Nisã, Mardoqueu teve um sonho. Mardoqueu era filho de Jair, filho de Semei, filho de Cis, da tribo de Benjamim.
1. Era um judeu que vivia na cidade de Susa, homem notável, ligado à corte do rei.
1. Pertencia ao grupo dos exilados que Nabucodonosor, rei da Babilónia, tinha exilado de Jerusalém, juntamente com Jeconias, rei de Judá.
1. O sonho foi assim: Gritos e tumulto, trovões e terremotos, agitação sobre a Terra.
1. Dois enormes dragões avançam, prontos para a luta. Lançam um grande rugido
1. e, ao ouvi-lo, todas as nações se preparam para a guerra, para o combate contra o povo dos justos.
1. É dia de trevas e escuridão, caem sobre a terra angústia e aflição, tribulação e pavor.
1. Todo o povo dos justos fica transtornado e, temendo desgraças, prepara-se para morrer e clama a Deus.
1. E ao clamor do povo brota, como de uma pequena fonte, um grande rio de águas caudalosas.
1. A luz e o sol levantam-se: os oprimidos são exaltados e devoram os poderosos.
1. Mardoqueu acordou do sonho e perguntou a si mesmo: «O que é que Deus quer fazer?» Continuou a reflectir nisso e ficou até à noite procurando decifrar de algum modo o significado.
1. Mardoqueu morava na corte com Bagatã e Tares, dois funcionários do rei, guardas do palácio.
1. Ouvindo a sua conversa e investigando os seus planos, ficou a saber que estavam a preparar um atentado contra o rei Assuero. Mardoqueu informou o rei.
1. E o rei interrogou os dois funcionários, que acabaram por confessar e foram condenados à morte.
1. O rei mandou escrever uma crónica desses factos, e também Mardoqueu, por conta própria, os deixou por escrito.
1. Depois o rei colocou Mardoqueu como funcionário na corte e recompensou-o com presentes.
1. Todavia, Amã, filho de Amadates, o agagita, tinha muito prestígio diante do rei e buscava um modo de prejudicar Mardoqueu e o seu povo, por causa dos dois funcionários do rei.
1. Eis o que aconteceu no tempo do rei Assuero, aquele Assuero que reinou sobre cento e vinte e sete províncias, desde a Índia até à Etiópia.
2. Nesse tempo, o rei Assuero reinava na fortaleza de Susa.
3. No terceiro ano do seu reinado, Assuero ofereceu um banquete a todos os seus oficiais e ministros. Reuniram-se então para o banquete os chefes do exército da Pérsia e da Média, os nobres e os governadores das províncias.
4. Assuero queria ostentar a riqueza e glória do seu reino com o fausto magnífico da sua grandeza. Por isso fez com que o banquete durasse cento e oitenta dias.
5. Passados esses dias, o rei deu um banquete durante sete dias no jardim do palácio real, e convidou todo o povo que se encontrava na fortaleza de Susa, desde o maior até ao menor.
6. Havia cortinas de linho fino e púrpura violeta suspensas em anéis de prata e colunas de mármore, e também divãs de ouro e prata sobre um piso de mosaico feito de malaquita, mármore branco e madrepérola.
7. Para beber, havia taças de ouro, todas diferentes, e o vinho era abundante, de acordo com a liberalidade do rei.
8. Bebia-se à vontade, como de costume, porque o rei tinha ordenado aos empregados de sua casa que deixassem cada um fazer o que quisesse.
9. Também a rainha Vasti ofereceu um banquete às mulheres no palácio real de Assuero.
10. No sétimo dia, alegre por causa do vinho, o rei ordenou que Maumã, Bazata, Harbona, Abgata, Bagata, Zetar e Carcas, sete funcionários que serviam pessoalmente o rei Assuero,
11. lhe apresentassem a rainha Vasti, com a coroa real, para exibir a beleza dela ao povo e aos oficiais, pois a rainha era muito bela.
12. Ao receber a ordem dos funcionários, a rainha Vasti recusou apresentar-se. O rei ficou furioso, e a sua ira inflamou-se.
13. Então consultou os sábios, especialistas em leis, pois toda a questão real devia ser tratada pelos peritos em direito.
14. Os mais próximos eram Carsena, Setar, Admata, Társis, Mares, Marsana e Mamucã, os sete grandes do reino da Pérsia e da Média, que eram conselheiros do rei e ocupavam os primeiros postos no reino.
15. Assuero perguntou: «Segundo a lei, o que se deve fazer à rainha Vasti por não ter obedecido à ordem do rei Assuero, transmitida pelos funcionários?»
16. Mamucã respondeu diante do rei e dos oficiais: «Não foi somente contra o rei que a rainha Vasti agiu mal, mas também contra todos os oficiais e todos os súbditos que vivem em todas as províncias do rei Assuero.
17. De facto, o comportamento da rainha será conhecido por todas as mulheres, que desprezarão os seus maridos, dizendo: "O rei Assuero mandou que a rainha Vasti se apresentasse, e ela recusou".
18. Hoje mesmo, as princesas da Pérsia e da Média, que ficarem a saber do comportamento da rainha, comentá-lo-ão com todos os oficiais do rei, e haverá muito desprezo e zombaria.
19. Se o rei achar bem, proclame um decreto real, que seja incluído nas leis da Pérsia e da Média, e tenha carácter irrevogável: que a rainha Vasti nunca mais se apresente ao rei Assuero e que o título de rainha seja dado a outra, que seja melhor do que ela.
20. Quando o decreto real for promulgado em todo o reino, todas as mulheres respeitarão os seus maridos, tanto as nobres, como as do povo».
21. O rei e os oficiais gostaram da proposta, e Assuero seguiu o que Mamucã tinha dito.
22. Mandou cartas a todas as províncias reais, na escrita e na língua de cada povo, ordenando que o marido fosse o chefe da casa.

2 comentários:

Adriano Vinícius disse...

Sinto muito. Fui seguir seu Blog, mas acabou saindo minha foto duas vezes. Por Favor, retire uma. É um prazer seguir seu Blog...
Adriano Vinícius

Maria disse...

Boa noite,
volte sempre, é recebido com com carinho cristão.
Muito obrigada pela visita.
Maria